O nosso tempo

Por que com muita frequência nos referimos ao lapso temporal de maneira possessiva? — eu não tenho tempo! Será que dizemos desta maneira: como se pudéssemos gerir o universo e seus mistérios, ou isso de fato diz muito de como somos?

Sabemos que o lapso de tempo de uma vida é muito limitado, sobretudo, para existir neste planeta. Mesmo se considerarmos quaisquer registros existentes: a história das civilizamos, a povoação do planeta, algumas outras espécies de seres, etc. Todos os dados demonstram que uma existência, uma vida, é relativamente breve.

Ocorre que agimos como se tivéssemos algum controle ou se o tempo nos fosse contemporâneo. Isso pode até parecer um absurdo, mas talvez a segunda alternativa esteja correta, porque há algo em nós que transcende o tempo.

Deveríamos refletir: como e porquê agimos como se controlássemos o tempo.

Simplificando, poderíamos partir da premissa de que parte de nós, ou seja, algo em nós, não pertence de fato a este mundo. Pelo menos não como matéria: carbono, outros minerais e água.

Por fim, não seria razoável sugerir uma parte significava do que somos seja uma espécie de energia, que existe e é muito além do que nossos sentidos podem perceber. Algo que há milênios nossos antepassados já sabiam, que a maior parte de nós, é uma alma imortal.

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