Temos algumas manhãs, que desde o despertar nos sentimos impotentes, limitados, como se o mundo nos pressionasse de maneira asfixiante, porém, essa mesma percepção de impotência é o que nos dá a pista de como saímos disso. Tudo isso, as nossas aflições, muitas vezes, são periféricas do nosso eu interior, da nossa consciência.
Aquele estado de tensão, é em grande parte oriundo dos nossos próprios pensamentos, que se descontrolam ignorando o contexto da existência na totalidade. Eles (os pensamentos) pinçam da nossa mente quase que cirurgicamente algumas memórias ruins, e em instantes, se inicia um ‘download’ imenso das nossas mazelas, questões não resolvidas, trazendo tudo a toma.
A sensação de impotência é grande, que por instantes, tudo aquilo que nos aflige isoladamente, é colocado numa mesa enorme, na qual, nós estamos sentados à cabeceira, e sozinhos, nos obrigando a resolver tudo naquele momento.
Porquanto, a depender do seu estado de consciência, isso poderá lhe roubar a paz pelo resto do dia, porque é um dilema insolúvel. E, é certo, que se não resolvemos tais questões no passado e as arquivamos, certamente, não conseguiremos equacionar tudo de uma só vez.
Então! A pergunta de um milhão de dólares!
Como sair dessa cilada da mente, que trouxe um sem número de pendências a tona e deseja uma solução mágica?
Por fim, como diziam os antigos: “se não consegue carregar o mundo nas costas, suba nele e deixe-o que lhe carregue”. Acrescento, um breve roteiro para se fazer isso: vá até um local com vista da natureza: (plantas, árvores, pássaros, etc.), feche os olhos, pare seus pensamentos, limpe sua mente, fique em silêncio e respire fundo por uns instantes. Ao abrir os olhos, observe que tudo a sua frente só existe porque consegue adaptar-se.


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