REFLEXÃO: O QUE O TÉDIO E A DEPRESSÃO TEM EM COMUM?

Lendo a obra de um jovem autor Ian Mecler, me ocorreu que estava há semanas rodeando este tema, como se tivesse uma moeda da sorte e que a resposta sempre estivera em minhas mãos. E, o mais interessante disso, é que eu nem precisaria lança-la ao ar e aguardar cair para descobrir, já que bastava olhar ambos os lado e concluir. Como de fato, o faremos juntos nesta reflexão!

Antes, porém, um pouco de empirismo. Quero relatar: na primeira vez que escrevi um “textinho” sobre depressão, fui demasiado superficial e até de certa forma arrogante, pois, não olhei com a profundida que o assunto exigia. Por outro lado, também, estava aturdido pelo fato e o grau de perplexidade das pessoas, tendo em vista, que naqueles dias ocorreu um suicídio de um ex-colega de faculdade e segundo relatos, foi causa de depressão. Contudo, hoje serenamente tratarei do assunto com viés de isenção, porque não estou motivado por alguma tragédia ou algo assim.

Entretanto, gostaria de ponderar o seguinte: é fato que vivemos nossos dias entre esses dois males (depressão e o tédio). Se de um lado criamos muitas expectativas, pensamos em excesso sobre todos os aspectos das nossas vidas, o que é muito comum, pois todos nos temos ambições, etc. Por outro, ficamos entediados pouco tempo após atingirmos nossos objetivos. Porquanto, isso pode até soar como contrassenso, mas é fato.

Por exemplo: conhecemos um sem número de pessoas que passaram parte das suas vidas lutando para conquistar de um sonho: seja a casa própria, um carro novo, um emprego, etc. Fato é, que pouco tempo depois de obter o “sucesso”, se vêm entediadas. E, novamente o ciclo se repete, lançam-se em outro e mais outro desejo. Contudo, se lograr êxodo em sua empreitada, estará tudo bem, porém caso o contrário, virá no lugar do tédio a desilusão e possibilidade real de depressão.

Portanto, o que a depressão e o tédio tem em comum, é a moeda que se chama DESEJOS, sobretudo, se pensarmos em demasia neles. Pois, em uma das faces estará estampada o tédio que sentimos após algum tempo de conquistar o que desejávamos, de outra a depressão proveniente da frustração, sobremaneira das decepções e derrotas.

Por fim, a grande lição é que as nossas preocupações demasiadas com as expectativas daquilo que pertence à outro tempo, o futuro, invariavelmente nos premiara com a sorte da moeda que lançamos agora, no presente. Por isso, a depender do discernimento de cada um, mas se deve sempre viver mais o presente e não criar tantas expectativas com nossos desejos.

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