Sou filho da geração “Baby Boomer”, aquela que nasceu no período pós-grande guerra. Imagino o quanto deve ter sido difícil viver naquela época. Lembro-me de minha mãe contando, quando eu era pequeno, sobre o retorno de meu tio Paulo da Europa. Segundo ela, o estado psíquico dele nunca mais foi o mesmo. É fácil presumir o impacto: escassez, desorganização social, dor pelas perdas de entes queridos e os traumas de um conflito global tão sangrento.
Uso esse pano de fundo, embora sombrio, como um ponto de partida para nossa reflexão de hoje.
Por Que as Coisas São Como São?
Em algum momento da vida, todos nós já nos perguntamos: Por que as coisas são assim?
Como pode a humanidade, que parece buscar a paz, romper-se em conflitos que dizimam povos e afetam milhões?
Não existe uma única resposta para essa questão. Mas é razoável pensar que tais eventos não acontecem apenas pelo desejo de algumas poucas pessoas. Por trás de cada grande conflito, há centenas, milhares que comungaram com a ideia e a colocaram em prática.
Essa reflexão é especialmente relevante em tempos de mobilização global, como no enfrentamento de um vírus. Devemos tomar cuidado com a tendência de seguir uma única direção como efeito de manada. Sabemos que existem múltiplos ângulos para observar a mesma cena, e o que é visto por uns não significa que seja a verdade absoluta.
A Busca Pelo Equilíbrio
No cenário atual, acredito que o equilíbrio é o caminho ideal. Ao observarmos a linguagem dos sábios da antiguidade, percebemos que grandes tradições teológicas — sejam elas budistas, hindus ou judaico-cristãs — convergem para um ponto comum:
Trilhar o caminho do amor, da compreensão, da fraternidade e da caridade.
Esses ensinamentos contrastam com a ideia de aplicar força ou coerção severa para conduzir as pessoas a tempos melhores. Isso, na prática, é utopia.
O Valor da União e do Propósito
A história recente nos ensina que a união de forças em prol de algo justo e equilibrado é o verdadeiro segredo para o bom viver. Quando buscamos o que é bom, não apenas para nós, mas para o coletivo, encontramos harmonia em todos os aspectos da vida.
Por fim, os traumas do passado, embora dolorosos, carregam lições valiosas. Devemos aprender com eles a enxergar além das aparências, a buscar o equilíbrio e a trilhar um caminho de fraternidade e compaixão. Essa é a chave para construir um futuro onde o “bom viver” seja uma realidade para todos.


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