Como descrever um momento de verdadeira felicidade? Como saber que nada lhe falta? E o que são, afinal, esses instantes de profunda gratidão? Agora sei que não é preciso mergulhar em grandes reflexões filosóficas ou religiosas para encontrar as respostas. Basta ser honesto consigo mesmo e permitir que esse sentimento se manifeste com verdade.
Hoje é um dia extraordinário. Mas o curioso é que, olhando ao redor, nada parece diferente de ontem. Mesmo assim, sou tomado por um sentimento de paz e alegria que não consigo explicar completamente, uma sensação que parece maior do que eu.
Frequentemente, falamos sobre felicidade como se fosse algo distante, algo que sempre estará no futuro. Dizemos: “Serei feliz,” ou “Vou ser feliz um dia.” Passamos a vida inteira desejando alcançar essa felicidade como se fosse algo a ser conquistado, algo que depende de ter ou obter coisas.
Mas hoje percebo que esse sentimento de plenitude não tem a ver com o ter. Ele está profundamente ligado ao ser. É um estado de espírito. Pode parecer clichê, mas se me perguntassem: “Por que você está tão feliz hoje?” — minha resposta dependeria do discernimento de quem ouve.
O Que Nos Faz Felizes?
Uns diriam que essa alegria vem da saúde e da ausência de fome. Outros poderiam atribuí-la ao descanso de uma boa noite de sono. Alguns talvez afirmassem que é resultado do equilíbrio mental e emocional, uma serenidade nas faculdades psíquicas.
Mas, para mim, é algo mais simples.
O primeiro pensamento do dia foi: ficar em silêncio. Depois, surgiu o desejo de ouvir uma melodia suave, uma música que não carrega palavras. Evitei qualquer coisa que pudesse me tirar desse estado de plenitude. Por minutos, me entreguei completamente a essa sensação de satisfação e paz.
A Resposta Está na Simplicidade
Como, então, responder às questões sobre felicidade e gratidão? Ao que tudo indica, esses sentimentos surgem quando você aceita, com sinceridade, que não é nada neste mundo e que nada controla no vasto universo.
Somos apenas pequenas ondas vibrando em um grande oceano. Nossa frequência é como aquela ondulação criada pelo choque sutil de uma pedra lançada na superfície de um lago calmo. Essa onda, aos poucos, vai se desfazendo, cedendo à calmaria maior que a envolve.
No fim, tudo retorna à serenidade do universo, onde tudo começa e se encerra. É nessa entrega que encontramos a verdadeira paz e a felicidade sem preço.


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