REFLEXÃO: TAÇA DE DESEJOS

REFLEXÃO: TAÇA DE DESEJOS

Quando iniciei estudos sobre misticismo, julguei que encontraria um caminho definitivo para todos os meus questionamentos, por conta disso, me sentia por vezes como Sir Percival em sua busca pelo “Graal”. Entretanto, à medida que assimilava aqueles conhecimentos, percebi que não estava vendo nada novo, pois, outrora já havia visto tal instrução, porém, com outro nome.

Contudo, continuei lendo tudo que os sacerdotes: (pastor, padre e outros) me advertiram ser proibido e/ou perigoso: (isso poderá acabar com sua fé ou não devemos conhecer certas coisas, etc.) — diziam eles. Porquanto, ao que parece eles estavam errados. Pois, diferentemente de alguns, não é preciso acreditar em determinadas coisas, se tiver certeza da sua existência.

Ademais, minha motivação até hoje é alimentada por um texto de Tomé: o discípulo de Jesus — “Yeshua disse: aquele que busca continue buscando até encontrar. Quando encontrar, ele se perturbará. Ao se perturbar, ficará maravilhado e reinará sobre o Todo.”

Ocorre, que geralmente buscamos por algo tangível e social, ou seja, temos invariavelmente desejos pelo TER em detrimento do SER. Além disso, é dai que se extrai dos muitos conhecimentos comuns no mundo, de que somos uma taça de desejos, pois, é fato, que em nossa sociedade há este apelo enraizado no seu cerne, que é pelo consumir, — quando mais se tem mais se deseja ter.

Por fim, como deveríamos manter a nossa taça de desejos? — Tem um ensinamento muito antigo que diz: o ser humano sempre será o “desejo de receber”, porém, poderá optar por converter paulatinamente em “desejo de dar”, porque é certo que esse é o mais nobre e provém do divino, pois é dessa maneira que se relaciona com suas criaturas.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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