CAMINHO DAS SETE PEDRAS: ATALHOS

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: ATALHOS

Ao que tudo sugere é próprio da natureza humana buscar o maior benefício com o menor esforço. Isso, é materializado no que chamamos de usar atalhos: rota/meio alternativo visando o menor tempo para atingir determinado objetivo. Entretanto, um atalho, não é garantia de se chegar ao mesmo destino que inicialmente se pretendia, ou seja, atingir plenamente seus objetivos.

Porquanto, ao deixamos o caminho que nos desafia: exigindo nos, um esforço maior, tem consequências que vão muito além de apenas o custo do tempo.

No dia-a-dia, optamos por inúmeros atalhos, pelos quais aparentemente obteríamos dado resultado com mais brevidade, o que até nos parece ser algo inteligente, mas, quando isso se torna literalmente um hábito em nossas escolhas, certamente nos perdemos pelo caminho e dificilmente atingiremos o objetivo, o sonho desejado.

Porque há consequências em se tomar atalhos, e muitos de nós, nem sequer lembram que existe a lei da causa e efeito: toda ação tem uma reação. E, o mais grave disso, é que ao exercemos nosso livre arbítrio (escolhas) com frequência usando atalhos (jeitinhos), isso se torna um hábito em nossas vidas. Como sabemos, somos o resultado das nossas experiências.

Por fim, o atalho por mais que seja tentador, nunca compensa. Por exemplo: colar numa prova poderá de dar um diploma mesmo sem ter conhecimento de dado conteúdo, mas certamente te fará um profissional mediano, etc. E, a pior parte, é que os pequenos atalhos se tornam hábitos em nossas vidas, e ao final passaremos uma existência sem o entendimento necessário para compreender a complexidade da vida, vivendo de maneira medíocre.

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: VIRTUDES

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: VIRTUDES

O que nos torna humano?  — Seja qual for o motivo que te levou abrir e ler esse breve texto, continue lendo, e, sua vida nunca mais será a mesma ao compreender o conteúdo. Advirto a não pensar muito sobre o estilo da escrita ou nível da linguagem, apenas vá em frente. Comece despretensiosamente, mas continue e veja se pode reconhecer a pessoa que és!

Tente responder, quem és? —  desde os primórdios da civilização aprendemos com a história dos nossos ancestrais, sobremaneira, através dos seus relatos que nos dão conta de que coisas extraordinárias sempre ocorreram com pessoas comuns, independente das suas origens étnicas ou crenças. Foram pessoas que fizeram algo que impactou na vida em sociedade no seu tempo e deixou um rastro tão profundo que ainda no século XXI falamos das suas experiências, cada um em seu tempo. Estes relatos, servem até hoje como base para inúmeras crenças, estilos de vida e/ou toda sorte religiosidades. Porém, pouco importa quem foram os autores ou de onde vieram, o que nos é valioso são os relatos das suas experiências, de seus personagens. Em suma, as mensagens importam e nunca os mensageiros.

Descubra o que é ser humano! — A condição humana é expressa a materialização de uma consciência. Uma existência é semelhante um barco no oceano, que partindo de um porto seguro rumo ao desconhecido, e que durante a jornada, a parte imaterial do que somos, vai adquirindo a conhecimentos dos diferentes portos que atracamos, e isso, é o que define, é o que nos tornamos até o momento de nos tornamos conscientes. Alguns, de nós, porém, tende a restringir a interação e o entendimento do seu mundo findando por se fixar num único cais. Tais indivíduos, são arrebanhados tal como ovelhas e nunca conheceram a verdade sobre sua existência.

Como acontece a realidade? — A maneira pela qual nos externamos para o mundo, pelo que sentimos, pelas nossas escolhas, ações e omissões, sobremaneira, por meio dos nossos sentimentos no momento que interagimos como nossos iguais, é isso, diz muito de como foram as nossas experiências até presente estagio da nossa consciência, da nossa existência.

Onde estamos de fato? – Tudo que nos move, provém de uma força que reside em nossa essência, é de onde realmente somos. Cada indivíduo é um mundo, por mais que desejamos parecer com o meio que o cerca e a família da qual descendemos, mas é fato que a individualidade persiste e está latente em nós, sempre.

Quando podemos começar a busca? — Desde o primeiro momento que duvidamos ou questionamos a realidade, perceberemos, por exemplo: que os nossos desejos não são puramente nossos porque pertencem ao meio social que estamos inseridos ou é uma expectativa da família que nascemos.

Por que isso tudo importa? — Ser virtuoso, humano, é decorre de uma condição primordial, de uma necessidade nata de cada indivíduo. Um ser virtuoso, é algo genuíno da condição humana e, é o que define quem somos.

Por fim, ao longo da jornada da nossa existência se vivermos momentos de desapego e desalento com o que vemos em nossa volta: injustiça, sofrimento, privação, desesperança, etc. — é sinal que estamos despertos! São essas percepções, os primeiros passos para o despertar, e com isso, descobriremos o caminho da virtude e poderemos coabitar em dois mundos: físico e imaterial. Por isso, comecemos a nos questionar agora! Porém, o segredo, não é saber as todas as respostas de imediato, mas aprender que perguntas fazer. O universo e o nosso interior se comunicam, eles são, na verdade, unos.

CAMINHO DAS PEDRAS: O DESPERTAR

CAMINHO DAS PEDRAS: O DESPERTAR

É intrigante como somos previsíveis. Isso começa desde que nos entendemos por gente, em tenra idade, mas desde esse tempo, é possível descobrir como seremos ao longo da nossa existência.

Há aqueles que defendam a ideia de que somos frutos do meio em que crescemos e da família que nos trouxe ao mundo físico, coisas do tipo. Mas, as coisas não são bem assim. O fato é que só nos damos conta disso (de que somos seres em construção e previsíveis) quando acordarmos para o autoconhecimento, o conhecimento de si.

No dia-a-dia, conhecemos um sem número de pessoas com infinidades de dilemas e achismos, sobre si próprio, que é muito comum ouvirmos divagações, como: (o meu jeito é esse, o meu sistema é aquele, o meu temperamento é assim ou assado, etc.).

Ocorre que muitos de nós passaremos pela vida agindo de maneira tão diversa do que são por dentro: ora vulneráveis ao passo que são bem mais fortes do que pensam; outras vezes, com muito medo dos intemperes básico do dia-a-dia e envolto em toda espécie de receios, quando poderíamos “tirar de letra” e levarmos uma vida mais equilibrada e tranquila, porque temos a capacidade para tanto.

Fato é, podemos constatar que as nossas atitudes frente aos medos do cotidiano são incompatíveis com nosso potencial (eu interior), é o que nos leva ser tão contraditórios: por vezes agimos de forma volúvel ao passo que poderíamos ser firmes e determinados.

Porém, há um limite para cada um de nós. Em determinado momento ocorre a ruptura entre o que pensamos ser e o que de fato somos. Agora (o encontro com a nossa verdade), há consequências, são vários os desfechos, e que se diferenciam a depender do nível de consciência de cada um, qual degrau nos encontramos na “escada de Jacó”.  

Sobre o despertar, acontece numa espécie de virada, num segundo estamos levando uma vida de sofrimento, lamentações e toda sorte de temores, e então, ocorre um “click”: é como se o tempo parasse para nós, mas, vemos que tudo em nossa volta continua como sempre, somos abstraídos do todo, caímos em nós e descobrimos quem realmente somos. — Embora, para muitos de nós, isso nunca acontecerá. Existem indivíduos que terminarão seus dias nesta terra, sem conhecer a si mesmo, portanto, sem saber o que realmente são.

A questão (despertar), a princípio, pode parecer surreal, mas não,  é fato. Desde antiguidade conhecia-se a possibilidade de conhecer a verdade. Qualquer pessoa que a buscasse, por exemplo, textos de filosofia, de mistérios e nos livros sagrados das mais diversas religiões existe centenas de citações sobre o tema. Evoluir como indivíduo: “conhecer a si mesmo o universo e os deuses”. O ponto de partida: aprender a autoquestionar.

Sou empirista. Aprendi que o processo se inicia a partir de um duvidar de si, — eis, onde tudo começa! — Gosto de pensar que o despertar só acontece para aquele (a) que percebe ainda enquanto dorme, porém, o despertar, envolve um processo complexo que certamente afetara sobre todos os aspectos da sua existência e impactará, sobremaneira, na forma como vê o mundo.

A receita para despertar e contada há muitos séculos. A lista das obras sobre o tema é longa e muito antiga: vão desde textos clássicos da filosofia dos Gregos, nas religiões dos Egípcios, Hindus, Hebreus (em seus livros sagrados), chegando as artes cinematográficas. São centenas de obras, filmes como: (Matrix); (Alice no país das maravilhas); (Mágico de Oz) e tantos outros. Os temas são recorrentes: “nova criatura”, “renascer”, “nova vida”, “reino dos céus”, etc. A depender da época que foram escritos e/ou ensinados, adequá-se à linguagem daquele momento histórico.   

Por fim, religiões surgem a partir de textos de seus livros sagrados e com o tempo desaparecem, obras artísticas são produzidas e fazem sucesso enorme e caem no esquecimento, e um fato persiste: poucas pessoas são capazes de entender o que queriam dizer. Quantas pessoas conhecemos, que assistiram aquelas obras saberiam dizer que se tratavam? — A maioria dos expectadores só viu os efeitos especiais e tudo mais, poucos foram os que compreenderam a mensagem. Ainda hoje, deparamos com os que dormem, sabem que dormem e/ou não querem despertar.

O CAMINHO DAS PEDRAS

O CAMINHO DAS PEDRAS

Uma existência é permeada de eventos inexplicáveis. Ao que tudo sugere aprendemos a pensar que tudo nos ocorre seguindo um vetor linear, tal como uma linha que parte desde nossa infância até o final dos nossos dias aqui e que está tudo predeterminado.

Entretanto, em breve analise é fácil constatar que não é assim que a banda da vida toca. Tudo sugere que a depender da fase da vida, infância, juventude e idade adulta, os eventos nos quais estamos envolvidos tendem ora reprimir ou liberar nosso raio de ação, fazendo com que experimentamos sofrimentos, privações outras vezes liberdade plena e bonanças.

Muito embora, em tenra idade fatores externos tem maiores influências em nossas vidas, ou seja, o que nos sugerem e ditam como  pensar e agir. Porém, na maioria das vezes fazemos escolhas independentemente desses árbitros externos, nossos pais e/ou o meio social em que vivemos.

Então! Surgem as questões: por que somos tão diferentes dos nossos irmãos? Qual o motivo pelo, qual alguns de nós se distanciam tanto do modelo familiar e/ou social, que fomos educados? Como fazemos escolhas tão antagônicas em relação nossa formação familiar?

São questionamentos que uma grande parcela de nós, nunca fazem. Aqueles que assim agem, continuam pensando linearmente e não se permitem sair ou ao menos pensar fora da caixa. Talvez, poderíamos sugerir que isso seja em razão do nosso pensamento ocidental: materialista, imediatista, de pouca memória, etc., optamos pelo TER em detrimento do SER. E, poucos de nós acorda e se debruça em tentar explicar e/ou responder às questões postas.

Contudo, quando paramos e analisamos o rumo que nossas vidas tomaram, percebemos que diferentemente do disseram naquela canção dos anos 80: “Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo / São crianças como você / O que você vai ser /Quando você crescer
”. É fato que muitos de nós seremos eternas crianças, porém, quem despertou: viu a luz e se sente vivendo fora da caixa, jamais concordaria com o texto dessa bela canção.

Por fim, você sempre terá escolhas, mesmo que tenham lhes ensinado que a “vida é o que é”, porque sabemos que somos indivíduos, e sempre teremos o livre arbítrio.  Embora, acreditemos que ele seja de alguma forma condicionado a família, a religião ou ao meio social, porquanto, não muda que somos seres únicos e a lei da causa efeito nos pagará sempre o justo preço pela forma que escolhemos viver.

FELICIDADE E A ANGÚSTIA EXISTENCIAL

FELICIDADE E A ANGÚSTIA EXISTENCIAL

Quando sentimos aquele aperto no peito, sensação de vazio, sufocamento, inquietação, descontentamento e ansiedade. Esse conjunto de sintomas é uma alerta, para o que se avizinha, que a depender do seu entendimento e capacidade de reação, por certo haverá um estado de depressão e outras patologias passarão faz parte do seu dia-a-dia.

Contudo, isso não é coisa da moda, — como noticiam (o mal do século). À angústia existencial, sempre existiu no seio da sociedade e pode-se até conviver com ela, a exemplo do que ocorreu no início do século XX quando o filosofo Sartre dizia “que ele era um indivíduo desencantado com o mundo e com a humanidade”.

Quando um indivíduo não está suficientemente preparado para o futuro e/ou não se encontrou com consigo (mesmo), é bem possível que tal pessoa perca do sentido da existência, e em sua mente ocorra uma confusão: os seus pensamentos e sentimentos entrem em colapso, e pode ser agravada por uma reação tardia, isto é, pela demora da retomada do controle de si.

Trata-se de um conflito intenso e mais difícil de ser superado, sobremaneira, quando culpamos fatores externos: outras pessoas e eventos que não conseguimos controlar, entretanto, a angústia existencial de fato acontece em nós, independe das nossas posses ou de quanto poder, temos. A angústia existencial talvez seja o motivo pelo qual exista grande demanda por terapeutas na atualidade.

Sou um empirista e não tenha a pretensão de conhecer tudo sobre o tema ou discorrer nesta breve reflexão, mas, proponho uma analogia simples que julgo perfeita para compreender como anda seu entendimento, — duas pessoas observam um pôr do sol de um mesmo ponto: a primeira se sente grata pelo espetáculo da luz solar no crepúsculo, enquanto a segunda se maldiz lamentando como é triste o entardecer porque a noite está próxima.  

Por fim, estamos em mais um final de ciclo solar, (um ano) e temos duas escolhas apenas: poderemos lamentar por tudo de mal que nos ocorreu nestes 364 dias, ou sermos gratos pelo aprendizado que a experiência da pandemia nos proporcionou. Sabemos que a dor e a morte são uma certeza, ninguém está inume, porém, a alegria e o contentamento são garantias de viver momentos felizes. — Escolha bem como vai encarar seus momentos em 2021!

FELICIDADE E SUA MAIOR BARREIRA

FELICIDADE E SUA MAIOR BARREIRA

Embora dotados de capacidade racional, fazemos as nossas escolhas em 90% das vezes segundo o estado das nossas emoções, fato que a psicologia e a neurociência já comprovaram. Seja quaisquer as áreas das nossas vidas: pessoal, profissional ou social, cometemos um sem número de erros por conta das más escolhas por meros impulsos emocionais.

Numa analogia elementar: a vida em sociedade. Vemos desde sempre a existência de normas coercitivas para organizar a vida dos indivíduos, são as leis penais, tais como castigos que nossos pais nos impuseram ao cometermos desobediências. Resguardados os problemas de psicossociais de alguns indivíduos, mas, a criança, jovem ou adolescente toma decisões sem muito apreço pela razão, portanto, são as nossas emoções que dominam nossa psique.

Embora, adultos e responsáveis continuamos sendo guiados em grande parte pelas nossas emoções. Elas, determinam as nossas escolhas,  como vemos o mundo que nos cerca com todas as adversidades, os eventos imprevisíveis e toda sorte de falha que cometemos ao longo das nossas vidas.  

Por fim, como poderemos administrar as nossas emoções, evitando que nos impeçam de ser feliz? — A questão é um desafio para uma vida. Mas, talvez, se começássemos abstraindo mais, contemplando mais, deixando em segundo plano os pré-conceitos e diminuindo nosso ego.

FELICIDADE E O ACASO

FELICIDADE E O ACASO

Na história da humanidade existe um processo contínuo de desenvolvimento da consciência do indivíduo. Aprendemos que isso diz respeito a existência de leis que regem o universo. São essas ordenanças que dão sentido a tudo que vivenciamos, são as leis: da causa efeito, do mentalismo; da correspondência; da vibração; da polaridade; do ritmo; do gênero.

Temporalmente, culturas ao redor do globo deram diversos nomes para aquelas leis, por exemplo, para explicar a de lei causa e efeito a chamamos de: (destino; maldições; bênçãos; coincidências, sorte, etc.), entretanto, pouco importa como são designadas, fato é, elas existem e são imutáveis.

Contudo, em oposição a todo esse arcabouço legal universal, criamos o ACASO, sobretudo, para justificar a nossa ignorância ou aparente competência mediana de enxergar a vida.

O acaso é a maneira pela qual justificamos nossa ignorância frente aos mistérios da existência, daquilo, que não conseguimos compreender. Assim, sempre utilizamos esse termo (acaso) para explicar um dado evento que foge a nossa compreensão, é inexplicável.

Por fim, ao darmos o crédito a tudo que nos ocorre ao mero ACASO, por certo, estamos vivendo de maneira mediana, como arrogantes e medíocres, porque buscamos a felicidade no TER e não no SER. Além disso, é fácil constatar, desde os momentos singelos até os relevantes, que o acaso não existe. E, a felicidade é mais companheira, mais presente, tanto quanto compreendemos as leis universais.

FELICIDADE: QUAL O SEGREDO?

FELICIDADE: QUAL O SEGREDO?

Quem saberá dizer se existe um segredo para felicidade, a maioria concorda que poderia existir. Fato que muitos buscam conhecer um caminho mais curto, quem sabe haja um atalho para felicidade?

Comumente falamos “seja feliz”, é uma expressão muito popular que parece um mantra, ora dizemos solenemente, outras vezes, por mero hábito. Fato que desejar felicidade aos outros talvez seja da nossa cultura, e esteja enraizada em nossos costumes, ninguém sabe ao certo porque dizemos isso.

Se de fato houvesse um segredo para a felicidade, onde deveríamos procurá-lo?

Desde a infância aprendemos na escola muito sobre quase tudo, os mais diversos ramos do conhecimento, mas nunca sobre como ser feliz. Quando adultos compreendemos muitos conceitos, a história, as diversas ciências, a linguagem e tudo mais. Isso tudo, é só um preparo para galgarmos o próximo nível da intelectualidade, mas nada sobre a felicidade. Após décadas estudando, somos capazes fazer cálculos complexos, nos expressar em nossa língua corretamente e até falar em outras línguas, mas pouco compreendemos sobre a felicidade.

Tem uma abordagem interessante sobre o tema, ouvi recentemente da professora Lúcia Helena Galvão, filósofa, que os Egípcios antigos não sabiam muito sobre como eram feitos os papiros e as tintas que os escribas utilizavam para registrar seus conhecimentos, mas, por outro lado, aquele povo conhecia como ninguém os segredos da alma humana, sobretudo, sobre a finalidade da existência. Eles foram uma das primeiras culturas a pensar na existência do além vida, na vida transcendendo a morte, portanto, sabiam muito sobre a finalidade da existência humana.

Recentemente li sobre “o jeito Harvard de ser feliz” um dos cursos mais concorrido naquela universidade americana, o mais incrível disso, é que foi necessário criar uma disciplina acadêmica para ensinar ser feliz, mas o que aprenderíamos sobre a felicidade? — Penso que não precisaríamos de escola para isso, porque quase todo mundo tem o conhecimento necessário para ser feliz. Ocorre que só alguns de nós sabe implementá-lo em sua vida cotidiana.

Por fim, o segredo da felicidade não está no nível intelectual elevado, na habilidade profissional ou no sucesso alcançado, mas na forma em que se vive o dia-a-dia: como percebe o mundo a sua volta; como se relaciona com outros e como vê a si mesmo. Resume-se, no quanto se permite gostar de si enquanto se adapta continuamente frente aos desafios da vida sem perder de vista a felicidade. 

Felicidade: justifica uma existência

Felicidade: justifica uma existência

É extraordinário e simultaneamente, libertador, percebermos que somos apenas ondas cósmicas, nada mais que ondas. Carl Segan da famosa série de TV (Cosmos: Uma Viagem Pessoal), ao comentar uma imagem da terra vista do espaço, escreveu: “olhe para aquele pequeno ponto no espaço, aquele grão de areia, lá vivem tudo que conhecemos, os que amamos e odiamos. Ali, naquele pequeno ponto, está cada casal apaixonado, cada herói ou vilão, todos os santos e os pecadores, esse é o nosso lar e o de milhões de seres”.

No cotidiano desejamos tantas coisas, detestamos outras mais, mas nunca nos detemos para analisar o que somos: indivíduos, humanos, limitados, complexos e confusos. Lemos diariamente que milhares de nossos irmãos humanos se declaram com crises existenciais, que perderam o sentido da vida.

Mas a final, a que é a vida? Por que a vida precisa ter um sentido? Qual a nossa importância num vasto universo de bilhões de galáxias e anos? — Ao que parece é uma busca vã e insólita, porque ser como nós, com existência tão ínfima em relação à grandeza e longevidade cósmica, saberíamos as respostas para a própria existência!

Contudo, é reconfortante constatar o que não somos: poderosos, importantes, sequer significantes do ponto de vista cósmico, universal. Todos que julgamos ser superior e que exercemos o poder sobre outrem ou sobre o meio ambiente não significa nada, porque ainda estamos todos numa mesma navezinha chamada terra.

A nossa existência por certo segue leis de bilhões de anos e não há nada que façamos em nosso cotidiano ou durante uma vida inteira, que fará alguma diferença para quem rege o universo.

Portanto, a felicidade é breve e fugaz, não esperemos das pessoas, coisas e/ou eventos para sermos felizes. Antes, porém, devemos buscá-la em cada momento da nossa vida, seja o que ou como for, desde um sorriso espontâneo, a contemplação das variadas formas de vida, do sopro do vento, do silêncio, do meio ambiente, de uma palavra gentil que acalente nosso coração num instante. A felicidade não precisa de explicação cientifica ou filosófica, felicidade está no viver e sentir.

COMO VENCER O MAIOR DOS MEDOS

COMO VENCER O MAIOR DOS MEDOS

Queria fazer isso ou aquilo, mas não tenho tempo. Tenho muitas coisas urgentes para resolver, depois eu faço isso ou aquilo. Eu até gostaria muito de fazer isso ou aquilo, mas estou cheio de coisas para fazer. Meu sonho é fazer isso ou aquilo, mas não posso começar porque sei que não concluirei isso ou aquilo.

Quem dentre nós já não dissemos uma das frases acima? — Para ser honesto, diariamente dizemos algo assim (queria fazer mas “tô” sem tempo).

Por que aquilo que nos fará melhor e maior, enfrenta tanta resistência em nós? — Criamos um sem número de desculpas para não encararmos os nossos medos: limitações, resistências internas!

Fato é que raramente nos damos conta disso, que estamos procrastinando, levando com a barriga e enrolando. Desviamos até nossos pensamentos com muita frequência, e colocamos rótulos de urgente e tantas coisas banais do dia-a-dia e esquecemos o que é importante para nossa vida consciente: crescer como pessoa, realizar algo que esteja além do básico: alimentar, procriar, abrigar, defender-se.

Ademais, fugir é mais fácil e doí menos, a conhecer a verdade e encará-la de frente.

A verdade geralmente nos leva a responsabilidade: altruísmo e o comprometimento com os outros. Todos temos as nossas missões, as provas e as expiações, mas ao que parece sentimos um desejo implacável por recompensas imediatas: prazeres físicos e emocionais. 

É fato, também, que invariavelmente fugimos da dor, mesmo antes que ela se apresente em nós, antes dos seus sintomas: ansiedade e medo.

Se analisarmos com parcimônia constataremos que temos medo de nós mesmo, temos medo de quase tudo que nos tira da nossa zona de conforto. Enfim, tememos o que pode nos transformar em pessoas melhores.

Por fim, para encarar nossos medos a primeira coisa a fazer, é começar de onde estamos, não aceitando que precisa fazer isso ou aquilo antes, devemos começar agora, hoje. Sabemos e temos a consciência do que precisa ser feito, geralmente isso está sempre na nossa frente. Descubra o que tem mais evitado em sua vida e faça agora.