Desde um passado distante, a história nos dá conta de que sempre ocorreram barbáries e toda sorte de maldade infligida aos humanos: guerras, fome, escravidão, etc., ao que tudo demostra, a dor e o sofrimento sempre fizeram parte da vida dos indivíduos.
A questão é: qual a causa pela, qual isso aconteça conosco?
Se formos buscar por respostas em algum fenômeno, força ou causa fora de nós, por certo fracassaremos, porque tudo que existe e que compreendemos como civilização e as relações humanas, pertence a nós. Fomos os próprios criadores da sociedade, não há nada que diga em sentido contrário: é mais uma obra nascida da necessidade e pela engenhosidade do homem.
É verdade que evoluímos muito neste último meio século como civilização, mas há, como sempre houve, a exploração de uns em detrimento dos benefícios de outros, em qualquer nível do estrado social.
A raiz dos grandes males que assolam a humanidade: injustiças, fome, guerras, são os frutos dos nefastos comportamentos egoístas. Isso é notório em toda escala social: desde as relações de pessoa a pessoa, tanto quanto é maior, entre indivíduos com maior poder sobre outrem em posição inferior.
Portanto, os males sociais nascem e se desenvolvem no íntimo de cada indivíduo: pelo seu interesse egoísta oprime o semelhante. É utopia idealizar uma sociedade justa e paritária. Assim como, também, o é uma democracia plena, é impossível pela mesma causa e agravada pela vaidade do homem.
Por fim, a despeito de tudo que nos ensinaram sobre os deuses, também são criações humanas. As religiões foram criadas e desapareceram conforme arbítrio e necessidade de dada civilização. Porquanto, ao homem cabe a eterna busca pela justiça, liberdade e fraternidade, porém, nunca o faz da fonte verdadeira, ou seja, primeiramente de dentro de si.


Deixe um comentário