Felicidade e o livre arbítrio

Como nos contos infantis: (era uma vez) quando a humanidade pensava no livre arbítrio como sendo algo amplo e um poder irrestrito dado ao ser humano. Porém, a realidade se revela bem diferente. Vale refletirmos: vida é mesmo uma questão de escolha? E se for esse o caso, elas são bem mais restritas e menos poderosas do que nos ensinaram.

Como sou aquariano e não gosto de convenções, convido você refletir o seguinte, na vida: “todos nós estamos à beira de um penhasco o tempo todo, todos os dias, um penhasco do qual vamos cair e isso não podemos evitar, porque essa não é a nossa escolha, a nossa escolha é se vamos querer cair esperneando, gritando ou se vamos querer abrir os olhos e o coração ao que acontece quando começamos a cair Allie(serie Taken)”.

Pode até parecer desolador, algo sem esperança, mas fato é que vivemos num vácuo, como se estivéssemos em suspensão, e muitos de nós simplesmente, fecham os olhos para a realidade, pensando que isso os salvará de enfrentar o dia-a-dia. Há aqueles de nos que buscam nas religiões, na filosofia e nas palavras de gurus as respostas para seus porquês. Há também outros, que se tornam dependentes de drogas, licitas ou ilícitas, para suportar a própria existência.

E, isso, (a perda do sentido da vida), acorre com muita frequência que dá até para presumir o porquê e classifica-los em três grupos distintos: o primeiro grupo está as pessoas que pensam estarem no controle de tudo; o segundo são dos que não querem saber a verdade e fecham os olhos para sua própria existência; o terceiro é o menor dos grupos, estão aqueles que buscam o entendimento ou, porque já estiveram em ambos grupos anteriores e por um ‘insight’, despertaram (saíram da caverna de Platão), por entender o quão efêmera é uma existência e quanto é irrelevante somos diante do tempo, do espaço neste vasto e extraordinário universo.

Porquanto, é fato, que a felicidade só pode estar presente no grupo daqueles que compreende o alcance do próprio livre arbítrio, que é pequeno e restrito. Ela (a felicidade), é apenas muito breve no grupo de pessoas que desejam controlar, assim como, o é, aos que fecham os olhos para vida (real) esperando que alguém os salve da queda que é inevitável a todos nós, reles mortais.

Por fim, para sermos felizes com mais frequência com nosso limitado livre arbítrio, deveríamos aceitar mais as nossas dores, buscando minimiza-las e quando vivermos pequenos momentos de alegrias e contentamento, maximiza-los esses instantes. Essa é a relação da felicidade com livre arbítrio.

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