A sabedoria silenciosa de quem aprendeu a esperar
Hoje, acordei pensando no que deu mais certo na minha vida —
e percebi um padrão.
Durante muito tempo, eu tinha uma postura diferente: era imediatista.
Tomava decisões rápidas, movido por impulso e boa vontade.
Dizia “sim” logo de início, aceitava convites, fechava negócios, assumia compromissos.
Mas, com o tempo, percebi que agir prontamente nem sempre é agir bem.
Essa mudança começou quase sem eu perceber.
Aos poucos, passei a observar mais e agir menos. Esperei.
Não por medo ou indecisão, mas por intuição.
Comecei a perceber o fluxo natural dos acontecimentos —
e descobri que, muitas vezes, o melhor que podemos fazer é não interferir.
O poder da pausa
Não se trata de esperar que tudo aconteça como desejamos.
Trata-se de não atropelar o ritmo natural dos eventos.
O tempo, quando respeitado, mostra o que é essencial.
Minhas melhores decisões não nasceram da pressa,
mas dos momentos em que respirei fundo, afastei-me um pouco
e deixei o fluxo revelar o caminho certo.
Ao parar de torcer para que as coisas acontecessem como eu queria,
passei a economizar energia — e a perceber como a vida se organiza sozinha
quando paramos de forçá-la.
A lição aplicada à vida
Essa mudança transformou todas as áreas da minha vida: pessoal, social e profissional.
Nos negócios, especialmente, fez toda a diferença.
Antes, eu agia no calor do entusiasmo, sem deixar o tempo filtrar as emoções.
Hoje, mesmo quando tudo parece pronto para fechar,
simplesmente paro e penso: “Talvez não seja a hora certa.”
E quase sempre, o tempo confirma minha intuição.

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