Outro dia ouvi o professor Clóvis de Barros falar sobre dois tipos de amor que, quando compreendidos, podem revelar o que chamamos de amor verdadeiro — e, portanto, duradouro.
Essa reflexão nasce do pensamento de dois gigantes da filosofia: Platão e Aristóteles.
Para Platão, amamos na falta. O amor surge da ausência, da saudade, do desejo por aquilo que não está ao nosso alcance. Nesse caso, amamos porque sentimos a dor da distância. Mas, quando a falta é preenchida e a pessoa está presente, esse amor tende a se enfraquecer.
Aristóteles, por outro lado, defendia que o amor verdadeiro se manifesta na presença. Não é a distância que sustenta o sentimento, mas a convivência diária, o compartilhar da vida, o simples estar com quem amamos. Amar, então, é viver a plenitude da presença do outro.
E talvez essa seja a pergunta essencial: meu amor depende da falta ou floresce na presença?

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