Felicidade: justifica uma existência

É extraordinário e simultaneamente, libertador, percebermos que somos apenas ondas cósmicas, nada mais que ondas. Carl Segan da famosa série de TV (Cosmos: Uma Viagem Pessoal), ao comentar uma imagem da terra vista do espaço, escreveu: “olhe para aquele pequeno ponto no espaço, aquele grão de areia, lá vivem tudo que conhecemos, os que amamos e odiamos. Ali, naquele pequeno ponto, está cada casal apaixonado, cada herói ou vilão, todos os santos e os pecadores, esse é o nosso lar e o de milhões de seres”.

No cotidiano desejamos tantas coisas, detestamos outras mais, mas nunca nos detemos para analisar o que somos: indivíduos, humanos, limitados, complexos e confusos. Lemos diariamente que milhares de nossos irmãos humanos se declaram com crises existenciais, que perderam o sentido da vida.

Mas a final, a que é a vida? Por que a vida precisa ter um sentido? Qual a nossa importância num vasto universo de bilhões de galáxias e anos? — Ao que parece é uma busca vã e insólita, porque ser como nós, com existência tão ínfima em relação à grandeza e longevidade cósmica, saberíamos as respostas para a própria existência!

Contudo, é reconfortante constatar o que não somos: poderosos, importantes, sequer significantes do ponto de vista cósmico, universal. Todos que julgamos ser superior e que exercemos o poder sobre outrem ou sobre o meio ambiente não significa nada, porque ainda estamos todos numa mesma navezinha chamada terra.

A nossa existência por certo segue leis de bilhões de anos e não há nada que façamos em nosso cotidiano ou durante uma vida inteira, que fará alguma diferença para quem rege o universo.

Portanto, a felicidade é breve e fugaz, não esperemos das pessoas, coisas e/ou eventos para sermos felizes. Antes, porém, devemos buscá-la em cada momento da nossa vida, seja o que ou como for, desde um sorriso espontâneo, a contemplação das variadas formas de vida, do sopro do vento, do silêncio, do meio ambiente, de uma palavra gentil que acalente nosso coração num instante. A felicidade não precisa de explicação cientifica ou filosófica, felicidade está no viver e sentir.

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