CAMINHO DAS PEDRAS: O DESPERTAR

É intrigante como somos previsíveis. Isso começa desde que nos entendemos por gente, em tenra idade, mas desde esse tempo, é possível descobrir como seremos ao longo da nossa existência.

Há aqueles que defendam a ideia de que somos frutos do meio em que crescemos e da família que nos trouxe ao mundo físico, coisas do tipo. Mas, as coisas não são bem assim. O fato é que só nos damos conta disso (de que somos seres em construção e previsíveis) quando acordarmos para o autoconhecimento, o conhecimento de si.

No dia-a-dia, conhecemos um sem número de pessoas com infinidades de dilemas e achismos, sobre si próprio, que é muito comum ouvirmos divagações, como: (o meu jeito é esse, o meu sistema é aquele, o meu temperamento é assim ou assado, etc.).

Ocorre que muitos de nós passaremos pela vida agindo de maneira tão diversa do que são por dentro: ora vulneráveis ao passo que são bem mais fortes do que pensam; outras vezes, com muito medo dos intemperes básico do dia-a-dia e envolto em toda espécie de receios, quando poderíamos “tirar de letra” e levarmos uma vida mais equilibrada e tranquila, porque temos a capacidade para tanto.

Fato é, podemos constatar que as nossas atitudes frente aos medos do cotidiano são incompatíveis com nosso potencial (eu interior), é o que nos leva ser tão contraditórios: por vezes agimos de forma volúvel ao passo que poderíamos ser firmes e determinados.

Porém, há um limite para cada um de nós. Em determinado momento ocorre a ruptura entre o que pensamos ser e o que de fato somos. Agora (o encontro com a nossa verdade), há consequências, são vários os desfechos, e que se diferenciam a depender do nível de consciência de cada um, qual degrau nos encontramos na “escada de Jacó”.  

Sobre o despertar, acontece numa espécie de virada, num segundo estamos levando uma vida de sofrimento, lamentações e toda sorte de temores, e então, ocorre um “click”: é como se o tempo parasse para nós, mas, vemos que tudo em nossa volta continua como sempre, somos abstraídos do todo, caímos em nós e descobrimos quem realmente somos. — Embora, para muitos de nós, isso nunca acontecerá. Existem indivíduos que terminarão seus dias nesta terra, sem conhecer a si mesmo, portanto, sem saber o que realmente são.

A questão (despertar), a princípio, pode parecer surreal, mas não,  é fato. Desde antiguidade conhecia-se a possibilidade de conhecer a verdade. Qualquer pessoa que a buscasse, por exemplo, textos de filosofia, de mistérios e nos livros sagrados das mais diversas religiões existe centenas de citações sobre o tema. Evoluir como indivíduo: “conhecer a si mesmo o universo e os deuses”. O ponto de partida: aprender a autoquestionar.

Sou empirista. Aprendi que o processo se inicia a partir de um duvidar de si, — eis, onde tudo começa! — Gosto de pensar que o despertar só acontece para aquele (a) que percebe ainda enquanto dorme, porém, o despertar, envolve um processo complexo que certamente afetara sobre todos os aspectos da sua existência e impactará, sobremaneira, na forma como vê o mundo.

A receita para despertar e contada há muitos séculos. A lista das obras sobre o tema é longa e muito antiga: vão desde textos clássicos da filosofia dos Gregos, nas religiões dos Egípcios, Hindus, Hebreus (em seus livros sagrados), chegando as artes cinematográficas. São centenas de obras, filmes como: (Matrix); (Alice no país das maravilhas); (Mágico de Oz) e tantos outros. Os temas são recorrentes: “nova criatura”, “renascer”, “nova vida”, “reino dos céus”, etc. A depender da época que foram escritos e/ou ensinados, adequá-se à linguagem daquele momento histórico.   

Por fim, religiões surgem a partir de textos de seus livros sagrados e com o tempo desaparecem, obras artísticas são produzidas e fazem sucesso enorme e caem no esquecimento, e um fato persiste: poucas pessoas são capazes de entender o que queriam dizer. Quantas pessoas conhecemos, que assistiram aquelas obras saberiam dizer que se tratavam? — A maioria dos expectadores só viu os efeitos especiais e tudo mais, poucos foram os que compreenderam a mensagem. Ainda hoje, deparamos com os que dormem, sabem que dormem e/ou não querem despertar.

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