Há um momento na vida em que começamos a olhar para trás.

Não para lamentar.
Mas para compreender.

O jovem que fomos tinha pressa.
Queria vencer, provar, conquistar espaço no mundo.

Ele carregava sonhos grandes e certezas ainda maiores.

Hoje sabemos que muitas dessas certezas eram apenas etapas da caminhada.

E está tudo bem.

Durante muito tempo acreditamos que amadurecer significava tornar-se alguém diferente.

Mais forte.
Mais sábio.
Mais seguro.

Mas talvez a maturidade seja outra coisa.

Talvez seja simplesmente olhar para todas as versões de nós mesmos e dizer:

“Vocês todas fazem parte de mim.”

O jovem impulsivo.
O adulto que lutou.
O que errou.
O que aprendeu.

Nenhum deles precisa ser negado.

Cada um representou um momento da nossa consciência.

Cada um fez o melhor que podia com o entendimento que tinha.

Quando percebemos isso, algo muda dentro de nós.

O passado deixa de ser um tribunal.

E passa a ser uma história que aprendemos a acolher.

Talvez seja isso que chamamos de amadurecimento.

Não nos tornamos outra pessoa.

Apenas nos tornamos capazes de abraçar quem sempre fomos.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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