Sou um cinquentão, filho de uma geração que promoveu as maiores revoluções em diversas áreas do conhecimento humano. Criamos um “novo mundo”: avanços impressionantes em desenvolvimento, progresso científico e descobertas tecnológicas que marcaram a história. Em poucos séculos, fizemos o que parecia impossível por milênios.
No entanto, todas essas conquistas tiveram um alto preço. Somos também os responsáveis pelo surgimento de um modelo perverso: poluímos o planeta, tornamo-nos consumistas, individualistas, predatórios, demagogos e egoístas. Como resultado, criamos centenas de patologias psíquicas sem precedentes na história.
Não sou contra o avanço científico e tecnológico — longe disso. Mas acredito que erramos ao esquecer quem somos. Somos humanos desde os primórdios, seres dotados de consciência, emoções e instintos. E, nessa corrida por progresso, negligenciamos nossa essência.
Quando iniciei minha busca pelo autoconhecimento, percebi que o que realmente nos falta é algo simples, mas profundo: olhar para nossa humanidade e “nascer de novo.” Não falo de um nascimento biológico, mas de um renascimento simbólico, um retorno ao essencial.
As Lições Sempre Estiveram Aqui
As lições que precisamos nunca estiveram fora do nosso alcance. Basta olhar para o passado e colocar em prática os ensinamentos deixados pelos grandes sábios da humanidade. É dessa forma que acredito que poderemos realizar a revolução social que o “reino dos céus” espera de nós.
Aqui estão algumas dessas lições, que ecoam ao longo dos séculos:
- Lao Tzu (601 a.C.): “Seja contente com o que você tem; regozije-se no modo como as coisas são. Quando você percebe que não há nada faltando, o mundo inteiro pertence a você.”
- Confúcio (551 a.C.): “A vida é realmente simples, mas insistimos em torná-la complicada.”
- Sócrates (399 a.C.): “O segredo da felicidade, você vê, não está em buscar mais, mas em desenvolver a capacidade de desfrutar menos.”
- Jesus (33 d.C.): “Que aproveitaria ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua alma?”
- Marco Aurélio (121 d.C.): “Muito pouco é necessário para uma vida feliz; está tudo dentro de você, no seu modo de pensar.”
- Leonardo da Vinci (1452 d.C.): “A simplicidade é a sofisticação final.”
A Caminho do Iluminismo
Com o tempo, a humanidade avançou para o Iluminismo e a Primeira Revolução Industrial, o embrião das transformações que nos trouxeram até aqui. Mas, enquanto caminhávamos para o progresso material, parece que abandonamos a essência dessas lições atemporais.


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