Ontem, durante uma conversa com minha filha Rebeca, que está na reta final da formação em medicina. Ela me dizia que seus dias têm sido intensos e cansativos, mas que isso faz parte do processo de se tornar médica.
Entre uma palavra e outra, falávamos sobre responsabilidade profissional, esforço e a missão que cada um carrega nesta existência. Foi nesse contexto que me veio um pensamento claro, quase como um insight: “Rebeca, o tempo é o senhor da vida.”
Não sei exatamente por que usei essa expressão para encerrar nossa conversa. Talvez tenha brotado do meu inconsciente. Talvez tenha sido apenas o que fez sentido naquele instante. Mas a verdade é que eu estava convicto da afirmação.
Percebi que, por mais que tentemos planejar, apressar ou controlar os acontecimentos, o tempo não se submete à nossa vontade. Ele segue seu próprio curso. E é justamente nesse movimento que amadurecemos, aprendemos e nos transformamos.
O tempo nos ensina que cada esforço diário, cada noite mal dormida, cada escolha — ainda que difícil — são sementes lançadas na terra da vida. Um dia, elas florescem.
Não somos senhores do tempo. Somos aprendizes dele.

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