REFLEXÃO: QUE NOS FAZ MELHORES

REFLEXÃO: QUE NOS FAZ MELHORES

Disse certa vez o grande Sócrates (o filósofo) quando ainda era uma criança ao acompanhar a sua mãe no ofício de parteira: “O conhecimento está dentro das pessoas (que são capazes de aprender por si mesmas), porém, eu posso ajudar no nascimento deste conhecimento”. Particularmente, sempre me identifiquei com a sabedoria e a humildade daquele sábio, — aliás, a primeira pressupõe a prática da segunda.

A principal vertente da busca pelo saber, deve ser pelo autoconhecimento, sobretudo, porque o entendimento de si e a compreensão daquilo é externo de nós, resumem bem o necessário para atingirmos uma existência útil, com realizações humanas nobres, uma vida profícua e feliz.

Entretanto, devido ao nosso egoísmo, nossos preconceitos e inúmeras fobias que invariavelmente impregnam o centro do nosso sistema de discernimento, afundando cada vez mais numa espécie de emaranhado de conflitos internos.

Esses conflitos, são perceptíveis por qualquer indivíduo, basta tão-somente observar seus diálogos internos e dilemas: (Eu sou fulano! Eu tenho isso, tenho aquilo!; Eu não devo me rebaixar e assumir que errei!; Eu não sou assim como qualquer um! Eu tenho minha fé e eu tenho minha crença! Se agir assim ou assado não serei (aceito) pela família, ou pelos meus amigos, etc.?

Fato é que, pelo mero hábito de utilizarmos tantas vezes pronomes possessivos e um sem número de julgamentos carregados de preconceitos, são indicativos que há erros na maneira como agimos —, seja conosco e/ou com os outros. Contudo, há saídas para mudança de comportamento.

Sendo o propósito de uma existência, a vida plena, isso é, um agir no sentido de se colocar nos eixos da felicidade, existe o caminho reto. Não se trata de utopia, porque é real e está sempre muito próximos de nós, tudo é uma questão de percepção. Ademais, não é nada miraculoso, é cientifico. Pertence ao ramo da filosofia prática e do conhecimento elementar da psique humana: (a compreensão é o domínio si).

Por fim, o que nos faz melhores, está relacionado diretamente ao nosso grau de satisfação com a vida, medida proporcional do quanto conhecemos de nós mesmos. Isso vai muito além das meras convenções sociais, daquilo que outros pensam sobre nós. Mas sim do nosso grau de entendimento: (até que ponto estamos dispostos a descer na toca do coelho da compreensão?)

REFLEXÃO: O PODER QUE EXISTE EM NÓS

REFLEXÃO: O PODER QUE EXISTE EM NÓS

Sempre ouvimos que a mente humana é a maior geradora de ilusões. Segundo a neurociência, temos cerca de (50.000) sinapse, pensamentos, num único dia. São muitos não acham? — Se refletirmos um pouco e, levando-se em conta a quantidade de atividades que fazemos no dia-a-dia no modo automático, parece fazer todo sentido, por exemplo: ao dirigirmos um veículo ou ao interagirmos com pessoas.

Entretanto, as nossas ações são coordenadas por um sistema intrincado que atua entre os nossos sentidos (visão, audição, tato) e um conhecimento prévio: sobre como dirigimos, gesticulamos e falamos. Então, tudo isso acontece a partir da nossa mente e funciona relativamente bem, porém, há exceção, sobretudo, naqueles momentos de alterações de humor.  

Eis, o (xis) da questão: as nossas emoções. — Somos seres conscientes, por conta disso, devíamos considerar maior compreensão do nosso interior, sobre o porquê fazemos algo e poucos instantes depois nos arrependemos. O que nos levou a tomar determinadas atitudes muito aquém do nosso comportamento normal, habitual?

Se existem sentimentos, significa que existe algo sutil, porém, real. Esse é o grande segredo da existência humana, a nossa parte extrafísica, o nosso espirito. Trata-se da parte de pura energia que nos anima e nos conecta ao todo, com o universo.

Ademais, não existiríamos isoladamente tal como uma máquina sofisticada, que nada mais é que o conjunto de peças engenhosamente montadas, alimentada por algum combustível ou energia elétrica. Somos muito mais. A energia que nos alimenta, existe numa (frequência) bem sutil e, é extremamente poderosa e a percebemos ao externar nossas emoções.

Assim, os sentimentos têm poder, sobretudo, os mais nobres percebidos pela empatia: (amor e o senso de justiça), entretanto, há outros de cunho egoísta: (raiva, inveja, etc.) que também interferem em nossas escolhas. É fato, fica evidente na forma pela qual nos expressamos e decidimos, porque invariavelmente somos influenciados pelas emoções.

Sabemos que as emoções afetam nossas escolhas e, consequentemente, tudo o que fazemos. Num momento de raiva, por exemplo, certamente não tomamos boas decisões. Aliás, não é incomum nos arrependemos com frequência do que fazemos, quando naquela condição egoísta.

Por isso, pela forma que administramos nossas emoções, agimos para despertar mais paz e harmonia ou inquietação e discórdia no mundo. Na interação com pessoas diariamente, por exemplo, a depender do nosso estado de humor, seja por fala ou gesto, a primeira coisa que invariavelmente nos vem à cabeça diz respeito aos nossos preconceitos. E, sabemos que quando calmos somos mais racionais.  

Mas, essa não é toda a verdade, porque as emoções afetam o estado das nossas mentes e com isso, ocorrem mudanças químicas em nosso corpo físico e podemos nos curar ou ficar doentes. E, em simultâneo, irradiamos a energia na mesma frequência para tudo em nossa volta, e para o universo. Não há mistério nisso, trata-se, de algo que já era conhecido desde a antiguidade: (as frequências dos pensamentos), ou seja, o nosso nível mental interage com tudo.

Por fim, o mais importante para o autoconhecimento provém daquilo que aprendemos a partir das coisas mais simples da vida, como, por exemplo, daquele dito da sabedoria popular: “só amor constrói e o ódio destrói”. Ambos, são sentimentos, entendemos que não provêm da nossa biologia, da nossa parte física mortal, porque ambos (bons ou maus) derivam do dado grau de elevação da nossa alma, do nosso espirito imortal.

REFLEXÃO: O ANIVERSÁRIO

REFLEXÃO: O ANIVERSÁRIO

Até onde sei, no mundo todo existe uma tradição de comemorarmos o dia em que completamos mais um ano de vida, o nosso aniversário. Nestas confraternizações, recebemos presentes, mensagens de felicitações das pessoas queridas e tudo mais.

Particularmente, este 17/02 me é muito especial, sobremaneira, porque além do carinho, afeto dos meus amados filhos e demais pessoas importantes da minha vida, aproveito a oportunidade de rever o ciclo que se concluiu neste dia. Embora, não curta saudosismo como o de sopesar se tal período da minha vida foi melhor ou pior. Entretanto, vivo muito mais o tempo presente e, não gosto de ficar desejando o que já passou, aquilo que não posso mais mudar, o meu passado.

Em reflexões anuais, acabo fazendo as maiores constatações na minha vida. A começar pela clássica do autoconhecimento: que podemos melhorar a cada novo momento, seja no tempo de uma hora ou nas próximas 8.760 horas que representam um ano, um ciclo solar. Ou seja, a partir das nossas escolhas podemos apresentar uma melhor versão de nós mesmo, continuamente. Isso vale para quaisquer áreas das nossas vidas, basta tão-somente o despertar da nossa consciência para pensar, escolher e agir com propósitos elevados: com menos egoísmo e cultivando cada vez mais o amor.  

Aprendi ao longo de mais de meio século, totalizado neste ano de (2021), que somos seres extraordinários neste planeta. Não importam o que digam dos outros seres que povoam à terra. Fato é, que somos especiais, sobretudo, porque temos consciência e é isso que nos faz diferente de tudo mais por aqui. Me perdoem aqueles que pensam diferente, mas, até onde vai o meu entendimento, parafraseando minha filha caçula da geração Y:  somos “topzeiras” nesta dimensão tridimensional. Somos seres que pensamos, aprendemos e escolhemos, e isso, são faculdades maravilhosas, porque temos consciência de nós e do universo.

Neste aniversário, estou muito feliz. Só tenho a agradecer aos céus pelo esclarecimento contínuo que venho percebendo em minha vida, o livre despertar de uma consciência humana.

Há muitas bênçãos neste ano: a novidade que se avizinha como o nascimento do meu filho número sete (em maio), assim como, pela vida da Carina, Eduardo, Sarah, Sharon, Rebeca e a Sofia, que a cada oportunidade que interajo com todos, se revelam pessoas aptas e bons seres humanos. Por vezes, mesmo que sutilmente percebo os despertar deles, cada um, a sua maneira, como deve ocorrer à consciência humana. E, o meu relacionamento com minha amada Deise, uma mulher extraordinária e companheira presente, seu carinho e atenção vem fazendo toda a diferença para melhorar cada vez mais a minha jornada nesta vida.   

Na intelectualidade, também, sou grato. Apesar da (COVID-19), tomei coragem escrevi e publiquei uns livros, me desafiei em todos os sentidos, porém, o mais importante é que aconselhei pessoas, compartilhei conhecimentos, procurei fazer a diferença na minha vida e de pessoas que me procuraram. Em suma, segui o meu coração e agi com consciência em tudo que fiz. Não fui leviano, controlei meu ego como nunca, perdoei e esqueci. Segui com fé na criação, naquela centelha divina que existe em cada ser humano.

Por fim, o ciclo anual que ora se finda com este aniversário, pode ser resumido assim, parafraseando Paulo de Tarso na carta a Timóteo: (Combati o bom combate e guardei a fé). Não penso em arrependimentos, magoas, mas tenho muito desejo de acertar cada vez mais, curtir cada momento feliz que perceber e que venham mais 365 dias nesta existência.

O CAMINHO DAS PEDRAS: SABER, CONHECER E VIVER

O CAMINHO DAS PEDRAS: SABER, CONHECER E VIVER

Disse o filosofo francês Pierre Hadot, “SABER, CONHECER E VIVER”.

Desde muito tempo na história da humanidade, encontramos registros de grandes feitos de indivíduos e seus legados reverberam até hoje, como: Buda, Jesus, Confúcio, Sócrates e outros. Suas vidas impactaram no passado e nos provocam reflexões em pleno século XXI.

Embora, cada um desses iluminados ao seu tempo e de culturas distintas,  há mais pontos de convergência aos de discordância em suas lições. Isso nos diz, que existe uma sabedoria que é universal, um entendimento que nos permite viver melhor, sobretudo, com a possibilidade de encontrarmos paz e a vida em harmonia.

A partir do conhecimento, do saber, poderíamos vencer a ansiedade e os medos e viver melhor, tudo isso por nós mesmos.

Porquanto, à medida que uma pessoa se torna mais consciente, mais profundamente se conhece. Assim, também é válido quanto a honestidade interior, ao não mentir para si, permitirá auto-questionar naturalmente, sobre: desejos, medos e limitações que imagina ter, e com isso, saberá como despertar para uma nova realidade. Eis, portanto, a primeira pedra no caminho para o entendimento.

Sobre a jornada do conhecimento de si, se inicia no momento que se comprometer consigo, porque no autoconhecimento tudo se encerra em você. Apesar de como se vê, ou seja, como imagina e percebe suas dificuldades, mas deverá continuar se questionando, nem que seja pelo mero interesse de saber os porquês.

Ademais, deve considerar sempre, que a depender do seu grau de insegurança com sua existência, tanto mais injusto o será julgamento que faz de si. Considere sempre que está num emaranhado de sentimentos e, por vezes bem controversos. Disse Tolstoi: “Há quem passe pela floresta e só veja lenha para fogueira”.

A despeito da nossa existência, é preciso estarmos atentos a maneira pela qual nos autodeterminamos, antes de exercermos uma ocupação qualquer (sou advogado, sou engenheiro, sou médico, etc.), somos indivíduos, somos humanos.

A vida, uma existência, não se encerre apenas com a determinação do que fazemos profissionalmente ou representamos socialmente, porque o (saber, conhecer e viver) diz respeito essencialmente ao autoconhecimento.

Por fim, a partir desse saber, da compreensão de si, é que tudo mais deverá ser assimilado. Se considerarmos a nossa natureza de seres únicos, como tais, sabemos que para fazer a diferença no mundo é deixar rastros, estes, devem ser além daqueles da nossa profissão e posição social, sobretudo, como indivíduos membros da comunidade humana. 

CAMINHO DAS PEDRAS: COMO E PORQUÊ SER ARTESÃO DA PRÓPRIA VIDA

CAMINHO DAS PEDRAS: COMO E PORQUÊ SER ARTESÃO DA PRÓPRIA VIDA

Por que maioria de nós fracassa em nossos propósitos? — Por exemplo, as promessas que fazemos a cada início de ano, as quais invariavelmente não se realizam ao longo de doze meses seguintes? — Muitos podem até discordar, mas há algo que é determinante para conseguirmos o que desejamos num ano novo.

Trata-se de aprender e planejar as virtudes necessárias para que os nossos projetos funcionem. — A pergunta de um milhão de dólares:

O que significa fazer um planejamento para que as coisas funcionem? Como ser artesão de si?  — Basicamente, tendo mais autocontrole, o controle de si.

Vamos por partes!

Partindo do ponto em que somos humanos, seres trinos, isso é, formados de três partes. Ao mesmo tempo, temos: 1) um corpo físico; 2) a capacidade intelectual e 3) nossos sentimentos. E, parece certo que na maioria das vezes negligenciamos qualquer uma dessas partes e causamos um desiquilíbrio. Portanto, para que possamos dar o melhor de nós, significa que devemos cuidar do todo, daquilo que nos faz humanos. Primar pelo equilíbrio:

Do corpo: (Cuidados físicos) — A vida saudável pressupõe: boa alimentação, exercícios, repouso (dormir bem), abster de vícios, etc., por exemplo, quem nunca esteve envolvido numa proposta de melhorar a aparência do próprio corpo, mesmo sabendo que deveria fazer exercícios regularmente, e tudo mais? Mas, procrastina sempre e, acaba por nunca realizar nada para esse fim;

Do emocional: (Gerenciar as emoções) — Todos conhecemos pessoas que agem com emoções a flor da pele, não se dão conta de que atitudes de descontroles prejudicam tudo, seja nas relações: afetivas, familiares, amizades, profissionais e tudo mais. Ninguém é obrigado tolerar o mau-humor do outro e/ou se sujeitar aos seus disparates.

Do mental: (Limpeza mental) — Sabemos dos efeitos maléficos que os pensamentos negativos criam a nossa psique, tais como: pessimismo; violência; egoísmo; inferioridade, ódio, mágoas. Quase todos conhecemos alguém que adora acompanhar tragédias: como assistir notícias de violência; ver vídeos de cenas de tragédias; ter por hábito acompanhar noticiários policiais e afins; ouvir e/ou fazer fofocas; criticar e/ou julgar a vida de outras pessoas, etc. Quando se trata de falar mau de outras pessoas, existem verdadeiros arsenais de informações neste sentido: (programas, youtuber, ‘blogs’, grupos, etc.), sempre propagando muita maldade e tendo como base o egoísmo e os preconceitos.    

Reconexão espiritual: (Menos religiosidade e mais espiritualidade). Por vezes passamos tanto tempo nos dedicando a doutrinas religiosas e nos esquecemos que não são os fins, mas, apenas, talvez, o meio para consecução da verdadeira espiritualidade. Acredito que todos conhecemos pessoas “religiosas” que cometem atrocidades imorais e maldades psíquicas ao imporem suas crenças aos outros.  Fato é, que indivíduos muito religiosos, demonstram mais preconceito sobre aqueles que não comungam da mesma fé, daqueles que não professam religião alguma. A espiritualidade, é muito íntima e, é quase impossível de se aprender muito sobre ela, só acreditando, porque precisa, na verdade de envolvimento genuíno. É muito comum as pessoas confundirem espiritualidade com a prática de regras morais, talvez porque isso seja a parte mais misteriosa da nossa existência, pois, os nossos sentidos não a percebem.

Por fim, como artesão de si mesmo, devemos manter: corpo, mente e espirito saudáveis, porque dessa conjunção é que dependerá as nossas melhores escolhas e o bom uso de nossas faculdades, como nosso livre arbítrio. Ser construtor de si, em suma, significa trabalhar continuamente na própria existência, mesmo sabendo que nunca estaremos prontos, acabados. Mas, ao menos, mostraremos ao mundo a melhor versão de nós, continuamente.

O CAMINHO DAS PEDRAS: A TRISTE VIDA NO MODO AUTOMÁTICO

O CAMINHO DAS PEDRAS: A TRISTE VIDA NO MODO AUTOMÁTICO

Nossa! Como é trágica a vida de uma pessoa com pouco entendimento! Penso que todos nós já conhecemos alguém assim, uma pessoa que vive os seus dias como se estivesse no modo automático, típico indivíduo que apenas sobrevive e, ninguém consegue ser feliz apenas sobrevivendo.

Recordo de uma jovem colega de faculdade, moça bonita e bem-nascida. Ela se sentava na cadeira de trás. Durante as aulas, pedia com certa frequência que eu lhes falasse algo para que ela pudesse usar ao interagir com o professor, óbvio, que ela queria ser notada ao demonstrar algum conhecimento. Muitos anos após a faculdade, a reencontrei. Ela me disse que estreara como atriz, ou algo assim e perguntou: “Elizeu por que sou tão infeliz? ”. Então, por uns instantes, eu não sabia o que responder para a ex-colega. Entretanto, a conhecia o suficiente para saber que ela parece uma típica pessoa que nunca quis existir como indivíduo: não tinha o hábito de pensar por si mesma.  Portanto,  a minha orientação para que refletisse sobre a própria vida, não iria fazer a menor diferença.

Há pessoas que não tem as rédeas da própria vida. Suas escolhas são condicionadas: seja por imposição de uma doutrina religiosa; pela vontade de seus cônjuges; por determinação dos seus pais; pela moda e, assim por diante.

Fato é, que as ações de um indivíduo autômato nunca ocorrem pela autodeterminação. Ao que parece, a sua vida está presa numa teia de influência externa sem fim. Difícil para tal indivíduo, se sentir realizado, mesmo porque, ele não se conhece e não sabe o que quer da vida.

Por fim, é preciso nos determos ocasionalmente para autoanalisarmos o quanto do que fazemos (as nossas escolhas), são frutos da nossa plena consciência. Porque, como já dissemos, muitos de nós que passam pela vida sem de fato compreender o significado de viver uma existência, vivendo apenas no modo automático.

O CAMINHO DAS PEDRAS: A VERDADEIRA FELICIDADE

O CAMINHO DAS PEDRAS: A VERDADEIRA FELICIDADE

Sou empirista, aprendo pela experiência. Já faz alguns anos que estou buscando o entendimento pelo autoconhecimento, compreender a existência, entender a vida. Aprendi, por exemplo, que o saber adquirido através do processo de contemplação desde os pequenos fenômenos, eventos do dia-a-dia, é mais plausível. Percebi uma constante na vida da maioria dos mortais, que é o desejo de ser feliz.  Parece se tratar de uma espécie de ideal humano, como se fosse a busca do próprio ‘graal’, a sua  pedra filosofal.

Contudo, com raras exceções, ouço pessoas e seus relatos sobre a felicidade não me parecem originais, são modelos, convenções de realizações pessoais. Constatei, que para uma grande parcela das pessoas observados, as suas versões de felicidade, se resumem em: conseguir a posição social x, manter relacionamento com uma pessoa que se comporte da maneira y, ter a posse de bens j, etc.

Fato é que, tal modelo de ‘realização’ não é garantia de felicidade verdadeira, “ou não”, parafraseando Caetano. 

O ponto central para compreender a felicidade verdadeira passa por dois requisitos primordiais: 1) a qualidade da felicidade; 2) o seu grau de entendimento. Porque, a experiência dessa boa sensação que experimentamos, poderá variar a depender sempre do grau de entendimento de cada um, ou seja, da sua compreensão do que seja a existência, a vida.

Se para alguns de nós, que percebem apenas a vida elementar, como um ter —, qualquer conquista como a posse de bem ou posição social mais elevada, estes, pensam ser felicidade. Contudo, essa visão é simplista, típica daquelas pessoas que formam a base da pirâmide do entendimento: os indivíduos que só querem muito do mesmo, daquilo que é elementar: (sexo, abrigo, alimento, bens, etc.). Para estes, a sensação de bem-estar se esvazia tão breve quando começa, e, necessitam continuamente ainda mais do mesmo, para experimentar aquela sensação de contentamento novamente. Portanto, o seu contentamento não passa de uma espécie de droga, de vício.

Para outros, no entanto, que compreendem a existência e conhecem a si mesmos, continuam o seu dia-a-dia com serenidade. Porque, sabem que situações desagraveis e/ou condições limitantes podem sobrevir a qualquer momento, mas, apesar das dificuldades, existirão os momentos de contentamento. Portanto, ao seu entendimento se revelam a verdadeira felicidade: que está nos pequenos eventos da vida e que ocorrem frequentemente.

Agora, sendo mais enfático, acredito que qualquer dos leitores poderia até fazer uma lista de pessoas que conhece e, que, tem muito mais do mesmo: (são ricas, famosas, bem-sucedidas), quantos dessas podem afirmar ser uma pessoa feliz? —, eis, portanto, o (xis) da questão! — A chamada felicidade ‘ala-carte’, não é a felicidade a qual me refiro.

Nesta reflexão, se preferirem façam uma pesquisa simples: perguntem para pessoas com muito do mesmo: (os ricos), sobre a felicidade. Notem, como algumas pessoas descrevem e/ou demonstram um padrão de ‘felicidade’.  É, quase certo, que muitas dirão que ainda desejam muito mais do que possuem, para se sentirem felizes.

Fazer o que todo mundo faz, é modismo.  E, como sabemos, a moda nunca foi boa conselheira, sobremaneira, quando se trata de compreender a felicidade. Tem aquela expressão clássica do Nélson Rodrigues: “Toda a unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”

Por fim, a felicidade pode ser bem subjetiva e alguns podem até advogar neste sentido, mas, a felicidade verdadeira certamente só é acessível para aqueles (as) que despertaram para a compreensão da existência, para o sentido da vida. Se a nossa vida fosse como uma árvore frutífera, o fruto seria a maneira pela qual nos revelamos para o mundo e, o sabor da fruta o que a natureza espera de nós: a doçura como a verdadeira felicidade.

CAMINHO DAS PEDRAS: PORQUÊ O SEU RASTRO NO MUNDO IMPORTA

CAMINHO DAS PEDRAS: PORQUÊ O SEU RASTRO NO MUNDO IMPORTA

O que buscamos em última estância nesta existência: amor, paz, prosperidade, a felicidade? —, penso que essa seja uma questão totalmente aberta.

Num plano amplo, no contexto da vida em sociedade. Há milênios sabemos da existência de modelos (ideais) de sociedade, que talvez seja impossível sabermos quanto tempo estamos na empreitada da evolução social, qual seja? A busca por justiça e paz.

Porém, é fato que a evolução social nas relações com nossos irmãos humanos, nunca foi totalmente pacifica e ideal. Isto porque, também, sabemos que há ações nefastas de pessoas contra semelhantes em todos os tempos, por exemplo, a exploração do homem pelo homem: que no passado era de forma direta (escravidão), hoje, no entanto, ocorre pela má distribuição dos recursos/riquezas entre os povos.

Portanto, seja de forma direta ou não, a injustiça social nunca deixou de fazer parte do meio social global, gerando sofrimento e desigualdade, não importa o tenha já tenha sido feito para mudar isso.

No plano mais especializado, usando lente microscopia, afinal, as ações em prol da humanidade devem ser tratadas primeiramente ao nível do íntimo de um único individuo, ou seja, na forma que nos relacionamos como nós mesmos. Nesta escala, poderemos também aferir que há exploração. Parece estranho, mas não é. Quase todos conhecemos pessoas que vivem de forma medíocre, agindo segundo doutrinas dogmáticas e/ou presas numa visão limitada de mundo.  

Mas, diferentemente do possa parecer o explicito acima, sou otimista de “carteirinha”, defendo de unhas e dentes a busca por ideais humanos nobres. Isso porque, acredito que o indivíduo pode melhorar continuamente. O que fomos num passado recente, não necessariamente precisa ser o nosso presente e no futuro.

Nesta reflexão, ouso fazer essa breve tentativa de compreender alguns porquês de sermos tão incoerentes: se de um lado desejamos viver a humanidade em sociedade justa e pacifica, por outro, agimos como verdadeiros déspotas contra nós mesmos. Somos muito contraditórios. Talvez isso se deve a nossa complexidade interior, somos muito mais complexos que possamos imaginar.

Sou empirista e não sou psicólogo, por isso, peço a estes, que me perdoem. Mas observei, a começar pelo fato de que dentro de cada um de nós, podem existir muitos (Eus, Egos). E, cada um dos (Egos) agem como se sabotando ou outro, em algumas pessoas isso ocorre num ciclo sem fim, que em determinado grau se tornam patologia da psique. Mas, aqueles doentes são exceções. Porquanto, se noticiam que o mal do século, sejam doenças da psique, tais como a depressão, etc. Assim, tirando as exceções, voltamos aos seres ‘normais’ como cada um pensa ser.

Então! Como nos livramos das contradições internas e passamos agir de maneira mais profícua? — Começando pela compreensão de si e, depois, auxiliando na construção de uma sociedade melhor, porém, essa é uma grande questão, mas não é impossível.

A missão é possível, bastaríamos que mudássemos o nosso Ego. Por óbvio, é um trabalho muito peculiar, individual, que se inicia com uma viagem para dentro de nós, pelo autoconhecimento. Poderíamos iniciar da seguinte forma: tendo mais diálogos interiores, por exemplo, temos milhares de pensamentos e consequentes fazemos julgamentos baseados neles.  Porém, devíamos avaliar bem melhor antes de externamos as nossas escolhas, porque, talvez, não saibamos qual dos (Egos) esteja falando em dado momento. 

Numa imersão pessoal, pratico com certa regularidade um modelo elementar de conversa interior, diálogo com meus egos. E, para explicar como isso acontece, imagino que seja como uma estrutura trina, como um triângulo Isósceles, sendo:

Na base do triângulo, que é a maior parte: imagino serem os pensamentos, porque, são aos milhares diariamente. E, de antemão, não deveríamos aceitá-los de imediato, ou confiarmos que seja a nossa melhor escolha, só pelo fato de serem muitos. A unanimidade nem sempre é sinônimo de sabedoria.  

De um lado do triângulo, o lado esquerdo: tem o mesmo tamanho daquele que está à direita, supomos que devem ser os nossos questionamentos (os porquês): por que estamos pensando dessa ou daquela maneira e, agir como se duvidássemos daquele turbilhão de pensamentos.

De outro lado do triângulo, o lado direito: deveríamos colocar as questões que nos são mais caras, como os nossos valores pessoais de (justiça, amor e paz). Mas, nunca aqueles valores impostos por uma doutrina religiosa, ou, porque, seja o comum de dada comunidade. Antes, porém, deve refletir o que realmente nos faz perceber a existência plena, ou seja, que seja a nossa visão da justiça e amor.

Neste esquema de auto-questionamento, todo o processo ocorre de forma simultânea, desde fragmentos de sentimentos do dia-a-dia, seja qual for, que denote: uma mágoa, uma inveja, a raiva, intolerância, etc.  É, um exercício continuo, pois, se trata de um policiamento interior constante. Escolher como nos expressar e, sobremaneira, o quanto somos honestos como nós mesmos, porque, a maior traição que alguém pode cometer, é conta si mesmo, é trair a própria consciência.

Por fim, o rastro que realmente vale a pena deixar é aquele que marca o nosso caminhar autônomo, como indivíduo. A maneira pela qual interagimos com as pessoas, como exprimimos nossos (valores) pessoais reais e, nunca apenas, como sendo o subproduto de determinada doutrina de dado rebanho. Mas como nos fizemos o que fizemos, enquanto indivíduo. É, o nosso exemplo de vida que a depender da qualidade das nossas ações, será para a posteridade um modelo de inspiração.

REFLEXÃO: A IGNORÂNCIA

REFLEXÃO: A IGNORÂNCIA

Há três sentidos para que a pessoa seja considerada ignorante: 1) por não ter conhecimento; 2) por atitudes grosseiras e 3) por não tenha malícia. Segundo os dicionários, são mais de 50 sinônimos para o termo ignorância, entretanto, o sentido mais comum para o emprego dessa palavra diz respeito:

1) as atitudes: (grosso, estúpido, burro, bruto, grosseiro, indelicado, bronco, imbecil, boçal, idiota, pateta, presunçoso, pretensioso, rude, selvagem, tolo, xucro);

2) ao conhecimento: (analfabeto, incompetente, insipiente, iletrado, insciente, desinformado, inexperiente, desconhecedor, leigo);

3) a não ter malícia: (ingênuo, inocente, puro).

Ignorante, talvez seja o termo que mais utilizamos em julgamentos que fazemos sobre outrem, geralmente é um hábito completar frases na qual um desafeto é citado, com a palavra ignorante: (fulano é um ignorante, beltrana é muito ignorante). Fato é, que fazemos isso com tanta frequência e não nos damos conta, — talvez, seja pela nossa própria ignorância sobre dada pessoa?

Se de um lado, a ignorância, no sentido de não ter malicia, a princípio, pode ser mais uma virtude que uma falha, pois, neste sentido: (ingênuoinocentepuro), é por óbvio, a pessoa que se satisfaz mais facilmente, mas, por outro lado, pode se tornar uma presa fácil para seu meio social cheio de ardil.

Por fim, seja como for deveríamos ter mais cuidado ao nos referir a outrem como sendo uma pessoa ignorante, porque, além de ser uma palavra com maior conotação ofensiva, poderíamos na maioria das vezes cometer erros de julgamento.

REFLEXÃO: DILEMAS DAS MANHAS

REFLEXÃO: DILEMAS DAS MANHAS

Temos algumas manhãs, que desde o despertar nos sentimos impotentes, limitados, como se o mundo nos pressionasse de maneira asfixiante, porém, essa mesma percepção de impotência é o que nos dá a pista de como saímos disso. Tudo isso, as nossas aflições, muitas vezes, são periféricas do nosso eu interior, da nossa consciência.

Aquele estado de tensão, é em grande parte oriundo dos nossos próprios pensamentos, que se descontrolam ignorando o contexto da existência na totalidade. Eles  (os pensamentos) pinçam da nossa mente quase que cirurgicamente algumas memórias ruins, e em instantes, se inicia um ‘download’ imenso das nossas mazelas, questões não resolvidas, trazendo tudo a toma.

A sensação de impotência é grande, que por instantes, tudo aquilo que nos aflige isoladamente, é colocado numa mesa enorme, na qual, nós estamos sentados à cabeceira, e sozinhos, nos obrigando a resolver tudo naquele momento.

Porquanto, a depender do seu estado de consciência, isso poderá lhe roubar a paz pelo resto do dia, porque é um dilema insolúvel. E, é certo, que se não resolvemos tais questões no passado e as arquivamos, certamente, não conseguiremos equacionar tudo de uma só vez.

Então! A pergunta de um milhão de dólares!

Como sair dessa cilada da mente, que trouxe um sem número de pendências a tona e deseja uma solução mágica?

Por fim, como diziam os antigos: “se não consegue carregar o mundo nas costas, suba nele e deixe-o que lhe carregue”. Acrescento, um breve roteiro para se fazer isso: vá até um local com vista da natureza: (plantas, árvores, pássaros, etc.), feche os olhos, pare seus pensamentos, limpe sua mente, fique em silêncio e respire fundo por uns instantes. Ao abrir os olhos, observe que tudo a sua frente só existe porque consegue adaptar-se.

CAMINHO DAS PEDRAS: A DISCIPLINA AMIGA DA FELICIDADE

CAMINHO DAS PEDRAS:  A DISCIPLINA AMIGA DA FELICIDADE

Somos parte do que criamos, isso é fato.  Porém, inexoravelmente muitos de nós somos levados a pensar e agir de maneira tão contraditória. Vale uma reflexão: quem dentre nós tem coragem e honestidade suficiente para se expressar de maneira sincera consigo mesmo?

Embora não admitamos, mas corriqueiramente inventamos mil e uma maneiras para nos iludir, mentir para nós mesmo, e a pior parte disso, é que o fazemos sem culpa e pudor, sobretudo, com a relação interna entre o que desejamos indo na contramão do que sentimos. Isso é flagrante, é perceptível de imediato, pela maneira que nos expressamos em julgamentos imediatos, por exemplo.

Como tudo sugere, há um problema com a nossa disciplina interior, porque nem sempre mantemos em níveis elevados os interesses que realmente importam para nossa autorrealização. Tendemos a fazer escolhas forçadas, que invariavelmente contrariam valores os quais são caros aos nossos sentimentos, porém, sabemos que há exceções, daquelas pessoas naturalmente pragmáticas.

Por fim, ter atitude e perseverança quanto a nossa disciplina interior é essencial. Sabemos que na vida nem tudo são flores, mas, a forma com a qual você escolhe viver dado momento é importante: se alegre ou não, porque são eles (os momentos), que te prenunciam para o universo dando conta do seu comprometimento com a sua verdade interior: o que deseja, o que sente e o que pensa, seja a verdadeira expressão dos seus sentimentos

CAMINHO DAS PEDRAS: DE ONDE VEM A FELICIDADE

CAMINHO DAS PEDRAS:  DE ONDE VEM A FELICIDADE

Em algum momento das nossas vidas, nos questionaremos, ou ouviremos de outras pessoas lições sobre a felicidade: se devemos fazer isso ou aquilo, daquele ou de outro jeito para atingir o objetivo maior, sermos felizes.

No entanto, poucos serão os conselhos dando conta de que a felicidade é um trabalho personalíssimo, proveniente do nosso interior.

Fato é que a felicidade deve vir de dentro, pois, se trata de uma interação genuína com o nosso eu interior, porque, quanto mais conhecemos a nós mesmos, maior serão as oportunidades de atingirmos a completude, a auto realização. Pode até soar como ensinamentos de gurus orientais, mas, não é.

Tudo que realizarmos em favor de outrem, por exemplo: como a caridade, nem sempre, isso por si só, nos garantirá a felicidade, a não ser, que o façamos como um propósito de vida. Neste caso, observando os valores supremos de uma existência: (verdade, amor, justiça, igualdade e a paz).

Por fim, gozar de momentos de felicidade vai depender muito do quanto nos conhecemos intimamente e do controle que temos da nossa natureza interna, egocêntrica e animalesca. Muito embora, na vida humana ao que tudo sugere,  a felicidade seja um proposito para a nossa existência, porém, sujeita ao nosso livre arbítrio.

CAMINHO DAS PEDRAS: ORIGEM DA RAIVA

CAMINHO DAS PEDRAS: ORIGEM DA RAIVA

Quem nunca se questionou sobre o motivo pelo qual sentimos raiva? — Pode até parecer uma questão secundaria, mas, no caminho do autoconhecimento, não é.

A raiva nos causa muito mal, ela nos tira a paz e geralmente nos leva a fazer escolhas fora do nosso padrão de comportamento: “só fiz isso porque estava de cabeça quente, com raiva”, é muito comum ouvirmos ou falarmos isso, e pode  se tornar a rotina para escusarmos de más escolhas.  Mas, a pior parte é, sabemos que a rotina de hoje, amanhã se tornará um hábito em nossas vidas.

Entretanto, a primeira coisa que devemos ter em mente para refletir sobre o tema é: será que não estamos nos deixando ser vítimas das circunstâncias? (Lamentar sobre o trabalho que não gosta; detestar a vida que leva ou a própria imagem que faz de si; o péssimo relacionamento com alguém, etc.)  

Depois, devemos mergulhar  a fundo em nós, e tentar, descobrir a raiz desse mal que afeta as nossas vidas em todas as esferas: (no convívio social, em família, no trabalho e principalmente nos relacionamentos afetivos), sobretudo, como nós mesmos, (quando nos odiamos).

Tudo pode começar quando acordamos de mau-humor, com raiva, é o prenúncio de que teremos um péssimo dia pela frente, porém,  a melhor atitude a adotar, deve ser a de combater esse estado de espírito desde o momento que nos vemos no espelho.

Como se faz isso? — Com a percepção e enfrentamento do medo, eis, de onde nasce toda a raiva.

Por fim, para combatermos os nossos MEDOS, devemos partir da ponderação sobre os porquês temos esses temores. E, a primeira coisa a fazer depois, é agir com honestidade consigo, não culpar outrem e evitar se maldizer de qualquer maneira, porque iniciar o dia com vibrações negativas é o caminho mais curto para criar  mau hábito da raiva.

CAMINHO DAS PEDRAS: O FUTURO

CAMINHO DAS PEDRAS: O FUTURO

Porque geralmente o tema (futuro) é a eterna incógnita para nós?

Desde tempos imemoriais, houve muitos profetas, bruxos, magos e na atualmente os assim denominados futurólogos, indivíduos que fazem previsões sobre o que há por vir. Nós mesmos, destinamos algum tempo e energia na tentativa de “prever” o que há por vir, saber sobre o futuro, mas nunca saberemos ao certo.

Penso, que não haja nada de errado nisso, essa prática de tentar imaginar como será o futuro, aliás, a não ser pelas consequências físicas  que invariavelmente nos ocorre quando fazemos isso por muito tempo e com muito empenho. 

É fato, que ninguém é suficientemente capaz de descobrir muito sobre como será o futuro, por mais que queimemos muitos neurônios e percamos noites e noites de sonos, porém, também, é fato, que ganharemos muitos mais fios de cabelos brancos com pouco com proveito prático, nesta empreitada.       

Julgo que para sabermos algo sobre do futuro, deveríamos prestar mais atenção no que estamos fazendo agora, no presente, porque, sabemos que o futuro é apenas a consequência, resultado da inexorável lei da causa e efeito.

Por fim, quando mais gastarmos nossos preciosos momentos do presente, do agora, na tentativa de saber o futuro, certamente estamos perdendo tempo precioso para que percebamos a felicidade. Seja como queiramos, encaramos isso, o futuro vai depender de uma complexa rede cósmica, que vai desde os nossos pensamentos, desejos, intenções, ações, eventos naturais e muito mais do que desconhecemos existir no universo.

CAMINHO DAS PEDRAS: RAÍZES DA INFELICIDADE

CAMINHO DAS PEDRAS: RAÍZES DA INFELICIDADE

Desde um passado remoto, que as eras até já se perderam nas areias do tempo, muitos autores da antiguidade (pensadores, escribas, profetas, filósofos) falaram do tema: felicidade, mas, poucos desses, o fizeram de maneira tão incisiva e com tamanha simplicidade, como um filho da nobreza indiana do (século VI a.C.), de nome Sidarta Gautama, o Buda.

Buda ensinou, que a raiz de toda a infelicidade humana está latente no egocentrismo, que segundo a psicologia é: “o conjunto de atitudes ou comportamentos indicando que um indivíduo se refere essencialmente a si mesmo”.

A nossa infelicidade, portanto, reside nas nossas preocupações sobre nós mesmos, que segundo Buda: “tudo aquilo que nos faz sentir para cima ou para baixo está nesta categoria” e se resumem em “oito medidas: (elogio x culpa; perda x ganho; prazer x dor; fama x vergonha)”.

Tudo gira em torno disso, ou seja, sempre que nos nós colocamos no centro da existência, e atribuímos as intempéries da vida, como sendo uma espécie de conspiração contra nós, por certo, nunca encontraremos a felicidade.

Por fim, sempre que se sentir infeliz, faça autoanalise: procure identificar o motivo pelo qual se sente assim. Perceba, quais das oito medidas que te levou a se sentir dessa maneira, porém, lembre-se, que você não é o centro do universo, contudo, só há uma pessoa e um momento na sua vida capaz de te fazer pleno: é você vivendo em paz no presente.

CAMINHO DAS PEDRAS: A PRIMEIRA LIBERDADE

CAMINHO DAS PEDRAS: A PRIMEIRA LIBERDADE

Sempre que pensamos em liberdade vem à mente aquela perceptível pelos nossos sentidos, a que é externa de nós, como a liberdade de movimentar-se, de expressar-se, etc., mas, nunca a maior das liberdades, aquela que existe além dos cinco sentidos, que só alguns indivíduos percebem, sobremaneira, se mergulharem para dentro de si, pelo autoconhecimento.

Ao longo dos séculos de civilização, muitos conceitos e alusões foram cunhados para explicar o que significa a realmente ser livre. Aqui, no ocidente, sobretudo, pela orientação religiosa judaica/cristã, conhecemos uma, bem popular: “… e a verdade vós libertareis”.

Nesta reflexão, destaco aquela (liberdade) que julgo ser a mais importante para o indivíduo, se trata de uma liberdade interior, aquela, que diz que nunca devemos nos deixar seduzir pelos próprios pensamentos. Pode até soar abstrato e demasiado ingênuo, mas, não é, basta uma breve reflexão para compreender.

Vamos pensar um pouco: quantas vezes fomos levados a atitudes extremadas por suposições, objeto de pensamentos, como se diz: “por mera imaginação”? — Criamos personagens e eventos que não são reais, mas, em dado momento os tratamos como se de fato fossem!

Ter liberdade de fato, é conseguir frear pensamentos, ou ao menos, validá-los antes de fazer escolhas, porque na maioria das vezes temos ideias e agimos de imediato, quando, na verdade, tais pensamentos não dizem respeito a fatos, são só frutos da nossa imaginação.

Por fim, ao fazermos escolhas é muito importante discernir sobre a validade dos próprios pensamentos, freá-los, controlá-los e descartá-los com muita frequência, porque talvez em algum momento da sua vida poderá ser tarde retroceder.

CAMINHO DAS PEDRAS: CONSCIÊNCIA E O PENSAMENTO

CAMINHO DAS PEDRAS: CONSCIÊNCIA E O PENSAMENTO

Tem aquele adagio popular: “o que veio antes, o ovo ou a galinha?”, soa cômico e serve como analogia perfeita  para explicar a consciência e o pensamento: só existimos porque temos uma consciência, mas, só percebemos a nossa realidade e pensamos, porque tudo foi criado por ela.

Os pensamentos, (sinapses cerebrais), são espécie de faz tudo em nós: atua como arquiteto, programador e jornalista, tudo em simultâneo. Seu trabalho, é quase ininterrupto, salvo, quando adormecemos profundamente. Enfim, trata-se de um “CDF”, que por vezes, nos permite sacadas geniais, ideias maravilhosas, em outros momentos, nos mantêm tão alerta e ‘estressados’ que até desenvolvemos patologias psíquicas: ansiedades, depressões, etc.

Porquanto, devido à intransigência causada por milhares de pensamentos que temos, ocorre um grande gargalo de informações provenientes dos nossos sentidos e/ou do depósito (da memória). E, isso, nos afasta do que é mais importante numa existência: o contato com a criadora de mundos, a nossa consciência. Além, disso, é a nossa consciência que tem as conexões diretas como o universo, o “reino dos céus”, de onde vem as maiores inspirações, ‘insight’, que necessitamos para nos realizar satisfatoriamente, sem o esquecimento de como é simples viver o momento, com o bom, a beleza e em paz.

Por fim, o grande desafio enquanto seres com consciência, é elementarmente controlarmos os nossos pensamentos, (buscar o silêncio interior), para focarmos no que realmente é importante, qual seja: viver no presente, “no aqui e no agora”, parafraseando Ian Merkel. Então, estaremos mais despertos e prontos para viver entre dois mundos, e conhecer a felicidade plena.

CAMINHO DAS PEDRAS: NOSSO MUNDO

CAMINHO DAS PEDRAS: NOSSO MUNDO

Neste mundo de mudança, de transição, onde tudo parece provisório, precário e inconstante, vemos o improviso e ausência de tranquilidade imperar, que o fato de crescer como indivíduo se torna um desafio complexo.

Desde que existimos, nascemos para mudanças, mas, só aprendemos isso de maneira rudimentar, sem ver o todo. As nossas escolhas são precárias e inconstantes, disso decorre, que por vezes, nos tornamos adultos atordoados, sobremaneira, pela impermanência e o improviso de se viver o novo continuamente, que talvez este fato, gere a intranquilidade, ausência de paz.

Não existe um manual digno para nos ensinar viver plenamente. O que sabemos, é só parte do que seja a complexidade da vida. Percebemos isso,  pelo fato de pôr vezes rimos quando deveríamos ficar atentos, ou  choramos ao passo que deveríamos rir. Podemos aferir que maioria dos eventos que nos acontece e não sabemos a sua motivação, são em decorrência de não compreendermos o todo.

Muito nos foi dito sobre como, o motivo e o porque existimos, porém, numa realidade do intangível há uma profusão de sentimentos e emoções que experimentamos e que nunca aprendemos o suficiente para passar pela vida de carne e ossos, em paz e tranquilidade.

Por fim, como agir frente ao mundo mutável e inconstante?  — Sabemos que a vida é finita, porque a morte é uma certeza. Então, como usar bem as nossas limitadas escolhas para passar pela existência terrena plenamente? 

CAMINHO DAS PEDRAS: A EXISTÊNCIA E A MUDANÇA

CAMINHO DAS PEDRAS: A EXISTÊNCIA E A MUDANÇA

Existimos enquanto houver mudanças. O mundo que percebemos com nossos sentidos é transitório e mutável, mas, existe outro ainda maior permanente e suscetível as mudanças. Ocorre que, muitos de nós, não acreditam, porque imaginam que as mudanças só ocorram enquanto seres vivos: (da concepção no ventre da mãe até o túmulo).

Sabemos pela biologia, que isso é fato, desde as fases iniciais da vida há mudanças visíveis e táteis, como o desenvolvimento celular, dos tecidos, etc. Em sentido mais amplo, para se considerar uma existência não basta só o que vemos e/ou tocamos, porque isso não é tudo. Existe muito mais além do que os nossos cinco sentidos são capazes de perceber.

A maior parte do que somos, é imaterial, e está muito além do que nossos sentidos detectam. Trata-se, do inquilino que reside em nós, aquilo que é considerado imaterial: chamamos de consciência. Essa, é certamente a maior parte do que somos, porém, também, experimenta mudanças.

Portanto, o maior segredo que vale a pena conhecer, é compreender como as mudanças operam e mudam nossas vidas, continuamente. Além disso, as mutações substanciais que vão além do que notamos fisicamente e afetam todo nosso ser.

Embora, haja consenso para a maioria de nós, ao aceitar o que só os cinco sentidos reconhecem o mundo real, o que chamamos de mundo físico, porém, há outro, ainda muito maior. Há séculos, nos é dito que existe um mundo invisível, denominado (superior, mundo espiritual, reino da consciência, etc.), mesmo neste, se operam as mudanças.

Por fim, uma existência neste universo é passível de mudanças. E, o verdadeiro despertar, o acordar para uma nova realidade, se inicia com a percepção do todo, por exemplo: ao considerar que até os nossos pensamentos inferem mudanças no mundo. Pouco importa se cremos nisso ou não, fato é que há um ser que é a maior parte de nós, e que pertence ao imaterial e a eternidade, mas ainda esse, é suscetível as mudanças. Evoluir é perceber o mundo sensível e agir em dois mundos com único proposito, de nos tornarmos cada vez melhores seres humanos.

CAMINHO DAS PEDRAS: POR QUE HÁ INSATISFAÇÃO?

CAMINHO DAS PEDRAS:  POR QUE HÁ INSATISFAÇÃO?

Por que é tão difícil encontrar alguém plenamente satisfeito com a própria realidade? — Atire a primeira pedra quem nunca se sentiu assim! Mas, essa questão poderá até ser respondida satisfatoriamente por alguém que já despertou, está consciente da realidade universal e compreende as suas leis. Num primeiro momento, quando pensamos nisso, nos parece só filosofia ou algo misterioso, mas não é.

Sugerimos, que o nosso nível do despertar elementar, ou seja, o entendimento sobre a vida, é identificável a partir da observação de alguns critérios:

1)      O quanto somos capazes de gerir as nossas emoções?

2)      Quanto nos abstemos de exprimir julgamentos sobre outrem?

3)      As nossas escolhas, consideram sempre a lei de causa e efeito?

4)      Qual o nosso nível de serenidade, calma, como encaramos os momentos de ‘stress’?  

5)      Qual é a nossa humanidade, a dor alheia nos choca?

6)      Qual é a nossa capacidade de contemplação do que é externo de nós?

7)      Nós nos detemos para fazer reflexões sobre a nossa existência?

Entretanto, é possível a qualquer indivíduo perceber que existe algo de diferente consigo, e isso, lhes gere insatisfação e atribua isso motivos específicos pelos quais se sente incompleto. Mas, este indivíduo, invariavelmente atribuirá a culpa dos infortúnios aos fatores externos: (as ações de outras pessoas; o dinheiro e/ou o poder que detém; o quanto é ou não é reconhecido, etc.)

Por fim, as questões existenciais são recorrentes em nossas vidas, porque é da natureza humana a busca, mesmo que inconscientemente, da completude, do que comumente denominamos de felicidade. Fato esse, ao que tudo indica, somos um microcosmos, um universo em miniatura. E, como sabemos, o universo se expande continuamente e o mesmo ocorre com nossa a consciência. Por isso, é raro conhecermos alguém que honestamente afirme que está pleno de satisfação, porque sempre apontará algo que lhe falta, deseje ou algo que queira viver. Se compreende sobre o que falamos, sorria, se não, bem-vindo aos mistérios da existência. 

CAMINHO DAS PEDRAS: A MELHOR ESCOLHA

CAMINHO DAS PEDRAS: A MELHOR ESCOLHA

Em plena onda de pandemia global, reclusos em nossos lares e com medo, mas, não há nada de errado em se sentir assim, afinal, se trata de algo que não podemos ter absoluto controle. O COVID19, é uma dessas questões que não depende unicamente de nós, exceto pela prevenção pessoal. Contudo, não significa que não poderemos fazer as melhores escolhas para nossas vidas mesmo em momentos excepcionais.

O primeiro passo para melhores ações, é compreender o que podemos mudar, isso é, na seara das escolhas, descobrir o que nos pertence e o que não é da nossa competência. Portanto, mesmo vivendo num limiar de incertezas sobre a saúde amanhã, é possível fazermos as melhores escolhas para nossa vida, para nossa felicidade.

Depois, é transformar as nossas ideias em ação, agir. Sobremaneira, com atitudes conscientes do que a nos é dado mudar, aquilo que efetivamente podemos realizar. São as questões que provém de dentro de nós, tais como:

O silêncio capaz de nos deter de modo a encontrarmos o caminho para dentro de nós, onde está nosso verdadeiro (eu);

A contemplação do que é externo de nós sem fazermos julgamentos, e perceber realmente o mundo que nos cerca; 

Nossos pensamentos capazes de criarmos realidades saudáveis, como um mundo melhor;

A proatividade para realizarmos tudo que nos é competente, enquanto evitamos a procrastinação sem culpar outros pelos nossos infortúnios;

A determinação, porque nossos sonhos e desejos, são só nossos, portanto, dependem única e exclusivamente de nós;

O autoanalise para continuamente perceber o que devemos mudar;

A resiliência para compreender que crescer como indivíduos é aprender com nossos erros, levantar e recomeçar sempre, não é só lamentar com desculpas.

Por fim, de nada adiantam terapias, religiosidade, crenças, se as buscas forem no que é externo de nós, porque as questões que podemos realmente mudar são as que provém de dentro de nós, nunca da natureza, eventos e de outras pessoas. Escolha melhor, mude o seu mundo, escolha conhecer a ti mesmo antes de querer compreender o universo e os deuses.

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: ATALHOS

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: ATALHOS

Ao que tudo sugere é próprio da natureza humana buscar o maior benefício com o menor esforço. Isso, é materializado no que chamamos de usar atalhos: rota/meio alternativo visando o menor tempo para atingir determinado objetivo. Entretanto, um atalho, não é garantia de se chegar ao mesmo destino que inicialmente se pretendia, ou seja, atingir plenamente seus objetivos.

Porquanto, ao deixarmos o caminho que nos desafia: exigindo nos, um esforço maior, tem consequências que vão muito além de apenas o custo do tempo.

No dia-a-dia, optamos por inúmeros atalhos, pelos quais aparentemente obteríamos dado resultado com mais brevidade, o que até nos parece ser algo inteligente, mas, quando isso se torna literalmente um hábito em nossas escolhas, certamente nos perdemos pelo caminho e dificilmente atingiremos o objetivo, o sonho desejado.

Porque há consequências em se tomar atalhos, e muitos de nós, nem sequer lembram que existe a lei da causa e efeito: toda ação tem uma reação. E, o mais grave disso, é que ao exercemos nosso livre arbítrio (escolhas) com frequência usando atalhos (jeitinhos), isso se torna um hábito em nossas vidas. Como sabemos, somos o resultado das nossas experiências.

Por fim, o atalho por mais que seja tentador, nunca compensa. Por exemplo: colar numa prova poderá de dar um diploma mesmo sem ter conhecimento de dado conteúdo, mas certamente te fará um profissional mediano, etc. E, a pior parte, é que os pequenos atalhos se tornam hábitos em nossas vidas, e ao final passaremos uma existência sem o entendimento necessário para compreender a complexidade da vida, vivendo de maneira medíocre.

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: VIRTUDES

CAMINHO DAS SETE PEDRAS: VIRTUDES

O que nos torna humano?  — Seja qual for o motivo que te levou abrir e ler esse breve texto, continue lendo, e, sua vida nunca mais será a mesma ao compreender o conteúdo. Advirto a não pensar muito sobre o estilo da escrita ou nível da linguagem, apenas vá em frente. Comece despretensiosamente, mas continue e veja se pode reconhecer a pessoa que és!

Tente responder, quem és? —  desde os primórdios da civilização aprendemos com a história dos nossos ancestrais, sobremaneira, através dos seus relatos que nos dão conta de que coisas extraordinárias sempre ocorreram com pessoas comuns, independente das suas origens étnicas ou crenças. Foram pessoas que fizeram algo que impactou na vida em sociedade no seu tempo e deixou um rastro tão profundo que ainda no século XXI falamos das suas experiências, cada um em seu tempo. Estes relatos, servem até hoje como base para inúmeras crenças, estilos de vida e/ou toda sorte religiosidades. Porém, pouco importa quem foram os autores ou de onde vieram, o que nos é valioso são os relatos das suas experiências, de seus personagens. Em suma, as mensagens importam e nunca os mensageiros.

Descubra o que é ser humano! — A condição humana é expressa a materialização de uma consciência. Uma existência é semelhante um barco no oceano, que partindo de um porto seguro rumo ao desconhecido, e que durante a jornada, a parte imaterial do que somos, vai adquirindo a conhecimentos dos diferentes portos que atracamos, e isso, é o que define, é o que nos tornamos até o momento de nos tornamos conscientes. Alguns, de nós, porém, tende a restringir a interação e o entendimento do seu mundo findando por se fixar num único cais. Tais indivíduos, são arrebanhados tal como ovelhas e nunca conheceram a verdade sobre sua existência.

Como acontece a realidade? — A maneira pela qual nos externamos para o mundo, pelo que sentimos, pelas nossas escolhas, ações e omissões, sobremaneira, por meio dos nossos sentimentos no momento que interagimos como nossos iguais, é isso, diz muito de como foram as nossas experiências até presente estagio da nossa consciência, da nossa existência.

Onde estamos de fato? – Tudo que nos move, provém de uma força que reside em nossa essência, é de onde realmente somos. Cada indivíduo é um mundo, por mais que desejamos parecer com o meio que o cerca e a família da qual descendemos, mas é fato que a individualidade persiste e está latente em nós, sempre.

Quando podemos começar a busca? — Desde o primeiro momento que duvidamos ou questionamos a realidade, perceberemos, por exemplo: que os nossos desejos não são puramente nossos porque pertencem ao meio social que estamos inseridos ou é uma expectativa da família que nascemos.

Por que isso tudo importa? — Ser virtuoso, humano, é decorre de uma condição primordial, de uma necessidade nata de cada indivíduo. Um ser virtuoso, é algo genuíno da condição humana e, é o que define quem somos.

Por fim, ao longo da jornada da nossa existência se vivermos momentos de desapego e desalento com o que vemos em nossa volta: injustiça, sofrimento, privação, desesperança, etc. — é sinal que estamos despertos! São essas percepções, os primeiros passos para o despertar, e com isso, descobriremos o caminho da virtude e poderemos coabitar em dois mundos: físico e imaterial. Por isso, comecemos a nos questionar agora! Porém, o segredo, não é saber as todas as respostas de imediato, mas aprender que perguntas fazer. O universo e o nosso interior se comunicam, eles são, na verdade, unos.

CAMINHO DAS PEDRAS: O DESPERTAR

CAMINHO DAS PEDRAS: O DESPERTAR

É intrigante como somos previsíveis. Isso começa desde que nos entendemos por gente, em tenra idade, mas desde esse tempo, é possível descobrir como seremos ao longo da nossa existência.

Há aqueles que defendam a ideia de que somos frutos do meio em que crescemos e da família que nos trouxe ao mundo físico, coisas do tipo. Mas, as coisas não são bem assim. O fato é que só nos damos conta disso (de que somos seres em construção e previsíveis) quando acordarmos para o autoconhecimento, o conhecimento de si.

No dia-a-dia, conhecemos um sem número de pessoas com infinidades de dilemas e achismos, sobre si próprio, que é muito comum ouvirmos divagações, como: (o meu jeito é esse, o meu sistema é aquele, o meu temperamento é assim ou assado, etc.).

Ocorre que muitos de nós passaremos pela vida agindo de maneira tão diversa do que são por dentro: ora vulneráveis ao passo que são bem mais fortes do que pensam; outras vezes, com muito medo dos intemperes básico do dia-a-dia e envolto em toda espécie de receios, quando poderíamos “tirar de letra” e levarmos uma vida mais equilibrada e tranquila, porque temos a capacidade para tanto.

Fato é, podemos constatar que as nossas atitudes frente aos medos do cotidiano são incompatíveis com nosso potencial (eu interior), é o que nos leva ser tão contraditórios: por vezes agimos de forma volúvel ao passo que poderíamos ser firmes e determinados.

Porém, há um limite para cada um de nós. Em determinado momento ocorre a ruptura entre o que pensamos ser e o que de fato somos. Agora (o encontro com a nossa verdade), há consequências, são vários os desfechos, e que se diferenciam a depender do nível de consciência de cada um, qual degrau nos encontramos na “escada de Jacó”.  

Sobre o despertar, acontece numa espécie de virada, num segundo estamos levando uma vida de sofrimento, lamentações e toda sorte de temores, e então, ocorre um “click”: é como se o tempo parasse para nós, mas, vemos que tudo em nossa volta continua como sempre, somos abstraídos do todo, caímos em nós e descobrimos quem realmente somos. — Embora, para muitos de nós, isso nunca acontecerá. Existem indivíduos que terminarão seus dias nesta terra, sem conhecer a si mesmo, portanto, sem saber o que realmente são.

A questão (despertar), a princípio, pode parecer surreal, mas não,  é fato. Desde antiguidade conhecia-se a possibilidade de conhecer a verdade. Qualquer pessoa que a buscasse, por exemplo, textos de filosofia, de mistérios e nos livros sagrados das mais diversas religiões existe centenas de citações sobre o tema. Evoluir como indivíduo: “conhecer a si mesmo o universo e os deuses”. O ponto de partida: aprender a autoquestionar.

Sou empirista. Aprendi que o processo se inicia a partir de um duvidar de si, — eis, onde tudo começa! — Gosto de pensar que o despertar só acontece para aquele (a) que percebe ainda enquanto dorme, porém, o despertar, envolve um processo complexo que certamente afetara sobre todos os aspectos da sua existência e impactará, sobremaneira, na forma como vê o mundo.

A receita para despertar e contada há muitos séculos. A lista das obras sobre o tema é longa e muito antiga: vão desde textos clássicos da filosofia dos Gregos, nas religiões dos Egípcios, Hindus, Hebreus (em seus livros sagrados), chegando as artes cinematográficas. São centenas de obras, filmes como: (Matrix); (Alice no país das maravilhas); (Mágico de Oz) e tantos outros. Os temas são recorrentes: “nova criatura”, “renascer”, “nova vida”, “reino dos céus”, etc. A depender da época que foram escritos e/ou ensinados, adequá-se à linguagem daquele momento histórico.   

Por fim, religiões surgem a partir de textos de seus livros sagrados e com o tempo desaparecem, obras artísticas são produzidas e fazem sucesso enorme e caem no esquecimento, e um fato persiste: poucas pessoas são capazes de entender o que queriam dizer. Quantas pessoas conhecemos, que assistiram aquelas obras saberiam dizer que se tratavam? — A maioria dos expectadores só viu os efeitos especiais e tudo mais, poucos foram os que compreenderam a mensagem. Ainda hoje, deparamos com os que dormem, sabem que dormem e/ou não querem despertar.

O CAMINHO DAS PEDRAS

O CAMINHO DAS PEDRAS

Uma existência é permeada de eventos inexplicáveis. Ao que tudo sugere aprendemos a pensar que tudo nos ocorre seguindo um vetor linear, tal como uma linha que parte desde nossa infância até o final dos nossos dias aqui e que está tudo predeterminado.

Entretanto, em breve analise é fácil constatar que não é assim que a banda da vida toca. Tudo sugere que a depender da fase da vida, infância, juventude e idade adulta, os eventos nos quais estamos envolvidos tendem ora reprimir ou liberar nosso raio de ação, fazendo com que experimentamos sofrimentos, privações outras vezes liberdade plena e bonanças.

Muito embora, em tenra idade fatores externos tem maiores influências em nossas vidas, ou seja, o que nos sugerem e ditam como  pensar e agir. Porém, na maioria das vezes fazemos escolhas independentemente desses árbitros externos, nossos pais e/ou o meio social em que vivemos.

Então! Surgem as questões: por que somos tão diferentes dos nossos irmãos? Qual o motivo pelo, qual alguns de nós se distanciam tanto do modelo familiar e/ou social, que fomos educados? Como fazemos escolhas tão antagônicas em relação nossa formação familiar?

São questionamentos que uma grande parcela de nós, nunca fazem. Aqueles que assim agem, continuam pensando linearmente e não se permitem sair ou ao menos pensar fora da caixa. Talvez, poderíamos sugerir que isso seja em razão do nosso pensamento ocidental: materialista, imediatista, de pouca memória, etc., optamos pelo TER em detrimento do SER. E, poucos de nós acorda e se debruça em tentar explicar e/ou responder às questões postas.

Contudo, quando paramos e analisamos o rumo que nossas vidas tomaram, percebemos que diferentemente do disseram naquela canção dos anos 80: “Você culpa seus pais por tudo
Isso é absurdo / São crianças como você / O que você vai ser /Quando você crescer
”. É fato que muitos de nós seremos eternas crianças, porém, quem despertou: viu a luz e se sente vivendo fora da caixa, jamais concordaria com o texto dessa bela canção.

Por fim, você sempre terá escolhas, mesmo que tenham lhes ensinado que a “vida é o que é”, porque sabemos que somos indivíduos, e sempre teremos o livre arbítrio.  Embora, acreditemos que ele seja de alguma forma condicionado a família, a religião ou ao meio social, porquanto, não muda que somos seres únicos e a lei da causa efeito nos pagará sempre o justo preço pela forma que escolhemos viver.

FELICIDADE E A ANGÚSTIA EXISTENCIAL

FELICIDADE E A ANGÚSTIA EXISTENCIAL

Quando sentimos aquele aperto no peito, sensação de vazio, sufocamento, inquietação, descontentamento e ansiedade. Esse conjunto de sintomas é uma alerta, para o que se avizinha, que a depender do seu entendimento e capacidade de reação, por certo haverá um estado de depressão e outras patologias passarão faz parte do seu dia-a-dia.

Contudo, isso não é coisa da moda, — como noticiam (o mal do século). À angústia existencial, sempre existiu no seio da sociedade e pode-se até conviver com ela, a exemplo do que ocorreu no início do século XX quando o filosofo Sartre dizia “que ele era um indivíduo desencantado com o mundo e com a humanidade”.

Quando um indivíduo não está suficientemente preparado para o futuro e/ou não se encontrou com consigo (mesmo), é bem possível que tal pessoa perca do sentido da existência, e em sua mente ocorra uma confusão: os seus pensamentos e sentimentos entrem em colapso, e pode ser agravada por uma reação tardia, isto é, pela demora da retomada do controle de si.

Trata-se de um conflito intenso e mais difícil de ser superado, sobremaneira, quando culpamos fatores externos: outras pessoas e eventos que não conseguimos controlar, entretanto, a angústia existencial de fato acontece em nós, independe das nossas posses ou de quanto poder, temos. A angústia existencial talvez seja o motivo pelo qual exista grande demanda por terapeutas na atualidade.

Sou um empirista e não tenha a pretensão de conhecer tudo sobre o tema ou discorrer nesta breve reflexão, mas, proponho uma analogia simples que julgo perfeita para compreender como anda seu entendimento, — duas pessoas observam um pôr do sol de um mesmo ponto: a primeira se sente grata pelo espetáculo da luz solar no crepúsculo, enquanto a segunda se maldiz lamentando como é triste o entardecer porque a noite está próxima.  

Por fim, estamos em mais um final de ciclo solar, (um ano) e temos duas escolhas apenas: poderemos lamentar por tudo de mal que nos ocorreu nestes 364 dias, ou sermos gratos pelo aprendizado que a experiência da pandemia nos proporcionou. Sabemos que a dor e a morte são uma certeza, ninguém está inume, porém, a alegria e o contentamento são garantias de viver momentos felizes. — Escolha bem como vai encarar seus momentos em 2021!

FELICIDADE E SUA MAIOR BARREIRA

FELICIDADE E SUA MAIOR BARREIRA

Embora dotados de capacidade racional, fazemos as nossas escolhas em 90% das vezes segundo o estado das nossas emoções, fato que a psicologia e a neurociência já comprovaram. Seja quaisquer as áreas das nossas vidas: pessoal, profissional ou social, cometemos um sem número de erros por conta das más escolhas por meros impulsos emocionais.

Numa analogia elementar: a vida em sociedade. Vemos desde sempre a existência de normas coercitivas para organizar a vida dos indivíduos, são as leis penais, tais como castigos que nossos pais nos impuseram ao cometermos desobediências. Resguardados os problemas de psicossociais de alguns indivíduos, mas, a criança, jovem ou adolescente toma decisões sem muito apreço pela razão, portanto, são as nossas emoções que dominam nossa psique.

Embora, adultos e responsáveis continuamos sendo guiados em grande parte pelas nossas emoções. Elas, determinam as nossas escolhas,  como vemos o mundo que nos cerca com todas as adversidades, os eventos imprevisíveis e toda sorte de falha que cometemos ao longo das nossas vidas.  

Por fim, como poderemos administrar as nossas emoções, evitando que nos impeçam de ser feliz? — A questão é um desafio para uma vida. Mas, talvez, se começássemos abstraindo mais, contemplando mais, deixando em segundo plano os pré-conceitos e diminuindo nosso ego.

FELICIDADE E O ACASO

FELICIDADE E O ACASO

Na história da humanidade existe um processo contínuo de desenvolvimento da consciência do indivíduo. Aprendemos que isso diz respeito a existência de leis que regem o universo. São essas ordenanças que dão sentido a tudo que vivenciamos, são as leis: da causa efeito, do mentalismo; da correspondência; da vibração; da polaridade; do ritmo; do gênero.

Temporalmente, culturas ao redor do globo deram diversos nomes para aquelas leis, por exemplo, para explicar a de lei causa e efeito a chamamos de: (destino; maldições; bênçãos; coincidências, sorte, etc.), entretanto, pouco importa como são designadas, fato é, elas existem e são imutáveis.

Contudo, em oposição a todo esse arcabouço legal universal, criamos o ACASO, sobretudo, para justificar a nossa ignorância ou aparente competência mediana de enxergar a vida.

O acaso é a maneira pela qual justificamos nossa ignorância frente aos mistérios da existência, daquilo, que não conseguimos compreender. Assim, sempre utilizamos esse termo (acaso) para explicar um dado evento que foge a nossa compreensão, é inexplicável.

Por fim, ao darmos o crédito a tudo que nos ocorre ao mero ACASO, por certo, estamos vivendo de maneira mediana, como arrogantes e medíocres, porque buscamos a felicidade no TER e não no SER. Além disso, é fácil constatar, desde os momentos singelos até os relevantes, que o acaso não existe. E, a felicidade é mais companheira, mais presente, tanto quanto compreendemos as leis universais.

FELICIDADE: QUAL O SEGREDO?

FELICIDADE: QUAL O SEGREDO?

Quem saberá dizer se existe um segredo para felicidade, a maioria concorda que poderia existir. Fato que muitos buscam conhecer um caminho mais curto, quem sabe haja um atalho para felicidade?

Comumente falamos “seja feliz”, é uma expressão muito popular que parece um mantra, ora dizemos solenemente, outras vezes, por mero hábito. Fato que desejar felicidade aos outros talvez seja da nossa cultura, e esteja enraizada em nossos costumes, ninguém sabe ao certo porque dizemos isso.

Se de fato houvesse um segredo para a felicidade, onde deveríamos procurá-lo?

Desde a infância aprendemos na escola muito sobre quase tudo, os mais diversos ramos do conhecimento, mas nunca sobre como ser feliz. Quando adultos compreendemos muitos conceitos, a história, as diversas ciências, a linguagem e tudo mais. Isso tudo, é só um preparo para galgarmos o próximo nível da intelectualidade, mas nada sobre a felicidade. Após décadas estudando, somos capazes fazer cálculos complexos, nos expressar em nossa língua corretamente e até falar em outras línguas, mas pouco compreendemos sobre a felicidade.

Tem uma abordagem interessante sobre o tema, ouvi recentemente da professora Lúcia Helena Galvão, filósofa, que os Egípcios antigos não sabiam muito sobre como eram feitos os papiros e as tintas que os escribas utilizavam para registrar seus conhecimentos, mas, por outro lado, aquele povo conhecia como ninguém os segredos da alma humana, sobretudo, sobre a finalidade da existência. Eles foram uma das primeiras culturas a pensar na existência do além vida, na vida transcendendo a morte, portanto, sabiam muito sobre a finalidade da existência humana.

Recentemente li sobre “o jeito Harvard de ser feliz” um dos cursos mais concorrido naquela universidade americana, o mais incrível disso, é que foi necessário criar uma disciplina acadêmica para ensinar ser feliz, mas o que aprenderíamos sobre a felicidade? — Penso que não precisaríamos de escola para isso, porque quase todo mundo tem o conhecimento necessário para ser feliz. Ocorre que só alguns de nós sabe implementá-lo em sua vida cotidiana.

Por fim, o segredo da felicidade não está no nível intelectual elevado, na habilidade profissional ou no sucesso alcançado, mas na forma em que se vive o dia-a-dia: como percebe o mundo a sua volta; como se relaciona com outros e como vê a si mesmo. Resume-se, no quanto se permite gostar de si enquanto se adapta continuamente frente aos desafios da vida sem perder de vista a felicidade. 

Felicidade: justifica uma existência

Felicidade: justifica uma existência

É extraordinário e simultaneamente, libertador, percebermos que somos apenas ondas cósmicas, nada mais que ondas. Carl Segan da famosa série de TV (Cosmos: Uma Viagem Pessoal), ao comentar uma imagem da terra vista do espaço, escreveu: “olhe para aquele pequeno ponto no espaço, aquele grão de areia, lá vivem tudo que conhecemos, os que amamos e odiamos. Ali, naquele pequeno ponto, está cada casal apaixonado, cada herói ou vilão, todos os santos e os pecadores, esse é o nosso lar e o de milhões de seres”.

No cotidiano desejamos tantas coisas, detestamos outras mais, mas nunca nos detemos para analisar o que somos: indivíduos, humanos, limitados, complexos e confusos. Lemos diariamente que milhares de nossos irmãos humanos se declaram com crises existenciais, que perderam o sentido da vida.

Mas a final, a que é a vida? Por que a vida precisa ter um sentido? Qual a nossa importância num vasto universo de bilhões de galáxias e anos? — Ao que parece é uma busca vã e insólita, porque ser como nós, com existência tão ínfima em relação à grandeza e longevidade cósmica, saberíamos as respostas para a própria existência!

Contudo, é reconfortante constatar o que não somos: poderosos, importantes, sequer significantes do ponto de vista cósmico, universal. Todos que julgamos ser superior e que exercemos o poder sobre outrem ou sobre o meio ambiente não significa nada, porque ainda estamos todos numa mesma navezinha chamada terra.

A nossa existência por certo segue leis de bilhões de anos e não há nada que façamos em nosso cotidiano ou durante uma vida inteira, que fará alguma diferença para quem rege o universo.

Portanto, a felicidade é breve e fugaz, não esperemos das pessoas, coisas e/ou eventos para sermos felizes. Antes, porém, devemos buscá-la em cada momento da nossa vida, seja o que ou como for, desde um sorriso espontâneo, a contemplação das variadas formas de vida, do sopro do vento, do silêncio, do meio ambiente, de uma palavra gentil que acalente nosso coração num instante. A felicidade não precisa de explicação cientifica ou filosófica, felicidade está no viver e sentir.

COMO VENCER O MAIOR DOS MEDOS

COMO VENCER O MAIOR DOS MEDOS

Queria fazer isso ou aquilo, mas não tenho tempo. Tenho muitas coisas urgentes para resolver, depois eu faço isso ou aquilo. Eu até gostaria muito de fazer isso ou aquilo, mas estou cheio de coisas para fazer. Meu sonho é fazer isso ou aquilo, mas não posso começar porque sei que não concluirei isso ou aquilo.

Quem dentre nós já não dissemos uma das frases acima? — Para ser honesto, diariamente dizemos algo assim (queria fazer mas “tô” sem tempo).

Por que aquilo que nos fará melhor e maior, enfrenta tanta resistência em nós? — Criamos um sem número de desculpas para não encararmos os nossos medos: limitações, resistências internas!

Fato é que raramente nos damos conta disso, que estamos procrastinando, levando com a barriga e enrolando. Desviamos até nossos pensamentos com muita frequência, e colocamos rótulos de urgente e tantas coisas banais do dia-a-dia e esquecemos o que é importante para nossa vida consciente: crescer como pessoa, realizar algo que esteja além do básico: alimentar, procriar, abrigar, defender-se.

Ademais, fugir é mais fácil e doí menos, a conhecer a verdade e encará-la de frente.

A verdade geralmente nos leva a responsabilidade: altruísmo e o comprometimento com os outros. Todos temos as nossas missões, as provas e as expiações, mas ao que parece sentimos um desejo implacável por recompensas imediatas: prazeres físicos e emocionais. 

É fato, também, que invariavelmente fugimos da dor, mesmo antes que ela se apresente em nós, antes dos seus sintomas: ansiedade e medo.

Se analisarmos com parcimônia constataremos que temos medo de nós mesmo, temos medo de quase tudo que nos tira da nossa zona de conforto. Enfim, tememos o que pode nos transformar em pessoas melhores.

Por fim, para encarar nossos medos a primeira coisa a fazer, é começar de onde estamos, não aceitando que precisa fazer isso ou aquilo antes, devemos começar agora, hoje. Sabemos e temos a consciência do que precisa ser feito, geralmente isso está sempre na nossa frente. Descubra o que tem mais evitado em sua vida e faça agora.

A raiz dos maiores males da humanidade nasce do egoísmo do indivíduo

A raiz dos maiores males da humanidade nasce do egoísmo do indivíduo

Desde um passado distante, a história nos dá conta de que sempre ocorreram barbáries e toda sorte de maldade infligida aos humanos: guerras, fome, escravidão, etc., ao que tudo demostra, a dor e o sofrimento sempre fizeram parte da vida dos indivíduos.

A questão é: qual a causa pela, qual isso aconteça conosco?

Se formos buscar por respostas em algum fenômeno, força ou causa fora de nós, por certo fracassaremos, porque tudo que existe e que compreendemos como civilização e as relações humanas, pertence a nós. Fomos os próprios criadores da sociedade, não há nada que diga em sentido contrário: é mais uma obra nascida da necessidade e pela engenhosidade do homem.

É verdade que evoluímos muito neste último meio século como civilização, mas há, como sempre houve, a exploração de uns em detrimento dos benefícios de outros, em qualquer nível do estrado social.

A raiz  dos grandes males que assolam a humanidade: injustiças, fome, guerras, são os frutos dos nefastos comportamentos egoístas. Isso é notório  em toda escala social: desde as relações de pessoa a pessoa, tanto quanto é maior, entre indivíduos com maior poder sobre outrem em posição inferior.

Portanto, os males sociais nascem e se desenvolvem no íntimo de cada indivíduo: pelo seu interesse egoísta oprime o semelhante. É utopia idealizar uma sociedade justa e paritária. Assim como, também, o é uma democracia plena, é impossível pela mesma causa e agravada pela vaidade do homem.   

Por fim, a despeito de tudo que nos ensinaram sobre os deuses, também são criações humanas. As religiões foram criadas e desapareceram conforme arbítrio e necessidade de dada civilização. Porquanto, ao homem cabe a eterna busca pela justiça, liberdade e fraternidade, porém, nunca o faz da fonte verdadeira, ou seja, primeiramente de dentro de si.

FELICIDADE: A SORTE E O AZAR

FELICIDADE: A SORTE E O AZAR

Sobre se há bênção ou maldição para ser feliz: ao que parece uma parcela acredita, outras, no entanto, nem pensam sobre isso. E, esse último grupo de indivíduos, vive cada dia como um dia comum, como um dia após o outro.

Julgo que ter sorte e o azar é tudo uma questão de perspectiva própria, porque tem relação direta com a compreensão de mundo de cada um.

Ocorre que historicamente diversas culturas pelo mundo levam muito a sério a questão de sorte e azar. Há uma crença milenar muito bem enraizadas no inconsciente coletivo desses povos, por isso, pode ter alguma relevância e algum fundamento essa ideia de sortudo ou azarado.

A questão é, como a sorte e o azar afeta nossa percepção de felicidade? — Como sempre faço neste blog não tenho a pretensão de saber as respostas e nem de esgotar assunto, mas vale a pena uma reflexão.

Para refletirmos sobre o tema, julgo que deveríamos analisar as grandezas incontestáveis que são determinantes e afetam nossos destinos desde sempre: se de um lado somos seres dotados de consciência e com capacidade inventiva e tudo mais, de outro, é fato a nossa insignificância frente ao universo imenso e suas leis eternas é incontestável.

Por conta disso, é razoável deduzir que as nossas ações por mais importantes que as julguemos que sejam, não tem potencial para afetar a ordem universal.

Portanto, sobre sorte ou azar para uma vida plena e feliz, está muito restrito ao nosso entorno imediato e a maneira pela qual julgamos cada evento em seu momento. Para ser feliz ou não, depende exclusivamente do quão positivo enxergamos e interpretamos a nossa realidade. Sobretudo, por vivermos que nossa vida é breve e fugaz, e a felicidade, depende de um ponto de vista muito particular.

A FELICIDADE SEMPRE ESTÁ PERTO

A FELICIDADE SEMPRE ESTÁ PERTO

Como perceber a felicidade? — observando os detalhes. Fato é que tudo começa com a nossa iniciativa, não devemos esperar que outros nos façam felizes, porque isso é ilusão, é utopia. Desperte, acorde.

Devemos começar no local, momento e com a oportunidade que se apresentar, porque o mais importante é a percepção quanto ao momento.  — É aqui e agora.

Faça o que tiver que fazer, no instante e oportunidade que for, mas não espere muito tempo para perceber a felicidade. A felicidade é por certo, viver momentos de contemplação, satisfação e gratidão. E, esses, são pequenos e fugazes, são instantes de alegrias, quando nos sentimos gratos, plenos.

Por fim, para viver a felicidade, não devemos busca-la longe e nem esperar algum “tempo certo“, porque o local é aqui e o  tempo está no presente, no agora. Seja como for,  nos relacionamentos com outras pessoas ou consigo mesmo,  nunca deixe que a sua felicidade dependa do arbítrio, da escolha, de outras pessoas.

FELICIDADE E A MENTIRA

FELICIDADE E A MENTIRA

Acredito que ninguém saberia dizer ao certo quando aprendemos a mentir, mas é fato que a mentira faz parte do comportamento humano há milhares de anos. Sabemos disso pelas narrativas dos livros sagrados de todas as religiões e por registros nas diversas artes: literatura, teatro, etc., em todas as culturas espalhadas pelo mundo.

Quanto aos motivos pelos quais mentimos isso já foi amplamente estudado, seja pela psicologia, neurociência em outros ramos do conhecimento e, ao que parece engendramos argumentos mentirosos em situações corriqueiros com fins de evitarmos situações embaraçosas, para obter vantagens, etc.

Mas, quando mentir vira um hábito, isso nos torna um mentiroso e, sabemos que ninguém gosta de se relacionar com pessoas que mentem. Eis o (xis) da questão: se somos seres essencialmente sociais, e como tais, temos sempre que nos relacionar com outras pessoas.

Entretanto, o mais grave em mentir, é que isso afeta sobremaneira as nossas vidas, ainda mais, quando mentimos para nós mesmos, ou seja, quando criamos personas irreais e acabamos por acreditar nas próprias mentiras.

Por fim, sendo a felicidade algo que provem do nosso íntimo, da nossa capacidade de contemplação da vida, da nossa essência como ser, é razoável deduzir que a mentira é incompatível com momentos felizes pelo simples fato de que mentir é criar uma ilusão, uma fantasia, é isso, como também sabemos, só tem utilidade como entretenimento.

Felicidade: porque é um ideal humano.

Felicidade: porque é um ideal humano.

Desde o passado em cujas eras já se perderam na poeira do tempo, temos informações, pistas, sobre a vida dos nossos ancestrais, sabemos disso através dos mitos e das religiões antigas, que é falado antes até do surgimento da escrita. São relatos, por tradução orais, que depois escritos chegaram a nós, e dão conta de como viviam na antiguidade, os seus medos, desejos e sonhos.

O fato é, que olhando para o passado podemos constatar que os antigos em muitos aspectos não eram muito diferentes de nós do (século XXI), sobremaneira, com relação a ideais nobres humanos: bondade, justiça e honestidade. Antes que alguém aponte meu delírio: porque sabemos que no passado havia escravos, governos déspotas, guerras cruéis e a vida humana tinha pouco valor. Contudo, ainda há isso, (desumanidades), porém, com outra aparência: há exploração do homem pelo homem e abusos de toda sorte.

O ponto desta reflexão é o ideal humano de felicidade. E, ao que tudo demonstra permanece latente dentro de cada um de nós, com exceções e na proporcionalidade do grau de entendimento de cada indivíduo. Entretanto, o mais intrigante, é que isso nada tem a ver com a intelectualidade de cada um, mas sim com o conhecimento de si, com o autoconhecimento.

Por conta disso, dado ao nosso grau de evolução agimos ou não perseguindo ideais nobres, esses, que nos tornam mais observadores, mais compreensivos, sem fazer julgamentos e/ou impormos as nossas verdades sobre nossos semelhantes. Quando vemos atitudes diferentes dessas, é razoável pressupor que tal individuo precisa evoluir muito.

Os séculos passam, e com eles as mudanças: dos costumes, das tecnologias, da cultura, etc., porém, o ser humano continua quase invariavelmente: egoísta, déspota, insensível. Portanto, senão não nos dermos conta de que estamos numa escola, sobretudo, aprendendo o que é ser um humano, assim como foi no passado, é hoje: queremos viver felizes, apesar de: com ou sem posses; com ou sem poder; com ou sem reconhecimento público.

Por fim, o ponto é, há uma parte de nós que nunca morre, somos almas imortais, estamos na busca por evoluir, e neste caminho da evolução, sempre haverá dor, medo e insegurança, mas se buscarmos compreender quem somos, o mundo que nos cerca se revelará passageiro, e constataremos que estamos numa escola, em aprendizado constante, e talvez, a felicidade sorria mais e nos seja amiga neste turno (vida) de aula, neste plano 3D.

Sabedoria: o conhecimento e a utilidade

Sabedoria: o conhecimento e a utilidade

Quando o assunto trata das questões imediatas do indivíduo, como o autoconhecimento, me declaro suspeito, porque sou fã do grande mestre Sócrates, que depois de quase 2 500 anos, ele foi e ainda é “o cara”: pai da filosofia ocidental.

Aprendemos sempre com este ícone do pensamento ocidental que tinha a preocupação de levar as pessoas a sabedoria com fins da prática do bem, ou seja, a filosofia a serviço da elevação da consciência do indivíduo com valores nobres: bondade, verdade, utilidade.

Hoje me deparei com umas das celebres lições: “busque o entendimento sobre as coisas que lhes seja útil para sua vida”.

Nestes dias (século XXI) de mundo global conectado e com quase  todo o conhecimento do mundo a um toque dos dedos, ou basta ditar o assunto, para obtermos informações sobre qualquer tema, no entanto, muitos de nós se dedica a enfadonhos estudos dogmáticos ou para aprender sobre futilidades modistas, que não agregam nada para elevar uma consciência.

Por fim, penso que deveríamos nos voltar a busca por conhecimento que nos eleve, sobretudo, nos voltando para dentro de nós, por meio do autoconhecimento. Como há muito tempo é dito: “conhecimento da verdade liberta”, então, busquem-na continuamente. 

FELICIDADE IMPOSSÍVEL: A EXPECTATIVA DO OUTRO

FELICIDADE IMPOSSÍVEL: A EXPECTATIVA DO OUTRO

O tempo passa e naturalmente criamos expectativas com relação aos eventos do futuro, é o que chamamos ter esperança e fé. Mas, se de um lado ter esperança é uma das virtudes essenciais para motivação de qualquer pessoa, de outro lado, confiar exclusivamente nas ações de outras pessoas visando nossa felicidade, é um grande erro, uma utopia.

A felicidade que idealizamos provém invariavelmente da nossa necessidade de completude, ao que tudo indica sempre estamos na busca por tornamos inteiros, uno com o universo.

Contudo, o grande problema disso (no caminho da felicidade) e que o torna impossível, é por nos perdermos ao longo do caminho da vida, nos frustrando constantemente, isso ocorre por não considerarmos dois elementos fundamentais: 1) conceito sobre a felicidade e 2) por onde começar sua busca.

Por fim, muito já foi dito sobre o que seja a felicidade: contentamento, alegrias momentâneas, sensações de preenchimento de completude. Também, sobre por onde começar a busca: dentro de nós mesmos, se encontrando com si mesmo. Porém, um fator, que torna impossível a felicidade, é esperar 100% do tempo que outras pessoas nos proporcionem, porque cada um está engajado em sua própria busca, e, além disso, somos (indivíduos).

VIDA: SOBRE AS RESPOSTAS

VIDA: SOBRE AS RESPOSTAS

Sempre que despertamos que a vida é fugaz e breve, muitas perguntas surgem, porque é notório, que a maioria de nós, deseja viver o maior tempo possível. Por isso, as ciências se desenvolvem neste sentido, da ampliação dos nossos dias neste mundo tridimensional. Disso surgem questões existenciais.

O fato é, que viver mais, ao que tudo demonstra é um desejo persistente em nossa consciência. Seja pela nossa ignorância sobre a vida ou não, buscamos continuamente por respostas, desde a mais remota antiguidade. Religiões surgem e desaparecem da face da terra e a vida continua, simples assim.

Contudo, as questões (o que, como, porque) existimos, continua.

Vejamos: se fazemos o que fazemos em prol do prolongando a vida, quer significar que temos esperança de que talvez haja um sentido para tudo isso, uma explicação logo adiante no tempo.

Mas, se olharmos mais profundamente para dentro de nós, procurando as respostas, julgo que seja o caminho mais seguro, pelo fato do sentido da vida é uma questão muito particular, subjetiva.

Gosto da metáfora sobre o que seja viver: “viver é igual um salto de um penhasco, no qual não podemos escolher sobre se caímos ou não, no máximo que podemos fazer é despertar para o inevitável, que somos mortais, e nada do que fizermos vai mudar isso, porém, temos escolhas: poderemos decidir se sorrimos enquanto caímos (vivemos) ou lamentamos“, de um jeito ou de outro o nosso tempo neste plano vai acabar.

Então, onde estão as respostas para existência, para a vida? — Poderíamos começar por não nos iludirmos e nem fantasiarmos, tão-somente viver cada dia com intensidade e não pensando tanto sobre o amanhã (apocalíptico), nada disso. Deixemos isso aos dogmáticos que há milênios criam os próprios céus e infernos, quando aos despertos sobre si, cada dia já nos bastam seus desafios, alegrias e tristezas.

Como disse o poeta romano Horácio (65 a.C.-8 a.C.) “Carpe diem”, numa tradução livre: “… colha o hoje e confie o mínimo possível no amanhã”.

Por fim, não se preocupe tanto com as respostas para todas as questões que venham porventura preencher sua mente, apenas viva bem e faça o seu melhor.

Felicidade e o sucesso: há certo ou errado?

Felicidade e o sucesso: há certo ou errado?

Desde criança criamos muitas expectativas, sonhos, de que iremos além: seremos melhores com relação à vida dos nossos ancestrais, dos nossos pais. A esperança pode até ser válida, mas na maioria das vezes aquele sonho nobre e libertador, se torna o nosso pesadelo. Embora, não haja nada de errado sonhar, obter sucesso, porque esse é um ideal de realização, é muito natural.

O que ocorre é que durante nossa vida, os desafios e eventos do dia-a-dia, invariavelmente há muitos enganos e com eles as frustrações, o que também é muito normal, pois se considerarmos que viver, tem seus desafios. Mas, com o tempo nossos valores mudam, assim como, o nosso conceito de sucesso e fracasso, não passam de ilusão.

Não é pelo fato de que não realizarmos os sonhos conforme desejávamos nos tornam infelizes. Isso porque o sucesso dos nossos sonhos se revela insignificante, se não vivermos cada momento.

O ponto é: nunca consideramos o dinamismo do tempo e com ele, a nossa visão da realidade.

Sabemos, conforme diziam os antigos: “nunca é possível beber água duas vezes do mesmo rio”. Isso ocorre, por fatores naturais ou não, digo isso porque você hoje, não é a mesma pessoa que sonhou. O tempo, e os desafios da vida, se alteram na medida da nossa compreensão do mundo.

E, a felicidade onde está? — nossos sonhos e ideais de vida: casamento, filhos, poder, dinheiro. Por que essas “coisas” invariavelmente não são garantia da felicidade?

Tem uma canção ‘pop’ que diz: “(Era uma vez) É que a gente quer crescer / E quando cresce quer voltar do início / Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido / Pra não perder a magia de acreditar na felicidade real / E entender que ela mora no caminho e não no final (Kell Smith)”.

Por fim, não há certo ou errado. A não ser pelo fato que o tempo passa e a ideia fixa de que a felicidade está no ter ou ser, é errada, quando, na verdade, a felicidade está no caminho (dia-a-dia), porque ela (a felicidade) acompanha nossas vidas. Basta tão-somente que abrirmos os olhos para o aqui e o agora. 

VIDA: PORQUE A GERAÇÃO DO SÉCULO XXI SOFRE

VIDA: PORQUE A GERAÇÃO DO SÉCULO XXI SOFRE

Que estranha a relação das pessoas com seus dilemas no século XXI! Quem nunca supôs que está tudo tão diferente do seu “tempo” de adolescente/jovem, sobretudo, para as pessoas que foram adolescentes/jovem nos anos 80 e 90.

Alguém pode dizer que está tudo normal, e que só estou dizendo isso porque sou saudosista, daqueles cinquentões que ficam conjecturando e comparando o ontem e o hoje. É cabeça de coroa, que está se sentindo excluído do momento “topzeira” desta geração.

Será isso mesmo, só um delírio meu?

Quero registrar, que ter sido adolescente/jovem nos anos 80 e 90 não foi aquela maravilhosa experiência de vida, mas vejo uma grande diferença com os mesmo neste século. Mesmo que talvez por um único ponto, porém de extrema importância e faz toda a diferença na maneira pela qual se encara a vida.

Ressalto, que compreendo os aspectos comportamentais no cotidiano: o dinamismo das relações, a informalidade, o desapego com o sentido e o valor das palavras, a interdependência da aprovação social, etc., contudo, o ponto central que difere substancialmente com aqueles tempos, é que hoje, nesta geração, muitos de nós estamos perdendo uma parte significativa do ser, esquecendo da individualidade, identidade.

Percebi pelo número de pessoas jovens, também adultos que insistem se assemelhar aos primeiros, se sentindo perdidos: sem a razão de ser, sem saber o sentido da vida, sem compreender a sua existência, muitos infelizes, deprimidos, etc. É assustador, porquê numa geração com tantos recursos tecnológicos, de mobilidade, acessibilidade, tolerância, liberdade. A criatividade, por exemplo: está limitada a copiar o comportamento de outrem, precisam de ‘personal’ e de ‘influencer’ para tudo, e desses, para lhes servir de modelo.

Por fim, compreendi que na vida, 90% das nossas ações, devem ser aplicadas na manutenção do eu (individuo), ou seja, para viver satisfatoriamente neste mundo, devemos ter em mente que somos análogos ao cultivo de uma planta: sempre cuidando e regando constantemente com autoconhecimento, o conhecimento de si mesmo.

FELICIDADE: MOTIVOS E CONSEQUÊNCIAS

FELICIDADE: MOTIVOS E CONSEQUÊNCIAS

Quando desejamos desesperadamente obter algo que tenha valor significativo para nós, seja o que for: um ideal de sucesso, um grande amor, uma viagem de volta ao mundo, e isso não acontece como esperávamos, dá errado, a primeira coisa que fazemos é buscar por uma causa, ou seja, pelo motivo.

No fundo, fazemos isso por acreditarmos que encontrando o motivo, poderemos arrumar as coisas, mas se os motivos não forem só nossos? — Se eles não dependerem exclusivamente de nós, como podemos encontrar algum sentido nisso?

Entretanto, a maioria dos problemas começa por pequenos motivos, mas têm grandes consequências em nossas vidas. As causas geralmente são coisas banais, pequenas ações: uma palavra ofensiva, uma acusação descabida, uma suspeita inverossímil, omissão ou inação, numa hora apropriada ou qualquer atrito e mal-entendidos. Ocorre que invariavelmente, as consequências evoluem, crescendo, crescendo até se tornar grandes o suficiente para nos abarcar por inteiros.

Embora, saibamos da correlação (causa x efeito), como se diz: uma borboleta bate as asas em Pequim na China no instante ocorre um terremoto no Haiti na América latina. Por isso, nunca conseguiremos prever ou ter o controle de tudo, principalmente o desenrolar das nossas ações ou inações, ou seja, que lhes deram causa.

Por fim, há uma relação direta e irrestrita entre a felicidade e a causa efeito, porque é impossível que nossas ações ou inações passem despercebidas pelo universo, e a felicidade está no que lhe concerne as nossas escolhas, pressupõe que estejamos alegres e gratos pelo que conseguimos, pois, diferente disso ela não existe. E, se conseguiremos adequar as consequências dos fatos em favor da felicidade, isso é outra história.

Felicidade e o livre arbítrio

Felicidade e o livre arbítrio

Como nos contos infantis: (era uma vez) quando a humanidade pensava no livre arbítrio como sendo algo amplo e um poder irrestrito dado ao ser humano. Porém, a realidade se revela bem diferente. Vale refletirmos: vida é mesmo uma questão de escolha? E se for esse o caso, elas são bem mais restritas e menos poderosas do que nos ensinaram.

Como sou aquariano e não gosto de convenções, convido você refletir o seguinte, na vida: “todos nós estamos à beira de um penhasco o tempo todo, todos os dias, um penhasco do qual vamos cair e isso não podemos evitar, porque essa não é a nossa escolha, a nossa escolha é se vamos querer cair esperneando, gritando ou se vamos querer abrir os olhos e o coração ao que acontece quando começamos a cair Allie(serie Taken)”.

Pode até parecer desolador, algo sem esperança, mas fato é que vivemos num vácuo, como se estivéssemos em suspensão, e muitos de nós simplesmente, fecham os olhos para a realidade, pensando que isso os salvará de enfrentar o dia-a-dia. Há aqueles de nos que buscam nas religiões, na filosofia e nas palavras de gurus as respostas para seus porquês. Há também outros, que se tornam dependentes de drogas, licitas ou ilícitas, para suportar a própria existência.

E, isso, (a perda do sentido da vida), acorre com muita frequência que dá até para presumir o porquê e classifica-los em três grupos distintos: o primeiro grupo está as pessoas que pensam estarem no controle de tudo; o segundo são dos que não querem saber a verdade e fecham os olhos para sua própria existência; o terceiro é o menor dos grupos, estão aqueles que buscam o entendimento ou, porque já estiveram em ambos grupos anteriores e por um ‘insight’, despertaram (saíram da caverna de Platão), por entender o quão efêmera é uma existência e quanto é irrelevante somos diante do tempo, do espaço neste vasto e extraordinário universo.

Porquanto, é fato, que a felicidade só pode estar presente no grupo daqueles que compreende o alcance do próprio livre arbítrio, que é pequeno e restrito. Ela (a felicidade), é apenas muito breve no grupo de pessoas que desejam controlar, assim como, o é, aos que fecham os olhos para vida (real) esperando que alguém os salve da queda que é inevitável a todos nós, reles mortais.

Por fim, para sermos felizes com mais frequência com nosso limitado livre arbítrio, deveríamos aceitar mais as nossas dores, buscando minimiza-las e quando vivermos pequenos momentos de alegrias e contentamento, maximiza-los esses instantes. Essa é a relação da felicidade com livre arbítrio.

A FELICIDADE ‘PRÊT-À-PORTER’

A FELICIDADE ‘PRÊT-À-PORTER’

Fazia algum tempo que não conversava comigo, nem com meus botões, como se diz na linguagem popular, mas desde ontem tirei boas horas (sabáticas) para refletir sobre o tema, e cheguei a conclusões que me surpreenderam.

Antes, porém, creio que para os jovens, devo explicar o termo franco (PRÊT-À-PORTER): surgido no pós-guerra, quando outros povos copiavam a alta costura francesa pelo mundo, as costureiras faziam os vestidos segundo os modelos “copiados” daqueles pais, europeu, e é o mesmo que dizemos na atualidade dos produtos ‘made in China’. Esclarecimentos dados, retomamos a reflexão: felicidade segundo modelos de outrem.

A surpresa de que falei no início, ocorreu pelo fato de que: quando nos damos conta de que talvez o ideal de felicidade que perseguimos não nos é próprio, ou seja, é segundo o que outras pessoas “acham” que seja. E, também, como sabemos trata-se de expectativas subjetivas, como no outro ditado: “você é a única pessoa no mundo que sabe a verdade sobre sua vida, portanto, tudo que falam a seu respeito é problema deles e não seu”.

Nesta reflexão, sopesei, que nem sempre paramos para olhar para nós, para o importante para nossas vidas, segundo nossas próprias definições e não segundo a convenções gerais, dos outros. E, fazendo isso, constataremos o quanto somos melhores que muitos pensam e falam a nosso respeito. Por exemplo: não penso que sou mais do mesmo.

Por fim, julgo que a felicidade ‘Prêt-á-Porter’ seja uma ilusão, uma convenção irreal, pois só o arbítrio de cada um pode exprimir sua própria visão do mundo, e se viveu ou não momentos felizes, tudo é uma questão do seu próprio entendimento. Tal como o conceito de justiça, tudo depende do lado que você esteja no processo (julgamento): se na condição de réu ou de acusador.

RESILIÊNCIA: PORQUE O RIO QUE CHEGA AO MAR

RESILIÊNCIA: PORQUE O RIO QUE CHEGA AO MAR

O sábio chinês Lao-Tsé disse: “o rio atinge seus objetivos porque aprendeu superar os obstáculos”. Assim são as atitudes de um indivíduo resiliente: contornar obstáculos é o meio natural para enfrentar adversidades, ou seja, se adaptando, se reinventando a cada situação e continuando sempre.

Portanto, essa analogia está perfeita: nas adversidades do dia-a-dia em nossas vidas percebemos que não há solução simples ou uma linha reta a seguir, antes, porém são necessárias que as nossas ações estejam numa constante de mudanças na medida das nossas dificuldades, parar e desistir não nos fará chegar ao mar dos nossos sonhos.

Arbítrio privado: condenação sumária

Arbítrio privado: condenação sumária

Desde nossos ancestrais (sapiens) até nossos dias, desenvolvemos uma infinidade de competências que nos permitiu organizar a vida em sociedade, destas, a mais controvertida é a de fazer julgamentos, sobremaneira, aqueles julgamentos de caráter privado, que ocorrem quando atribuímos a outrem determinada culpa, mesmo sem lastro de realidade.

Estudos da nossa psique nunca foram muito precisos quanto aos motivos pelos quais fazemos julgamentos, seja para imitarmos o Criador na expulsão do primeiro casal do paraíso ou não, fato é que, julgamos nossos semelhantes com muita frequência, e muitas das vezes os condenamos por um critério estritamente subjetivo, ou seja, sem considerarmos os fatos.

Para melhor ilustramos o tema, relembramos os julgamentos na antiguidade, que eram bizarros: na idade média amarrava-se uma pedra no pescoço do(a) acusado(a) e lançava-o(a) num rio, se sobrevivesse, então era inocente. O assustador é que ainda hoje fazemos árbitros injustos: (julgamos e condenamos sumariamente), tal como na antiguidade, porque não é incomum atribuímos a culpa a alguém antes mesmo do devido conhecimento dos fatos.

Há, portanto, arbitrariedade no afã de fazer “justiça”, e isso, é inconteste no seio da nossa civilização. Na justiça pública existe o meio legal (judiciário) onde mais de duas esferas de juízes podem rever julgamentos. Porém, o mesmo não ocorre na vida privada: acusação e condenação informal são proferidas a todo instante: suspeito(a) é condenado(a), muito diferente da seara pública, pois na primeira não existem tribunais de apelação.

Não obstante, as longevas tentativas da religião e da filosofia em mitigar os problemas causados por julgamentos sumários. As religiões a chamam de justiça divina, vontade de Deus, a filosofia por seu turno, contribuiu com um intrincado conceito de justiça: leis de causa e efeito, etc.

Por fim, seja como for, na antiguidade ou na era da informação, fato é que somos condenados por nossos pares em julgamentos subjetivos: você é culpado(a) e pronto. A quem devemos apelar, onde está  o senso de realidade, os fatos?

O nosso tempo

O nosso tempo

Por que com muita frequência nos referimos ao lapso temporal de maneira possessiva? — eu não tenho tempo! Será que dizemos desta maneira: como se pudéssemos gerir o universo e seus mistérios, ou isso de fato diz muito de como somos?

Sabemos que o lapso de tempo de uma vida é muito limitado, sobretudo, para existir neste planeta. Mesmo se considerarmos quaisquer registros existentes: a história das civilizamos, a povoação do planeta, algumas outras espécies de seres, etc. Todos os dados demonstram que uma existência, uma vida, é relativamente breve.

Ocorre que agimos como se tivéssemos algum controle ou se o tempo nos fosse contemporâneo. Isso pode até parecer um absurdo, mas talvez a segunda alternativa esteja correta, porque há algo em nós que transcende o tempo.

Deveríamos refletir: como e porquê agimos como se controlássemos o tempo.

Simplificando, poderíamos partir da premissa de que parte de nós, ou seja, algo em nós, não pertence de fato a este mundo. Pelo menos não como matéria: carbono, outros minerais e água.

Por fim, não seria razoável sugerir uma parte significava do que somos seja uma espécie de energia, que existe e é muito além do que nossos sentidos podem perceber. Algo que há milênios nossos antepassados já sabiam, que a maior parte de nós, é uma alma imortal.

A NOSSA VIDA COMO UMA PEÇA TEATRAL

A NOSSA VIDA COMO UMA PEÇA TEATRAL

Quando pensamos sobre vida, devemos partir da premissa de que todos nós um dia morreremos, esta é a única certeza sobre o futuro. Ocorre que muitos de nós ao que parece, pensam que são eternos. Lógico, não devemos viver pensando em quando chegará nossa hora, mas não podemos esquecer da premissa maior (nascemos, portanto, nossa vida é finita), tal como numa peça teatral, há o momento em que as cortinas vão se fechar.

Entretanto, em nossas vidas a peça nunca deve ser de um só gênero, por exemplo: romance. Sabemos que há fatores externos que influenciam no desenrolar das cenas, mas, por outro lado, o principal é a nossa subjetividade, ou seja, no teatro da vida depende do nosso grau de entendimento sobre o mundo e principalmente sobre nós mesmos.

O gênero desejável talvez seja aquele em que ocorra nossa autorrealização e que convivamos em paz. No entanto, sabemos que nem tudo são flores, quando nos referimos aos momentos do dia-a-dia nesta terra (cenas), mas muito dependerá de como nós nos posicionamos frente a vida (escolhas/interações).

Sabemos que interpretamos várias personas / personagens no teatro da vida: filho, aluno, namorado, noivo, marido, pai, ex, estagiário, graduado, profissional, amigo, colega, etc. Com isso, alguns de nós se portam ora como “mocinhos” outras vezes vilões.

Fato é, na medida em que nos tornamos melhores atores em nosso dia-a-dia, nós nos adaptamos por vezes especializamos em papeis distintos: uns mais para heróis e outros como anti-heróis/vilões.

Por isso, o papel que melhor nos adaptamos dependerá do nosso íntimo, o quanto somos evoluídos (da nossa consciência): mesquinhos, narcisistas, egoístas, gananciosos, bobos, etc. Julgamos, que nunca se deva ser excessivamente ingênuo, mas há muitos de nós que se abstém de agir, de se posicionar, de escolher segundo sua consciência, estes o fazem, somente o que outros esperam destes, e isso, certamente é o papel de um bobo da corte.

Portanto, devemos viver nossa vida (peça de teatral) sendo ao mesmo tempo: autores, roteiristas, atores e expectadores de nossa própria interpretação.

Por fim, a peça teatral da nossa existência pode seguir um roteiro com o final que desejamos, mas, nunca esqueçamos, de que uma boa história deve conter elementos de todos os gêneros: (drama, comédia, ação, romance e aventura). Por isso, vivamos nossos dramas, rimos e façamos comédias, agindo com bons protagonistas, sejamos bons amantes e não deixemos de nos aventurar.

Evolução: O conhecimento do bem e do mal.

Evolução: O conhecimento do bem e do mal.

A evolução é uma tendência irreversível. Assim como o universo se expande continuamente, também, devemos evoluir a certa medida como seres conscientes, isso é, ao adquirirmos mais conhecimento melhor interpretaremos o mundo, o que antes na (infância e juventude) era dito perigoso; proibido e impensável, agora passar a ser trivial e geralmente necessário em nossas vidas, por exemplo: o que nos fora ensinado na infância e adolescência: “não fale com estranhos; obedeça sempre aos mais velhos; fazer isso ou aquilo é pecado e um rol enorme de coisas”.

Sabemos que em nosso cotidiano, quando adultos, essas coisas (regras da infância) não fazem mais o mínimo sentido, aliás, precisamos sim falar (interagir) com todos e não é porque uma pessoa é mais idosa que nós que se trate de um indivíduo sábio, etc.

Então, conhecer o bem e o mal em todas as fases da vida é algo necessário para nosso dia a dia. Se vivêssemos sob as regras da infância sendo adultos, certamente não poderíamos desempenhar muitos papeis relevantes na sociedade, mesmo porque, seriamos taxados de infantis, mimados e dogmáticos.

Por isso devemos utilizar com eficiência os conhecimentos e discernir por nós “mesmos” sobre (o bem e o mal), isso é fundamental. 

Como poderemos fazer o bom uso da evolução enquanto seres sociais que somos? 1) adaptarmos sempre; 2) defender pontos de vista até a medida que conheçamos melhores argumentos; 3) ter em mente que sempre se pode aprender mais e; 4) saber que ninguém pode conhecer tudo sobre todas as coisas e que existem leis universais, tais como observamos na natureza, por exemplo: a lei de causa e efeito, o que se planta colhe.

Por fim, essa reflexão me ocorreu a partir de um novo entendimento quando eliminei um dogma que acompanhava desde a infância, percebi, que à medida que conhecemos mais sobre o bem e o mal, relativo será a nossa responsabilidade sobre o que sabemos. Também, quanto mais conhecermos sobre a (vida) mais compromissos teremos com o universo e suas leis. É um fato revelador e reconfortante, portanto, não devemos ter medo do desconhecido, devemos aprender com ele sempre.

A CULPA: DESTRUIDORA DE SONHOS E ANIQUILADORA DE ESPERANÇA.

A CULPA: DESTRUIDORA DE SONHOS E ANIQUILADORA DE ESPERANÇA.

Por vezes sentimos culpados por alguma ação e omissão, não há nada de mais nisso, mas viver numa espécie de ‘looping’ de autopunição por longo tempo, sobremaneira, em nossa mente, não é saudável e fará muito mal até à alma, pois nos imporá limites em sonhos, destruindo esperanças.

É fato que esse sentimento (a culpa), vai se acumulando em nosso subconsciente e com ela a vergonha e as intermináveis cobranças internas. Sabemos também, que a soma disso são as cobranças, e essas, se tornam um grande fardo, pesado, que invariavelmente nos leva a uma vida de sofrimento.

Entretanto, devemos admitir erros e falhas a nós mesmos e mudarmos de atitudes, sobretudo, perdoando a nós mesmo. Devemos evitar exteriorizar as culpas para qualquer pessoa, tal como por séculos se fazem em confessionários, isso porque, o único capaz de lhe conceder o perdão real é sua própria consciência.

Por fim, uma vida inteira carregando culpas não nos torna pessoas melhores e certamente jamais nos trará a felicidade e a paz. Perdoemos, esqueçamos e sejamos felizes.