(Leitura existencial de Stalking the Wild Pendulum )

Chega um momento em que entender não resolve mais.

Sabemos explicar quase tudo.
E, ainda assim, não sabemos o que nos acontece.

A ciência avançou.
O humano, nem sempre.

Mapeamos o universo.
Mas esquecemos de olhar para quem observa.

A consciência segue sendo o grande ponto cego.
Não por falta de dados.
Mas por excesso de distância.

Tentamos medi-la.
Quando ela só pode ser vivida.

A experiência humana não cabe em números.
E isso não a torna menor.
A torna essencial.

Ignorar a consciência empobrece o conhecimento.
Reduzi-la a crença, também.

Entre o excesso de controle e a fuga mística,
existe um espaço mais honesto.

O da observação.

A realidade não é fixa.
Ela oscila.

Tudo vibra.
O corpo.
A mente.
A atenção.
A presença.

Sofremos quando tentamos congelar o que pulsa.
Controlar o que se move.
Dominar o indomável.

O corpo não é um obstáculo.
É parte do processo.

Não somos espectadores da vida.
Somos acontecimentos dentro dela.

Por isso, este livro não pede fé.
Pede atenção.

Não impõe verdades.
Oferece modelos — provisórios, abertos, experimentais.

O convite é simples.
E radical.

Habitar a própria experiência.

Talvez compreender a consciência
não seja explicá-la.

Mas escutá-la.

Não acredite.
Observe em si.

“A verdade que transforma não se acredita — se reconhece.”

Inside – Vá para dentro é seja Livre

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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