Acordei às 3h20.
O sono não voltou, mas a paz permaneceu.
Não lutei contra os pensamentos. Apenas deixei que não viessem. E nesse silêncio, algo se revelou com clareza: minha busca nunca foi curiosidade — sempre foi necessidade.
Sou um buscador.
E no centro da minha busca está o autoconhecimento.
Não faz sentido viver sem compreender, ainda que minimamente, o que somos. A identidade se constrói a partir daquilo que buscamos com insistência. Tornamo-nos aquilo a que dedicamos energia.
Nesta madrugada, a mente se esvaziou por instantes. O desejo cessou. Não havia planos, metas ou ansiedade. Apenas presença.
Nada do mundo exterior era necessário.
Nada precisava ser controlado.
Talvez isso seja o verdadeiro ócio: o repouso do querer.
Nesses momentos, a alma parece reconhecer seu lugar.
E a vida, finalmente, respira.

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