Quem saberá dizer se existe um segredo para felicidade, a maioria concorda que poderia existir. Fato que muitos buscam conhecer um caminho mais curto, quem sabe haja um atalho para felicidade?
Comumente falamos “seja feliz”, é uma expressão muito popular que parece um mantra, ora dizemos solenemente, outras vezes, por mero hábito. Fato que desejar felicidade aos outros talvez seja da nossa cultura, e esteja enraizada em nossos costumes, — ninguém sabe ao certo porque dizemos isso.
Se de fato houvesse um segredo para a felicidade, onde deveríamos procurá-lo?
Desde a infância aprendemos na escola muito sobre quase tudo, os mais diversos ramos do conhecimento, mas nunca sobre como ser feliz. Quando adultos compreendemos muitos conceitos, a história, as diversas ciências, a linguagem e tudo mais. Isso tudo, é só um preparo para galgarmos o próximo nível da intelectualidade, mas nada sobre a felicidade. Após décadas estudando, somos capazes fazer cálculos complexos, nos expressar em nossa língua corretamente e até falar em outras línguas, mas pouco compreendemos sobre a felicidade.
Tem uma abordagem interessante sobre o tema, ouvi recentemente da professora Lúcia Helena Galvão, filósofa, que os Egípcios antigos não sabiam muito sobre como eram feitos os papiros e as tintas que os escribas utilizavam para registrar seus conhecimentos, mas, por outro lado, aquele povo conhecia como ninguém os segredos da alma humana, sobretudo, sobre a finalidade da existência. Eles foram uma das primeiras culturas a pensar na existência do além vida, na vida transcendendo a morte, portanto, sabiam muito sobre a finalidade da existência humana.
Recentemente li sobre “o jeito Harvard de ser feliz” um dos cursos mais concorrido naquela universidade americana, o mais incrível disso, é que foi necessário criar uma disciplina acadêmica para ensinar ser feliz, mas o que aprenderíamos sobre a felicidade? — Penso que não precisaríamos de escola para isso, porque quase todo mundo tem o conhecimento necessário para ser feliz. Ocorre que só alguns de nós sabe implementá-lo em sua vida cotidiana.
Por fim, o segredo da felicidade não está no nível intelectual elevado, na habilidade profissional ou no sucesso alcançado, mas na forma em que se vive o dia-a-dia: como percebe o mundo a sua volta; como se relaciona com outros e como vê a si mesmo. Resume-se, no quanto se permite gostar de si enquanto se adapta continuamente frente aos desafios da vida sem perder de vista a felicidade.


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