Recentemente um artístico sem precedentes tomou o Rio de Janeiro e gerou polêmicas nas redes sociais: o show da cantora Lady Gaga. Para o seu público, foi um espetáculo épico — um verdadeiro ritual em atos, cuidadosamente encenado para acessar o inconsciente coletivo. Em cena, uma artista que encontrou sua audiência e reforçou dores latentes — entre elas, uma visão distorcida do amor: segundo ela, só existe amor verdadeiro se houver sofrimento.
Não pretendo aqui discutir arte ou censura. Meu insight não nasceu apenas da histeria coletiva que se formou, mas da fragilidade dos adoradores — daqueles que buscam sentido, mas acabam encontrando mais dor. Isso me entristece profundamente.
A alma humana, para mim, é sagrada.
E quando digo isso, não falo em termos religiosos.
Falo como alguém que escuta, em silêncio, o sofrimento que chega ao consultório — vozes reais de almas que sangram por dentro.
E é aqui que nossa reflexão começa.
O que nos torna verdadeiramente humanos não é a razão, nem a lógica — é a alma.
Ela é o centro silencioso de onde brotam nossas emoções, afetos e gestos mais autênticos.
É por meio da alma que sentimos, nos movemos e nos relacionamos com o mundo.
Durante muito tempo, tentaram nos convencer de que a razão poderia governar a vida.
Mas essa promessa fria se revelou um engano.
Somos, antes de tudo, seres emocionais tentando compreender o que sentimos — e não máquinas racionais com sentimentos eventuais.
Nas relações humanas, isso se evidencia com clareza.
Ninguém se transforma por um argumento.
Mas pode mudar de vida por uma presença.
Um olhar sincero. Um abraço silencioso. Um gesto de escuta.
Como disse Jung, com a sabedoria de quem enxergava o invisível:
“Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana.”
Você Ainda Escuta com a Alma?

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