CAMINHO DAS PEDRAS: PORQUÊ O SEU RASTRO NO MUNDO IMPORTA

O que buscamos em última estância nesta existência: amor, paz, prosperidade, a felicidade? —, penso que essa seja uma questão totalmente aberta.

Num plano amplo, no contexto da vida em sociedade. Há milênios sabemos da existência de modelos (ideais) de sociedade, que talvez seja impossível sabermos quanto tempo estamos na empreitada da evolução social, qual seja? A busca por justiça e paz.

Porém, é fato que a evolução social nas relações com nossos irmãos humanos, nunca foi totalmente pacifica e ideal. Isto porque, também, sabemos que há ações nefastas de pessoas contra semelhantes em todos os tempos, por exemplo, a exploração do homem pelo homem: que no passado era de forma direta (escravidão), hoje, no entanto, ocorre pela má distribuição dos recursos/riquezas entre os povos.

Portanto, seja de forma direta ou não, a injustiça social nunca deixou de fazer parte do meio social global, gerando sofrimento e desigualdade, não importa o tenha já tenha sido feito para mudar isso.

No plano mais especializado, usando lente microscopia, afinal, as ações em prol da humanidade devem ser tratadas primeiramente ao nível do íntimo de um único individuo, ou seja, na forma que nos relacionamos como nós mesmos. Nesta escala, poderemos também aferir que há exploração. Parece estranho, mas não é. Quase todos conhecemos pessoas que vivem de forma medíocre, agindo segundo doutrinas dogmáticas e/ou presas numa visão limitada de mundo.  

Mas, diferentemente do possa parecer o explicito acima, sou otimista de “carteirinha”, defendo de unhas e dentes a busca por ideais humanos nobres. Isso porque, acredito que o indivíduo pode melhorar continuamente. O que fomos num passado recente, não necessariamente precisa ser o nosso presente e no futuro.

Nesta reflexão, ouso fazer essa breve tentativa de compreender alguns porquês de sermos tão incoerentes: se de um lado desejamos viver a humanidade em sociedade justa e pacifica, por outro, agimos como verdadeiros déspotas contra nós mesmos. Somos muito contraditórios. Talvez isso se deve a nossa complexidade interior, somos muito mais complexos que possamos imaginar.

Sou empirista e não sou psicólogo, por isso, peço a estes, que me perdoem. Mas observei, a começar pelo fato de que dentro de cada um de nós, podem existir muitos (Eus, Egos). E, cada um dos (Egos) agem como se sabotando ou outro, em algumas pessoas isso ocorre num ciclo sem fim, que em determinado grau se tornam patologia da psique. Mas, aqueles doentes são exceções. Porquanto, se noticiam que o mal do século, sejam doenças da psique, tais como a depressão, etc. Assim, tirando as exceções, voltamos aos seres ‘normais’ como cada um pensa ser.

Então! Como nos livramos das contradições internas e passamos agir de maneira mais profícua? — Começando pela compreensão de si e, depois, auxiliando na construção de uma sociedade melhor, porém, essa é uma grande questão, mas não é impossível.

A missão é possível, bastaríamos que mudássemos o nosso Ego. Por óbvio, é um trabalho muito peculiar, individual, que se inicia com uma viagem para dentro de nós, pelo autoconhecimento. Poderíamos iniciar da seguinte forma: tendo mais diálogos interiores, por exemplo, temos milhares de pensamentos e consequentes fazemos julgamentos baseados neles.  Porém, devíamos avaliar bem melhor antes de externamos as nossas escolhas, porque, talvez, não saibamos qual dos (Egos) esteja falando em dado momento. 

Numa imersão pessoal, pratico com certa regularidade um modelo elementar de conversa interior, diálogo com meus egos. E, para explicar como isso acontece, imagino que seja como uma estrutura trina, como um triângulo Isósceles, sendo:

Na base do triângulo, que é a maior parte: imagino serem os pensamentos, porque, são aos milhares diariamente. E, de antemão, não deveríamos aceitá-los de imediato, ou confiarmos que seja a nossa melhor escolha, só pelo fato de serem muitos. A unanimidade nem sempre é sinônimo de sabedoria.  

De um lado do triângulo, o lado esquerdo: tem o mesmo tamanho daquele que está à direita, supomos que devem ser os nossos questionamentos (os porquês): por que estamos pensando dessa ou daquela maneira e, agir como se duvidássemos daquele turbilhão de pensamentos.

De outro lado do triângulo, o lado direito: deveríamos colocar as questões que nos são mais caras, como os nossos valores pessoais de (justiça, amor e paz). Mas, nunca aqueles valores impostos por uma doutrina religiosa, ou, porque, seja o comum de dada comunidade. Antes, porém, deve refletir o que realmente nos faz perceber a existência plena, ou seja, que seja a nossa visão da justiça e amor.

Neste esquema de auto-questionamento, todo o processo ocorre de forma simultânea, desde fragmentos de sentimentos do dia-a-dia, seja qual for, que denote: uma mágoa, uma inveja, a raiva, intolerância, etc.  É, um exercício continuo, pois, se trata de um policiamento interior constante. Escolher como nos expressar e, sobremaneira, o quanto somos honestos como nós mesmos, porque, a maior traição que alguém pode cometer, é conta si mesmo, é trair a própria consciência.

Por fim, o rastro que realmente vale a pena deixar é aquele que marca o nosso caminhar autônomo, como indivíduo. A maneira pela qual interagimos com as pessoas, como exprimimos nossos (valores) pessoais reais e, nunca apenas, como sendo o subproduto de determinada doutrina de dado rebanho. Mas como nos fizemos o que fizemos, enquanto indivíduo. É, o nosso exemplo de vida que a depender da qualidade das nossas ações, será para a posteridade um modelo de inspiração.

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