As maiores vaidades humanas nascem do nosso próprio egoísmo. Quem pode dizer que sabe ou conhece tudo? Não estamos falando de títulos acadêmicos, mas de pessoas que se sentem possuidoras de grande saber sobre os mistérios do reino de Deus.
Se olharmos para o conhecimento científico, vemos um exemplo claro. A ciência formula hipóteses, teorias e estabelece princípios e leis. Contudo, muitas dessas “certezas” mudam em menos de um século. Novos estudos surgem, revelando erros ou trazendo novas perspectivas. Isso mostra como o conhecimento está em constante evolução e como o que acreditamos ser verdade hoje pode se mostrar equivocado amanhã.
Então, como alguém que lê durante 40 anos a mesma fonte pode se considerar conhecedor de tudo? Como já dizia o apóstolo Paulo: “Vaidade, tudo é vaidade.” Ou, ainda, Platão, ao ecoar as palavras de Sócrates: “Só sei que nada sei.”
A Coerência e a Resistência à Mudança
Na psicologia comportamental, existe um termo chamado coerência. Ele descreve a ideia de manter a própria identidade ao longo do tempo. Para explicar, pense em algo simples: um torcedor do Flamengo dificilmente aceitaria vestir uma camisa do São Paulo. Ele resistiria a essa ideia porque isso contradiz a identidade que construiu.
Da mesma forma, alguém que acredita estar “ensinando” um preceito que lhe foi apresentado como verdade resistirá a mudar de opinião. Essa resistência não se deve a uma análise lógica, mas ao desejo de ser coerente com o que já se tornou um dogma.
O Perigo dos Dogmas
Sempre que alguém afirmar que determinado conhecimento guarda uma verdade absoluta, esse é o primeiro sinal de que estamos lidando com um dogma. E, como sabemos, os dogmas não estão baseados em fatos, mas no subjetivismo de grupos que adotam essas ideias como verdades inquestionáveis. Por fim, a vaidade humana nos faz acreditar que possuímos verdades absolutas, mas, na realidade, o conhecimento é fluido, mutável e infinito. Questionar nossas certezas, abrir espaço para o aprendizado e resistir ao dogmatismo são atitudes essenciais para evoluirmos como indivíduos e como sociedade.


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