A verdade sobre a existência começa no silêncio interior
Você pode atravessar toda a vida sem jamais reconhecer a si mesmo.
E isso, talvez, seja o maior desperdício da existência.
Penso que a verdade sobre quem somos só pode ser encontrada quando nos afastamos do comum — quando deixamos de viver no ruído do mundo e nos voltamos para dentro.
Há uma expressão que sempre me vem à mente:
“Para se conhecer, é preciso resignar-se, afastar-se de si mesmo e escutar a alma.”
No fundo, todos temos dúvidas sobre o que somos e por que existimos.
Mas poucos têm coragem de buscar a verdade sobre si mesmos.
É mais fácil — e menos doloroso — viver na ignorância.
O indivíduo que não se conhece acredita no olhar do outro.
E passa a existir apenas no reflexo das expectativas alheias.
Veja o quanto a visão de um pai, por exemplo, pode moldar o mundo dos filhos.
Conheço pessoas que se definem pelas palavras que ouviram na infância —
não apenas na formação da personalidade, mas na própria identidade, na crença sobre quem são e o que podem ser.
A descoberta de si mesmo começa quando aprendemos a resignar-nos —
não no sentido de desistir, mas de silenciar a mente, questionar os próprios sentimentos
e ouvir a voz da alma sem preconceito.
É ali, no silêncio do ser, que a verdade começa a sussurrar.
“Quem não se conhece acredita no olhar do outro.
A alma fala — mas é preciso silenciar para escutá-la.”

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