Uma reflexão sobre o inconformismo humano e o sentido oculto por trás do que chamamos de “vazio”.

Quanto mais penso no vazio que sentimos — e atire a primeira pedra quem nunca o sentiu — mais me convenço de que não somos apenas deste planeta.

Não falo de alienígenas, embora o assunto seja curioso e até relaxante de explorar em séries como Alienígenas do Passado. Falo do dilema mais profundo da alma humana: o vazio existencial.

Pouco importa sua formação, sua conta bancária ou seu endereço. Em algum momento, você já sentiu que algo não se encaixa no que nos ensinaram sobre a vida.

O curioso é que, quanto mais desenvolvemos o intelecto, menos respostas encontramos. Ao invés disso, surgem mais perguntas:
Por que sentimos o que sentimos?
Por que, mesmo após conquistar algo, não encontramos paz duradoura?

Hoje, durante minha corrida antes do amanhecer, observei os rostos pelas ruas. Alguns caminhavam como autômatos, olhar distante, passos ritmados, quase hipnóticos. Outros olhavam ao redor, atentos.
Mas, no fundo, vi o mesmo traço em todos: um inconformismo silencioso.

Nosso corpo pertence a este mundo — respira, digere, sobrevive como o de qualquer mamífero. Ainda assim, isso não basta. A diferença está naquilo que é invisível: a alma humana.

Mesmo dentro da mesma família ou cultura, cada indivíduo carrega sua própria busca. Mas há um ponto em comum: a incompletude.
Talvez nossa alma use o corpo como um instrumento para experimentar esta dimensão física.
E talvez o sentido da vida esteja justamente nisso: viver experiências que alimentam algo muito maior do que podemos ver.

E você? Já parou para pensar que o que chamamos de “vazio” pode ser, na verdade, o chamado da sua própria alma?

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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