#70 – A Felicidade: Reflexões Sobre Seu Verdadeiro Significado

Independentemente da cultura, o tema da felicidade é recorrente. Na literatura, na religião, nas artes em geral, sempre encontramos propostas e reflexões sobre o assunto. Mas por que isso é tão comum? Ao que tudo indica, a busca pela felicidade é um dos desejos mais profundos e universais da humanidade, algo inato à nossa espécie.

No entanto, o conceito de felicidade é tão diverso e abstrato que, muitas vezes, se confunde com aspirações superficiais e mesquinhas. Em muitos casos, essas aspirações são apenas desejos instintivos, moldados pelo intelecto e pelas circunstâncias de cada pessoa. Um exemplo claro disso é como, ao longo das décadas, pessoas menos conscientes vêm “comprando” uma felicidade ilusória, apresentada pela arte e, especialmente, pelo consumismo.

Além disso, algumas religiões também contribuem para esse “mercantilismo da felicidade.” É inegável que algumas vendem a ideia de um “paraíso” ou estado ideal, mas com condições e um preço previamente ajustados — pagos, é claro, pelos próprios “sonhadores.” Quanto à entrega dessa promessa? Bem, aí está o grande mistério.

Separando o Real do Ilusório

Basta uma análise simples para separar a verdadeira felicidade daquilo que nos é vendido como tal. Como seres humanos vivendo neste planeta, estamos sujeitos a uma série de desafios: mudanças climáticas, instabilidades sociais, pressões econômicas e as inúmeras complexidades de uma sociedade moderna, marcada pelo consumismo, egoísmo e hipocrisia.

Essa constatação não é novidade, mas é essencial lembrar que, nesse ambiente caótico, muitos acreditam estar em uma constante “busca pela felicidade.” Contudo, eu não gosto dessa ideia de “buscar” felicidade, pois isso faz parecer que ela é algo físico ou permanente.

A verdade é que a felicidade é algo muito pessoal e exclusivo de cada um. Ela não é uma constante, mas sim um sentimento de contentamento e alegria que ocorre em momentos raros, dependendo principalmente do nosso estado de espírito. Quando estamos em paz e cultivamos serenidade, conseguimos percebê-la.

O Que Realmente É a Felicidade?

A felicidade, no sentido mais sublime, independe de beleza física, posses materiais ou reconhecimento social. Ela está enraizada na alma. Para mim, o que define a felicidade é algo essencialmente triplo:

  1. Um não pensar: Libertar-se, ainda que por instantes, das amarras da racionalidade e das preocupações excessivas.
  2. Um só sentir: Sentir gratidão plena por tudo que existe, sem condições ou reservas.
  3. Um não querer: Estar livre de desejos absolutos de ser ou ter algo.

Em resumo, felicidade é experimentar um estado de amor desinteressado, com liberdade irrestrita de pensamentos. Nesse estado, você vibra em paz e serenidade.

Por fim, a felicidade não é algo que possa ser comprado ou prometido por terceiros. Ela não está no que acumulamos, nem nas expectativas que colocamos no futuro. A felicidade está em momentos de plenitude e conexão com a nossa essência.

Quando você atinge esse estado — de paz, gratidão e desapego —, estará diante de momentos de felicidade genuína. E esses momentos, por sua natureza, não têm preço.

Uma resposta para “#70 – A Felicidade: Reflexões Sobre Seu Verdadeiro Significado”.

  1. Avatar de Rosineide
    Rosineide

    Suas palavras me fortalece; as vezes me pergunto, porque existe o sofrimento para algumas pessoas.olha Elizeu amo suas reflexões leio todas ; com muito sentimento por vc.vc sabe o que sinto por vc.ti vejo em suas publicações minhas lágrimas caem por vc……

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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