Onde quer que você esteja, fazendo ou não algo, acredite: você está fazendo escolhas.
Quando pensamos no tema, muitos de nós associamos escolhas a decisões conscientes, como responder a perguntas objetivas ou resolver questões pontuais. No entanto, esta reflexão vai além. Não buscamos esgotar o assunto, mas convidá-lo a compreender que, de fato, são as nossas escolhas que nos definem. Seja agindo ou permanecendo inerte, estamos escolhendo.
Desde a infância, somos compelidos a agir segundo nossos instintos primordiais. Quando sentimos fome, frio ou dor, reagimos de forma imediata: choramos para que alguém nos atenda. Porém, essa atitude, que parece inofensiva, pode também colocar nossa segurança em risco. Afinal, como qualquer filhote no reino animal, ao nos expormos, nos tornamos alvos fáceis de predadores. Desde cedo, percebemos a existência da lei de causa e efeito.
Na vida adulta, no entanto, alguns continuam a agir como crianças manhosas, esperando que lamentos e reclamações sensibilizem os outros — ou até o próprio Estado — para que supram suas necessidades. Essa postura, porém, os torna vulneráveis, proporcionalmente ao tamanho de suas carências.
Essa vulnerabilidade abre portas para predadores modernos: traficantes, agiotas, religiões que mercantilizam milagres, pirâmides financeiras e outros “facilitadores” que oferecem soluções rápidas e ilusórias. Não é difícil imaginar onde isso invariavelmente leva.
Por outro lado, todos conhecemos pessoas bem-sucedidas economicamente e socialmente que, mesmo sem educação formal, alcançaram uma vida digna e respeitável. Em contraste, há aqueles com altas qualificações que se veem presos a vícios, condutas desregradas e infelicidades.
A conclusão é clara: não é o nível cultural ou a formação acadêmica que define quem somos, mas as escolhas que fazemos ao longo da vida.


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