Há um momento na vida em que começamos a olhar para trás.
Não para lamentar.
Mas para compreender.
O jovem que fomos tinha pressa.
Queria vencer, provar, conquistar espaço no mundo.
Ele carregava sonhos grandes e certezas ainda maiores.
Hoje sabemos que muitas dessas certezas eram apenas etapas da caminhada.
E está tudo bem.
Durante muito tempo acreditamos que amadurecer significava tornar-se alguém diferente.
Mais forte.
Mais sábio.
Mais seguro.
Mas talvez a maturidade seja outra coisa.
Talvez seja simplesmente olhar para todas as versões de nós mesmos e dizer:
“Vocês todas fazem parte de mim.”
O jovem impulsivo.
O adulto que lutou.
O que errou.
O que aprendeu.
Nenhum deles precisa ser negado.
Cada um representou um momento da nossa consciência.
Cada um fez o melhor que podia com o entendimento que tinha.
Quando percebemos isso, algo muda dentro de nós.
O passado deixa de ser um tribunal.
E passa a ser uma história que aprendemos a acolher.
Talvez seja isso que chamamos de amadurecimento.
Não nos tornamos outra pessoa.
Apenas nos tornamos capazes de abraçar quem sempre fomos.

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