FELICIDADE IMPOSSÍVEL: A EXPECTATIVA DO OUTRO

FELICIDADE IMPOSSÍVEL: A EXPECTATIVA DO OUTRO

O tempo passa e naturalmente criamos expectativas com relação aos eventos do futuro, é o que chamamos ter esperança e fé. Mas, se de um lado ter esperança é uma das virtudes essenciais para motivação de qualquer pessoa, de outro lado, confiar exclusivamente nas ações de outras pessoas visando nossa felicidade, é um grande erro, uma utopia.

A felicidade que idealizamos provém invariavelmente da nossa necessidade de completude, ao que tudo indica sempre estamos na busca por tornamos inteiros, uno com o universo.

Contudo, o grande problema disso (no caminho da felicidade) e que o torna impossível, é por nos perdermos ao longo do caminho da vida, nos frustrando constantemente, isso ocorre por não considerarmos dois elementos fundamentais: 1) conceito sobre a felicidade e 2) por onde começar sua busca.

Por fim, muito já foi dito sobre o que seja a felicidade: contentamento, alegrias momentâneas, sensações de preenchimento de completude. Também, sobre por onde começar a busca: dentro de nós mesmos, se encontrando com si mesmo. Porém, um fator, que torna impossível a felicidade, é esperar 100% do tempo que outras pessoas nos proporcionem, porque cada um está engajado em sua própria busca, e, além disso, somos (indivíduos).

VIDA: SOBRE AS RESPOSTAS

VIDA: SOBRE AS RESPOSTAS

Sempre que despertamos que a vida é fugaz e breve, muitas perguntas surgem, porque é notório, que a maioria de nós, deseja viver o maior tempo possível. Por isso, as ciências se desenvolvem neste sentido, da ampliação dos nossos dias neste mundo tridimensional. Disso surgem questões existenciais.

O fato é, que viver mais, ao que tudo demonstra é um desejo persistente em nossa consciência. Seja pela nossa ignorância sobre a vida ou não, buscamos continuamente por respostas, desde a mais remota antiguidade. Religiões surgem e desaparecem da face da terra e a vida continua, simples assim.

Contudo, as questões (o que, como, porque) existimos, continua.

Vejamos: se fazemos o que fazemos em prol do prolongando a vida, quer significar que temos esperança de que talvez haja um sentido para tudo isso, uma explicação logo adiante no tempo.

Mas, se olharmos mais profundamente para dentro de nós, procurando as respostas, julgo que seja o caminho mais seguro, pelo fato do sentido da vida é uma questão muito particular, subjetiva.

Gosto da metáfora sobre o que seja viver: “viver é igual um salto de um penhasco, no qual não podemos escolher sobre se caímos ou não, no máximo que podemos fazer é despertar para o inevitável, que somos mortais, e nada do que fizermos vai mudar isso, porém, temos escolhas: poderemos decidir se sorrimos enquanto caímos (vivemos) ou lamentamos“, de um jeito ou de outro o nosso tempo neste plano vai acabar.

Então, onde estão as respostas para existência, para a vida? — Poderíamos começar por não nos iludirmos e nem fantasiarmos, tão-somente viver cada dia com intensidade e não pensando tanto sobre o amanhã (apocalíptico), nada disso. Deixemos isso aos dogmáticos que há milênios criam os próprios céus e infernos, quando aos despertos sobre si, cada dia já nos bastam seus desafios, alegrias e tristezas.

Como disse o poeta romano Horácio (65 a.C.-8 a.C.) “Carpe diem”, numa tradução livre: “… colha o hoje e confie o mínimo possível no amanhã”.

Por fim, não se preocupe tanto com as respostas para todas as questões que venham porventura preencher sua mente, apenas viva bem e faça o seu melhor.

Felicidade e o sucesso: há certo ou errado?

Felicidade e o sucesso: há certo ou errado?

Desde criança criamos muitas expectativas, sonhos, de que iremos além: seremos melhores com relação à vida dos nossos ancestrais, dos nossos pais. A esperança pode até ser válida, mas na maioria das vezes aquele sonho nobre e libertador, se torna o nosso pesadelo. Embora, não haja nada de errado sonhar, obter sucesso, porque esse é um ideal de realização, é muito natural.

O que ocorre é que durante nossa vida, os desafios e eventos do dia-a-dia, invariavelmente há muitos enganos e com eles as frustrações, o que também é muito normal, pois se considerarmos que viver, tem seus desafios. Mas, com o tempo nossos valores mudam, assim como, o nosso conceito de sucesso e fracasso, não passam de ilusão.

Não é pelo fato de que não realizarmos os sonhos conforme desejávamos nos tornam infelizes. Isso porque o sucesso dos nossos sonhos se revela insignificante, se não vivermos cada momento.

O ponto é: nunca consideramos o dinamismo do tempo e com ele, a nossa visão da realidade.

Sabemos, conforme diziam os antigos: “nunca é possível beber água duas vezes do mesmo rio”. Isso ocorre, por fatores naturais ou não, digo isso porque você hoje, não é a mesma pessoa que sonhou. O tempo, e os desafios da vida, se alteram na medida da nossa compreensão do mundo.

E, a felicidade onde está? — nossos sonhos e ideais de vida: casamento, filhos, poder, dinheiro. Por que essas “coisas” invariavelmente não são garantia da felicidade?

Tem uma canção ‘pop’ que diz: “(Era uma vez) É que a gente quer crescer / E quando cresce quer voltar do início / Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido / Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real / E entender que ela mora no caminho e não no final (Kell Smith)”.

Por fim, não há certo ou errado. A não ser pelo fato que o tempo passa e a ideia fixa de que a felicidade está no ter ou ser, é errada, quando, na verdade, a felicidade está no caminho (dia-a-dia), porque ela (a felicidade) acompanha nossas vidas. Basta tão-somente que abrirmos os olhos para o aqui e o agora. 

VIDA: PORQUE A GERAÇÃO DO SÉCULO XXI SOFRE

VIDA: PORQUE A GERAÇÃO DO SÉCULO XXI SOFRE

Que estranha a relação das pessoas com seus dilemas no século XXI! Quem nunca supôs que está tudo tão diferente do seu “tempo” de adolescente/jovem, sobretudo, para as pessoas que foram adolescentes/jovem nos anos 80 e 90.

Alguém pode dizer que está tudo normal, e que só estou dizendo isso porque sou saudosista, daqueles cinquentões que ficam conjecturando e comparando o ontem e o hoje. É cabeça de coroa, que está se sentindo excluído do momento “topzeira” desta geração.

Será isso mesmo, só um delírio meu?

Quero registrar, que ter sido adolescente/jovem nos anos 80 e 90 não foi aquela maravilhosa experiência de vida, mas vejo uma grande diferença com os mesmo neste século. Mesmo que talvez por um único ponto, porém de extrema importância e faz toda a diferença na maneira pela qual se encara a vida.

Ressalto, que compreendo os aspectos comportamentais no cotidiano: o dinamismo das relações, a informalidade, o desapego com o sentido e o valor das palavras, a interdependência da aprovação social, etc., contudo, o ponto central que difere substancialmente com aqueles tempos, é que hoje, nesta geração, muitos de nós estamos perdendo uma parte significativa do ser, esquecendo da individualidade, identidade.

Percebi pelo número de pessoas jovens, também adultos que insistem se assemelhar aos primeiros, se sentindo perdidos: sem a razão de ser, sem saber o sentido da vida, sem compreender a sua existência, muitos infelizes, deprimidos, etc. É assustador, porquê numa geração com tantos recursos tecnológicos, de mobilidade, acessibilidade, tolerância, liberdade. A criatividade, por exemplo: está limitada a copiar o comportamento de outrem, precisam de ‘personal’ e de ‘influencer’ para tudo, e desses, para lhes servir de modelo.

Por fim, compreendi que na vida, 90% das nossas ações, devem ser aplicadas na manutenção do eu (individuo), ou seja, para viver satisfatoriamente neste mundo, devemos ter em mente que somos análogos ao cultivo de uma planta: sempre cuidando e regando constantemente com autoconhecimento, o conhecimento de si mesmo.

FELICIDADE: MOTIVOS E CONSEQUÊNCIAS

FELICIDADE: MOTIVOS E CONSEQUÊNCIAS

Quando desejamos desesperadamente obter algo que tenha valor significativo para nós, seja o que for: um ideal de sucesso, um grande amor, uma viagem de volta ao mundo, e isso não acontece como esperávamos, dá errado, a primeira coisa que fazemos é buscar por uma causa, ou seja, pelo motivo.

No fundo, fazemos isso por acreditarmos que encontrando o motivo, poderemos arrumar as coisas, mas se os motivos não forem só nossos? — Se eles não dependerem exclusivamente de nós, como podemos encontrar algum sentido nisso?

Entretanto, a maioria dos problemas começa por pequenos motivos, mas têm grandes consequências em nossas vidas. As causas geralmente são coisas banais, pequenas ações: uma palavra ofensiva, uma acusação descabida, uma suspeita inverossímil, omissão ou inação, numa hora apropriada ou qualquer atrito e mal-entendidos. Ocorre que invariavelmente, as consequências evoluem, crescendo, crescendo até se tornar grandes o suficiente para nos abarcar por inteiros.

Embora, saibamos da correlação (causa x efeito), como se diz: uma borboleta bate as asas em Pequim na China no instante ocorre um terremoto no Haiti na América latina. Por isso, nunca conseguiremos prever ou ter o controle de tudo, principalmente o desenrolar das nossas ações ou inações, ou seja, que lhes deram causa.

Por fim, há uma relação direta e irrestrita entre a felicidade e a causa efeito, porque é impossível que nossas ações ou inações passem despercebidas pelo universo, e a felicidade está no que lhe concerne as nossas escolhas, pressupõe que estejamos alegres e gratos pelo que conseguimos, pois, diferente disso ela não existe. E, se conseguiremos adequar as consequências dos fatos em favor da felicidade, isso é outra história.

Felicidade e o livre arbítrio

Felicidade e o livre arbítrio

Como nos contos infantis: (era uma vez) quando a humanidade pensava no livre arbítrio como sendo algo amplo e um poder irrestrito dado ao ser humano. Porém, a realidade se revela bem diferente. Vale refletirmos: vida é mesmo uma questão de escolha? E se for esse o caso, elas são bem mais restritas e menos poderosas do que nos ensinaram.

Como sou aquariano e não gosto de convenções, convido você refletir o seguinte, na vida: “todos nós estamos à beira de um penhasco o tempo todo, todos os dias, um penhasco do qual vamos cair e isso não podemos evitar, porque essa não é a nossa escolha, a nossa escolha é se vamos querer cair esperneando, gritando ou se vamos querer abrir os olhos e o coração ao que acontece quando começamos a cair Allie(serie Taken)”.

Pode até parecer desolador, algo sem esperança, mas fato é que vivemos num vácuo, como se estivéssemos em suspensão, e muitos de nós simplesmente, fecham os olhos para a realidade, pensando que isso os salvará de enfrentar o dia-a-dia. Há aqueles de nos que buscam nas religiões, na filosofia e nas palavras de gurus as respostas para seus porquês. Há também outros, que se tornam dependentes de drogas, licitas ou ilícitas, para suportar a própria existência.

E, isso, (a perda do sentido da vida), acorre com muita frequência que dá até para presumir o porquê e classifica-los em três grupos distintos: o primeiro grupo está as pessoas que pensam estarem no controle de tudo; o segundo são dos que não querem saber a verdade e fecham os olhos para sua própria existência; o terceiro é o menor dos grupos, estão aqueles que buscam o entendimento ou, porque já estiveram em ambos grupos anteriores e por um ‘insight’, despertaram (saíram da caverna de Platão), por entender o quão efêmera é uma existência e quanto é irrelevante somos diante do tempo, do espaço neste vasto e extraordinário universo.

Porquanto, é fato, que a felicidade só pode estar presente no grupo daqueles que compreende o alcance do próprio livre arbítrio, que é pequeno e restrito. Ela (a felicidade), é apenas muito breve no grupo de pessoas que desejam controlar, assim como, o é, aos que fecham os olhos para vida (real) esperando que alguém os salve da queda que é inevitável a todos nós, reles mortais.

Por fim, para sermos felizes com mais frequência com nosso limitado livre arbítrio, deveríamos aceitar mais as nossas dores, buscando minimiza-las e quando vivermos pequenos momentos de alegrias e contentamento, maximiza-los esses instantes. Essa é a relação da felicidade com livre arbítrio.

A FELICIDADE ‘PRÊT-À-PORTER’

A FELICIDADE ‘PRÊT-À-PORTER’

Fazia algum tempo que não conversava comigo, nem com meus botões, como se diz na linguagem popular, mas desde ontem tirei boas horas (sabáticas) para refletir sobre o tema, e cheguei a conclusões que me surpreenderam.

Antes, porém, creio que para os jovens, devo explicar o termo franco (PRÊT-À-PORTER): surgido no pós-guerra, quando outros povos copiavam a alta costura francesa pelo mundo, as costureiras faziam os vestidos segundo os modelos “copiados” daqueles pais, europeu, e é o mesmo que dizemos na atualidade dos produtos ‘made in China’. Esclarecimentos dados, retomamos a reflexão: felicidade segundo modelos de outrem.

A surpresa de que falei no início, ocorreu pelo fato de que: quando nos damos conta de que talvez o ideal de felicidade que perseguimos não nos é próprio, ou seja, é segundo o que outras pessoas “acham” que seja. E, também, como sabemos trata-se de expectativas subjetivas, como no outro ditado: “você é a única pessoa no mundo que sabe a verdade sobre sua vida, portanto, tudo que falam a seu respeito é problema deles e não seu”.

Nesta reflexão, sopesei, que nem sempre paramos para olhar para nós, para o importante para nossas vidas, segundo nossas próprias definições e não segundo a convenções gerais, dos outros. E, fazendo isso, constataremos o quanto somos melhores que muitos pensam e falam a nosso respeito. Por exemplo: não penso que sou mais do mesmo.

Por fim, julgo que a felicidade ‘Prêt-á-Porter’ seja uma ilusão, uma convenção irreal, pois só o arbítrio de cada um pode exprimir sua própria visão do mundo, e se viveu ou não momentos felizes, tudo é uma questão do seu próprio entendimento. Tal como o conceito de justiça, tudo depende do lado que você esteja no processo (julgamento): se na condição de réu ou de acusador.

RESILIÊNCIA: PORQUE O RIO QUE CHEGA AO MAR

RESILIÊNCIA: PORQUE O RIO QUE CHEGA AO MAR

O sábio chinês Lao-Tsé disse: “o rio atinge seus objetivos porque aprendeu superar os obstáculos”. Assim são as atitudes de um indivíduo resiliente: contornar obstáculos é o meio natural para enfrentar adversidades, ou seja, se adaptando, se reinventando a cada situação e continuando sempre.

Portanto, essa analogia está perfeita: nas adversidades do dia-a-dia em nossas vidas percebemos que não há solução simples ou uma linha reta a seguir, antes, porém são necessárias que as nossas ações estejam numa constante de mudanças na medida das nossas dificuldades, parar e desistir não nos fará chegar ao mar dos nossos sonhos.

Arbítrio privado: condenação sumária

Arbítrio privado: condenação sumária

Desde nossos ancestrais (sapiens) até nossos dias, desenvolvemos uma infinidade de competências que nos permitiu organizar a vida em sociedade, destas, a mais controvertida é a de fazer julgamentos, sobremaneira, aqueles julgamentos de caráter privado, que ocorrem quando atribuímos a outrem determinada culpa, mesmo sem lastro de realidade.

Estudos da nossa psique nunca foram muito precisos quanto aos motivos pelos quais fazemos julgamentos, seja para imitarmos o Criador na expulsão do primeiro casal do paraíso ou não, fato é que, julgamos nossos semelhantes com muita frequência, e muitas das vezes os condenamos por um critério estritamente subjetivo, ou seja, sem considerarmos os fatos.

Para melhor ilustramos o tema, relembramos os julgamentos na antiguidade, que eram bizarros: na idade média amarrava-se uma pedra no pescoço do(a) acusado(a) e lançava-o(a) num rio, se sobrevivesse, então era inocente. O assustador é que ainda hoje fazemos árbitros injustos: (julgamos e condenamos sumariamente), tal como na antiguidade, porque não é incomum atribuímos a culpa a alguém antes mesmo do devido conhecimento dos fatos.

Há, portanto, arbitrariedade no afã de fazer “justiça”, e isso, é inconteste no seio da nossa civilização. Na justiça pública existe o meio legal (judiciário) onde mais de duas esferas de juízes podem rever julgamentos. Porém, o mesmo não ocorre na vida privada: acusação e condenação informal são proferidas a todo instante: suspeito(a) é condenado(a), muito diferente da seara pública, pois na primeira não existem tribunais de apelação.

Não obstante, as longevas tentativas da religião e da filosofia em mitigar os problemas causados por julgamentos sumários. As religiões a chamam de justiça divina, vontade de Deus, a filosofia por seu turno, contribuiu com um intrincado conceito de justiça: leis de causa e efeito, etc.

Por fim, seja como for, na antiguidade ou na era da informação, fato é que somos condenados por nossos pares em julgamentos subjetivos: você é culpado(a) e pronto. A quem devemos apelar, onde está  o senso de realidade, os fatos?

O nosso tempo

O nosso tempo

Por que com muita frequência nos referimos ao lapso temporal de maneira possessiva? — eu não tenho tempo! Será que dizemos desta maneira: como se pudéssemos gerir o universo e seus mistérios, ou isso de fato diz muito de como somos?

Sabemos que o lapso de tempo de uma vida é muito limitado, sobretudo, para existir neste planeta. Mesmo se considerarmos quaisquer registros existentes: a história das civilizamos, a povoação do planeta, algumas outras espécies de seres, etc. Todos os dados demonstram que uma existência, uma vida, é relativamente breve.

Ocorre que agimos como se tivéssemos algum controle ou se o tempo nos fosse contemporâneo. Isso pode até parecer um absurdo, mas talvez a segunda alternativa esteja correta, porque há algo em nós que transcende o tempo.

Deveríamos refletir: como e porquê agimos como se controlássemos o tempo.

Simplificando, poderíamos partir da premissa de que parte de nós, ou seja, algo em nós, não pertence de fato a este mundo. Pelo menos não como matéria: carbono, outros minerais e água.

Por fim, não seria razoável sugerir uma parte significava do que somos seja uma espécie de energia, que existe e é muito além do que nossos sentidos podem perceber. Algo que há milênios nossos antepassados já sabiam, que a maior parte de nós, é uma alma imortal.

A NOSSA VIDA COMO UMA PEÇA TEATRAL

A NOSSA VIDA COMO UMA PEÇA TEATRAL

Quando pensamos sobre vida, devemos partir da premissa de que todos nós um dia morreremos, esta é a única certeza sobre o futuro. Ocorre que muitos de nós ao que parece, pensam que são eternos. Lógico, não devemos viver pensando em quando chegará nossa hora, mas não podemos esquecer da premissa maior (nascemos, portanto, nossa vida é finita), tal como numa peça teatral, há o momento em que as cortinas vão se fechar.

Entretanto, em nossas vidas a peça nunca deve ser de um só gênero, por exemplo: romance. Sabemos que há fatores externos que influenciam no desenrolar das cenas, mas, por outro lado, o principal é a nossa subjetividade, ou seja, no teatro da vida depende do nosso grau de entendimento sobre o mundo e principalmente sobre nós mesmos.

O gênero desejável talvez seja aquele em que ocorra nossa autorrealização e que convivamos em paz. No entanto, sabemos que nem tudo são flores, quando nos referimos aos momentos do dia-a-dia nesta terra (cenas), mas muito dependerá de como nós nos posicionamos frente a vida (escolhas/interações).

Sabemos que interpretamos várias personas / personagens no teatro da vida: filho, aluno, namorado, noivo, marido, pai, ex, estagiário, graduado, profissional, amigo, colega, etc. Com isso, alguns de nós se portam ora como “mocinhos” outras vezes vilões.

Fato é, na medida em que nos tornamos melhores atores em nosso dia-a-dia, nós nos adaptamos por vezes especializamos em papeis distintos: uns mais para heróis e outros como anti-heróis/vilões.

Por isso, o papel que melhor nos adaptamos dependerá do nosso íntimo, o quanto somos evoluídos (da nossa consciência): mesquinhos, narcisistas, egoístas, gananciosos, bobos, etc. Julgamos, que nunca se deva ser excessivamente ingênuo, mas há muitos de nós que se abstém de agir, de se posicionar, de escolher segundo sua consciência, estes o fazem, somente o que outros esperam destes, e isso, certamente é o papel de um bobo da corte.

Portanto, devemos viver nossa vida (peça de teatral) sendo ao mesmo tempo: autores, roteiristas, atores e expectadores de nossa própria interpretação.

Por fim, a peça teatral da nossa existência pode seguir um roteiro com o final que desejamos, mas, nunca esqueçamos, de que uma boa história deve conter elementos de todos os gêneros: (drama, comédia, ação, romance e aventura). Por isso, vivamos nossos dramas, rimos e façamos comédias, agindo com bons protagonistas, sejamos bons amantes e não deixemos de nos aventurar.

Evolução: O conhecimento do bem e do mal.

Evolução: O conhecimento do bem e do mal.

A evolução é uma tendência irreversível. Assim como o universo se expande continuamente, também, devemos evoluir a certa medida como seres conscientes, isso é, ao adquirirmos mais conhecimento melhor interpretaremos o mundo, o que antes na (infância e juventude) era dito perigoso; proibido e impensável, agora passar a ser trivial e geralmente necessário em nossas vidas, por exemplo: o que nos fora ensinado na infância e adolescência: “não fale com estranhos; obedeça sempre aos mais velhos; fazer isso ou aquilo é pecado e um rol enorme de coisas”.

Sabemos que em nosso cotidiano, quando adultos, essas coisas (regras da infância) não fazem mais o mínimo sentido, aliás, precisamos sim falar (interagir) com todos e não é porque uma pessoa é mais idosa que nós que se trate de um indivíduo sábio, etc.

Então, conhecer o bem e o mal em todas as fases da vida é algo necessário para nosso dia a dia. Se vivêssemos sob as regras da infância sendo adultos, certamente não poderíamos desempenhar muitos papeis relevantes na sociedade, mesmo porque, seriamos taxados de infantis, mimados e dogmáticos.

Por isso devemos utilizar com eficiência os conhecimentos e discernir por nós “mesmos” sobre (o bem e o mal), isso é fundamental. 

Como poderemos fazer o bom uso da evolução enquanto seres sociais que somos? 1) adaptarmos sempre; 2) defender pontos de vista até a medida que conheçamos melhores argumentos; 3) ter em mente que sempre se pode aprender mais e; 4) saber que ninguém pode conhecer tudo sobre todas as coisas e que existem leis universais, tais como observamos na natureza, por exemplo: a lei de causa e efeito, o que se planta colhe.

Por fim, essa reflexão me ocorreu a partir de um novo entendimento quando eliminei um dogma que acompanhava desde a infância, percebi, que à medida que conhecemos mais sobre o bem e o mal, relativo será a nossa responsabilidade sobre o que sabemos. Também, quanto mais conhecermos sobre a (vida) mais compromissos teremos com o universo e suas leis. É um fato revelador e reconfortante, portanto, não devemos ter medo do desconhecido, devemos aprender com ele sempre.

A CULPA: DESTRUIDORA DE SONHOS E ANIQUILADORA DE ESPERANÇA.

A CULPA: DESTRUIDORA DE SONHOS E ANIQUILADORA DE ESPERANÇA.

Por vezes sentimos culpados por alguma ação e omissão, não há nada de mais nisso, mas viver numa espécie de ‘looping’ de autopunição por longo tempo, sobremaneira, em nossa mente, não é saudável e fará muito mal até à alma, pois nos imporá limites em sonhos, destruindo esperanças.

É fato que esse sentimento (a culpa), vai se acumulando em nosso subconsciente e com ela a vergonha e as intermináveis cobranças internas. Sabemos também, que a soma disso são as cobranças, e essas, se tornam um grande fardo, pesado, que invariavelmente nos leva a uma vida de sofrimento.

Entretanto, devemos admitir erros e falhas a nós mesmos e mudarmos de atitudes, sobretudo, perdoando a nós mesmo. Devemos evitar exteriorizar as culpas para qualquer pessoa, tal como por séculos se fazem em confessionários, isso porque, o único capaz de lhe conceder o perdão real é sua própria consciência.

Por fim, uma vida inteira carregando culpas não nos torna pessoas melhores e certamente jamais nos trará a felicidade e a paz. Perdoemos, esqueçamos e sejamos felizes.

O TEMPO DO AMOR

O TEMPO DO AMOR

Existe o tempo do amor? Penso que a maioria das pessoas dirá que sim. Mas, muitos de nós ao refletir sobre essa questão, olhando para vida dirão que esse tempo está distante ou que talvez nunca o alcance, e outros ainda, falarão que para saber o quando o amor chega, se trata de uma mera percepção de realidade, etc.

Fato é que poucas pessoas perceberão como a questão é simples e elementar. O que nos leva a essa reflexão: por que é tão difícil para a maioria das pessoas perceber o amor e o seu tempo?

Convido ao leitor refletir, o seguinte:

Em primeiro lugar, o que é amor? — Deixando de lado o que diz a filosofia, teologia e psicologia, deveríamos pensar a questão do ponto de vista do empirismo, ou seja, das nossas experiências. É certo que para uma grande parcela de nós o amor está associado a algo que nos proporcione prazer, satisfaça desejos, etc., contudo, poucos tem uma visão menos materialista/possessiva sobre o conceito amor. Para esses despertos, conscientes, o amor se trata de um estado de equilíbrio e paz, onde as nossas escolhas e ações não buscam as meras satisfações pessoais, mas também a de outrem.

Depois, a questão do tempo, é porque muitas pessoas não têm a consciência do que seja ele (o tempo), pois tudo que não conseguem perceber e sentir no presente deslocam esses sentimentos para o futuro. Entretanto, esse momento (o futuro), não pertence à esfera das nossas escolhas, visto que essas, só são possíveis no presente. E, que a partir desse momento (o presente), é que tudo acontece em nossas vidas.

Portanto, o tempo do amor, só pode existir no presente. Sendo o amor um estado de paz e equilíbrio, isso nos diz, que devemos continuamente pautar as nossas escolhas e ações em algo nobre: bom e justo, que nunca não visem somente os nossos desejos e paixões imediatos, mas em algo que traga satisfação permanente, o amor.

O PRÓXIMO PASSO

O PRÓXIMO PASSO

Geralmente temos uma ideia muito errada de (o que / onde) seja ou esteja o nosso futuro, isto porque, é comum imaginarmos tal evento sendo algo muito além da nossa vista, ou seja, do momento atual.

Dizemos: serei feliz, estarei realizado, etc. Fato é que pensando desta forma estamos enganados, vejamos: O futuro é uma abstração, pois ninguém vive no futuro. Sabemos que tudo o que fazemos: as nossas ações e inações, só são possíveis de ocorrerem no presente.

O conceito do próximo passo trata-se de algo imediato, do agora. Se você quer mudar sua vida, não é saudável ou razoável postergar (procrastinar) determinadas decisões e/ou principalmente ações, substancialmente, aquelas, que visam proporcionar a realização dos seus sonhos.

O próximo passo, portanto, deve ocorrer neste instante e nos próximos continuamente, agindo agora, não só planejando e conjecturando demais, são necessárias as nossas ações sempre, pois, a nossa felicidade está no presente.

Por fim, como sabemos o presente é o único momento que conta, visto que ele (o presente) é quem determina como será o nosso amanhã e também o nosso passado. Sonhe e planeje, mas viva o presente continuamente.

REFLEXÃO: SIMPLIFIQUE-SE E ADAPTE-SE

REFLEXÃO: SIMPLIFIQUE-SE E ADAPTE-SE

Em qualquer jornada que empreendermos é necessário um primeiro passo. Esse adágio popular é bem antigo, mas vem a calhar para esta reflexão.

Quando pensamos em mudar / melhorar de vida, de relacionamento, seja o que for que desejamos, invariavelmente teremos que tomar decisões, fazer escolhas, e mais que isso, colocar em ação o nosso empreendimento (realização do desejo).

Eis, o ‘Xis’ da questão: como tudo isso acontece, na prática? ─ por certo, que estamos falando em mudanças: no modo de agir, adequando valores pessoais e morais, assimilando conhecimentos, etc.

Por fim, no caminho para autorrealização, sucesso pessoal, certamente o passo fundamental é deixar de lado tudo o que não for essencial. Simplifique-se e adapta-se.

Reflexão: Intenção, Vontade e Preço.

Reflexão: Intenção, Vontade e Preço.

Sabemos que são as nossas escolhas que determinam como será o nosso futuro, também, é fato que só as fazemos, no momento presente, isto é, no ato com ações ou omissões, por isso, seja qual for a sua realidade momentânea, esta, sempre terá o protagonismo para realizar-se na vida.

Entretanto, muitos idealizam algo com alto grau de detalhamento, mas mentemos esse empreendimento por anos ou por uma vida inteira, somente na esfera mental (pensamentos), dizemos que tais pessoas vivem “nas nuvens”. Como disse o mestre Jesus (no reino dos céus), são interiorizadas em sua totalidade, não há ações.

Porquanto, conhecemos um sem número de indivíduos vivendo realidades difíceis (conjugal / profissional / social) muito contrárias aos seus anseios: seja mantendo um casamento (relacionamento) de aparência, ou um trabalho que não goste, ou ainda, participando de rodas de “amigos” que não “curtem”: os assuntos e ambientes.

A questão é por que muitos agem desta maneira? O que lhes faltam para mudarem as suas realidades?

Outro dia, uma pessoa muito querida disse: “tudo depende da vontade”. Contudo, alguém pode alegar na teoria é tudo mais fácil e tudo nesta vida tem um preço. É por conta disso principalmente que surge a chamada procrastinação, o ato de adiar, de levar com a barriga. O que temos que fazer para mudar a nossa realidade?

Por fim, talvez as mudanças em sua vida não ocorram por ausência de um ou mais destes agentes de transformação: intenção firme; vontade forte; disposição para pagar o preço por seus sonhos. Certamente com esse trio você poderá realizar tudo que deseja.

Constatação: A culpa é de quem?

Há pouco tempo, no cinema disseram (a culpa) ser das estrelas!

Contudo, fato é que nós, pequenos mortais, podemos muito mais do que imaginamos.

Por isso, neste dia maravilhoso, que assim se anuncia com os primeiros raios do sol, devemos saber que tudo o que nos ocorrer hoje, seja para o bem ou não, vai depender muito das nossas escolhas.

Portanto, use com sabedoria o seu livre arbítrio!

Por que criamos o conceito de céu e inferno?


Em primeiro lugar, o que dizemos existir, é tudo o que conceituamos ou em algum momento da história da humanidade se definiu de dada maneira e, promoveu eficiente campanha para firmar tal “verdade”.


Depois, porque com relativa frequência somos motivados a adaptarmos a dada condição ou a mudarmos o mundo que nos cerca, seja por uma necessidade premente da própria sobrevivência ou pela simples razão de que assim é a nossa natureza: de criadores de versões de “realidades”.


Ademais, somos compelidos a explicar o mundo que nos cerca. Para o bem ou para o mal, fazemos isso com o proposito de nos justificarmos e darmos sentido a uma existência efêmera frente ao vasto universo.


Portanto, tais conceitos existem para atribuir valores e mensurar as nossas ações em dado momento, com a finalidade de servir de meios de coerção ou de recompensa: seja de forma negativa com promessa de punição, seja de maneira positiva como prêmio.


Por fim, uma parcela de nós ao refletir sobre isso, céu e inferno, constatamos facilmente que assim o é, ou seja, somos criadores de teorias com finalidade de dar um sentido a nossas vidas.

COMO VOCÊ DIZ IMPORTA MUITO: O cumprimento

COMO VOCÊ DIZ IMPORTA MUITO: O cumprimento

Boa dia / Boa Tarde / Boa Noite, — como esse simples e trivial cumprimento pode transformar os momentos seguintes da pessoa que interagimos!

É curioso que fazemos isso, ou seja, cumprimentamos as pessoas, como espécie de “ritual para início de conversa”, — o que isso tem de tão importante? 

Bem, usamos esse cumprimento talvez porque, aliás, seja um hábito universal. Entretanto, isso diz muito da condição emocional, de como anda as nossas emoções, pois, enquanto falamos expressamos através do nosso tom da nossa voz e com a direção do nosso olhar.

Porquanto, sabemos que a maior parte do que decidimos, são baseadas em nossas emoções. Perceba a importância que um simples cumprimento de início de conversa tem no nosso dia a dia e pense bem nisso antes de cumprimentar alguém.

Por fim, no ato de cumprimentar você estará dizendo muito mais de si do que simplesmente pronunciando duas meras palavras (bom dia), certamente naquele momento estará demonstrando como se encontra emocionalmente.

CONSTATAÇÃO: SER ÉTICO É BÁSICO

CONSTATAÇÃO: SER ÉTICO É BÁSICO

O MENTOR DIZ — Como poderíamos deixar para lá, ignorar os desvios de comportamento de outrem?

Ponderando, se um indivíduo que estiver sob a nossa tutela ou guarda, como nossos filhos ou qualquer criança e jovem, que a nos coubesse ensinar, pois, isso diz respeito a nossa formação ética elementar. Porquanto, a ética vem da palavra grega ‘êthos’, que quer dizer caráter.

Entretanto, o tema (ética), tem vestido outras roupagens, vemos isso nos discursos de retórica, sobretudo, quanto é dito por pessoas que não têm e não a praticam em sua vida cotidiana.

Contudo, ser ético significa agir segundo dado código de conduta ideal. Em sentido oposto vemos neste exemplo: (é comum ouvirmos pessoas criticando a corrupção de políticos, mas aquelas não agem com ética em seu trato diário, seja com o seu próximo, ou lhes falta na lisura frente uma decisão que não lhe favoreça, — dois pesos e duas medidas). Tal como fosse uma decisão imoral: se algo que é o certo a fazer em dado momento mesmo que prejudique a si, opta-se por agir de maneira diversa.

Portanto, o que vemos na prática da vida diária é um pragmatismo assoberbado, pois é fato que muitos preferem agir com intuito de levar vantagem em tudo, ao passo, que deveríamos antes de tudo observar uma conduta ética.

Por fim, sabemos que o agir com ética é elementar, porque isso é o básico do bom proceder, também, e o que se espera de uma pessoa moralmente mediana.

REFLEXÃO: BOM POLÍTICO — SORTE E VIRTUDE

REFLEXÃO: BOM POLÍTICO  —  SORTE E VIRTUDE

Por que resistimos tanto e/ou temos opiniões extremamente negativas quando o assunto é o político? — isso não deveria ser a regra social, muito pelo contrário.

É fato que sem o mínimo de organização nem uma única pessoa pode viver adequadamente, que dirá milhares e milhões. Sabemos, contudo, que para uma sociedade funcionar há que ter a figura de alguns de seus pares exercendo papéis de liderança. Portanto, temos assim, a figura do homem/mulher pública, qual seja? — aquele(a) que presta serviço para dado grupo social em qualquer escala: (cidade / estado / nação), —do grego (pólis): aquele que trabalha para a polis é o (político).

Entretanto, esse personagem que é tão estigmatizado em nossa sociedade, exerce papel de fundamental importância, pois é certo que as suas decisões afetarão a vida de um sem número de pessoas. Porquanto, sabemos que este ascende ao “poder” na sua polis, com algumas exceções, através das nossas escolhas, nas eleições.

Ademais, vale ressaltar, que o político é um do povo. Pois, julgo não vermos “marcianos” se lançando candidato à algum cargo eletivo em nosso país, pelo menos.

Portanto, com as devidas considerações, gostaríamos de refletir porque nos decepcionamos com tanta frequência nesta área da vida em sociedade, se sempre foram as nossas escolhas que nos trouxeram a condição em que encontramos. Acredite, — é fato, basta pensar um pouco para constatar!

Inclusive, como qualquer do povo, desde que preencha requisitos objetivos, pode se tornar um político, — o que é preciso para ser um bom (agente político)? — temos inúmeras qualidades que poderíamos enumerar, contudo, nos restringiremos apenas duas. Pois, segundo o grande mestre Nicolau Maquiavel isso é fundamental: “VÌRTU E FORTUNA”.

Por fim, pouco importa como queiramos compreender o que seja “FORTUNA”: (sorte, boa estratégia, etc.) Porquanto é necessário para todo o bom (gestor da polis) ter a “VÌRTU”. Quais sejam, as virtudes humanas básicas das pessoas: “benevolência, justiça, paciência, sinceridade, responsabilidade, otimismo, sabedoria, respeito, autoconfiança, contentamento, coragem, desapego, despreocupação, determinação, disciplina, empatia, estabilidade, generosidade”.

REFLEXÃO: O QUE DETERMINA O TAMANHO DO SEU MUNDO?

REFLEXÃO: O QUE DETERMINA O TAMANHO DO SEU MUNDO?

Nada mais adequado ao momento, ao mesmo tempo, chato, conjecturar sobre confinamento. Entretanto, vale a nossa reflexão de hoje. Não é só pelo fato de estarmos contidos fisicamente, o que, aliás, o direito (de ir e vir) é uma garantia constitucional a todo cidadão brasileiro e estrangeiro no território nacional, não obstante, temos a plena consciência da necessidade de tal medida.

Contudo, para alguns para nós, trata-se de aprisionamento do seu próprio espírito imortal, vemos isso em manifestações nas (redes sociais), que dão conta do quão estão ansiosos e estressados. O grande problema destes, é pelo fato de ver tudo superficialmente, precisam do movimento físico intensivo para existir, agindo dessa maneira, demonstram estarem 100% presos ao mundo tangível e concreto. Entretanto, a vida plena não se resume somente ao mundo físico.

Conhecemos a expressão: “enxergar com os olhos da alma!” — trata-se de ver a vida de maneira mais sutil, com ‘nuances’ mais nobres, como se estivéssemos no mundo espiritual. Isso pode parecer demais abstrato, no entanto, vamos pensar um pouco, — quando estamos apaixonados por alguém, por exemplo: fechamos os olhos e criamos um sem número de situações que nos proporcionam sensações agradáveis, etc. e naqueles momentos, é fato que nos sentimos felizes.

Portanto, nestes dias de (ficar em casa), julgo ser possível vivermos muitos momentos sem ‘stress’, com menos ansiedade, basta que nos voltarmos para o abstrato, pois é certo que existe em nós essa capacidade inata de co-criar mundos. Por isso, não devemos criar e viver num mundo pequeno, pois certamente isso só demonstrará a nossa capacidade mental.

REFLEXÃO: EXISTE UM REQUISITO FUNDAMENTAL PARA EXISTÊNCIA DE PAZ?

REFLEXÃO: EXISTE UM REQUISITO FUNDAMENTAL PARA EXISTÊNCIA DE PAZ?

A questão é difícil, não? — Para tratarmos deste assunto, que é de fundamental importância, sobretudo, para contemplarmos a beleza e tudo mais que existe de maravilhoso: como os melhores momentos das nossas vidas, por isso, é necessária esta reflexão! — Será que existe tal requisito?

Inicialmente, devemos considerar o que aprendemos ainda na infância, de que como o universo basicamente é formado: “tudo o que existe fisicamente, a soma do espaço e do tempo e as mais variadas formas de matéria, como planetas, estrelas, galáxias e os outros componentes intergaláctico”. Que a sua existência pode ter pelo menos bilhões de anos, segundo uma contagem em anos solares.

Depois, é fato que só aceitamos tais conhecimentos, porque desde o século XVI a ciência vem descobrindo e constando as leis que o governam, que são “as mesmas leis físicas e constantes durante a maior parte de sua extensão e história”. Tudo bem? — não pretendemos tratar de astronomia ou cosmologia, tão-somente utilizaremos como um ponto de partida, a nossa pedra fundamental.

Porquanto, se o universo é fato e continua existindo, tal como a ciência explicou, é razoável constatar que para vivermos nele, é obvio, estamos enquadrados, portanto, subordinados as suas leis. Por hora, é tudo o que é dado a conhecer. Vale relembrar, que aqui, não trataremos de questões dogmáticas e religiosas.

Julgamos, porém, que a questão fundamental posta, essa que nos propomos analisar, deve ser respondida como todas as melhores respostas são dadas, ou seja, de forma simples e direta.

Por fim, verificamos haver obrigatoriamente um requisito fundamental para a reflexão, pois, ao contrário disso, teríamos o caos, e como sabemos, neste, nada se é possível criar, senão mais desordem. Por isso, que o universo só existe, o que, aliás, há séculos é unanimidade: o conceito de universo, — é o todo, portanto, a Ordem. Se criador é o consumador da paz? — Então, “A verdadeira paz só existe dentro da ordem”.

REFLEXÃO: O QUE O TÉDIO E A DEPRESSÃO TEM EM COMUM?

REFLEXÃO: O QUE O TÉDIO E A DEPRESSÃO TEM EM COMUM?

Lendo a obra de um jovem autor Ian Mecler, me ocorreu que estava há semanas rodeando este tema, como se tivesse uma moeda da sorte e que a resposta sempre estivera em minhas mãos. E, o mais interessante disso, é que eu nem precisaria lança-la ao ar e aguardar cair para descobrir, já que bastava olhar ambos os lado e concluir. Como de fato, o faremos juntos nesta reflexão!

Antes, porém, um pouco de empirismo. Quero relatar: na primeira vez que escrevi um “textinho” sobre depressão, fui demasiado superficial e até de certa forma arrogante, pois, não olhei com a profundida que o assunto exigia. Por outro lado, também, estava aturdido pelo fato e o grau de perplexidade das pessoas, tendo em vista, que naqueles dias ocorreu um suicídio de um ex-colega de faculdade e segundo relatos, foi causa de depressão. Contudo, hoje serenamente tratarei do assunto com viés de isenção, porque não estou motivado por alguma tragédia ou algo assim.

Entretanto, gostaria de ponderar o seguinte: é fato que vivemos nossos dias entre esses dois males (depressão e o tédio). Se de um lado criamos muitas expectativas, pensamos em excesso sobre todos os aspectos das nossas vidas, o que é muito comum, pois todos nos temos ambições, etc. Por outro, ficamos entediados pouco tempo após atingirmos nossos objetivos. Porquanto, isso pode até soar como contrassenso, mas é fato.

Por exemplo: conhecemos um sem número de pessoas que passaram parte das suas vidas lutando para conquistar de um sonho: seja a casa própria, um carro novo, um emprego, etc. Fato é, que pouco tempo depois de obter o “sucesso”, se vêm entediadas. E, novamente o ciclo se repete, lançam-se em outro e mais outro desejo. Contudo, se lograr êxodo em sua empreitada, estará tudo bem, porém caso o contrário, virá no lugar do tédio a desilusão e possibilidade real de depressão.

Portanto, o que a depressão e o tédio tem em comum, é a moeda que se chama DESEJOS, sobretudo, se pensarmos em demasia neles. Pois, em uma das faces estará estampada o tédio que sentimos após algum tempo de conquistar o que desejávamos, de outra a depressão proveniente da frustração, sobremaneira das decepções e derrotas.

Por fim, a grande lição é que as nossas preocupações demasiadas com as expectativas daquilo que pertence à outro tempo, o futuro, invariavelmente nos premiara com a sorte da moeda que lançamos agora, no presente. Por isso, a depender do discernimento de cada um, mas se deve sempre viver mais o presente e não criar tantas expectativas com nossos desejos.

REFLEXÃO: TAÇA DE DESEJOS

REFLEXÃO: TAÇA DE DESEJOS

Quando iniciei estudos sobre misticismo, julguei que encontraria um caminho definitivo para todos os meus questionamentos, por conta disso, me sentia por vezes como Sir Percival em sua busca pelo “Graal”. Entretanto, à medida que assimilava aqueles conhecimentos, percebi que não estava vendo nada novo, pois, outrora já havia visto tal instrução, porém, com outro nome.

Contudo, continuei lendo tudo que os sacerdotes: (pastor, padre e outros) me advertiram ser proibido e/ou perigoso: (isso poderá acabar com sua fé ou não devemos conhecer certas coisas, etc.) — diziam eles. Porquanto, ao que parece eles estavam errados. Pois, diferentemente de alguns, não é preciso acreditar em determinadas coisas, se tiver certeza da sua existência.

Ademais, minha motivação até hoje é alimentada por um texto de Tomé: o discípulo de Jesus — “Yeshua disse: aquele que busca continue buscando até encontrar. Quando encontrar, ele se perturbará. Ao se perturbar, ficará maravilhado e reinará sobre o Todo.”

Ocorre, que geralmente buscamos por algo tangível e social, ou seja, temos invariavelmente desejos pelo TER em detrimento do SER. Além disso, é dai que se extrai dos muitos conhecimentos comuns no mundo, de que somos uma taça de desejos, pois, é fato, que em nossa sociedade há este apelo enraizado no seu cerne, que é pelo consumir, — quando mais se tem mais se deseja ter.

Por fim, como deveríamos manter a nossa taça de desejos? — Tem um ensinamento muito antigo que diz: o ser humano sempre será o “desejo de receber”, porém, poderá optar por converter paulatinamente em “desejo de dar”, porque é certo que esse é o mais nobre e provém do divino, pois é dessa maneira que se relaciona com suas criaturas.

REFLEXÃO: A DÚVIDA E A CERTEZA, O QUE É QUE NOS ELEVA?

REFLEXÃO: A DÚVIDA E A CERTEZA, O QUE É QUE NOS ELEVA?

Pouco ou nada pode ser dito como certeza, sobremaneira, como absoluta. Contudo, não há como negar que as dúvidas, quando bem questionadas, são essenciais para nossa evolução consciente.

Diziam os sábios da antiguidade, que o mais importante era saber formular perguntas. Porquanto, hoje gostaria de ter esse diálogo, através da nossa reflexão: — que perguntas deveríamos formular?

Pode parecer simplório e até prosaico, mas o que sempre devemos nos questionar e sobre nos mesmos, porque isso diz respeito a maneira de como mundo nos parece ser, ou seja, quanto mais discernimento tiver, tanto mais será relativo às nossas (verdades).

Um pouco de fatos para ilustrarmos o nosso raciocínio: vemos nos “post” das redes sociais e nos comentários sobre questões de ordem: política, social, saúde, cultural, etc. que nos dão conta de que a maioria esmagadora dos nossos irmãos nacionais, são desprovidos de senso razoável de realidade. Seja esta, do ponto de vista ético, moral e de justiça. Aqui, avalie cada um segundo seu discernimento.

Entretanto, gostaria de ponderar que ao longo da evolução da sociedade humana, temos a disposição o que foi dito por vários sábios, pessoas que foram considerados “santos” e até um Cristo (filho de Deus), nos ensinaram da necessidade do autoconhecimento. Seja para: “a compreensão do universo e de Deus”; “saber que finalidade do homem é fazer o bem ao semelhante”; “deve-se amar o próximo com a si mesmo”; “ter consciência que todos somos irmãos”, a lista é imensa.

Portanto, como alguém poderá afirmar que estamos agindo segundo a causa nobre da verdade, se fazemos o que fazemos em nome de um Deus (justo e amoroso)? — Visto que o nosso comportamento, esse, percebido no dia a dia, tais como: (vaidade, ódio, idolatria, intolerância: sincretismo religioso, sexismo, racismo e um monte de “ismos“), que ficamos até confusos ao enumerar”. Isto, só pode significar que somos completos hipócritas, ignorantes e desconhecemos o que seja verdade.

Portanto, as nossas interações, como já citei algumas acima, dão conta de que não conhecemos a nós mesmo, sobretudo, como seres humanos em sentido “lato” e que as ditas (nossas verdades) não guardam relação com fatos, pois é certo que se trata de meros dogmas: (o que se pensa é verdade).

Por fim, contudo, sou otimista nas promessas do Cristo, que segundo compreendemos não se trata de religião. Mas antes, de fazermos boas perguntas e com isso obteremos o entendimento: “se conhecer a verdade ela vós libertareis”.

REFLEXÃO: O QUE É A EVOLUÇÃO DO SER, SENÃO A EXPANSÃO DA SUA CONSCIÊNCIA?

REFLEXÃO: O QUE É A EVOLUÇÃO DO SER, SENÃO A EXPANSÃO DA SUA CONSCIÊNCIA?

Os seus desejos imediatos, podem se tornar os maiores inimigos da sua vida inteira, — diga cada um segundo o seu discernimento. Contudo, como poderíamos mudar tudo isso? — Isso vale para a nossa reflexão de hoje.

Por onde começar? — É certo que não somos uma ilha, todos temos convívio social e tudo mais, porquanto, isso não significa que devemos sempre seguir o bando, sobretudo, quando se trata de questões (de ter) em detrimento (do ser), se sendo as primeiras supérfluas e as segundas não edificantes.

Para ilustrar usaremos o seguinte exemplo: alguém imagina que só será feliz depois de ter a casa “X”, o carro “Y” e a aparência “F”, ou de ser reconhecido(a) e famoso(a), tal como o(a) fulano(a), etc. seguindo a “modinha”, é fato que tudo isso em nada o(a) tornará realizado(a). Senão fosse assim, não teríamos tantos inconformados e infelizes em nosso meio!

Entretanto, devemos considerar que vivendo no século XXI, ainda, somos muito suscetíveis para agir segundo as nossas emoções. Contudo, se algo nos tocar “por dentro”, nas nossas emoções, invariavelmente determinara as nossas escolhas, fato esse que devemos ter como alerta! Porquanto, caso você houver despertado, ou seja, tiver adquirido a inteligência emocional, ou seja, o agir com a consciência, certamente tudo o fará segundo a razão.

Julgamos que a pior coisa que pode nos ocorrer, sobretudo, com potencial de gerar a insatisfação sobre tudo em nossas vidas, qual seja (a infelicidade), é seguramente a estagnação da nossa consciência, a incapacidade de contemplação da vida.

Por fim, podemos se assim o quisermos, descobrir se tal coisa é (modismos) ou é algo necessário para nossas vidas. Pois, evoluir, é uma jornada permanente, a cada nova escolha e a cada ação ou inação. Por isso, devemos evitar  julgamentos segundo convenções momentâneas, emotivas e infantis.

REFLEXÃO: O DESAFIO DE APRENDER SEMPRE.

REFLEXÃO: O DESAFIO DE APRENDER SEMPRE.

Pouco importa o seu nível na escala da evolução, mas é certo que você sempre tenderá evoluir, subir a (escada de Jacó). Narra os textos hebraicos no (Pentateuco), que Jacó, um dos patriarcas (Israel), deitou a cabeça sobre uma pedra, adormeceu e sonhou: “Ele viu uma escada que ia da terra até o céu, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela… ”, literalidade a parte, vamos tomar o relato bíblico como uma bela parábola, aliás, este foi um meio muito utilizado pelos escribas do livro sagrado daquele tempo. Sobretudo, para comunicar algo e ensinar aos seus comuns.

Com efeito, o entendimento é de que aprendemos continuamente desde a mais tenra idade, mesmo que não seja um aprendizado linear, é fato que a cada dia que passa mais e mais nos tornamos “mais esclarecidos”. Contudo, sendo você jovem ou adulto, caso isso não esteja ocorrendo com você, pois assiste aos mesmos sermões e pregações sobre “religiosidade” e nada lhes acrescenta, acredite! Há algo de muito errado com o que estão lhes ensinando!

Neste espaço de “blog” com até 370 palavras, como sempre faço há mais de um ano, através de publicações diversas tenho buscado transmitir algum ensinamento, seja através de relatos de experiências pessoais, sobretudo do convívio em sociedade, que diz respeito ao autoconhecimento. Abstenho-me, sempre que posso, de confrontar dogmas e crenças diversas. Entretanto, quando essas estão muito distantes dos fatos, confesso que emito alguns julgamentos.

Contudo, peço licença e conto com sua compreensão, leitor. Dizemos isso humildemente, porque, temos registros de nossos leitores em mais de 20 nações diferentes e além dos nossos irmãos (despertos) brasileiros. Creio que devo procurar gerar conteúdo que possa edificar os corações e orientar mentes daqueles que estão despertos para consciência do novo reino que se avizinha.

No sonho do patriarca que significar que há uma comunicação entre a nossa espécie com os reinos superiores, que por seu turno, o criador com sua magnânima atenção as suas criaturas lhes garantem que assim será para sempre. Esse portal com o mundo espiritual está disponível para quem buscar de coração puro e ações retas com desejo de conhecer-se a si mesmo, certamente conheceras sobre o universo e seu Criador.

REFLEXÃO: EXISTE SEGREDO PARA O BEM VIVER?

REFLEXÃO: EXISTE SEGREDO PARA O BEM VIVER?

Sou filho da geração “Baby Boomer”, aquela que nasceu no período pós-grande guerra. Deve ter sido muito difícil para todos, viver naquele tempo. Lembro-me, da minha mãe contar quando eu era bem pequeno, sobre o retorno de meu tio Paulo que esteve na Europa, o estado psíquico dele, que segundo ela nunca mais foi o mesmo. É presumível como deve ter sido: a escassez, a desorganização social, sobretudo a dor pelas perdas de entes queridos e tudo o que resulta de um sangrento conflito de proporções globais. Entretanto, utilizarei este ‘pano de fundo’, embora nefasto, terá excelente valor didático para a nossa reflexão de hoje.

É impossível imaginar que muitos de nós, em algum dia da vida, não questionamos o porquê que as coisas são como são. Quer dizer! Porque a humanidade numa aparente e relativa paz, se rompe num conflito ferrenho que dizimam povos e/ou afetam milhões desdes? — óbvio que não existe uma só resposta exata para essa questão. — Mas, é razoável deduzir que isso não acontece só pelo desejo único e exclusivo da cabeça de poucas pessoas, por certo, haveria centenas e milhares que comungaram com tal ideia e a levaram a cabo.

Por isso, nestes dias de mobilização global para um enfrentamento contra a disseminação de um vírus, devemos observar e ponderar antes de declinarmos para uma só direção como efeito de manada. Isto porque, sabemos que existem muitos ângulos para vermos uma mesma cena e dependendo de qual seja o seu, o que é visto por uns, não significa que é o definitivo e verdadeiro, porquanto, não deve ser o único a ser considerado.

Portanto, no caso concreto, julgo que a busca do equilíbrio seja o ideal em qualquer cenário. Pois, se observamos a linguagem dos sábios da antiguidade, aprendemos com as grandes teologias (Budistas, Hindu, Judaico-Cristão), sempre se encerram apontando para um ponto comum, qual seja? — deve-se trilhar pelo caminho do amor, da compreensão, da fraternidade e caridade. — Nunca pela aplicação da força ou qualquer outro meio de coerção severo visando conduzir o povo a momentos melhores, pois isso é utopia.

Aprendemos, por fim, com um passado não muito distante, que á união das forças em prol de algo que é bom e justo, portanto equilibrado, é o segredo para o bom viver, sobre todos os aspectos da vida.

REFLEXÃO: O SEGREDO DO APRENDIZ DE CONSCIÊNCIA.

REFLEXÃO: O SEGREDO DO APRENDIZ DE CONSCIÊNCIA.

Tenho observado durante meio século de existência que somente uma minoria de nós, compreendemos o proposito da vida, ou seja, aquilo que de fato é essencial para felicidade. Contudo, devo fazer jus e considerar a limitação de discernimento de cada um.

Entretanto, advirto que pouco importa o quanto você tenha adquirido de intelecto durante uma vida, pois se seu estudo foi unicamente para aprender um ofício profissional e vencer em uma carreira, de nada lhes servirá para os fins aos quais você de fato se destina.

Porquanto, o que se vê em meio do nosso povo é que muitos passam pela vida como se tivessem tateando entre o medo, dor e alguma alegria, visto que tem seus dias permeados de reiterados erros, desencontros e decepções. Contudo, estes continuam assim até o fim das suas existências.

Qual o segredo do aprendiz? — temo parecer ortodoxo, mas não outra maneira de explicar sobre isso, senão com palavras simples e sem contornos.

Primeiramente, devemos considerar que mesmo no seio das nossas famílias, as pessoas nunca serão iguais, seja em suas atitudes ou nos seus discernimentos, tal como naquele antigo adagio popular: “nem os dedos da mão não iguais”.

Depois, que você se tornará naquilo que realmente acredita. Por exemplo: mesmo um tolo que sonha ser líder poderá um dia ter êxito, desde que se empenhe na empreitada, pois certamente com o passar do tempo encontrará seus iguais que o terão por liderança. Isso não muda que tal sucesso em nada acrescentará na sua medíocre existência.

Portanto, busque primeiramente pelo discernimento sobre a vida: evite julgamentos; não seja soberbo; afaste-se do mal; nunca, pratiques algo contra a sua consciência; nunca se submetas ao que lhes imprime medo, dor ou sofrimento; aprenda que as pessoas nunca serão iguais a você. Que as suas atividades laborativas são apenas um trabalho para a subsistência nada além, disso.

Por fim, o segredo do aprendiz é compreender a existência, viver cada dia como uma dádiva e nunca amaldiçoar os desafetos, é certo que o contentamento lhes serás companheiro, viveras mais dias bons e menos serão aqueles de medos e erros.

REFLEXÃO: MAIOR POBREZA HUMANA

REFLEXÃO: MAIOR POBREZA HUMANA

Mesmo as mazelas humanas: (doenças, opressão e fome) que se tem notícia no mundo não são tão permanente e maléficas quanto àquelas que provem da degradação da nossa alma. Tem um termo, que já há muito tempo é do conhecimento público “sujeito desalmado”: (desumano; ímprobo; iníquo; maldito; maldoso; malévolo; malvado; mau; pravo; ruim; viperino, etc.) Na língua portuguesa é possível escrever centenas de palavras para descrever o mal, porquanto para nossa reflexão, ateremos ao ponto central disso, do que é negativo, aquilo, que nunca nos tornará uma pessoa melhor.

A despeito disso, da pobreza humana, geralmente as pessoas somente associam algo que elas podem mensurar, pelo seu entendimento mediano. Aquele, em que a vida se resume em: (comer, ter abrigo, procriar, acumular bens, adorar deuses e morrer se perguntando o porquê da sua existência). Eis, a base da pirâmide da sociedade atual, são seres que vivem para o tangível, para aquilo que se pode mercantilizar. Para esses, a pobreza significa falta de pão e de abrigo. Ainda, segundo eles, tudo pode ser comprado, desde o pão que os alimenta até a redenção e um pedaço do paraíso para depois das suas mortes.

Entretanto, a verdadeira pobreza humana, é aquilo que não permite o discernimento da verdade, sobremaneira sobre sua existência, — qual seja? Que como seres portadores de alma imortal, somos muitos mais do que nossos esforços físicos podem nos permitir adquirir durante uma vida de riquezas, muito além de toda grandeza que uma imagem pública pode revelar.

Por fim, afastar-se do mal conscientemente é (viver com conduta ética, com serenidade, sem ódio, vaidade ou hipocrisia) fazendo tudo pelo que é justo e certo, não com o proposito mercantilista ou apocalíptico. Veja a primeira revelação de que não é pobre ou desalmado, pois conseguirá viver em dois mundos, neste, que bem descreveu o Apóstolo Paulo: “vaidade tudo é vaidade”, e naquele, da espiritualidade, que é definitivo, é eterno e de paz, que nos ensinou o mestre Galileu.

REFLEXÃO: EXISTE REQUISITO ESSENCIAL PARA A FELICIDADE? E ELA TEM PREÇO?

REFLEXÃO: EXISTE REQUISITO ESSENCIAL PARA A FELICIDADE? E ELA TEM PREÇO?

Seja qual for dada cultura de povos do mundo, o tema é recorrente. Tanto na literatura, na religião, nas artes em geral, é comum, proposituras falando do assunto. Por que isso é tão comum? — ao que tudo indica é um dos mais célebres desejos, humano. Como tal, trata-se de algo inato da nossa espécie.

Entretanto, o conceito de felicidade é tão diverso e abstrato que chega se confundir com aspirações mesquinhas: como desejos instintivos, proporcionalmente ao sabor do intelecto de cada um. Tanto é que as pessoas incultas às décadas vêm assimilando e “comprado” a felicidade “enlatada”, aquela, que nos são apresentadas pela arte, sobremaneira, pelo manto do consumismo.

Além disso, algumas “religiões”, também, tem sua parcela de responsabilidade nesse mercantilismo de felicidade, pois é fato que vendem um ideal de “paraíso”. Porquanto, todos os negócios nesta seara têm algo em comum: uma condição e um preço ajustado previamente, por óbvio que são “pagos” com recursos próprios dos sonhadores. Quanto á entrega? — Eis é a questão!

Racionalmente, basta uma pequena análise do tema para separar as “coisas”. Partindo do princípio de que como seres viventes deste planeta, estamos sujeitos a intemperes climáticas, sociais, econômicas e toda sorte de desafios que nos são presenteados pela sociedade moderna: pretensiosa, consumista, egoísta, hipócrita, etc. Aqui eu não disse nada de mais, simples constatação.

Então! Neste caldeirão de “beatitudes” ao inverso, é que (vivemos em busca da felicidade), contudo, não gosto de colocar desta forma, porque parece que é algo físico ou perene. Antes, porém, a felicidade só pode ser algo muito particular e exclusivo de cada um, como um sentimento de contentamento e alegria que nos ocorre com rara frequência, tudo dependendo do seu estado de espirito. Se estivermos em paz e com serenidade a perceberemos certamente.

Por fim, a felicidade é algo sublime, que independe da beleza física, das posses de coisas ou de reconhecimento social, porque ela reside em nossa alma. Julgo que o requisito essencial dela seja trino: (um não pensar; um só sentir; um não querer). Em resumo: seria um ato mental (livrar-se das amaras da racionalidade por instantes); um sentimento (sentir gratidão plena e por tudo) e um desejo (um não querer ser/ter absoluto). Portanto, à compreensão do amor desinteressado com a liberdade irrestrita de pensamentos, certamente sua vibração seria a da paz e da serenidade. Então! Estarás diante de momentos de felicidade, que não tem preço.

REFLEXÃO: O MAIOR PODER

REFLEXÃO: O MAIOR PODER

Mesmo que você não saiba ou não queira admitir, fato é que nos foi dado um poder especial que nenhum outro ser da criação tem. Esse assunto, até parece daqueles com dilemas intermináveis, contudo, com uma pequena reflexão é possível compreender que não é.

Vejamos o seguinte: sempre que estamos diante de dificuldades, os primeiros pensamentos que nos vem à mente é que somos fracos e a carga imposta é demasiada pesada para carregarmos. Isso porque, vemos a nossa vida do dia a dia como um fardo e lamentamos por nossos infortúnios. Entretanto, nunca nos questionamos porque chegamos a isso, quer dizer, a situação que julgamos ser de dificuldades.

Sabemos, pelo conhecimento científico que somos um dos últimos seres a surgir no planeta, que tudo mais já havia sido criado antes de nós. É plausível que sejamos a cereja do bolo da criação. Porquanto, fomos nós, os únicos seres que mudamos nosso meio ambiente para servir aos nossos propósitos. Seja em maior ou em menor escala, isso é um fato.

Com proposito da subsistência, mudamos completamente os demais reinos, o vegetal, o mineral e o animal, para obtenção de alimentos, abrigo, etc. Aprendemos a agricultura e desenvolvemos a tecnologia e até fomos capazes de sair para o espaço sideral. Contudo, por que somos incapazes de conhecermos quem somos?

Considerando o momento atual em que os seres humanos do planeta todo se encontram, com temor do risco iminente de adoecimento em massa da humanidade, procuramos um sem número de culpados por essa situação, contudo, o culpado sempre são os mesmos! E, a solução capaz de resolver também só vira dos nossos esforços! Só a nós e dado o maior dos poderes de todos os outros reinos da criação: a capacidade inventiva, a criatividade, que sempre permeou a mente humana.

Por fim, contudo, o que fazemos? Pecamos contra nos mesmos, renegando nossa humanidade, pelo ódio, pelo egoísmo e por outras mazelas que estão impregnadas em nosso caráter. Combatemos uns aos outros pela vaidade e arrogância, não admitimos que somos apenas humanos, e que o proposito dessa qualidade é permitir a perpetuação da nossa espécie no planeta. Portanto, devemos (escolher), pois, é o maior de todos os poderes nos foi dado, a nossa capacidade de escolha, o livre árbitro.

REFLEXÃO: O CONTENTAMENTO

REFLEXÃO: O CONTENTAMENTO

Como descrever um momento feliz? Como saber que nada lhe falta? O que são momentos de profunda gratidão? Agora sei que isso não depende de grande reflexão filosófica ou religiosa. Pois, basta que tenha muita verdade consigo mesmo para expressão esse sentimento.

Hoje é um dia extraordinário, contudo, não há nada diferente do que foi o ontem, entretanto, sou tomado por um sentimento de paz e alegria indescritível.

Como nunca paramos para pensar sobre isso, contudo, comumente dizemos quase que rotineiramente que desejamos ser feliz! — alguns passam a vida inteira falando disso, colocando os verbos no infinitivo: serei feliz, vou ser feliz etc.

Ocorre que esse sentimento nada tem a haver como o ter ou obter! Antes, porém, se trata do seu estado de espirito. Parece clichê tal afirmação, entretanto, se me perguntasse por que está tão feliz hoje? — tudo depende do discernimento de cada um.

Uns diriam é porque você se sente saudável e não tem fome. Outros, no entanto, afirmariam que se trata da boa noite de sono que deve ter tido. Os demais talvez atribuíssem ao seu estado psíquico: pode ser pelo fato que está de plena e serena suas faculdades mentais.

Veja isso! O primeiro pensamento do dia: ficar em silêncio. Depois, o desejo de ouvir uma bela melodia, dessas que não são ditas palavras. — percebo que devo evita-las — por minutos não quero que nada me tire desse estado de satisfação e plenitude.

Por fim, como responder às questões postas? — ao que tudo indica você encontrará tal estado de satisfação quando assumir que não é nada neste mundo, e que nada controla no universo inteiro. Portanto, você é apenas uma onda que vibra e a sua frequência se assemelha a daquela pequenina onda criada pelo choque sutil de uma pequena pedra lançada na superfície de um lago enorme e calmo, que vai, pouco a pouco se desfazendo cedendo à calmaria do grande universo tudo se encerra!

REFLEXÃO: É DIFÍCIL ENCONTRAR O CAMINHO, SE OPTAR POR ANDAR NO ESCURO.

REFLEXÃO: É DIFÍCIL ENCONTRAR O CAMINHO, SE OPTAR POR ANDAR NO ESCURO.

Desde criança aprendi que o bem e o mal existem e fui ensinado a optar pelo caminho do bem. Aprendi nesta jornada, que o caminho pode até parecer até insólito, entretanto, é por conta disso que você perceberá que está no rumo correto.

Porquanto, não foi através da religiosidade que compreendi o conceito moral, mas pela prática do empirismo, da minha vivência vigilante por décadas. Hoje quando penso nisso, vem a mente aquela canção dos Engenheiros Hawai: “Um dia me disseram / Que as nuvens não eram de algodão / Um dia me disseram / Que os ventos às vezes erram a direção / E tudo ficou tão claro / Um intervalo na escuridão / Uma estrela de brilho raro / Um disparo para um coração…”.

Ademais, gosto da metáfora de (luz x escuridão) para representar as nossas escolhas no caminho da evolução. Entretanto, me foi explicado de maneira tão diversa a que hoje percebo como ideal, ou seja, a maneira capaz de efetivamente me conduzir ao rumo da boa moral. Qual seja? — minha evolução espiritual.

Julgo, porém, que a racionalidade que por muito tempo ajudou o homem se livrar do fanatismo e da crendice, o mundo da escuridão, por outro lado, também produziu em nos ceticismo absurdo, que quase nos cegou novamente, impedindo a nossa evolução em direção à luz perene da verdade.

Por fim, como quase tudo neste mundo não é absoluto, pois graças à capacidade da centelha divina que existe em cada um dos nós. Que muitos seremos despertos por ela e a através do autoconhecimento, o conhecimento de si, enxergaremos a estrada estreita da justiça e da verdade, onde muitos só veem escuridão.

REFLEXÃO: NÃO HÁ NADA MAIS PERMANENTE QUE A MUDANÇA.

REFLEXÃO: NÃO HÁ NADA MAIS PERMANENTE QUE A MUDANÇA.

Vivemos em uma sociedade de mudança, de volatilidade. As nossas certezas de hoje não passam de fases de algo que certamente amanhã não mais existirá, como bem definiu em “modernidade líquida” o professor Zygmunt Bauman. Contudo, não é incomum alguém afirmar enfaticamente que “sou conservador”.

Como chegamos a essa realidade? — acordos que firmamos que não serão cumpridos — convicções professadas que não durarão meses — amizades virtuais que nunca se tornarão de fato. A lista é enorme.

Entretanto, gosto de pensar que tudo o que está acontecendo em nossa sociedade, sobretudo, nas relações humanas frente à vida, não passam de um estágio do nosso desenvolvimento. Que no princípio, num passado não muito distante, havia entre as pessoas: a palavra; o compromisso e a lealdade. Aliás, bastavam poucas palavras para firmarmos compromisso sério, portanto perene. Porquanto não há dúvida que isso ficou no passado.

Como sou um sonhador de ‘carteirinha’, porque acredito que a tônica de tal estágio, isto é, dessa “realidade liquida” em que vivenciamos seja o prenúncio de uma novidade que se avizinha. Qual seja? — uma premente necessidade de mudança de comportamento por parte de todos. Pois, é fato que hoje cada vez mais pessoas e relações se tornaram assemelhado a objetos ou coisas.

Por fim, quero saudar com entusiasmo os novos tempos, que naqueles, redescobriremos a nossa humanidade e a grande importância que esse discernimento tem para vivermos em paz e segurança em nossa pequenina nave, que chamamos de terra.

REFLEXÃO: COMO CRESCER COMO SER, EM UMA PANDEMIA?

REFLEXÃO: COMO CRESCER COMO SER, EM UMA PANDEMIA?

Estamos todos “confinados”, a maioria de nós em nossas casas! Guardada as devidas proporções, até que é muito bom, pois, afinal de contas, em tempos normais muitos nem sequer passam mais que 1/3 do seu tempo (dia) em sua própria casa.

Entretanto, aos que estão saudáveis, isto é, não foram expostos ao vírus (COVID-19), sintam-se felizes, porque para estes, basta evitar o contato com o “mal” que espreita a cada toque do convívio com nosso próprio meio social. Isto porque, não há um só estado do nosso Brasil que afirme estar livre do risco.

Porquanto, já se passaram cinco dias desde que comecei a escrever essa reflexão, parei de fazê-lo, no segundo paragrafo, pois, por motivo de força maior tive que viajar.

Contudo, como sempre gosto de falar de empirismo, este é meu depoimento:

Foram quatro dias quase “sem parar”, rodei mais de quatro mil quilômetros com automóvel: sai de Rondônia cruzei os dois estados de Mato Grosso e do Sul, Paraná, até a fronteira do Paraguai, passei uma centena de km pelo estado de São Paulo e retornei. Ao longo de todo trajeto da viagem pude observar o medo estampado nos olhos de todos que vi (atendentes dos pedágios e os frentistas dos postos de combustíveis). — tomei medidas sanitárias elementares: levei comigo um ‘kit’ de produtos de higienização e além de máscaras e luvas. Segui o protocolo de segurança sanitária. Por dezenas de cidades que passei, em algumas, até registrei com meu celular, tudo vazio, foi algo que nunca esperava ver na minha grande nação, o povo recluso e com tanto medo, tudo se assemelhou cena de filmes de ‘hollywoodianos’ de pandemia. Concluo esta, muito diferente do que faria se não tivesse feito essa viagem. Pois, graças ao Eterno nada me ocorreu de anormal. Sinto cansaço e algumas dores, mas estou feliz e em paz por ter cumprido minha missão: trouxe comigo minha filha n.º 5, sã e alegre. Estamos aguardando em casa, o afastamento desse mal do meio de todos nós.

Por fim, creio que devemos ter responsabilidade e terminação em tudo que nos propormos a realizar, pois, é fato que o Eterno tudo nos permitirá se tivermos um coração forte e fé inabalável.

REFLEXÃO: SERÁ QUE A NOSSA VISÃO DE MUNDO ESTÁ CERTA? 

REFLEXÃO: SERÁ QUE A NOSSA VISÃO DE MUNDO ESTÁ CERTA? 

Sempre que estamos diante de uma crise, tal como no momento atual, é comum ouvirmos toda sorte de previsões “apocalíticas” que, a meu ver, em nada contribui para o bem da nossa jornada: neste barco, que todos estamos e o chamamos de (vida).

Sabemos ou pelo menos a maioria de nós que tem mais de 40 anos, sabe que as crises, essas que afetam a comunidade global, têm sempre uma consequência obvia: certamente pessoas morrerão aos milhares, as economias mundiais serão afetadas, o desenvolvimento social de muitos será afetada. Seja você pequeno ou grande, alguma coisa com certeza perderá, ou deixara de desfrutar. Contudo, ainda não será o fim do mundo.

Ao longo da nossa história, da sociedade humana e especificamente falando do assunto do momento: (COVID-19) — Corona Vírus. Por óbvio, que nos sentimos chocados e indignados, também, proferiremos toda sorte de adjetivos para descrever nossa perplexidade.

Entretanto, ao longo do desfecho da crise, quando as coisas voltarem à normalidade, o que será que certamente ficará em nossas mentes e corações? — gostaria que a resposta fosse “o aprendizado”.

Contudo, se voltarmos à mente, sobretudo os que já vivenciaram catástrofes que provocaram mortes e destruição, poucos são aqueles, capazes de demonstrar que mudaram sua concepção de mundo desde a tragédia. Pois, o fato é que desejam retornar a normalidade das suas vidas cotidianas. — já vi ontem via ‘web’: poxa, o que vamos fazer sem as festas? Nem poderei mais ir ao boteco ou nem haverá mais ‘shows’! , Etc.

Por fim, é chocante como a maioria de nós não enxerga muito além do seu raio de visão física, quanto mais ver ou sentir com relação à humanidade. Me questiono: quanto ainda teremos que evoluir para chegarmos à condição mediana de seres conscientes? — SERÁ QUE A NOSSA VISÃO DE MUNDO É VERDADEIRA?

REFLEXÃO: QUEM DIZ SABER É O MAIOR DOS IGNORANTES.

REFLEXÃO: QUEM DIZ SABER É O MAIOR DOS IGNORANTES.

As maiores vaidades humanas provem do nosso próprio egoísmo. Quem poderá dizer que sabe ou que conhece tudo? — não se trata de títulos acadêmicos. Dizemos isso, com relação daqueles que se sentem possuidores de grande saber a respeito dos mistérios do reino de Deus.

Se tomarmos, por exemplo, o que ocorre com o conhecimento científico. Que é um ramo de estudo que formaliza hipóteses, teorias e até estabelece princípios e leis, mas que muitas das vezes em menos de um século tudo muda, novas “certezas” são estabelecidas. Ou seja, não é raro que estudos de determinado conhecimento se revelam equivocados poucas décadas depois de publicados.

Então, o que dizer de alguém que lê durante 40 anos da mesma fonte, pode se tornar um conhecedor sobre tudo? — vaidade tudo é vaidade, como dizia o apostolo Paulo. A voz do grande Platão sobre seu o mestre Sócrates ecoa há milênios: “só sei que nada sei…”

Contudo, no ramo da psicologia comportamental, tem um termo cunhado há décadas, chama-se (Coerência): trata-se da ideia de manutenção da própria identidade no longo do tempo. Explicamos através de exemplo bem popular: alguém que se diz torcedor do flamengo, logo, essa pessoa resistiria muito a simples ideia de vestir uma camisa do São Paulo.

Da mesma maneira alguém que está “ensinando” determinado preceito ao qual lhes disseram ser verdadeiro, certamente se oporá em mudar de opinião, ou ao menos verificar se há possibilidade de tal “doutrina” seja a correta, pelo simples fato de ser coerente com aquilo que se tornou um dogma.

Por fim, sempre que alguém disser que determinado conhecimento guarda uma verdade (absoluta), isso é o primeiro indicativo de que estamos diante de um dogma. E como sabemos, estes não guardam relação com fatos, visto pertence ao mundo do subjetivismo de determinado grupo de pessoas.

REFLEXÃO: POR QUE PESSOAS “BOAS” SOFREM?

REFLEXÃO: POR QUE PESSOAS “BOAS” SOFREM?

Todos nós, em algum momento da nossa vida conhecemos pessoas batalhadoras, honestas e tementes a Deus, as quais, nutrimos certo grau respeito e admiração, que até é comum dizermos: “o fulano ou a sicrana é uma pessoa do bem”. No entanto, quando tais pessoas nos falam das suas próprias vidas, abrindo seus corações, é quase certo que alguns de nós se questione, por que aquele ou aquela pessoa tão boa sofre?

Contudo, antes que qualquer dogma religioso exponha sua “verdade” sobre o tema — não nos oporemos quanto a isso, mesmo porque, em se tratando de convicções religiosas, existe aos milhares para todos os gostos.

Porquanto, convidamos você a considerar uma reflexão, sugerimos através de um método que achamos razoável, que é o do empirismo, ou seja,  que a sua posição sobre tema seja validada com base em experiências pessoais ou de pessoas de confiança que te cercam.

Depois, é necessário ficar atentos pelo fato: o que julgamos ser sofrimento para alguém, o mesmo pode não ser para outra pessoa qualquer. Pois, é certo que a nossa percepção da realidade, em regra, não é exatamente igual quando vista pelos olhos de outrem.

Por fim, antes de emitirmos julgamentos do quão alguém sofre ou não, devemos ponderar os fatos com base em Leis Universais: Lei de Herança; Lei de Evolução; Lei do Tempo; Lei de Igualdade; Lei de Equilíbrio; Lei de Movimento; Auto Aperfeiçoamento e Evolução Consciente. Inclusive, deve-se considerar também, que a nossa vida não é só isso, pois existe muito mais além, bem profundo sob as águas da eternidade.

REFLEXÃO: O SEU DIA ESTÁ COMO FOI O ANTERIOR?

REFLEXÃO: O SEU DIA ESTÁ COMO FOI O ANTERIOR?

Como geralmente faço todos os dias no raiar da manhã, cruzo a rua para ir beber primeiro “cafezinho” na padaria em frente. Um fato curioso, é que cada manhã é diferente das demais. Outro dia, comecei perceber esse fenômeno que aguçou a minha curiosidade. Como isso é possível, se executando uma rotina tão simples todo dia, ocorram situações de maneira tão singular?

Vale uma breve reflexão: o que torna uma aparente rotina para um sem número de pessoas e para outras é sempre um novo dia?

Partimos do princípio de que todas as coisas que realmente nos tocam, sobretudo, profundamente, provocando sensações, despertando emoções e até nos fazendo esquecer de que estamos em uma rotina diária, só pode vir da parte mais nobre de nós, provem de dentro de nós, da nossa alma imortal.

Porquanto, se não sentirmos de tal maneira, é muito provavelmente porque estamos vivendo os nossos dias mecanicamente, ou seja, apenas como um ser de matéria, aquele que só compreende, responde, ou sente segundo os seus cinco sentidos lhe permite sentir.

Por fim, você aparentemente pode até se sentir saudável, alegre, descansado, etc., mas se vê que o seu dia se parece com o dia anterior, acredite, não está vivendo de verdade. Porque, viver e sentir tudo apenas pelos cinco sentidos é muito diferente de estar vivo plenamente sem rotinas.

REFLEXÃO: EXISTE O ACASO?

REFLEXÃO: EXISTE O ACASO?

Desde sempre aqui no ocidente uma grande maioria de nós tem uma “crença” de que ao depararmos com situações que nos ocorrem e fogem a nossa compreensão, de que isso se trata de obra do acaso. No entanto, quando você se volta para dentro de si e busca pelo autoconhecimento e sendo sincero com você mesmo, tal explicação (culpa do acaso) já não faz muito sentido.

Estamos diante dessa premissa. Muito embora, não tenhamos a pretensão de esgotar um assunto tão profundo, contudo, vale uma breve reflexão. — Será que existe obra do acaso?

Intimamente, julgamos que o este tema exija aprofundamento do conhecimento de si, sobremaneira, por sermos portadores de uma alma imortal. Fato é que hoje, encontramos grande convergência entre o pensamento (cientifico) e o teológico quanto a isso. Porquanto, partindo desse princípio, vamos pensar um pouco.

Se uma parte importante de nós, transcende a vida física como a conhecemos: (nascemos, crescemos e certamente um dia morreremos), isso nos diz também, do quão pouco sabemos da nossa alma imortal. Ou seja, seria correto dizer que conhecemos somente a ponta do “iceberg”, que neste caso, é a vida (matéria) aqui nesta terra.

Então, atribuir ao acaso tudo o que nos acontece de maneira inesperada, ou muito além das nossas expectativas, deveríamos considerar que há muito abaixo da linha da água do nosso “iceberg”, qual seja? — Pertencente ao outro plano que não o deste mundo. Logo é razoável admitir, que não existe obra do acaso. Há, portanto, ordem e leis infinitamente além do que a nossa vã filosofia pode explicar, regendo esse universo de possibilidade, porque do contrário disso, certamente imperaria o caos.

REFLEXÃO: SER PRAGMÁTICO É NECESSÁRIO?

REFLEXÃO: SER PRAGMÁTICO É NECESSÁRIO?

Quem nunca ouviu a expressão (faço as coisas do meu jeito, goste ou não, sou assim)? — Quase sempre a pessoa com tal “princípio”, vivendo em sociedade, é tida como sistemático. Fato é que na vida em comunidade deve-se considerar muito além das nossas meras convicções. Muito embora, existem pessoas que vivem segundo o seu próprio código de regras, uma espécie de dogma, pois é uma verdade só existe em suas mentes.

Pragmatismo: corrente de ideias que prega que a validade de uma doutrina é determinada pelo seu bom êxito na prática. — (Charles Sanders Peirce e William James, da virada do século XIX).

É fato que se analisarmos o nosso dia a dia, vemos que as pessoas inflexíveis ou “ortodoxas”, aquelas que são guiadas por um sistema de comportamento muito particular, enfrentam mais resistência social no ceio da sua comunidade. Que por conta disso, lhes rende muitas dificuldades de relacionamentos sociais e legais, aqui, não me refiro especificamente às regras morais.

Entretanto, me ocorreu que a regra na vida é ser oposto disso. Isto é, devemos ser bem mais práticos, ou seja, pragmáticos. É certo que devemos nos adaptar as circunstâncias com relativa frequência, por exemplo: no seio do sistema de justiça brasileiro, que regula nossa vida civil, a nossa lei civil (código civil), está carregada de privatismo que permite o autorregramento pelas partes do procedimento judicial.

Trocando por miúdos é cada vez mais comum e estimulado as autocomposições: (método de resolução de conflitos entre pessoas e consiste um dos indivíduos, ou ambos, criam uma solução para atender os interesses deles, chegando a um acordo).

Portanto, é cada vez mais trivial a resolução de conflitos por esses meios, em oposição ao que ocorria há décadas passadas, onde aguardávamos o Estado (judiciário) dizer o direito, ou seja, no popular buscava-se a justiça.

Por fim, a vida para o ortodoxo em nossos dias, no século XXI é deve ser difícil, pois terá que superar “as coisas do seu jeito” para se adaptar ao pragmatismo (aquilo que é razoável para pacificar a sociedade). Com isso o pragmatismo finda sendo a regra em oposição ao que aprendemos com nossos pais.

REFLEXÃO: VEMOS O EFEITO, NUNCA A CAUSA.

REFLEXÃO: VEMOS O EFEITO, NUNCA A CAUSA.

Sempre que procuramos respostas para os (como e porquês) das coisas acontecerem diferentemente das nossas expectativas, invariavelmente atribuímos a algo ou a alguém, culpando-o pelo nosso aparente infortúnio: perda de um emprego, péssima nota nas provas, a batida do carro, ser deixado pela pessoa amada, etc. Também é fato que poucas pessoas conseguem fazer autocrítica ou tem capacidade de se deter e analisar antes de emitir qualquer juízo de valor.

Porquanto, ao que tudo demonstra, as nossas atitudes frente às desventuras da vida, seguem regras antiquíssimas, que provêm dos primórdios, bem antes das civilizações florescerem no fértil crescente (entre rios Tigres e Eufrates) e que é conhecida por estudiosos de todas as culturas (lei do menor esforço e maior beneficio).

Neste exato momento em que escrevo essas palavras, sou capaz de verificar um sem número de ocorrências das quais testemunhei desde que esse dia nasceu. São situações em que as pessoas procuram culpados por seus erros na tentativa infantil, ou melhor dizendo, de maneira primitiva de eximir-se da culpa da causa das próprias estultices.

Na lei do menor esforço: “o ser humano tem uma tendência natural para tentar obter o máximo resultado a partir de um esforço mínimo.” Não tem erro! Basta você parar e analisar a verdadeira causa da maioria dos seus infortúnios diários e compreenderá que na maioria das vezes foi por isso.

Em uma breve reflexão: O que tem a ver esse dita lei com a perda do amor de alguém, por exemplo? — elementar meu caro Watson!

Geralmente, se trata de consequências das atitudes negativas reiteradas que com o tempo foi se avantajando até se tornarem insuportáveis pelo outro, e aquele, acaba por dar o fim na relação. E assim poderemos enumerar um sem número de casos que com o mesmo “modus operandi”.

O nexo causal do nosso exemplo acima, é direto. A pessoa (A) vai passo a passo através de pequenos gestos diários de indiferença: “palavras rudes, intolerância com pequenas coisas, etc.” que está consciente disso, mas é mais cômodo fazer de conta que não foi nada, pois, amanhã à pessoa (B) terá esquecido tudo. Assim, se esquece da obrigação de que é necessário consertar as coisas após cada “vacílo”, antes que, tudo se apodreça e o inevitável aconteça.

Por fim, tudo se resume em não perceber que para todas as nossas pequenas ações haverá consequências. Tal como é a lei da causa e efeito.

Reflexão: no caminho das pedras

Reflexão: no caminho das pedras

Desde a última vez que escrevi aqui, se passaram meses, é um tempo razoável. Como no dito popular “muita água já passou por deixo dessa ponte.” Contudo, minhas ideias e pontos de vistas continuam firmes num entendimento, que é a evolução como uma necessidade para todos. Óbvio que muito mais se somou as minhas experiências, pois é fato que nunca nosso um dia é igual ao anterior, para constatar isso basta um exercício de memória e relembrar.

Entretanto, as coisas que nos sucederam ontem tem outro significado se tivessem ocorrido hoje, por conta do aprendizado e determinadas experiências neste lapso de tempo. Contudo, caso isso não ocorra contigo desta maneira, lamento informar-lhes de que está preso na pior das prisões que possas imaginar: a prisão da alma.

Inclusive, estou convicto que todos têm uma missão a realizar neste mundo, porquanto não se sinta importante com isso, porque do seu ponto de vista pode até não ser grandioso, pois diz respeito a si mesmo, ou seja, a sua transformação para uma versão melhor de você, pouco importa se acredita nisso ou não.

Sendo fato que temos uma jornada (uma missão) é fundamental tentar compreender do se trata, sobretudo para onde devemos ir. Pois, assim, nos pouparia maiores esforços e dores, não é verdade? — só tem um detalhe nisso que faz toda a diferença, a sua jornada não começou nesta vida.

Então, “Procure ganhar todas as suas batalhas, inclusive àquelas que você trava com você mesmo. Não tenha medo de cicatrizes. Não tenha medo de vencer.” (Shugêndo) — porque o prêmio será o passaporte para a casa do pai, na eternidade, pois cada um somos criaturas dotadas de alma imortal.

VIVER FÁCIL: ATITUDE IGNORANTE

VIVER FÁCIL: ATITUDE IGNORANTE

Lembrei de uma frase do líder dos Beatles: “VIVER É FÁCIL DE OLHOS FECHADOS.” (John Lennon). Ocorre que uma grande parcela de nós, escolhe viver assim, porque talvez, tais pessoas, prefiram ignorar a realidade e fechar os olhos para tudo isso, pois, é mais fácil viver sem esse peso de uma escolha consciente.

A nossa reflexão de hoje, é no sentido de tentar compreender,  o motivo pelo qual, alguns de nós, fazem esta má escolha?  Isto é,  fazer de conta que as coisas ruins que acontece com outros não os diz respeito, dizem: desde que não seja com os meus, está tudo bem.

Regularmente, contudo, ao me deparar com dada situação, por exemplo: o poder público comete uma injustiça cerceando o direito de alguém, seja por uma sentença injusta ou mesmo com à aplicação de outra espécie de sansão que infrinja sofrimento uma pessoa estranha, e agimos de forma desinteressada, ignorando tudo. O mal dessa escolha, não está só no egoísmo da pessoa que se omite, mas também, ao individuo que decide viver assim.

É fato, que bons conselhos nunca fizeram mal a ninguém. Tem aquela fabula corporativa: um rato, uma fazenda e os demais, de um (autor desconhecido):

Conta a fábula: Que um rato, olhando pelo buraco na parede, vê o fazendeiro e sua esposa abrindo um pacote. Pensou logo no tipo de comida que haveria ali. Ao descobrir que era uma ratoeira ficou aterrorizado. Correu ao pátio da fazenda advertindo a todos: — Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa! A galinha disse: — Desculpe-me Sr. Rato, eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.

O rato foi até o porco e disse: – Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira! — Desculpe-me Sr. Rato, disse o porco, mas não há nada que eu possa fazer, a não ser orar. Fique tranquilo que o Sr. Será lembrado nas minhas orações. O rato dirigiu-se à vaca. E ela lhe disse: — O quê? Uma ratoeira? Por acaso estou em perigo? Acho que não!

Então, o rato voltou para casa abatido para encarar a ratoeira. Naquela noite, ouviu-se um barulho, como o da ratoeira pegando sua vítima. A mulher do fazendeiro correu para ver o que havia pegado. No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pegado a cauda de uma cobra venenosa. E a cobra picou a mulher… O fazendeiro a levou imediatamente ao hospital. Ela voltou com febre. Todo mundo sabe que para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha. O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.

Como a doença da mulher continuava, os amigos e os vizinhos vieram visitá-la. Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco. A mulher não melhorou e acabou morrendo. Muita gente veio para o funeral. O fazendeiro então sacrificou a vaca, para alimentar todo aquele povo. 

A moral da história é muito clara:  “Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se de que, quando há uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco. O problema de um é problema de todos.” 

Esta reflexão, serve também, para nos despertar quando a propagação dos assim chamados: “Fake News”, isso é,  as informações ou julgamentos que fazemos e  compartilhamos sem que tenhamos certeza da sua veracidade, da sua utilidade e certamente que esse tipo de “noticia” não guarda bondade alguma.

Por fim, devemos pensar mais no coletivo, somos seres essencialmente sociais, é certo que nunca viveremos isolados como se fossemos uma ilha, porque o individualismo que nos trouxe até este momento, como constamos diuturnamente, tem afetado a psique de milhões de nos, sobremaneira,  pela perda da razão de ser.© Elizeu NVL.

CONSELHO E CALDO DE GALINHA

CONSELHO E CALDO DE GALINHA

O que não nos mata, nos torna mais forte!

Encare as adversidades da vida com humor saudável, pois, sabendo que determinada coisa ou evento é desagradável, de que adianta ficar lamentando? É certo que a parte ruim já se encontra no problema, então! Se preocupar é sofrer em dose dupla.

Sobre os maus sentimentos: ódio, irá e raiva, para que lhes serve? — senão para provocar alterações fisiológicas e sociais: dores e doenças, e inimizades. Então! Aja com serenidade, tanto quando seja possível.

A prudência, não significa ter sangue de barata, mas, aprender dosar tudo antes de agir. As boas atitudes nos ensinam: “seja um boticário em tudo o que fizeres, faça com que seja pesado e medido para que cure não mate o paciente.”

Por fim, para a maioria das pessoas a distância que existe entre a felicidade e a frustração é uma linha tênue, porque o que é bom e o que é ruim, às vezes, é só uma questão de percepção.© Elizeu NVL.

BEM-ESTAR: COMO SABER

BEM-ESTAR: COMO SABER

Vivemos na era dos “personal trainer: style; fitness; coach; gurus”, e tantos outros que vemos por aí, não é mais exclusividade das celebridades, pessoas comuns, também recebem tais orientações, trata-se da realidade contemporânea. Entretanto, não vejo há nada de errado buscar auxílio de profissionais, quando o assunto e a obter eficiência em cada área que empreendemos, sobremaneira, visando o nosso bem-estar.

Proponho, contudo, uma reflexão, com um questionamento: será que não estamos aplicando todos os nossos esforços e foco, numa determinada área e negligenciando outras igualmente importantes para as nossas vidas?

Como dizia o Jack, vamos por parte!

Um primeiro lugar, convém definir o que é bem-estar. Como sempre fazemos aqui, falaremos com base empírica, ou seja, pelas nossas próprias experiências. O bem-estar, portanto, pode ser entendido com tudo aquilo que fazendo em prol da boa qualidade de vida, essa, que deve contemplar a nossa trindade interna: (mente, emoções e desejos), além, é claro, e de suma importância, a nossa saúde física e espiritual. E, sabido, que os resultados da vivência com bem-estar, é a uma vida com qualidade melhor, que proporcionará longevidade e tudo que disso decorra.

A miúde como na canção do Zé Ramalho: convém citar alguns resultados específicos da vivência nesta condição ideal: há um estado de conforto, boa disposição, sendo sinônimo de segurança, aconchego, tranquilidade, dentre outros aspectos positivos.

Depois, como diz o Rabino Eliahu Haski:  “galera, vamos para 100%, na prática!”. Na prática, isso significa que qualquer esforço que busque obter alta performance, ou seja, o melhor desempenho, a primeira área afetada, seja positiva ou negativamente, como é presumível é a nossa saúde e por conta disso, devemos ficar atentos.

Porque, ao fazermos muitos esforços físicos, dietas, intervenções evasivas (cirurgias) em busca do corpo “ideal”, ou se dedicando a alegria para atender as nossas emoções, ou ainda, realizando desejos que antes era um tabu, com vistas a livrar-se das próprias sombras psíquicas. Seja qual for a atividade sempre corremos o risco de afetar negativamente as demais áreas.

Portanto, há que sempre buscar o equilíbrio em tudo que fizermos, e ter em mente, de que nada adianta ter um corpo sarado e uma cabeça (psique) doentia, igualmente, alguém mergulhado na espiritualidade e isolar-se demais, ou pessoas “top style” e com péssimos hábitos e comportamento, etc.

Por fim, devemos considerar o nosso foco, esforços, energias e recursos como meios, com os quais, poderemos atingir os fins, que deve vir sempre o bem-estar em primeiro lugar. © Elizeu NVL.

Decisão: por que é tão difícil fazer escolhas?

Decisão: por que é tão difícil fazer escolhas?

Sabemos “de cór e salteado” como diziam os mais antigos, nossos avós. Mas, por que, então, é difícil escolher? E, escolher bem, para o nosso bem?

Mesmo com tantas informações que temos a disposição! — o que teoricamente é fato inconteste, se considerarmos o volume de informações que estão a mão (num toque de dedos).

No entanto, muitos de nós ainda continuamos com dilemas na hora de decidir, de fazer escolhas, — a psicologia diz que fazemos a maioria das escolhas segundo as nossas emoções.

Uau! Que coisa! Estranha… mesmo com um cérebro tão desenvolvido, ou não.

Fato é que somos seres racionais que escolhemos quase tudo de maneira irracional. Que contradição, não?

Nesta reflexão proponho utilizarmos um “método”, chamo assim, para dar um pouco de cientificidade, usando uma espécie de modelo, uma lista, para auxiliar nossa racionalidade, porque também, sabemos, que muitas escolhas nos afetam sobremaneira!

Por exemplo, neste ano de 2020 com vistas ao final de uma pandemia no Brasil, os nossos líderes políticos decidiram que as eleições para escolhermos os futuros governantes e legisladores para esfera municipal, acontecerá no mês de novembro. Tomando por base que esta escolha cívica afetará a todos, pois quem elegermos nos representara nos próximos quatro anos.

Sabemos que cada um desses candidatos que vamos escolher, tem suas plataformas e poderemos analisar, assim como, os seus currículos de serviços prestados em prol da comunidade.

Ocorre que não invariavelmente escolhemos, como sempre ocorre, quase as mesmas pessoas e/ou grupos políticos que serão os eleitos. Digo isso, porque analisando o passado recente, quando só mudamos no máximo de 30% a 40% das nossas lideranças, parece ser praxe: 60% a 70% continuam sendo os mesmo que aí estão, e que tanto criticamos.

No método, para escolha dos políticos, proponho que não considerarmos: a sua religiosidade, ideologia, etnia, beleza, simpatia, e as mensagens com grande carga emocional.

Por fim, que tal escolhermos assim: segundo um critério objetivo, votando naqueles que tenham perfil de pessoa pública compatível com idoneidade, moral e a coerência das propostas com nossos anseios, da nossa comunidade. Proponho, portanto, deixarmos de lado as nossas emoções na hora de escolher, certamente fará toda a diferença no resultado desse pleito municipal de 2020.

AMOR: O QUE ISSO SIGNIFICA QUANDO DIZEMOS?

Se olharmos para a história da humanidade, sempre vamos descobrir alguém em tempos remotos, que fez algo extraordinário em prol de um grande amor, por exemplo, no XII a.C.: o amor de Helena (esposa de Menelau rei de Esparta) pelo príncipe Grego Paris: Contada na quase mitológica (guerra Troia), onde o amor de Helena e Paris causou um conflito de estado e não teve final feliz para os amantes.

Assim, também, em nossos dias, que invariavelmente parece que ocorre a mesma coisa. Porque nem sempre uma “grande paixão”, um “amor avassalador” é garantia de felicidade duradoura.

Então! De que amor estamos falando, o que significa eu te amo?

Em primeiro lugar, tenho lá minhas dúvidas sobre o conceito de amor, exceto pela parte que teólogos nos ensinam sobre o amor de (Deus). Porque quanto ao amor entre humanos, julgo que está muito defasado, ou melhor definindo, o conceito de amor se esvaziou, se tornou, uma mera questão de posse.

Depois, vale a pena rememorarmos os diversos amores, segundo a definição dos Gregos antigos, diziam eles, existirem os seguintes amores:
Philautia: é uma espécie de falso amor-próprio, que é semelhante à arrogância e narcisismo;
Pragma: É um amor baseado na dedicação ao bem maior. Amor pragmático, os romances e a atração são em favor de metas compartilhadas e compatibilidades;
Ludus: É uma forma de amor mais divertida. É definido por brincadeira, alegria e falta de compromisso;
Eros: É o relacionamento que frequentemente associamos à palavra “amor”, é caracterizado pelo romance, paixão e desejo;
Philia: É o sentimento que temos com nossos irmãos ou amigos próximos. É sincero, platônico e mutuamente benéfico. É uma das conexões mais poderosas que duas pessoas podem compartilhar. Estas relações são íntimas, autênticas e seguras;
Storge: É o tipo muito especial entre pais têm e filhos, os amam exatamente como são, é que os que inspira perdoarem seus filhos, incondicionalmente e;
Ágape: É o sentido universal do amor, é um amor incondicional para todos os seres vivos. É o que nos dá o desejo de fazer o bem, compaixão e altruísmo. E, é caracterizada por uma forte conexão com a natureza, a humanidade e o universo.

A questão é, quando ouvimos “eu te amo” de alguém, isso nos remete a um compromisso, a reciprocidade e tudo mais que decorre e se espera do amor verdadeiro, e com isso, deveríamos sentir seguros e felizes.

Mas, não é o que invariavelmente ocorre, pois, tudo muda, é por vezes, não saberemos ao certo que amor se referia quem nos fez a declaração tão famosa (amo você). Isto porque, ao ouvirmos a declaração de amor e tão logo surgirão as dúvidas e com elas as incertezas passam ditar as regras de comportamento aos amantes.

Fato é, que o tal (amor) imaginado que outrem sentem por nós, ou que sentimos por outra pessoa, não é garantia de felicidade. Visto que, como foi no passado, agora também o é, apenas um gerador de sensações dolorosas e estressantes, que ao final das contas te sufoca e elimina quaisquer sentimentos de apego e carinho. Tal como foi o resultado em Troia, uma guerra, que ao final eliminará por completo a esperança de felicidade dos amantes.

Proponho nesta reflexão, deixarmos de lado os conceitos tradicionais do amor. E, passemos observar algo que é mais perene, e o que tudo demonstra por seu caráter eterno: (as leis universais da natureza). Ver como tudo acontece no mundo natural. Por exemplo: os pássaros migram por milhares de quilômetros para procriar, as baleias se deslocam milhares de quilômetros para ter seus filhotes. Assim é para toda espécie no reino animal. Julgo que deveríamos confiar mais em nossos instintos e menos na nossa intelectualidade que é cheia de conceitos, (eu te amo), e tudo mais.

Por fim, a questão é, por que nós humanos que estamos no “top” da evolução como seres desde planeta, e por que somos tão inconstantes e inconsequentes quanto ao amor? É se eliminássemos esse sentimento de posse que demonstramos sobre quem dizemos “amar”, talvez, seguindo as leis naturais, nossos instintos, a felicidade seria só mais uma consequência óbvia do amar.