É uma sensação que toca a alma e, suavemente, toma conta do corpo inteiro. Não preciso fazer nada, absolutamente nada. Apenas ficar em silêncio. É como uma brisa leve que acaricia o rosto numa tarde fresca de verão. Não é quente, nem fria, apenas um frescor sutil que, ao mesmo tempo, invade e conforta todo o corpo.
É a segunda vez que sinto isso. Ao que parece, sempre no mesmo horário. Estou preparando o café da manhã, e esse sentimento de completude me preenche a alma, transbordando pelo corpo inteiro. É tão delicado que, por um segundo, temo que possa desaparecer. São instantes mágicos!
A primeira coisa que me vem à mente é: Como é bom estar vivo! Sinto uma gratidão imensa, tão pura e plena, que nada em mim parece existir além dela. Não há espaço para outro sentimento. Só gratidão.
Esse estado de paz e serenidade é tão suave, tão bom, que ouso pensar: Será assim a presença de Deus?
Ao refletir sobre isso, lembro-me das palavras de Rodolfo Calligaris em Leis Morais:
“O que provém de Deus falará à inteligência e tocará os corações dos homens.”
E é exatamente isso que sinto. Esse instante toca minha alma e desperta em mim algo que vai além das palavras, como se fosse um vislumbre daquilo que é eterno.

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