Todo sábado, há mais uma década, tenho um ritual que me enche de alegria: preparo a feijoada ou churrasco, e reúno meus filhos no que chamo de almoço especial da família. No grupo, ainda os chamo de “crianças”, embora só o Jr. seja de menor. É nesses encontros que percebo como os pequenos gestos sustentam a vida.
Hoje, enquanto cozinhava, uma canção me trouxe um verso que me atravessou: “ser capaz de enxergar o mundo novo”. Pensei: não é justamente isso que precisamos cultivar? A habilidade de acordar a cada manhã como quem recebe uma nova chance, uma nova paisagem, um novo sol.
O futuro não nos pertence, só o presente é real. Mas sem sonhos e sem esperança, a vida perderia cor. Sonhar é manter viva a fé de que o amanhã pode ser melhor. E talvez seja esse o segredo de uma mente sã: enxergar sempre um recomeço no simples nascer do dia.
Às vésperas dos meus 60 anos, percebo como são os detalhes — quase invisíveis na pressa da vida — que garantem paz e equilíbrio à alma.
E é por isso que deixo uma pergunta a você:
Será que você consegue enxergar um mundo novo a cada nova manhã?

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