CAMINHO DAS SETE PEDRAS: ATALHOS

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: ATALHOS

Ao que tudo sugere é próprio da natureza humana buscar o maior benefício com o menor esforço. Isso, é materializado no que chamamos de usar atalhos: rota/meio alternativo visando o menor tempo para atingir determinado objetivo. Entretanto, um atalho, não é garantia de se chegar ao mesmo destino que inicialmente se pretendia, ou seja, atingir plenamente seus objetivos.

Porquanto, ao deixamos o caminho que nos desafia: exigindo nos, um esforço maior, tem consequências que vão muito além de apenas o custo do tempo.

No dia-a-dia, optamos por inúmeros atalhos, pelos quais aparentemente obteríamos dado resultado com mais brevidade, o que até nos parece ser algo inteligente, mas, quando isso se torna literalmente um hábito em nossas escolhas, certamente nos perdemos pelo caminho e dificilmente atingiremos o objetivo, o sonho desejado.

Porque há consequências em se tomar atalhos, e muitos de nós, nem sequer lembram que existe a lei da causa e efeito: toda ação tem uma reação. E, o mais grave disso, é que ao exercemos nosso livre arbítrio (escolhas) com frequência usando atalhos (jeitinhos), isso se torna um hábito em nossas vidas. Como sabemos, somos o resultado das nossas experiências.

Por fim, o atalho por mais que seja tentador, nunca compensa. Por exemplo: colar numa prova poderá de dar um diploma mesmo sem ter conhecimento de dado conteúdo, mas certamente te fará um profissional mediano, etc. E, a pior parte, é que os pequenos atalhos se tornam hábitos em nossas vidas, e ao final passaremos uma existência sem o entendimento necessário para compreender a complexidade da vida, vivendo de maneira medíocre.

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: VIRTUDES

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: VIRTUDES

O que nos torna humano?  — Seja qual for o motivo que te levou abrir e ler esse breve texto, continue lendo, e, sua vida nunca mais será a mesma ao compreender o conteúdo. Advirto a não pensar muito sobre o estilo da escrita ou nível da linguagem, apenas vá em frente. Comece despretensiosamente, mas continue e veja se pode reconhecer a pessoa que és!

Tente responder, quem és? —  desde os primórdios da civilização aprendemos com a história dos nossos ancestrais, sobremaneira, através dos seus relatos que nos dão conta de que coisas extraordinárias sempre ocorreram com pessoas comuns, independente das suas origens étnicas ou crenças. Foram pessoas que fizeram algo que impactou na vida em sociedade no seu tempo e deixou um rastro tão profundo que ainda no século XXI falamos das suas experiências, cada um em seu tempo. Estes relatos, servem até hoje como base para inúmeras crenças, estilos de vida e/ou toda sorte religiosidades. Porém, pouco importa quem foram os autores ou de onde vieram, o que nos é valioso são os relatos das suas experiências, de seus personagens. Em suma, as mensagens importam e nunca os mensageiros.

Descubra o que é ser humano! — A condição humana é expressa a materialização de uma consciência. Uma existência é semelhante um barco no oceano, que partindo de um porto seguro rumo ao desconhecido, e que durante a jornada, a parte imaterial do que somos, vai adquirindo a conhecimentos dos diferentes portos que atracamos, e isso, é o que define, é o que nos tornamos até o momento de nos tornamos conscientes. Alguns, de nós, porém, tende a restringir a interação e o entendimento do seu mundo findando por se fixar num único cais. Tais indivíduos, são arrebanhados tal como ovelhas e nunca conheceram a verdade sobre sua existência.

Como acontece a realidade? — A maneira pela qual nos externamos para o mundo, pelo que sentimos, pelas nossas escolhas, ações e omissões, sobremaneira, por meio dos nossos sentimentos no momento que interagimos como nossos iguais, é isso, diz muito de como foram as nossas experiências até presente estagio da nossa consciência, da nossa existência.

Onde estamos de fato? – Tudo que nos move, provém de uma força que reside em nossa essência, é de onde realmente somos. Cada indivíduo é um mundo, por mais que desejamos parecer com o meio que o cerca e a família da qual descendemos, mas é fato que a individualidade persiste e está latente em nós, sempre.

Quando podemos começar a busca? — Desde o primeiro momento que duvidamos ou questionamos a realidade, perceberemos, por exemplo: que os nossos desejos não são puramente nossos porque pertencem ao meio social que estamos inseridos ou é uma expectativa da família que nascemos.

Por que isso tudo importa? — Ser virtuoso, humano, é decorre de uma condição primordial, de uma necessidade nata de cada indivíduo. Um ser virtuoso, é algo genuíno da condição humana e, é o que define quem somos.

Por fim, ao longo da jornada da nossa existência se vivermos momentos de desapego e desalento com o que vemos em nossa volta: injustiça, sofrimento, privação, desesperança, etc. — é sinal que estamos despertos! São essas percepções, os primeiros passos para o despertar, e com isso, descobriremos o caminho da virtude e poderemos coabitar em dois mundos: físico e imaterial. Por isso, comecemos a nos questionar agora! Porém, o segredo, não é saber as todas as respostas de imediato, mas aprender que perguntas fazer. O universo e o nosso interior se comunicam, eles são, na verdade, unos.

CAMINHO DAS PEDRAS: O DESPERTAR

CAMINHO DAS PEDRAS: O DESPERTAR

É intrigante como somos previsíveis. Isso começa desde que nos entendemos por gente, em tenra idade, mas desde esse tempo, é possível descobrir como seremos ao longo da nossa existência.

Há aqueles que defendam a ideia de que somos frutos do meio em que crescemos e da família que nos trouxe ao mundo físico, coisas do tipo. Mas, as coisas não são bem assim. O fato é que só nos damos conta disso (de que somos seres em construção e previsíveis) quando acordarmos para o autoconhecimento, o conhecimento de si.

No dia-a-dia, conhecemos um sem número de pessoas com infinidades de dilemas e achismos, sobre si próprio, que é muito comum ouvirmos divagações, como: (o meu jeito é esse, o meu sistema é aquele, o meu temperamento é assim ou assado, etc.).

Ocorre que muitos de nós passaremos pela vida agindo de maneira tão diversa do que são por dentro: ora vulneráveis ao passo que são bem mais fortes do que pensam; outras vezes, com muito medo dos intemperes básico do dia-a-dia e envolto em toda espécie de receios, quando poderíamos “tirar de letra” e levarmos uma vida mais equilibrada e tranquila, porque temos a capacidade para tanto.

Fato é, podemos constatar que as nossas atitudes frente aos medos do cotidiano são incompatíveis com nosso potencial (eu interior), é o que nos leva ser tão contraditórios: por vezes agimos de forma volúvel ao passo que poderíamos ser firmes e determinados.

Porém, há um limite para cada um de nós. Em determinado momento ocorre a ruptura entre o que pensamos ser e o que de fato somos. Agora (o encontro com a nossa verdade), há consequências, são vários os desfechos, e que se diferenciam a depender do nível de consciência de cada um, qual degrau nos encontramos na “escada de Jacó”.  

Sobre o despertar, acontece numa espécie de virada, num segundo estamos levando uma vida de sofrimento, lamentações e toda sorte de temores, e então, ocorre um “click”: é como se o tempo parasse para nós, mas, vemos que tudo em nossa volta continua como sempre, somos abstraídos do todo, caímos em nós e descobrimos quem realmente somos. — Embora, para muitos de nós, isso nunca acontecerá. Existem indivíduos que terminarão seus dias nesta terra, sem conhecer a si mesmo, portanto, sem saber o que realmente são.

A questão (despertar), a princípio, pode parecer surreal, mas não,  é fato. Desde antiguidade conhecia-se a possibilidade de conhecer a verdade. Qualquer pessoa que a buscasse, por exemplo, textos de filosofia, de mistérios e nos livros sagrados das mais diversas religiões existe centenas de citações sobre o tema. Evoluir como indivíduo: “conhecer a si mesmo o universo e os deuses”. O ponto de partida: aprender a autoquestionar.

Sou empirista. Aprendi que o processo se inicia a partir de um duvidar de si, — eis, onde tudo começa! — Gosto de pensar que o despertar só acontece para aquele (a) que percebe ainda enquanto dorme, porém, o despertar, envolve um processo complexo que certamente afetara sobre todos os aspectos da sua existência e impactará, sobremaneira, na forma como vê o mundo.

A receita para despertar e contada há muitos séculos. A lista das obras sobre o tema é longa e muito antiga: vão desde textos clássicos da filosofia dos Gregos, nas religiões dos Egípcios, Hindus, Hebreus (em seus livros sagrados), chegando as artes cinematográficas. São centenas de obras, filmes como: (Matrix); (Alice no país das maravilhas); (Mágico de Oz) e tantos outros. Os temas são recorrentes: “nova criatura”, “renascer”, “nova vida”, “reino dos céus”, etc. A depender da época que foram escritos e/ou ensinados, adequá-se à linguagem daquele momento histórico.   

Por fim, religiões surgem a partir de textos de seus livros sagrados e com o tempo desaparecem, obras artísticas são produzidas e fazem sucesso enorme e caem no esquecimento, e um fato persiste: poucas pessoas são capazes de entender o que queriam dizer. Quantas pessoas conhecemos, que assistiram aquelas obras saberiam dizer que se tratavam? — A maioria dos expectadores só viu os efeitos especiais e tudo mais, poucos foram os que compreenderam a mensagem. Ainda hoje, deparamos com os que dormem, sabem que dormem e/ou não querem despertar.

O CAMINHO DAS PEDRAS

O CAMINHO DAS PEDRAS

Uma existência é permeada de eventos inexplicáveis. Ao que tudo sugere aprendemos a pensar que tudo nos ocorre seguindo um vetor linear, tal como uma linha que parte desde nossa infância até o final dos nossos dias aqui e que está tudo predeterminado.

Entretanto, em breve analise é fácil constatar que não é assim que a banda da vida toca. Tudo sugere que a depender da fase da vida, infância, juventude e idade adulta, os eventos nos quais estamos envolvidos tendem ora reprimir ou liberar nosso raio de ação, fazendo com que experimentamos sofrimentos, privações outras vezes liberdade plena e bonanças.

Muito embora, em tenra idade fatores externos tem maiores influências em nossas vidas, ou seja, o que nos sugerem e ditam como  pensar e agir. Porém, na maioria das vezes fazemos escolhas independentemente desses árbitros externos, nossos pais e/ou o meio social em que vivemos.

Então! Surgem as questões: por que somos tão diferentes dos nossos irmãos? Qual o motivo pelo, qual alguns de nós se distanciam tanto do modelo familiar e/ou social, que fomos educados? Como fazemos escolhas tão antagônicas em relação nossa formação familiar?

São questionamentos que uma grande parcela de nós, nunca fazem. Aqueles que assim agem, continuam pensando linearmente e não se permitem sair ou ao menos pensar fora da caixa. Talvez, poderíamos sugerir que isso seja em razão do nosso pensamento ocidental: materialista, imediatista, de pouca memória, etc., optamos pelo TER em detrimento do SER. E, poucos de nós acorda e se debruça em tentar explicar e/ou responder às questões postas.

Contudo, quando paramos e analisamos o rumo que nossas vidas tomaram, percebemos que diferentemente do disseram naquela canção dos anos 80: “Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo / São crianças como você / O que você vai ser /Quando você crescer
”. É fato que muitos de nós seremos eternas crianças, porém, quem despertou: viu a luz e se sente vivendo fora da caixa, jamais concordaria com o texto dessa bela canção.

Por fim, você sempre terá escolhas, mesmo que tenham lhes ensinado que a “vida é o que é”, porque sabemos que somos indivíduos, e sempre teremos o livre arbítrio.  Embora, acreditemos que ele seja de alguma forma condicionado a família, a religião ou ao meio social, porquanto, não muda que somos seres únicos e a lei da causa efeito nos pagará sempre o justo preço pela forma que escolhemos viver.

FELICIDADE E A ANGÚSTIA EXISTENCIAL

FELICIDADE E A ANGÚSTIA EXISTENCIAL

Quando sentimos aquele aperto no peito, sensação de vazio, sufocamento, inquietação, descontentamento e ansiedade. Esse conjunto de sintomas é uma alerta, para o que se avizinha, que a depender do seu entendimento e capacidade de reação, por certo haverá um estado de depressão e outras patologias passarão faz parte do seu dia-a-dia.

Contudo, isso não é coisa da moda, — como noticiam (o mal do século). À angústia existencial, sempre existiu no seio da sociedade e pode-se até conviver com ela, a exemplo do que ocorreu no início do século XX quando o filosofo Sartre dizia “que ele era um indivíduo desencantado com o mundo e com a humanidade”.

Quando um indivíduo não está suficientemente preparado para o futuro e/ou não se encontrou com consigo (mesmo), é bem possível que tal pessoa perca do sentido da existência, e em sua mente ocorra uma confusão: os seus pensamentos e sentimentos entrem em colapso, e pode ser agravada por uma reação tardia, isto é, pela demora da retomada do controle de si.

Trata-se de um conflito intenso e mais difícil de ser superado, sobremaneira, quando culpamos fatores externos: outras pessoas e eventos que não conseguimos controlar, entretanto, a angústia existencial de fato acontece em nós, independe das nossas posses ou de quanto poder, temos. A angústia existencial talvez seja o motivo pelo qual exista grande demanda por terapeutas na atualidade.

Sou um empirista e não tenha a pretensão de conhecer tudo sobre o tema ou discorrer nesta breve reflexão, mas, proponho uma analogia simples que julgo perfeita para compreender como anda seu entendimento, — duas pessoas observam um pôr do sol de um mesmo ponto: a primeira se sente grata pelo espetáculo da luz solar no crepúsculo, enquanto a segunda se maldiz lamentando como é triste o entardecer porque a noite está próxima.  

Por fim, estamos em mais um final de ciclo solar, (um ano) e temos duas escolhas apenas: poderemos lamentar por tudo de mal que nos ocorreu nestes 364 dias, ou sermos gratos pelo aprendizado que a experiência da pandemia nos proporcionou. Sabemos que a dor e a morte são uma certeza, ninguém está inume, porém, a alegria e o contentamento são garantias de viver momentos felizes. — Escolha bem como vai encarar seus momentos em 2021!

FELICIDADE E SUA MAIOR BARREIRA

FELICIDADE E SUA MAIOR BARREIRA

Embora dotados de capacidade racional, fazemos as nossas escolhas em 90% das vezes segundo o estado das nossas emoções, fato que a psicologia e a neurociência já comprovaram. Seja quaisquer as áreas das nossas vidas: pessoal, profissional ou social, cometemos um sem número de erros por conta das más escolhas por meros impulsos emocionais.

Numa analogia elementar: a vida em sociedade. Vemos desde sempre a existência de normas coercitivas para organizar a vida dos indivíduos, são as leis penais, tais como castigos que nossos pais nos impuseram ao cometermos desobediências. Resguardados os problemas de psicossociais de alguns indivíduos, mas, a criança, jovem ou adolescente toma decisões sem muito apreço pela razão, portanto, são as nossas emoções que dominam nossa psique.

Embora, adultos e responsáveis continuamos sendo guiados em grande parte pelas nossas emoções. Elas, determinam as nossas escolhas,  como vemos o mundo que nos cerca com todas as adversidades, os eventos imprevisíveis e toda sorte de falha que cometemos ao longo das nossas vidas.  

Por fim, como poderemos administrar as nossas emoções, evitando que nos impeçam de ser feliz? — A questão é um desafio para uma vida. Mas, talvez, se começássemos abstraindo mais, contemplando mais, deixando em segundo plano os pré-conceitos e diminuindo nosso ego.

FELICIDADE E O ACASO

FELICIDADE E O ACASO

Na história da humanidade existe um processo contínuo de desenvolvimento da consciência do indivíduo. Aprendemos que isso diz respeito a existência de leis que regem o universo. São essas ordenanças que dão sentido a tudo que vivenciamos, são as leis: da causa efeito, do mentalismo; da correspondência; da vibração; da polaridade; do ritmo; do gênero.

Temporalmente, culturas ao redor do globo deram diversos nomes para aquelas leis, por exemplo, para explicar a de lei causa e efeito a chamamos de: (destino; maldições; bênçãos; coincidências, sorte, etc.), entretanto, pouco importa como são designadas, fato é, elas existem e são imutáveis.

Contudo, em oposição a todo esse arcabouço legal universal, criamos o ACASO, sobretudo, para justificar a nossa ignorância ou aparente competência mediana de enxergar a vida.

O acaso é a maneira pela qual justificamos nossa ignorância frente aos mistérios da existência, daquilo, que não conseguimos compreender. Assim, sempre utilizamos esse termo (acaso) para explicar um dado evento que foge a nossa compreensão, é inexplicável.

Por fim, ao darmos o crédito a tudo que nos ocorre ao mero ACASO, por certo, estamos vivendo de maneira mediana, como arrogantes e medíocres, porque buscamos a felicidade no TER e não no SER. Além disso, é fácil constatar, desde os momentos singelos até os relevantes, que o acaso não existe. E, a felicidade é mais companheira, mais presente, tanto quanto compreendemos as leis universais.

FELICIDADE: QUAL O SEGREDO?

FELICIDADE: QUAL O SEGREDO?

Quem saberá dizer se existe um segredo para felicidade, a maioria concorda que poderia existir. Fato que muitos buscam conhecer um caminho mais curto, quem sabe haja um atalho para felicidade?

Comumente falamos “seja feliz”, é uma expressão muito popular que parece um mantra, ora dizemos solenemente, outras vezes, por mero hábito. Fato que desejar felicidade aos outros talvez seja da nossa cultura, e esteja enraizada em nossos costumes, ninguém sabe ao certo porque dizemos isso.

Se de fato houvesse um segredo para a felicidade, onde deveríamos procurá-lo?

Desde a infância aprendemos na escola muito sobre quase tudo, os mais diversos ramos do conhecimento, mas nunca sobre como ser feliz. Quando adultos compreendemos muitos conceitos, a história, as diversas ciências, a linguagem e tudo mais. Isso tudo, é só um preparo para galgarmos o próximo nível da intelectualidade, mas nada sobre a felicidade. Após décadas estudando, somos capazes fazer cálculos complexos, nos expressar em nossa língua corretamente e até falar em outras línguas, mas pouco compreendemos sobre a felicidade.

Tem uma abordagem interessante sobre o tema, ouvi recentemente da professora Lúcia Helena Galvão, filósofa, que os Egípcios antigos não sabiam muito sobre como eram feitos os papiros e as tintas que os escribas utilizavam para registrar seus conhecimentos, mas, por outro lado, aquele povo conhecia como ninguém os segredos da alma humana, sobretudo, sobre a finalidade da existência. Eles foram uma das primeiras culturas a pensar na existência do além vida, na vida transcendendo a morte, portanto, sabiam muito sobre a finalidade da existência humana.

Recentemente li sobre “o jeito Harvard de ser feliz” um dos cursos mais concorrido naquela universidade americana, o mais incrível disso, é que foi necessário criar uma disciplina acadêmica para ensinar ser feliz, mas o que aprenderíamos sobre a felicidade? — Penso que não precisaríamos de escola para isso, porque quase todo mundo tem o conhecimento necessário para ser feliz. Ocorre que só alguns de nós sabe implementá-lo em sua vida cotidiana.

Por fim, o segredo da felicidade não está no nível intelectual elevado, na habilidade profissional ou no sucesso alcançado, mas na forma em que se vive o dia-a-dia: como percebe o mundo a sua volta; como se relaciona com outros e como vê a si mesmo. Resume-se, no quanto se permite gostar de si enquanto se adapta continuamente frente aos desafios da vida sem perder de vista a felicidade. 

Felicidade: justifica uma existência

Felicidade: justifica uma existência

É extraordinário e simultaneamente, libertador, percebermos que somos apenas ondas cósmicas, nada mais que ondas. Carl Segan da famosa série de TV (Cosmos: Uma Viagem Pessoal), ao comentar uma imagem da terra vista do espaço, escreveu: “olhe para aquele pequeno ponto no espaço, aquele grão de areia, lá vivem tudo que conhecemos, os que amamos e odiamos. Ali, naquele pequeno ponto, está cada casal apaixonado, cada herói ou vilão, todos os santos e os pecadores, esse é o nosso lar e o de milhões de seres”.

No cotidiano desejamos tantas coisas, detestamos outras mais, mas nunca nos detemos para analisar o que somos: indivíduos, humanos, limitados, complexos e confusos. Lemos diariamente que milhares de nossos irmãos humanos se declaram com crises existenciais, que perderam o sentido da vida.

Mas a final, a que é a vida? Por que a vida precisa ter um sentido? Qual a nossa importância num vasto universo de bilhões de galáxias e anos? — Ao que parece é uma busca vã e insólita, porque ser como nós, com existência tão ínfima em relação à grandeza e longevidade cósmica, saberíamos as respostas para a própria existência!

Contudo, é reconfortante constatar o que não somos: poderosos, importantes, sequer significantes do ponto de vista cósmico, universal. Todos que julgamos ser superior e que exercemos o poder sobre outrem ou sobre o meio ambiente não significa nada, porque ainda estamos todos numa mesma navezinha chamada terra.

A nossa existência por certo segue leis de bilhões de anos e não há nada que façamos em nosso cotidiano ou durante uma vida inteira, que fará alguma diferença para quem rege o universo.

Portanto, a felicidade é breve e fugaz, não esperemos das pessoas, coisas e/ou eventos para sermos felizes. Antes, porém, devemos buscá-la em cada momento da nossa vida, seja o que ou como for, desde um sorriso espontâneo, a contemplação das variadas formas de vida, do sopro do vento, do silêncio, do meio ambiente, de uma palavra gentil que acalente nosso coração num instante. A felicidade não precisa de explicação cientifica ou filosófica, felicidade está no viver e sentir.

COMO VENCER O MAIOR DOS MEDOS

COMO VENCER O MAIOR DOS MEDOS

Queria fazer isso ou aquilo, mas não tenho tempo. Tenho muitas coisas urgentes para resolver, depois eu faço isso ou aquilo. Eu até gostaria muito de fazer isso ou aquilo, mas estou cheio de coisas para fazer. Meu sonho é fazer isso ou aquilo, mas não posso começar porque sei que não concluirei isso ou aquilo.

Quem dentre nós já não dissemos uma das frases acima? — Para ser honesto, diariamente dizemos algo assim (queria fazer mas “tô” sem tempo).

Por que aquilo que nos fará melhor e maior, enfrenta tanta resistência em nós? — Criamos um sem número de desculpas para não encararmos os nossos medos: limitações, resistências internas!

Fato é que raramente nos damos conta disso, que estamos procrastinando, levando com a barriga e enrolando. Desviamos até nossos pensamentos com muita frequência, e colocamos rótulos de urgente e tantas coisas banais do dia-a-dia e esquecemos o que é importante para nossa vida consciente: crescer como pessoa, realizar algo que esteja além do básico: alimentar, procriar, abrigar, defender-se.

Ademais, fugir é mais fácil e doí menos, a conhecer a verdade e encará-la de frente.

A verdade geralmente nos leva a responsabilidade: altruísmo e o comprometimento com os outros. Todos temos as nossas missões, as provas e as expiações, mas ao que parece sentimos um desejo implacável por recompensas imediatas: prazeres físicos e emocionais. 

É fato, também, que invariavelmente fugimos da dor, mesmo antes que ela se apresente em nós, antes dos seus sintomas: ansiedade e medo.

Se analisarmos com parcimônia constataremos que temos medo de nós mesmo, temos medo de quase tudo que nos tira da nossa zona de conforto. Enfim, tememos o que pode nos transformar em pessoas melhores.

Por fim, para encarar nossos medos a primeira coisa a fazer, é começar de onde estamos, não aceitando que precisa fazer isso ou aquilo antes, devemos começar agora, hoje. Sabemos e temos a consciência do que precisa ser feito, geralmente isso está sempre na nossa frente. Descubra o que tem mais evitado em sua vida e faça agora.

A raiz dos maiores males da humanidade nasce do egoísmo do indivíduo

A raiz dos maiores males da humanidade nasce do egoísmo do indivíduo

Desde um passado distante, a história nos dá conta de que sempre ocorreram barbáries e toda sorte de maldade infligida aos humanos: guerras, fome, escravidão, etc., ao que tudo demostra, a dor e o sofrimento sempre fizeram parte da vida dos indivíduos.

A questão é: qual a causa pela, qual isso aconteça conosco?

Se formos buscar por respostas em algum fenômeno, força ou causa fora de nós, por certo fracassaremos, porque tudo que existe e que compreendemos como civilização e as relações humanas, pertence a nós. Fomos os próprios criadores da sociedade, não há nada que diga em sentido contrário: é mais uma obra nascida da necessidade e pela engenhosidade do homem.

É verdade que evoluímos muito neste último meio século como civilização, mas há, como sempre houve, a exploração de uns em detrimento dos benefícios de outros, em qualquer nível do estrado social.

A raiz  dos grandes males que assolam a humanidade: injustiças, fome, guerras, são os frutos dos nefastos comportamentos egoístas. Isso é notório  em toda escala social: desde as relações de pessoa a pessoa, tanto quanto é maior, entre indivíduos com maior poder sobre outrem em posição inferior.

Portanto, os males sociais nascem e se desenvolvem no íntimo de cada indivíduo: pelo seu interesse egoísta oprime o semelhante. É utopia idealizar uma sociedade justa e paritária. Assim como, também, o é uma democracia plena, é impossível pela mesma causa e agravada pela vaidade do homem.   

Por fim, a despeito de tudo que nos ensinaram sobre os deuses, também são criações humanas. As religiões foram criadas e desapareceram conforme arbítrio e necessidade de dada civilização. Porquanto, ao homem cabe a eterna busca pela justiça, liberdade e fraternidade, porém, nunca o faz da fonte verdadeira, ou seja, primeiramente de dentro de si.

FELICIDADE: A SORTE E O AZAR

FELICIDADE: A SORTE E O AZAR

Sobre se há bênção ou maldição para ser feliz: ao que parece uma parcela acredita, outras, no entanto, nem pensam sobre isso. E, esse último grupo de indivíduos, vive cada dia como um dia comum, como um dia após o outro.

Julgo que ter sorte e o azar é tudo uma questão de perspectiva própria, porque tem relação direta com a compreensão de mundo de cada um.

Ocorre que historicamente diversas culturas pelo mundo levam muito a sério a questão de sorte e azar. Há uma crença milenar muito bem enraizadas no inconsciente coletivo desses povos, por isso, pode ter alguma relevância e algum fundamento essa ideia de sortudo ou azarado.

A questão é, como a sorte e o azar afeta nossa percepção de felicidade? — Como sempre faço neste blog não tenho a pretensão de saber as respostas e nem de esgotar assunto, mas vale a pena uma reflexão.

Para refletirmos sobre o tema, julgo que deveríamos analisar as grandezas incontestáveis que são determinantes e afetam nossos destinos desde sempre: se de um lado somos seres dotados de consciência e com capacidade inventiva e tudo mais, de outro, é fato a nossa insignificância frente ao universo imenso e suas leis eternas é incontestável.

Por conta disso, é razoável deduzir que as nossas ações por mais importantes que as julguemos que sejam, não tem potencial para afetar a ordem universal.

Portanto, sobre sorte ou azar para uma vida plena e feliz, está muito restrito ao nosso entorno imediato e a maneira pela qual julgamos cada evento em seu momento. Para ser feliz ou não, depende exclusivamente do quão positivo enxergamos e interpretamos a nossa realidade. Sobretudo, por vivermos que nossa vida é breve e fugaz, e a felicidade, depende de um ponto de vista muito particular.

A FELICIDADE SEMPRE ESTÁ PERTO

A FELICIDADE SEMPRE ESTÁ PERTO

Como perceber a felicidade? — observando os detalhes. Fato é que tudo começa com a nossa iniciativa, não devemos esperar que outros nos façam felizes, porque isso é ilusão, é utopia. Desperte, acorde.

Devemos começar no local, momento e com a oportunidade que se apresentar, porque o mais importante é a percepção quanto ao momento.  — É aqui e agora.

Faça o que tiver que fazer, no instante e oportunidade que for, mas não espere muito tempo para perceber a felicidade. A felicidade é por certo, viver momentos de contemplação, satisfação e gratidão. E, esses, são pequenos e fugazes, são instantes de alegrias, quando nos sentimos gratos, plenos.

Por fim, para viver a felicidade, não devemos busca-la longe e nem esperar algum “tempo certo“, porque o local é aqui e o  tempo está no presente, no agora. Seja como for,  nos relacionamentos com outras pessoas ou consigo mesmo,  nunca deixe que a sua felicidade dependa do arbítrio, da escolha, de outras pessoas.

FELICIDADE E A MENTIRA

FELICIDADE E A MENTIRA

Acredito que ninguém saberia dizer ao certo quando aprendemos a mentir, mas é fato que a mentira faz parte do comportamento humano há milhares de anos. Sabemos disso pelas narrativas dos livros sagrados de todas as religiões e por registros nas diversas artes: literatura, teatro, etc., em todas as culturas espalhadas pelo mundo.

Quanto aos motivos pelos quais mentimos isso já foi amplamente estudado, seja pela psicologia, neurociência em outros ramos do conhecimento e, ao que parece engendramos argumentos mentirosos em situações corriqueiros com fins de evitarmos situações embaraçosas, para obter vantagens, etc.

Mas, quando mentir vira um hábito, isso nos torna um mentiroso e, sabemos que ninguém gosta de se relacionar com pessoas que mentem. Eis o (xis) da questão: se somos seres essencialmente sociais, e como tais, temos sempre que nos relacionar com outras pessoas.

Entretanto, o mais grave em mentir, é que isso afeta sobremaneira as nossas vidas, ainda mais, quando mentimos para nós mesmos, ou seja, quando criamos personas irreais e acabamos por acreditar nas próprias mentiras.

Por fim, sendo a felicidade algo que provem do nosso íntimo, da nossa capacidade de contemplação da vida, da nossa essência como ser, é razoável deduzir que a mentira é incompatível com momentos felizes pelo simples fato de que mentir é criar uma ilusão, uma fantasia, é isso, como também sabemos, só tem utilidade como entretenimento.

Felicidade: porque é um ideal humano.

Felicidade: porque é um ideal humano.

Desde o passado em cujas eras já se perderam na poeira do tempo, temos informações, pistas, sobre a vida dos nossos ancestrais, sabemos disso através dos mitos e das religiões antigas, que é falado antes até do surgimento da escrita. São relatos, por tradução orais, que depois escritos chegaram a nós, e dão conta de como viviam na antiguidade, os seus medos, desejos e sonhos.

O fato é, que olhando para o passado podemos constatar que os antigos em muitos aspectos não eram muito diferentes de nós do (século XXI), sobremaneira, com relação a ideais nobres humanos: bondade, justiça e honestidade. Antes que alguém aponte meu delírio: porque sabemos que no passado havia escravos, governos déspotas, guerras cruéis e a vida humana tinha pouco valor. Contudo, ainda há isso, (desumanidades), porém, com outra aparência: há exploração do homem pelo homem e abusos de toda sorte.

O ponto desta reflexão é o ideal humano de felicidade. E, ao que tudo demonstra permanece latente dentro de cada um de nós, com exceções e na proporcionalidade do grau de entendimento de cada indivíduo. Entretanto, o mais intrigante, é que isso nada tem a ver com a intelectualidade de cada um, mas sim com o conhecimento de si, com o autoconhecimento.

Por conta disso, dado ao nosso grau de evolução agimos ou não perseguindo ideais nobres, esses, que nos tornam mais observadores, mais compreensivos, sem fazer julgamentos e/ou impormos as nossas verdades sobre nossos semelhantes. Quando vemos atitudes diferentes dessas, é razoável pressupor que tal individuo precisa evoluir muito.

Os séculos passam, e com eles as mudanças: dos costumes, das tecnologias, da cultura, etc., porém, o ser humano continua quase invariavelmente: egoísta, déspota, insensível. Portanto, senão não nos dermos conta de que estamos numa escola, sobretudo, aprendendo o que é ser um humano, assim como foi no passado, é hoje: queremos viver felizes, apesar de: com ou sem posses; com ou sem poder; com ou sem reconhecimento público.

Por fim, o ponto é, há uma parte de nós que nunca morre, somos almas imortais, estamos na busca por evoluir, e neste caminho da evolução, sempre haverá dor, medo e insegurança, mas se buscarmos compreender quem somos, o mundo que nos cerca se revelará passageiro, e constataremos que estamos numa escola, em aprendizado constante, e talvez, a felicidade sorria mais e nos seja amiga neste turno (vida) de aula, neste plano 3D.

Sabedoria: o conhecimento e a utilidade

Sabedoria: o conhecimento e a utilidade

Quando o assunto trata das questões imediatas do indivíduo, como o autoconhecimento, me declaro suspeito, porque sou fã do grande mestre Sócrates, que depois de quase 2 500 anos, ele foi e ainda é “o cara”: pai da filosofia ocidental.

Aprendemos sempre com este ícone do pensamento ocidental que tinha a preocupação de levar as pessoas a sabedoria com fins da prática do bem, ou seja, a filosofia a serviço da elevação da consciência do indivíduo com valores nobres: bondade, verdade, utilidade.

Hoje me deparei com umas das celebres lições: “busque o entendimento sobre as coisas que lhes seja útil para sua vida”.

Nestes dias (século XXI) de mundo global conectado e com quase  todo o conhecimento do mundo a um toque dos dedos, ou basta ditar o assunto, para obtermos informações sobre qualquer tema, no entanto, muitos de nós se dedica a enfadonhos estudos dogmáticos ou para aprender sobre futilidades modistas, que não agregam nada para elevar uma consciência.

Por fim, penso que deveríamos nos voltar a busca por conhecimento que nos eleve, sobretudo, nos voltando para dentro de nós, por meio do autoconhecimento. Como há muito tempo é dito: “conhecimento da verdade liberta”, então, busquem-na continuamente. 

FELICIDADE IMPOSSÍVEL: A EXPECTATIVA DO OUTRO

FELICIDADE IMPOSSÍVEL: A EXPECTATIVA DO OUTRO

O tempo passa e naturalmente criamos expectativas com relação aos eventos do futuro, é o que chamamos ter esperança e fé. Mas, se de um lado ter esperança é uma das virtudes essenciais para motivação de qualquer pessoa, de outro lado, confiar exclusivamente nas ações de outras pessoas visando nossa felicidade, é um grande erro, uma utopia.

A felicidade que idealizamos provém invariavelmente da nossa necessidade de completude, ao que tudo indica sempre estamos na busca por tornamos inteiros, uno com o universo.

Contudo, o grande problema disso (no caminho da felicidade) e que o torna impossível, é por nos perdermos ao longo do caminho da vida, nos frustrando constantemente, isso ocorre por não considerarmos dois elementos fundamentais: 1) conceito sobre a felicidade e 2) por onde começar sua busca.

Por fim, muito já foi dito sobre o que seja a felicidade: contentamento, alegrias momentâneas, sensações de preenchimento de completude. Também, sobre por onde começar a busca: dentro de nós mesmos, se encontrando com si mesmo. Porém, um fator, que torna impossível a felicidade, é esperar 100% do tempo que outras pessoas nos proporcionem, porque cada um está engajado em sua própria busca, e, além disso, somos (indivíduos).

VIDA: SOBRE AS RESPOSTAS

VIDA: SOBRE AS RESPOSTAS

Sempre que despertamos que a vida é fugaz e breve, muitas perguntas surgem, porque é notório, que a maioria de nós, deseja viver o maior tempo possível. Por isso, as ciências se desenvolvem neste sentido, da ampliação dos nossos dias neste mundo tridimensional. Disso surgem questões existenciais.

O fato é, que viver mais, ao que tudo demonstra é um desejo persistente em nossa consciência. Seja pela nossa ignorância sobre a vida ou não, buscamos continuamente por respostas, desde a mais remota antiguidade. Religiões surgem e desaparecem da face da terra e a vida continua, simples assim.

Contudo, as questões (o que, como, porque) existimos, continua.

Vejamos: se fazemos o que fazemos em prol do prolongando a vida, quer significar que temos esperança de que talvez haja um sentido para tudo isso, uma explicação logo adiante no tempo.

Mas, se olharmos mais profundamente para dentro de nós, procurando as respostas, julgo que seja o caminho mais seguro, pelo fato do sentido da vida é uma questão muito particular, subjetiva.

Gosto da metáfora sobre o que seja viver: “viver é igual um salto de um penhasco, no qual não podemos escolher sobre se caímos ou não, no máximo que podemos fazer é despertar para o inevitável, que somos mortais, e nada do que fizermos vai mudar isso, porém, temos escolhas: poderemos decidir se sorrimos enquanto caímos (vivemos) ou lamentamos“, de um jeito ou de outro o nosso tempo neste plano vai acabar.

Então, onde estão as respostas para existência, para a vida? — Poderíamos começar por não nos iludirmos e nem fantasiarmos, tão-somente viver cada dia com intensidade e não pensando tanto sobre o amanhã (apocalíptico), nada disso. Deixemos isso aos dogmáticos que há milênios criam os próprios céus e infernos, quando aos despertos sobre si, cada dia já nos bastam seus desafios, alegrias e tristezas.

Como disse o poeta romano Horácio (65 a.C.-8 a.C.) “Carpe diem”, numa tradução livre: “… colha o hoje e confie o mínimo possível no amanhã”.

Por fim, não se preocupe tanto com as respostas para todas as questões que venham porventura preencher sua mente, apenas viva bem e faça o seu melhor.

Felicidade e o sucesso: há certo ou errado?

Felicidade e o sucesso: há certo ou errado?

Desde criança criamos muitas expectativas, sonhos, de que iremos além: seremos melhores com relação à vida dos nossos ancestrais, dos nossos pais. A esperança pode até ser válida, mas na maioria das vezes aquele sonho nobre e libertador, se torna o nosso pesadelo. Embora, não haja nada de errado sonhar, obter sucesso, porque esse é um ideal de realização, é muito natural.

O que ocorre é que durante nossa vida, os desafios e eventos do dia-a-dia, invariavelmente há muitos enganos e com eles as frustrações, o que também é muito normal, pois se considerarmos que viver, tem seus desafios. Mas, com o tempo nossos valores mudam, assim como, o nosso conceito de sucesso e fracasso, não passam de ilusão.

Não é pelo fato de que não realizarmos os sonhos conforme desejávamos nos tornam infelizes. Isso porque o sucesso dos nossos sonhos se revela insignificante, se não vivermos cada momento.

O ponto é: nunca consideramos o dinamismo do tempo e com ele, a nossa visão da realidade.

Sabemos, conforme diziam os antigos: “nunca é possível beber água duas vezes do mesmo rio”. Isso ocorre, por fatores naturais ou não, digo isso porque você hoje, não é a mesma pessoa que sonhou. O tempo, e os desafios da vida, se alteram na medida da nossa compreensão do mundo.

E, a felicidade onde está? — nossos sonhos e ideais de vida: casamento, filhos, poder, dinheiro. Por que essas “coisas” invariavelmente não são garantia da felicidade?

Tem uma canção ‘pop’ que diz: “(Era uma vez) É que a gente quer crescer / E quando cresce quer voltar do início / Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido / Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real / E entender que ela mora no caminho e não no final (Kell Smith)”.

Por fim, não há certo ou errado. A não ser pelo fato que o tempo passa e a ideia fixa de que a felicidade está no ter ou ser, é errada, quando, na verdade, a felicidade está no caminho (dia-a-dia), porque ela (a felicidade) acompanha nossas vidas. Basta tão-somente que abrirmos os olhos para o aqui e o agora. 

VIDA: PORQUE A GERAÇÃO DO SÉCULO XXI SOFRE

VIDA: PORQUE A GERAÇÃO DO SÉCULO XXI SOFRE

Que estranha a relação das pessoas com seus dilemas no século XXI! Quem nunca supôs que está tudo tão diferente do seu “tempo” de adolescente/jovem, sobretudo, para as pessoas que foram adolescentes/jovem nos anos 80 e 90.

Alguém pode dizer que está tudo normal, e que só estou dizendo isso porque sou saudosista, daqueles cinquentões que ficam conjecturando e comparando o ontem e o hoje. É cabeça de coroa, que está se sentindo excluído do momento “topzeira” desta geração.

Será isso mesmo, só um delírio meu?

Quero registrar, que ter sido adolescente/jovem nos anos 80 e 90 não foi aquela maravilhosa experiência de vida, mas vejo uma grande diferença com os mesmo neste século. Mesmo que talvez por um único ponto, porém de extrema importância e faz toda a diferença na maneira pela qual se encara a vida.

Ressalto, que compreendo os aspectos comportamentais no cotidiano: o dinamismo das relações, a informalidade, o desapego com o sentido e o valor das palavras, a interdependência da aprovação social, etc., contudo, o ponto central que difere substancialmente com aqueles tempos, é que hoje, nesta geração, muitos de nós estamos perdendo uma parte significativa do ser, esquecendo da individualidade, identidade.

Percebi pelo número de pessoas jovens, também adultos que insistem se assemelhar aos primeiros, se sentindo perdidos: sem a razão de ser, sem saber o sentido da vida, sem compreender a sua existência, muitos infelizes, deprimidos, etc. É assustador, porquê numa geração com tantos recursos tecnológicos, de mobilidade, acessibilidade, tolerância, liberdade. A criatividade, por exemplo: está limitada a copiar o comportamento de outrem, precisam de ‘personal’ e de ‘influencer’ para tudo, e desses, para lhes servir de modelo.

Por fim, compreendi que na vida, 90% das nossas ações, devem ser aplicadas na manutenção do eu (individuo), ou seja, para viver satisfatoriamente neste mundo, devemos ter em mente que somos análogos ao cultivo de uma planta: sempre cuidando e regando constantemente com autoconhecimento, o conhecimento de si mesmo.

FELICIDADE: MOTIVOS E CONSEQUÊNCIAS

FELICIDADE: MOTIVOS E CONSEQUÊNCIAS

Quando desejamos desesperadamente obter algo que tenha valor significativo para nós, seja o que for: um ideal de sucesso, um grande amor, uma viagem de volta ao mundo, e isso não acontece como esperávamos, dá errado, a primeira coisa que fazemos é buscar por uma causa, ou seja, pelo motivo.

No fundo, fazemos isso por acreditarmos que encontrando o motivo, poderemos arrumar as coisas, mas se os motivos não forem só nossos? — Se eles não dependerem exclusivamente de nós, como podemos encontrar algum sentido nisso?

Entretanto, a maioria dos problemas começa por pequenos motivos, mas têm grandes consequências em nossas vidas. As causas geralmente são coisas banais, pequenas ações: uma palavra ofensiva, uma acusação descabida, uma suspeita inverossímil, omissão ou inação, numa hora apropriada ou qualquer atrito e mal-entendidos. Ocorre que invariavelmente, as consequências evoluem, crescendo, crescendo até se tornar grandes o suficiente para nos abarcar por inteiros.

Embora, saibamos da correlação (causa x efeito), como se diz: uma borboleta bate as asas em Pequim na China no instante ocorre um terremoto no Haiti na América latina. Por isso, nunca conseguiremos prever ou ter o controle de tudo, principalmente o desenrolar das nossas ações ou inações, ou seja, que lhes deram causa.

Por fim, há uma relação direta e irrestrita entre a felicidade e a causa efeito, porque é impossível que nossas ações ou inações passem despercebidas pelo universo, e a felicidade está no que lhe concerne as nossas escolhas, pressupõe que estejamos alegres e gratos pelo que conseguimos, pois, diferente disso ela não existe. E, se conseguiremos adequar as consequências dos fatos em favor da felicidade, isso é outra história.

Felicidade e o livre arbítrio

Felicidade e o livre arbítrio

Como nos contos infantis: (era uma vez) quando a humanidade pensava no livre arbítrio como sendo algo amplo e um poder irrestrito dado ao ser humano. Porém, a realidade se revela bem diferente. Vale refletirmos: vida é mesmo uma questão de escolha? E se for esse o caso, elas são bem mais restritas e menos poderosas do que nos ensinaram.

Como sou aquariano e não gosto de convenções, convido você refletir o seguinte, na vida: “todos nós estamos à beira de um penhasco o tempo todo, todos os dias, um penhasco do qual vamos cair e isso não podemos evitar, porque essa não é a nossa escolha, a nossa escolha é se vamos querer cair esperneando, gritando ou se vamos querer abrir os olhos e o coração ao que acontece quando começamos a cair Allie(serie Taken)”.

Pode até parecer desolador, algo sem esperança, mas fato é que vivemos num vácuo, como se estivéssemos em suspensão, e muitos de nós simplesmente, fecham os olhos para a realidade, pensando que isso os salvará de enfrentar o dia-a-dia. Há aqueles de nos que buscam nas religiões, na filosofia e nas palavras de gurus as respostas para seus porquês. Há também outros, que se tornam dependentes de drogas, licitas ou ilícitas, para suportar a própria existência.

E, isso, (a perda do sentido da vida), acorre com muita frequência que dá até para presumir o porquê e classifica-los em três grupos distintos: o primeiro grupo está as pessoas que pensam estarem no controle de tudo; o segundo são dos que não querem saber a verdade e fecham os olhos para sua própria existência; o terceiro é o menor dos grupos, estão aqueles que buscam o entendimento ou, porque já estiveram em ambos grupos anteriores e por um ‘insight’, despertaram (saíram da caverna de Platão), por entender o quão efêmera é uma existência e quanto é irrelevante somos diante do tempo, do espaço neste vasto e extraordinário universo.

Porquanto, é fato, que a felicidade só pode estar presente no grupo daqueles que compreende o alcance do próprio livre arbítrio, que é pequeno e restrito. Ela (a felicidade), é apenas muito breve no grupo de pessoas que desejam controlar, assim como, o é, aos que fecham os olhos para vida (real) esperando que alguém os salve da queda que é inevitável a todos nós, reles mortais.

Por fim, para sermos felizes com mais frequência com nosso limitado livre arbítrio, deveríamos aceitar mais as nossas dores, buscando minimiza-las e quando vivermos pequenos momentos de alegrias e contentamento, maximiza-los esses instantes. Essa é a relação da felicidade com livre arbítrio.

A FELICIDADE ‘PRÊT-À-PORTER’

A FELICIDADE ‘PRÊT-À-PORTER’

Fazia algum tempo que não conversava comigo, nem com meus botões, como se diz na linguagem popular, mas desde ontem tirei boas horas (sabáticas) para refletir sobre o tema, e cheguei a conclusões que me surpreenderam.

Antes, porém, creio que para os jovens, devo explicar o termo franco (PRÊT-À-PORTER): surgido no pós-guerra, quando outros povos copiavam a alta costura francesa pelo mundo, as costureiras faziam os vestidos segundo os modelos “copiados” daqueles pais, europeu, e é o mesmo que dizemos na atualidade dos produtos ‘made in China’. Esclarecimentos dados, retomamos a reflexão: felicidade segundo modelos de outrem.

A surpresa de que falei no início, ocorreu pelo fato de que: quando nos damos conta de que talvez o ideal de felicidade que perseguimos não nos é próprio, ou seja, é segundo o que outras pessoas “acham” que seja. E, também, como sabemos trata-se de expectativas subjetivas, como no outro ditado: “você é a única pessoa no mundo que sabe a verdade sobre sua vida, portanto, tudo que falam a seu respeito é problema deles e não seu”.

Nesta reflexão, sopesei, que nem sempre paramos para olhar para nós, para o importante para nossas vidas, segundo nossas próprias definições e não segundo a convenções gerais, dos outros. E, fazendo isso, constataremos o quanto somos melhores que muitos pensam e falam a nosso respeito. Por exemplo: não penso que sou mais do mesmo.

Por fim, julgo que a felicidade ‘Prêt-á-Porter’ seja uma ilusão, uma convenção irreal, pois só o arbítrio de cada um pode exprimir sua própria visão do mundo, e se viveu ou não momentos felizes, tudo é uma questão do seu próprio entendimento. Tal como o conceito de justiça, tudo depende do lado que você esteja no processo (julgamento): se na condição de réu ou de acusador.

RESILIÊNCIA: PORQUE O RIO QUE CHEGA AO MAR

RESILIÊNCIA: PORQUE O RIO QUE CHEGA AO MAR

O sábio chinês Lao-Tsé disse: “o rio atinge seus objetivos porque aprendeu superar os obstáculos”. Assim são as atitudes de um indivíduo resiliente: contornar obstáculos é o meio natural para enfrentar adversidades, ou seja, se adaptando, se reinventando a cada situação e continuando sempre.

Portanto, essa analogia está perfeita: nas adversidades do dia-a-dia em nossas vidas percebemos que não há solução simples ou uma linha reta a seguir, antes, porém são necessárias que as nossas ações estejam numa constante de mudanças na medida das nossas dificuldades, parar e desistir não nos fará chegar ao mar dos nossos sonhos.

Arbítrio privado: condenação sumária

Arbítrio privado: condenação sumária

Desde nossos ancestrais (sapiens) até nossos dias, desenvolvemos uma infinidade de competências que nos permitiu organizar a vida em sociedade, destas, a mais controvertida é a de fazer julgamentos, sobremaneira, aqueles julgamentos de caráter privado, que ocorrem quando atribuímos a outrem determinada culpa, mesmo sem lastro de realidade.

Estudos da nossa psique nunca foram muito precisos quanto aos motivos pelos quais fazemos julgamentos, seja para imitarmos o Criador na expulsão do primeiro casal do paraíso ou não, fato é que, julgamos nossos semelhantes com muita frequência, e muitas das vezes os condenamos por um critério estritamente subjetivo, ou seja, sem considerarmos os fatos.

Para melhor ilustramos o tema, relembramos os julgamentos na antiguidade, que eram bizarros: na idade média amarrava-se uma pedra no pescoço do(a) acusado(a) e lançava-o(a) num rio, se sobrevivesse, então era inocente. O assustador é que ainda hoje fazemos árbitros injustos: (julgamos e condenamos sumariamente), tal como na antiguidade, porque não é incomum atribuímos a culpa a alguém antes mesmo do devido conhecimento dos fatos.

Há, portanto, arbitrariedade no afã de fazer “justiça”, e isso, é inconteste no seio da nossa civilização. Na justiça pública existe o meio legal (judiciário) onde mais de duas esferas de juízes podem rever julgamentos. Porém, o mesmo não ocorre na vida privada: acusação e condenação informal são proferidas a todo instante: suspeito(a) é condenado(a), muito diferente da seara pública, pois na primeira não existem tribunais de apelação.

Não obstante, as longevas tentativas da religião e da filosofia em mitigar os problemas causados por julgamentos sumários. As religiões a chamam de justiça divina, vontade de Deus, a filosofia por seu turno, contribuiu com um intrincado conceito de justiça: leis de causa e efeito, etc.

Por fim, seja como for, na antiguidade ou na era da informação, fato é que somos condenados por nossos pares em julgamentos subjetivos: você é culpado(a) e pronto. A quem devemos apelar, onde está  o senso de realidade, os fatos?

O nosso tempo

O nosso tempo

Por que com muita frequência nos referimos ao lapso temporal de maneira possessiva? — eu não tenho tempo! Será que dizemos desta maneira: como se pudéssemos gerir o universo e seus mistérios, ou isso de fato diz muito de como somos?

Sabemos que o lapso de tempo de uma vida é muito limitado, sobretudo, para existir neste planeta. Mesmo se considerarmos quaisquer registros existentes: a história das civilizamos, a povoação do planeta, algumas outras espécies de seres, etc. Todos os dados demonstram que uma existência, uma vida, é relativamente breve.

Ocorre que agimos como se tivéssemos algum controle ou se o tempo nos fosse contemporâneo. Isso pode até parecer um absurdo, mas talvez a segunda alternativa esteja correta, porque há algo em nós que transcende o tempo.

Deveríamos refletir: como e porquê agimos como se controlássemos o tempo.

Simplificando, poderíamos partir da premissa de que parte de nós, ou seja, algo em nós, não pertence de fato a este mundo. Pelo menos não como matéria: carbono, outros minerais e água.

Por fim, não seria razoável sugerir uma parte significava do que somos seja uma espécie de energia, que existe e é muito além do que nossos sentidos podem perceber. Algo que há milênios nossos antepassados já sabiam, que a maior parte de nós, é uma alma imortal.

A NOSSA VIDA COMO UMA PEÇA TEATRAL

A NOSSA VIDA COMO UMA PEÇA TEATRAL

Quando pensamos sobre vida, devemos partir da premissa de que todos nós um dia morreremos, esta é a única certeza sobre o futuro. Ocorre que muitos de nós ao que parece, pensam que são eternos. Lógico, não devemos viver pensando em quando chegará nossa hora, mas não podemos esquecer da premissa maior (nascemos, portanto, nossa vida é finita), tal como numa peça teatral, há o momento em que as cortinas vão se fechar.

Entretanto, em nossas vidas a peça nunca deve ser de um só gênero, por exemplo: romance. Sabemos que há fatores externos que influenciam no desenrolar das cenas, mas, por outro lado, o principal é a nossa subjetividade, ou seja, no teatro da vida depende do nosso grau de entendimento sobre o mundo e principalmente sobre nós mesmos.

O gênero desejável talvez seja aquele em que ocorra nossa autorrealização e que convivamos em paz. No entanto, sabemos que nem tudo são flores, quando nos referimos aos momentos do dia-a-dia nesta terra (cenas), mas muito dependerá de como nós nos posicionamos frente a vida (escolhas/interações).

Sabemos que interpretamos várias personas / personagens no teatro da vida: filho, aluno, namorado, noivo, marido, pai, ex, estagiário, graduado, profissional, amigo, colega, etc. Com isso, alguns de nós se portam ora como “mocinhos” outras vezes vilões.

Fato é, na medida em que nos tornamos melhores atores em nosso dia-a-dia, nós nos adaptamos por vezes especializamos em papeis distintos: uns mais para heróis e outros como anti-heróis/vilões.

Por isso, o papel que melhor nos adaptamos dependerá do nosso íntimo, o quanto somos evoluídos (da nossa consciência): mesquinhos, narcisistas, egoístas, gananciosos, bobos, etc. Julgamos, que nunca se deva ser excessivamente ingênuo, mas há muitos de nós que se abstém de agir, de se posicionar, de escolher segundo sua consciência, estes o fazem, somente o que outros esperam destes, e isso, certamente é o papel de um bobo da corte.

Portanto, devemos viver nossa vida (peça de teatral) sendo ao mesmo tempo: autores, roteiristas, atores e expectadores de nossa própria interpretação.

Por fim, a peça teatral da nossa existência pode seguir um roteiro com o final que desejamos, mas, nunca esqueçamos, de que uma boa história deve conter elementos de todos os gêneros: (drama, comédia, ação, romance e aventura). Por isso, vivamos nossos dramas, rimos e façamos comédias, agindo com bons protagonistas, sejamos bons amantes e não deixemos de nos aventurar.

Evolução: O conhecimento do bem e do mal.

Evolução: O conhecimento do bem e do mal.

A evolução é uma tendência irreversível. Assim como o universo se expande continuamente, também, devemos evoluir a certa medida como seres conscientes, isso é, ao adquirirmos mais conhecimento melhor interpretaremos o mundo, o que antes na (infância e juventude) era dito perigoso; proibido e impensável, agora passar a ser trivial e geralmente necessário em nossas vidas, por exemplo: o que nos fora ensinado na infância e adolescência: “não fale com estranhos; obedeça sempre aos mais velhos; fazer isso ou aquilo é pecado e um rol enorme de coisas”.

Sabemos que em nosso cotidiano, quando adultos, essas coisas (regras da infância) não fazem mais o mínimo sentido, aliás, precisamos sim falar (interagir) com todos e não é porque uma pessoa é mais idosa que nós que se trate de um indivíduo sábio, etc.

Então, conhecer o bem e o mal em todas as fases da vida é algo necessário para nosso dia a dia. Se vivêssemos sob as regras da infância sendo adultos, certamente não poderíamos desempenhar muitos papeis relevantes na sociedade, mesmo porque, seriamos taxados de infantis, mimados e dogmáticos.

Por isso devemos utilizar com eficiência os conhecimentos e discernir por nós “mesmos” sobre (o bem e o mal), isso é fundamental. 

Como poderemos fazer o bom uso da evolução enquanto seres sociais que somos? 1) adaptarmos sempre; 2) defender pontos de vista até a medida que conheçamos melhores argumentos; 3) ter em mente que sempre se pode aprender mais e; 4) saber que ninguém pode conhecer tudo sobre todas as coisas e que existem leis universais, tais como observamos na natureza, por exemplo: a lei de causa e efeito, o que se planta colhe.

Por fim, essa reflexão me ocorreu a partir de um novo entendimento quando eliminei um dogma que acompanhava desde a infância, percebi, que à medida que conhecemos mais sobre o bem e o mal, relativo será a nossa responsabilidade sobre o que sabemos. Também, quanto mais conhecermos sobre a (vida) mais compromissos teremos com o universo e suas leis. É um fato revelador e reconfortante, portanto, não devemos ter medo do desconhecido, devemos aprender com ele sempre.

A CULPA: DESTRUIDORA DE SONHOS E ANIQUILADORA DE ESPERANÇA.

A CULPA: DESTRUIDORA DE SONHOS E ANIQUILADORA DE ESPERANÇA.

Por vezes sentimos culpados por alguma ação e omissão, não há nada de mais nisso, mas viver numa espécie de ‘looping’ de autopunição por longo tempo, sobremaneira, em nossa mente, não é saudável e fará muito mal até à alma, pois nos imporá limites em sonhos, destruindo esperanças.

É fato que esse sentimento (a culpa), vai se acumulando em nosso subconsciente e com ela a vergonha e as intermináveis cobranças internas. Sabemos também, que a soma disso são as cobranças, e essas, se tornam um grande fardo, pesado, que invariavelmente nos leva a uma vida de sofrimento.

Entretanto, devemos admitir erros e falhas a nós mesmos e mudarmos de atitudes, sobretudo, perdoando a nós mesmo. Devemos evitar exteriorizar as culpas para qualquer pessoa, tal como por séculos se fazem em confessionários, isso porque, o único capaz de lhe conceder o perdão real é sua própria consciência.

Por fim, uma vida inteira carregando culpas não nos torna pessoas melhores e certamente jamais nos trará a felicidade e a paz. Perdoemos, esqueçamos e sejamos felizes.

O TEMPO DO AMOR

O TEMPO DO AMOR

Existe o tempo do amor? Penso que a maioria das pessoas dirá que sim. Mas, muitos de nós ao refletir sobre essa questão, olhando para vida dirão que esse tempo está distante ou que talvez nunca o alcance, e outros ainda, falarão que para saber o quando o amor chega, se trata de uma mera percepção de realidade, etc.

Fato é que poucas pessoas perceberão como a questão é simples e elementar. O que nos leva a essa reflexão: por que é tão difícil para a maioria das pessoas perceber o amor e o seu tempo?

Convido ao leitor refletir, o seguinte:

Em primeiro lugar, o que é amor? — Deixando de lado o que diz a filosofia, teologia e psicologia, deveríamos pensar a questão do ponto de vista do empirismo, ou seja, das nossas experiências. É certo que para uma grande parcela de nós o amor está associado a algo que nos proporcione prazer, satisfaça desejos, etc., contudo, poucos tem uma visão menos materialista/possessiva sobre o conceito amor. Para esses despertos, conscientes, o amor se trata de um estado de equilíbrio e paz, onde as nossas escolhas e ações não buscam as meras satisfações pessoais, mas também a de outrem.

Depois, a questão do tempo, é porque muitas pessoas não têm a consciência do que seja ele (o tempo), pois tudo que não conseguem perceber e sentir no presente deslocam esses sentimentos para o futuro. Entretanto, esse momento (o futuro), não pertence à esfera das nossas escolhas, visto que essas, só são possíveis no presente. E, que a partir desse momento (o presente), é que tudo acontece em nossas vidas.

Portanto, o tempo do amor, só pode existir no presente. Sendo o amor um estado de paz e equilíbrio, isso nos diz, que devemos continuamente pautar as nossas escolhas e ações em algo nobre: bom e justo, que nunca não visem somente os nossos desejos e paixões imediatos, mas em algo que traga satisfação permanente, o amor.

O PRÓXIMO PASSO

O PRÓXIMO PASSO

Geralmente temos uma ideia muito errada de (o que / onde) seja ou esteja o nosso futuro, isto porque, é comum imaginarmos tal evento sendo algo muito além da nossa vista, ou seja, do momento atual.

Dizemos: serei feliz, estarei realizado, etc. Fato é que pensando desta forma estamos enganados, vejamos: O futuro é uma abstração, pois ninguém vive no futuro. Sabemos que tudo o que fazemos: as nossas ações e inações, só são possíveis de ocorrerem no presente.

O conceito do próximo passo trata-se de algo imediato, do agora. Se você quer mudar sua vida, não é saudável ou razoável postergar (procrastinar) determinadas decisões e/ou principalmente ações, substancialmente, aquelas, que visam proporcionar a realização dos seus sonhos.

O próximo passo, portanto, deve ocorrer neste instante e nos próximos continuamente, agindo agora, não só planejando e conjecturando demais, são necessárias as nossas ações sempre, pois, a nossa felicidade está no presente.

Por fim, como sabemos o presente é o único momento que conta, visto que ele (o presente) é quem determina como será o nosso amanhã e também o nosso passado. Sonhe e planeje, mas viva o presente continuamente.

REFLEXÃO: SIMPLIFIQUE-SE E ADAPTE-SE

REFLEXÃO: SIMPLIFIQUE-SE E ADAPTE-SE

Em qualquer jornada que empreendermos é necessário um primeiro passo. Esse adágio popular é bem antigo, mas vem a calhar para esta reflexão.

Quando pensamos em mudar / melhorar de vida, de relacionamento, seja o que for que desejamos, invariavelmente teremos que tomar decisões, fazer escolhas, e mais que isso, colocar em ação o nosso empreendimento (realização do desejo).

Eis, o ‘Xis’ da questão: como tudo isso acontece, na prática? ─ por certo, que estamos falando em mudanças: no modo de agir, adequando valores pessoais e morais, assimilando conhecimentos, etc.

Por fim, no caminho para autorrealização, sucesso pessoal, certamente o passo fundamental é deixar de lado tudo o que não for essencial. Simplifique-se e adapta-se.

Reflexão: Intenção, Vontade e Preço.

Reflexão: Intenção, Vontade e Preço.

Sabemos que são as nossas escolhas que determinam como será o nosso futuro, também, é fato que só as fazemos, no momento presente, isto é, no ato com ações ou omissões, por isso, seja qual for a sua realidade momentânea, esta, sempre terá o protagonismo para realizar-se na vida.

Entretanto, muitos idealizam algo com alto grau de detalhamento, mas mentemos esse empreendimento por anos ou por uma vida inteira, somente na esfera mental (pensamentos), dizemos que tais pessoas vivem “nas nuvens”. Como disse o mestre Jesus (no reino dos céus), são interiorizadas em sua totalidade, não há ações.

Porquanto, conhecemos um sem número de indivíduos vivendo realidades difíceis (conjugal / profissional / social) muito contrárias aos seus anseios: seja mantendo um casamento (relacionamento) de aparência, ou um trabalho que não goste, ou ainda, participando de rodas de “amigos” que não “curtem”: os assuntos e ambientes.

A questão é por que muitos agem desta maneira? O que lhes faltam para mudarem as suas realidades?

Outro dia, uma pessoa muito querida disse: “tudo depende da vontade”. Contudo, alguém pode alegar na teoria é tudo mais fácil e tudo nesta vida tem um preço. É por conta disso principalmente que surge a chamada procrastinação, o ato de adiar, de levar com a barriga. O que temos que fazer para mudar a nossa realidade?

Por fim, talvez as mudanças em sua vida não ocorram por ausência de um ou mais destes agentes de transformação: intenção firme; vontade forte; disposição para pagar o preço por seus sonhos. Certamente com esse trio você poderá realizar tudo que deseja.

Constatação: A culpa é de quem?

Há pouco tempo, no cinema disseram (a culpa) ser das estrelas!

Contudo, fato é que nós, pequenos mortais, podemos muito mais do que imaginamos.

Por isso, neste dia maravilhoso, que assim se anuncia com os primeiros raios do sol, devemos saber que tudo o que nos ocorrer hoje, seja para o bem ou não, vai depender muito das nossas escolhas.

Portanto, use com sabedoria o seu livre arbítrio!

Por que criamos o conceito de céu e inferno?


Em primeiro lugar, o que dizemos existir, é tudo o que conceituamos ou em algum momento da história da humanidade se definiu de dada maneira e, promoveu eficiente campanha para firmar tal “verdade”.


Depois, porque com relativa frequência somos motivados a adaptarmos a dada condição ou a mudarmos o mundo que nos cerca, seja por uma necessidade premente da própria sobrevivência ou pela simples razão de que assim é a nossa natureza: de criadores de versões de “realidades”.


Ademais, somos compelidos a explicar o mundo que nos cerca. Para o bem ou para o mal, fazemos isso com o proposito de nos justificarmos e darmos sentido a uma existência efêmera frente ao vasto universo.


Portanto, tais conceitos existem para atribuir valores e mensurar as nossas ações em dado momento, com a finalidade de servir de meios de coerção ou de recompensa: seja de forma negativa com promessa de punição, seja de maneira positiva como prêmio.


Por fim, uma parcela de nós ao refletir sobre isso, céu e inferno, constatamos facilmente que assim o é, ou seja, somos criadores de teorias com finalidade de dar um sentido a nossas vidas.

COMO VOCÊ DIZ IMPORTA MUITO: O cumprimento

COMO VOCÊ DIZ IMPORTA MUITO: O cumprimento

Boa dia / Boa Tarde / Boa Noite, — como esse simples e trivial cumprimento pode transformar os momentos seguintes da pessoa que interagimos!

É curioso que fazemos isso, ou seja, cumprimentamos as pessoas, como espécie de “ritual para início de conversa”, — o que isso tem de tão importante? 

Bem, usamos esse cumprimento talvez porque, aliás, seja um hábito universal. Entretanto, isso diz muito da condição emocional, de como anda as nossas emoções, pois, enquanto falamos expressamos através do nosso tom da nossa voz e com a direção do nosso olhar.

Porquanto, sabemos que a maior parte do que decidimos, são baseadas em nossas emoções. Perceba a importância que um simples cumprimento de início de conversa tem no nosso dia a dia e pense bem nisso antes de cumprimentar alguém.

Por fim, no ato de cumprimentar você estará dizendo muito mais de si do que simplesmente pronunciando duas meras palavras (bom dia), certamente naquele momento estará demonstrando como se encontra emocionalmente.

CONSTATAÇÃO: SER ÉTICO É BÁSICO

CONSTATAÇÃO: SER ÉTICO É BÁSICO

O MENTOR DIZ — Como poderíamos deixar para lá, ignorar os desvios de comportamento de outrem?

Ponderando, se um indivíduo que estiver sob a nossa tutela ou guarda, como nossos filhos ou qualquer criança e jovem, que a nos coubesse ensinar, pois, isso diz respeito a nossa formação ética elementar. Porquanto, a ética vem da palavra grega ‘êthos’, que quer dizer caráter.

Entretanto, o tema (ética), tem vestido outras roupagens, vemos isso nos discursos de retórica, sobretudo, quanto é dito por pessoas que não têm e não a praticam em sua vida cotidiana.

Contudo, ser ético significa agir segundo dado código de conduta ideal. Em sentido oposto vemos neste exemplo: (é comum ouvirmos pessoas criticando a corrupção de políticos, mas aquelas não agem com ética em seu trato diário, seja com o seu próximo, ou lhes falta na lisura frente uma decisão que não lhe favoreça, — dois pesos e duas medidas). Tal como fosse uma decisão imoral: se algo que é o certo a fazer em dado momento mesmo que prejudique a si, opta-se por agir de maneira diversa.

Portanto, o que vemos na prática da vida diária é um pragmatismo assoberbado, pois é fato que muitos preferem agir com intuito de levar vantagem em tudo, ao passo, que deveríamos antes de tudo observar uma conduta ética.

Por fim, sabemos que o agir com ética é elementar, porque isso é o básico do bom proceder, também, e o que se espera de uma pessoa moralmente mediana.

REFLEXÃO: BOM POLÍTICO — SORTE E VIRTUDE

REFLEXÃO: BOM POLÍTICO  —  SORTE E VIRTUDE

Por que resistimos tanto e/ou temos opiniões extremamente negativas quando o assunto é o político? — isso não deveria ser a regra social, muito pelo contrário.

É fato que sem o mínimo de organização nem uma única pessoa pode viver adequadamente, que dirá milhares e milhões. Sabemos, contudo, que para uma sociedade funcionar há que ter a figura de alguns de seus pares exercendo papéis de liderança. Portanto, temos assim, a figura do homem/mulher pública, qual seja? — aquele(a) que presta serviço para dado grupo social em qualquer escala: (cidade / estado / nação), —do grego (pólis): aquele que trabalha para a polis é o (político).

Entretanto, esse personagem que é tão estigmatizado em nossa sociedade, exerce papel de fundamental importância, pois é certo que as suas decisões afetarão a vida de um sem número de pessoas. Porquanto, sabemos que este ascende ao “poder” na sua polis, com algumas exceções, através das nossas escolhas, nas eleições.

Ademais, vale ressaltar, que o político é um do povo. Pois, julgo não vermos “marcianos” se lançando candidato à algum cargo eletivo em nosso país, pelo menos.

Portanto, com as devidas considerações, gostaríamos de refletir porque nos decepcionamos com tanta frequência nesta área da vida em sociedade, se sempre foram as nossas escolhas que nos trouxeram a condição em que encontramos. Acredite, — é fato, basta pensar um pouco para constatar!

Inclusive, como qualquer do povo, desde que preencha requisitos objetivos, pode se tornar um político, — o que é preciso para ser um bom (agente político)? — temos inúmeras qualidades que poderíamos enumerar, contudo, nos restringiremos apenas duas. Pois, segundo o grande mestre Nicolau Maquiavel isso é fundamental: “VÌRTU E FORTUNA”.

Por fim, pouco importa como queiramos compreender o que seja “FORTUNA”: (sorte, boa estratégia, etc.) Porquanto é necessário para todo o bom (gestor da polis) ter a “VÌRTU”. Quais sejam, as virtudes humanas básicas das pessoas: “benevolência, justiça, paciência, sinceridade, responsabilidade, otimismo, sabedoria, respeito, autoconfiança, contentamento, coragem, desapego, despreocupação, determinação, disciplina, empatia, estabilidade, generosidade”.

REFLEXÃO: O QUE DETERMINA O TAMANHO DO SEU MUNDO?

REFLEXÃO: O QUE DETERMINA O TAMANHO DO SEU MUNDO?

Nada mais adequado ao momento, ao mesmo tempo, chato, conjecturar sobre confinamento. Entretanto, vale a nossa reflexão de hoje. Não é só pelo fato de estarmos contidos fisicamente, o que, aliás, o direito (de ir e vir) é uma garantia constitucional a todo cidadão brasileiro e estrangeiro no território nacional, não obstante, temos a plena consciência da necessidade de tal medida.

Contudo, para alguns para nós, trata-se de aprisionamento do seu próprio espírito imortal, vemos isso em manifestações nas (redes sociais), que dão conta do quão estão ansiosos e estressados. O grande problema destes, é pelo fato de ver tudo superficialmente, precisam do movimento físico intensivo para existir, agindo dessa maneira, demonstram estarem 100% presos ao mundo tangível e concreto. Entretanto, a vida plena não se resume somente ao mundo físico.

Conhecemos a expressão: “enxergar com os olhos da alma!” — trata-se de ver a vida de maneira mais sutil, com ‘nuances’ mais nobres, como se estivéssemos no mundo espiritual. Isso pode parecer demais abstrato, no entanto, vamos pensar um pouco, — quando estamos apaixonados por alguém, por exemplo: fechamos os olhos e criamos um sem número de situações que nos proporcionam sensações agradáveis, etc. e naqueles momentos, é fato que nos sentimos felizes.

Portanto, nestes dias de (ficar em casa), julgo ser possível vivermos muitos momentos sem ‘stress’, com menos ansiedade, basta que nos voltarmos para o abstrato, pois é certo que existe em nós essa capacidade inata de co-criar mundos. Por isso, não devemos criar e viver num mundo pequeno, pois certamente isso só demonstrará a nossa capacidade mental.

REFLEXÃO: EXISTE UM REQUISITO FUNDAMENTAL PARA EXISTÊNCIA DE PAZ?

REFLEXÃO: EXISTE UM REQUISITO FUNDAMENTAL PARA EXISTÊNCIA DE PAZ?

A questão é difícil, não? — Para tratarmos deste assunto, que é de fundamental importância, sobretudo, para contemplarmos a beleza e tudo mais que existe de maravilhoso: como os melhores momentos das nossas vidas, por isso, é necessária esta reflexão! — Será que existe tal requisito?

Inicialmente, devemos considerar o que aprendemos ainda na infância, de que como o universo basicamente é formado: “tudo o que existe fisicamente, a soma do espaço e do tempo e as mais variadas formas de matéria, como planetas, estrelas, galáxias e os outros componentes intergaláctico”. Que a sua existência pode ter pelo menos bilhões de anos, segundo uma contagem em anos solares.

Depois, é fato que só aceitamos tais conhecimentos, porque desde o século XVI a ciência vem descobrindo e constando as leis que o governam, que são “as mesmas leis físicas e constantes durante a maior parte de sua extensão e história”. Tudo bem? — não pretendemos tratar de astronomia ou cosmologia, tão-somente utilizaremos como um ponto de partida, a nossa pedra fundamental.

Porquanto, se o universo é fato e continua existindo, tal como a ciência explicou, é razoável constatar que para vivermos nele, é obvio, estamos enquadrados, portanto, subordinados as suas leis. Por hora, é tudo o que é dado a conhecer. Vale relembrar, que aqui, não trataremos de questões dogmáticas e religiosas.

Julgamos, porém, que a questão fundamental posta, essa que nos propomos analisar, deve ser respondida como todas as melhores respostas são dadas, ou seja, de forma simples e direta.

Por fim, verificamos haver obrigatoriamente um requisito fundamental para a reflexão, pois, ao contrário disso, teríamos o caos, e como sabemos, neste, nada se é possível criar, senão mais desordem. Por isso, que o universo só existe, o que, aliás, há séculos é unanimidade: o conceito de universo, — é o todo, portanto, a Ordem. Se criador é o consumador da paz? — Então, “A verdadeira paz só existe dentro da ordem”.

REFLEXÃO: O QUE O TÉDIO E A DEPRESSÃO TEM EM COMUM?

REFLEXÃO: O QUE O TÉDIO E A DEPRESSÃO TEM EM COMUM?

Lendo a obra de um jovem autor Ian Mecler, me ocorreu que estava há semanas rodeando este tema, como se tivesse uma moeda da sorte e que a resposta sempre estivera em minhas mãos. E, o mais interessante disso, é que eu nem precisaria lança-la ao ar e aguardar cair para descobrir, já que bastava olhar ambos os lado e concluir. Como de fato, o faremos juntos nesta reflexão!

Antes, porém, um pouco de empirismo. Quero relatar: na primeira vez que escrevi um “textinho” sobre depressão, fui demasiado superficial e até de certa forma arrogante, pois, não olhei com a profundida que o assunto exigia. Por outro lado, também, estava aturdido pelo fato e o grau de perplexidade das pessoas, tendo em vista, que naqueles dias ocorreu um suicídio de um ex-colega de faculdade e segundo relatos, foi causa de depressão. Contudo, hoje serenamente tratarei do assunto com viés de isenção, porque não estou motivado por alguma tragédia ou algo assim.

Entretanto, gostaria de ponderar o seguinte: é fato que vivemos nossos dias entre esses dois males (depressão e o tédio). Se de um lado criamos muitas expectativas, pensamos em excesso sobre todos os aspectos das nossas vidas, o que é muito comum, pois todos nos temos ambições, etc. Por outro, ficamos entediados pouco tempo após atingirmos nossos objetivos. Porquanto, isso pode até soar como contrassenso, mas é fato.

Por exemplo: conhecemos um sem número de pessoas que passaram parte das suas vidas lutando para conquistar de um sonho: seja a casa própria, um carro novo, um emprego, etc. Fato é, que pouco tempo depois de obter o “sucesso”, se vêm entediadas. E, novamente o ciclo se repete, lançam-se em outro e mais outro desejo. Contudo, se lograr êxodo em sua empreitada, estará tudo bem, porém caso o contrário, virá no lugar do tédio a desilusão e possibilidade real de depressão.

Portanto, o que a depressão e o tédio tem em comum, é a moeda que se chama DESEJOS, sobretudo, se pensarmos em demasia neles. Pois, em uma das faces estará estampada o tédio que sentimos após algum tempo de conquistar o que desejávamos, de outra a depressão proveniente da frustração, sobremaneira das decepções e derrotas.

Por fim, a grande lição é que as nossas preocupações demasiadas com as expectativas daquilo que pertence à outro tempo, o futuro, invariavelmente nos premiara com a sorte da moeda que lançamos agora, no presente. Por isso, a depender do discernimento de cada um, mas se deve sempre viver mais o presente e não criar tantas expectativas com nossos desejos.

REFLEXÃO: TAÇA DE DESEJOS

REFLEXÃO: TAÇA DE DESEJOS

Quando iniciei estudos sobre misticismo, julguei que encontraria um caminho definitivo para todos os meus questionamentos, por conta disso, me sentia por vezes como Sir Percival em sua busca pelo “Graal”. Entretanto, à medida que assimilava aqueles conhecimentos, percebi que não estava vendo nada novo, pois, outrora já havia visto tal instrução, porém, com outro nome.

Contudo, continuei lendo tudo que os sacerdotes: (pastor, padre e outros) me advertiram ser proibido e/ou perigoso: (isso poderá acabar com sua fé ou não devemos conhecer certas coisas, etc.) — diziam eles. Porquanto, ao que parece eles estavam errados. Pois, diferentemente de alguns, não é preciso acreditar em determinadas coisas, se tiver certeza da sua existência.

Ademais, minha motivação até hoje é alimentada por um texto de Tomé: o discípulo de Jesus — “Yeshua disse: aquele que busca continue buscando até encontrar. Quando encontrar, ele se perturbará. Ao se perturbar, ficará maravilhado e reinará sobre o Todo.”

Ocorre, que geralmente buscamos por algo tangível e social, ou seja, temos invariavelmente desejos pelo TER em detrimento do SER. Além disso, é dai que se extrai dos muitos conhecimentos comuns no mundo, de que somos uma taça de desejos, pois, é fato, que em nossa sociedade há este apelo enraizado no seu cerne, que é pelo consumir, — quando mais se tem mais se deseja ter.

Por fim, como deveríamos manter a nossa taça de desejos? — Tem um ensinamento muito antigo que diz: o ser humano sempre será o “desejo de receber”, porém, poderá optar por converter paulatinamente em “desejo de dar”, porque é certo que esse é o mais nobre e provém do divino, pois é dessa maneira que se relaciona com suas criaturas.

REFLEXÃO: A DÚVIDA E A CERTEZA, O QUE É QUE NOS ELEVA?

REFLEXÃO: A DÚVIDA E A CERTEZA, O QUE É QUE NOS ELEVA?

Pouco ou nada pode ser dito como certeza, sobremaneira, como absoluta. Contudo, não há como negar que as dúvidas, quando bem questionadas, são essenciais para nossa evolução consciente.

Diziam os sábios da antiguidade, que o mais importante era saber formular perguntas. Porquanto, hoje gostaria de ter esse diálogo, através da nossa reflexão: — que perguntas deveríamos formular?

Pode parecer simplório e até prosaico, mas o que sempre devemos nos questionar e sobre nos mesmos, porque isso diz respeito a maneira de como mundo nos parece ser, ou seja, quanto mais discernimento tiver, tanto mais será relativo às nossas (verdades).

Um pouco de fatos para ilustrarmos o nosso raciocínio: vemos nos “post” das redes sociais e nos comentários sobre questões de ordem: política, social, saúde, cultural, etc. que nos dão conta de que a maioria esmagadora dos nossos irmãos nacionais, são desprovidos de senso razoável de realidade. Seja esta, do ponto de vista ético, moral e de justiça. Aqui, avalie cada um segundo seu discernimento.

Entretanto, gostaria de ponderar que ao longo da evolução da sociedade humana, temos a disposição o que foi dito por vários sábios, pessoas que foram considerados “santos” e até um Cristo (filho de Deus), nos ensinaram da necessidade do autoconhecimento. Seja para: “a compreensão do universo e de Deus”; “saber que finalidade do homem é fazer o bem ao semelhante”; “deve-se amar o próximo com a si mesmo”; “ter consciência que todos somos irmãos”, a lista é imensa.

Portanto, como alguém poderá afirmar que estamos agindo segundo a causa nobre da verdade, se fazemos o que fazemos em nome de um Deus (justo e amoroso)? — Visto que o nosso comportamento, esse, percebido no dia a dia, tais como: (vaidade, ódio, idolatria, intolerância: sincretismo religioso, sexismo, racismo e um monte de “ismos“), que ficamos até confusos ao enumerar”. Isto, só pode significar que somos completos hipócritas, ignorantes e desconhecemos o que seja verdade.

Portanto, as nossas interações, como já citei algumas acima, dão conta de que não conhecemos a nós mesmo, sobretudo, como seres humanos em sentido “lato” e que as ditas (nossas verdades) não guardam relação com fatos, pois é certo que se trata de meros dogmas: (o que se pensa é verdade).

Por fim, contudo, sou otimista nas promessas do Cristo, que segundo compreendemos não se trata de religião. Mas antes, de fazermos boas perguntas e com isso obteremos o entendimento: “se conhecer a verdade ela vós libertareis”.

REFLEXÃO: O QUE É A EVOLUÇÃO DO SER, SENÃO A EXPANSÃO DA SUA CONSCIÊNCIA?

REFLEXÃO: O QUE É A EVOLUÇÃO DO SER, SENÃO A EXPANSÃO DA SUA CONSCIÊNCIA?

Os seus desejos imediatos, podem se tornar os maiores inimigos da sua vida inteira, — diga cada um segundo o seu discernimento. Contudo, como poderíamos mudar tudo isso? — Isso vale para a nossa reflexão de hoje.

Por onde começar? — É certo que não somos uma ilha, todos temos convívio social e tudo mais, porquanto, isso não significa que devemos sempre seguir o bando, sobretudo, quando se trata de questões (de ter) em detrimento (do ser), se sendo as primeiras supérfluas e as segundas não edificantes.

Para ilustrar usaremos o seguinte exemplo: alguém imagina que só será feliz depois de ter a casa “X”, o carro “Y” e a aparência “F”, ou de ser reconhecido(a) e famoso(a), tal como o(a) fulano(a), etc. seguindo a “modinha”, é fato que tudo isso em nada o(a) tornará realizado(a). Senão fosse assim, não teríamos tantos inconformados e infelizes em nosso meio!

Entretanto, devemos considerar que vivendo no século XXI, ainda, somos muito suscetíveis para agir segundo as nossas emoções. Contudo, se algo nos tocar “por dentro”, nas nossas emoções, invariavelmente determinara as nossas escolhas, fato esse que devemos ter como alerta! Porquanto, caso você houver despertado, ou seja, tiver adquirido a inteligência emocional, ou seja, o agir com a consciência, certamente tudo o fará segundo a razão.

Julgamos que a pior coisa que pode nos ocorrer, sobretudo, com potencial de gerar a insatisfação sobre tudo em nossas vidas, qual seja (a infelicidade), é seguramente a estagnação da nossa consciência, a incapacidade de contemplação da vida.

Por fim, podemos se assim o quisermos, descobrir se tal coisa é (modismos) ou é algo necessário para nossas vidas. Pois, evoluir, é uma jornada permanente, a cada nova escolha e a cada ação ou inação. Por isso, devemos evitar  julgamentos segundo convenções momentâneas, emotivas e infantis.

REFLEXÃO: O DESAFIO DE APRENDER SEMPRE.

REFLEXÃO: O DESAFIO DE APRENDER SEMPRE.

Pouco importa o seu nível na escala da evolução, mas é certo que você sempre tenderá evoluir, subir a (escada de Jacó). Narra os textos hebraicos no (Pentateuco), que Jacó, um dos patriarcas (Israel), deitou a cabeça sobre uma pedra, adormeceu e sonhou: “Ele viu uma escada que ia da terra até o céu, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela… ”, literalidade a parte, vamos tomar o relato bíblico como uma bela parábola, aliás, este foi um meio muito utilizado pelos escribas do livro sagrado daquele tempo. Sobretudo, para comunicar algo e ensinar aos seus comuns.

Com efeito, o entendimento é de que aprendemos continuamente desde a mais tenra idade, mesmo que não seja um aprendizado linear, é fato que a cada dia que passa mais e mais nos tornamos “mais esclarecidos”. Contudo, sendo você jovem ou adulto, caso isso não esteja ocorrendo com você, pois assiste aos mesmos sermões e pregações sobre “religiosidade” e nada lhes acrescenta, acredite! Há algo de muito errado com o que estão lhes ensinando!

Neste espaço de “blog” com até 370 palavras, como sempre faço há mais de um ano, através de publicações diversas tenho buscado transmitir algum ensinamento, seja através de relatos de experiências pessoais, sobretudo do convívio em sociedade, que diz respeito ao autoconhecimento. Abstenho-me, sempre que posso, de confrontar dogmas e crenças diversas. Entretanto, quando essas estão muito distantes dos fatos, confesso que emito alguns julgamentos.

Contudo, peço licença e conto com sua compreensão, leitor. Dizemos isso humildemente, porque, temos registros de nossos leitores em mais de 20 nações diferentes e além dos nossos irmãos (despertos) brasileiros. Creio que devo procurar gerar conteúdo que possa edificar os corações e orientar mentes daqueles que estão despertos para consciência do novo reino que se avizinha.

No sonho do patriarca que significar que há uma comunicação entre a nossa espécie com os reinos superiores, que por seu turno, o criador com sua magnânima atenção as suas criaturas lhes garantem que assim será para sempre. Esse portal com o mundo espiritual está disponível para quem buscar de coração puro e ações retas com desejo de conhecer-se a si mesmo, certamente conheceras sobre o universo e seu Criador.

REFLEXÃO: EXISTE SEGREDO PARA O BEM VIVER?

REFLEXÃO: EXISTE SEGREDO PARA O BEM VIVER?

Sou filho da geração “Baby Boomer”, aquela que nasceu no período pós-grande guerra. Deve ter sido muito difícil para todos, viver naquele tempo. Lembro-me, da minha mãe contar quando eu era bem pequeno, sobre o retorno de meu tio Paulo que esteve na Europa, o estado psíquico dele, que segundo ela nunca mais foi o mesmo. É presumível como deve ter sido: a escassez, a desorganização social, sobretudo a dor pelas perdas de entes queridos e tudo o que resulta de um sangrento conflito de proporções globais. Entretanto, utilizarei este ‘pano de fundo’, embora nefasto, terá excelente valor didático para a nossa reflexão de hoje.

É impossível imaginar que muitos de nós, em algum dia da vida, não questionamos o porquê que as coisas são como são. Quer dizer! Porque a humanidade numa aparente e relativa paz, se rompe num conflito ferrenho que dizimam povos e/ou afetam milhões desdes? — óbvio que não existe uma só resposta exata para essa questão. — Mas, é razoável deduzir que isso não acontece só pelo desejo único e exclusivo da cabeça de poucas pessoas, por certo, haveria centenas e milhares que comungaram com tal ideia e a levaram a cabo.

Por isso, nestes dias de mobilização global para um enfrentamento contra a disseminação de um vírus, devemos observar e ponderar antes de declinarmos para uma só direção como efeito de manada. Isto porque, sabemos que existem muitos ângulos para vermos uma mesma cena e dependendo de qual seja o seu, o que é visto por uns, não significa que é o definitivo e verdadeiro, porquanto, não deve ser o único a ser considerado.

Portanto, no caso concreto, julgo que a busca do equilíbrio seja o ideal em qualquer cenário. Pois, se observamos a linguagem dos sábios da antiguidade, aprendemos com as grandes teologias (Budistas, Hindu, Judaico-Cristão), sempre se encerram apontando para um ponto comum, qual seja? — deve-se trilhar pelo caminho do amor, da compreensão, da fraternidade e caridade. — Nunca pela aplicação da força ou qualquer outro meio de coerção severo visando conduzir o povo a momentos melhores, pois isso é utopia.

Aprendemos, por fim, com um passado não muito distante, que á união das forças em prol de algo que é bom e justo, portanto equilibrado, é o segredo para o bom viver, sobre todos os aspectos da vida.

REFLEXÃO: O SEGREDO DO APRENDIZ DE CONSCIÊNCIA.

REFLEXÃO: O SEGREDO DO APRENDIZ DE CONSCIÊNCIA.

Tenho observado durante meio século de existência que somente uma minoria de nós, compreendemos o proposito da vida, ou seja, aquilo que de fato é essencial para felicidade. Contudo, devo fazer jus e considerar a limitação de discernimento de cada um.

Entretanto, advirto que pouco importa o quanto você tenha adquirido de intelecto durante uma vida, pois se seu estudo foi unicamente para aprender um ofício profissional e vencer em uma carreira, de nada lhes servirá para os fins aos quais você de fato se destina.

Porquanto, o que se vê em meio do nosso povo é que muitos passam pela vida como se tivessem tateando entre o medo, dor e alguma alegria, visto que tem seus dias permeados de reiterados erros, desencontros e decepções. Contudo, estes continuam assim até o fim das suas existências.

Qual o segredo do aprendiz? — temo parecer ortodoxo, mas não outra maneira de explicar sobre isso, senão com palavras simples e sem contornos.

Primeiramente, devemos considerar que mesmo no seio das nossas famílias, as pessoas nunca serão iguais, seja em suas atitudes ou nos seus discernimentos, tal como naquele antigo adagio popular: “nem os dedos da mão não iguais”.

Depois, que você se tornará naquilo que realmente acredita. Por exemplo: mesmo um tolo que sonha ser líder poderá um dia ter êxito, desde que se empenhe na empreitada, pois certamente com o passar do tempo encontrará seus iguais que o terão por liderança. Isso não muda que tal sucesso em nada acrescentará na sua medíocre existência.

Portanto, busque primeiramente pelo discernimento sobre a vida: evite julgamentos; não seja soberbo; afaste-se do mal; nunca, pratiques algo contra a sua consciência; nunca se submetas ao que lhes imprime medo, dor ou sofrimento; aprenda que as pessoas nunca serão iguais a você. Que as suas atividades laborativas são apenas um trabalho para a subsistência nada além, disso.

Por fim, o segredo do aprendiz é compreender a existência, viver cada dia como uma dádiva e nunca amaldiçoar os desafetos, é certo que o contentamento lhes serás companheiro, viveras mais dias bons e menos serão aqueles de medos e erros.

REFLEXÃO: MAIOR POBREZA HUMANA

REFLEXÃO: MAIOR POBREZA HUMANA

Mesmo as mazelas humanas: (doenças, opressão e fome) que se tem notícia no mundo não são tão permanente e maléficas quanto àquelas que provem da degradação da nossa alma. Tem um termo, que já há muito tempo é do conhecimento público “sujeito desalmado”: (desumano; ímprobo; iníquo; maldito; maldoso; malévolo; malvado; mau; pravo; ruim; viperino, etc.) Na língua portuguesa é possível escrever centenas de palavras para descrever o mal, porquanto para nossa reflexão, ateremos ao ponto central disso, do que é negativo, aquilo, que nunca nos tornará uma pessoa melhor.

A despeito disso, da pobreza humana, geralmente as pessoas somente associam algo que elas podem mensurar, pelo seu entendimento mediano. Aquele, em que a vida se resume em: (comer, ter abrigo, procriar, acumular bens, adorar deuses e morrer se perguntando o porquê da sua existência). Eis, a base da pirâmide da sociedade atual, são seres que vivem para o tangível, para aquilo que se pode mercantilizar. Para esses, a pobreza significa falta de pão e de abrigo. Ainda, segundo eles, tudo pode ser comprado, desde o pão que os alimenta até a redenção e um pedaço do paraíso para depois das suas mortes.

Entretanto, a verdadeira pobreza humana, é aquilo que não permite o discernimento da verdade, sobremaneira sobre sua existência, — qual seja? Que como seres portadores de alma imortal, somos muitos mais do que nossos esforços físicos podem nos permitir adquirir durante uma vida de riquezas, muito além de toda grandeza que uma imagem pública pode revelar.

Por fim, afastar-se do mal conscientemente é (viver com conduta ética, com serenidade, sem ódio, vaidade ou hipocrisia) fazendo tudo pelo que é justo e certo, não com o proposito mercantilista ou apocalíptico. Veja a primeira revelação de que não é pobre ou desalmado, pois conseguirá viver em dois mundos, neste, que bem descreveu o Apóstolo Paulo: “vaidade tudo é vaidade”, e naquele, da espiritualidade, que é definitivo, é eterno e de paz, que nos ensinou o mestre Galileu.

REFLEXÃO: EXISTE REQUISITO ESSENCIAL PARA A FELICIDADE? E ELA TEM PREÇO?

REFLEXÃO: EXISTE REQUISITO ESSENCIAL PARA A FELICIDADE? E ELA TEM PREÇO?

Seja qual for dada cultura de povos do mundo, o tema é recorrente. Tanto na literatura, na religião, nas artes em geral, é comum, proposituras falando do assunto. Por que isso é tão comum? — ao que tudo indica é um dos mais célebres desejos, humano. Como tal, trata-se de algo inato da nossa espécie.

Entretanto, o conceito de felicidade é tão diverso e abstrato que chega se confundir com aspirações mesquinhas: como desejos instintivos, proporcionalmente ao sabor do intelecto de cada um. Tanto é que as pessoas incultas às décadas vêm assimilando e “comprado” a felicidade “enlatada”, aquela, que nos são apresentadas pela arte, sobremaneira, pelo manto do consumismo.

Além disso, algumas “religiões”, também, tem sua parcela de responsabilidade nesse mercantilismo de felicidade, pois é fato que vendem um ideal de “paraíso”. Porquanto, todos os negócios nesta seara têm algo em comum: uma condição e um preço ajustado previamente, por óbvio que são “pagos” com recursos próprios dos sonhadores. Quanto á entrega? — Eis é a questão!

Racionalmente, basta uma pequena análise do tema para separar as “coisas”. Partindo do princípio de que como seres viventes deste planeta, estamos sujeitos a intemperes climáticas, sociais, econômicas e toda sorte de desafios que nos são presenteados pela sociedade moderna: pretensiosa, consumista, egoísta, hipócrita, etc. Aqui eu não disse nada de mais, simples constatação.

Então! Neste caldeirão de “beatitudes” ao inverso, é que (vivemos em busca da felicidade), contudo, não gosto de colocar desta forma, porque parece que é algo físico ou perene. Antes, porém, a felicidade só pode ser algo muito particular e exclusivo de cada um, como um sentimento de contentamento e alegria que nos ocorre com rara frequência, tudo dependendo do seu estado de espirito. Se estivermos em paz e com serenidade a perceberemos certamente.

Por fim, a felicidade é algo sublime, que independe da beleza física, das posses de coisas ou de reconhecimento social, porque ela reside em nossa alma. Julgo que o requisito essencial dela seja trino: (um não pensar; um só sentir; um não querer). Em resumo: seria um ato mental (livrar-se das amaras da racionalidade por instantes); um sentimento (sentir gratidão plena e por tudo) e um desejo (um não querer ser/ter absoluto). Portanto, à compreensão do amor desinteressado com a liberdade irrestrita de pensamentos, certamente sua vibração seria a da paz e da serenidade. Então! Estarás diante de momentos de felicidade, que não tem preço.