Tudo está dentro de nós. Sempre esteve.
De nada adianta buscar culpados. O bem e o mal não estão no mundo — eles nascem da maneira como enxergamos cada evento e circunstância.
Hoje cedo, antes mesmo de começar a escrever este texto, me deparei com uma frase que enviei na hora para a Deise. Ela ressoou profundamente com meu estado interno:
“Mude a maneira que você vê as coisas e então as coisas que você vê simplesmente mudam…”— Robson Lunardi
Foi exatamente isso que senti ao despertar.
Ontem, adormeci sem qualquer cuidado. Apenas deixei o sono acontecer.
E quando faço isso, desperto entre 3h20 e 4h10 sem conseguir voltar ao sono final — o mais restaurador da noite.
Acordo cansado, com a mente invadida por todas as variáveis imagináveis do dia a dia.
Mas percebo que não precisa ser assim.
Na minha jornada de individuação, compreendi uma verdade simples e libertadora:
as escolhas sempre são minhas.
O que o outro faz só me fere quando deposito expectativas indevidas.
Esperar demais dos outros é a rota mais eficiente para a frustração.
Tudo depende da mente.
E depende, sobretudo, do estado da alma.
Se os sentimentos são bons, vivemos instantes de paz.
Se são ruins, mergulhamos no nosso próprio inferno interno — onde os medos ganham forma e a culpa toma o controle.
Por isso, aprendi a encerrar meu dia.
Todos os dias.
Porque o amanhã não é garantido.
E a forma como interpreto o mundo depende apenas das lentes que escolho usar.
Curiosamente, lá pelas 10h da manhã sempre me realinho.
Minha energia volta.
Os insights chegam.
E percebo que, apesar de tudo, minha mente encontra caminhos para as melhores escolhas possíveis.
Podemos mudar muitas coisas:
nossas impressões, nossas leituras, nossos julgamentos da realidade.
O restante são sombras projetadas pelos filtros que carregamos — crenças, hábitos, feridas, histórias.
Por fim, minha busca pelo autoconhecimento me fez tocar o chão da vida de outro jeito.
Hoje sei que a melhor escolha é não criar grandes expectativas sobre os outros.
E entendi que felicidade — ou sofrimento — nasce da consciência da alma, não das circunstâncias externas.
Encerrar o dia é mais que descansar.
É libertar-se do peso de ontem para não perder o amanhã.

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