“Todos nós nascemos originais e podemos morrer cópias.”
A frase é atribuída a Carl Gustav Jung, e mesmo sem confirmação literal nos seus escritos, carrega um sentido profundo — e muito verdadeiro.
Desde o nascimento, trazemos algo único dentro de nós. Um jeito de ver o mundo, de sentir, de viver. Jung chamou isso de Self: o centro da nossa alma, onde mora nossa verdadeira essência.
Mas ao longo da vida, essa originalidade é posta à prova. Primeiro, pela família. Depois, pela escola, pela religião, pelo trabalho, pela cultura que dita como devemos ser, agir e até sentir.
E sem perceber, vamos nos moldando.
Vamos copiando gestos, pensamentos, estilos. Vamos deixando de lado o que é nosso, o que nos faz inteiros, para caber em lugares que não foram feitos para nós.
O problema? Um dia, a alma cobra. Sufocada, ela começa a gritar — em forma de ansiedade, tristeza sem nome, crises de identidade. É como se algo dentro dissesse: “Eu não me reconheço mais aqui.”
Jung acreditava que o caminho da cura passa pela individuação — o processo de se tornar quem realmente somos, integrando luz e sombra, razão e emoção, passado e futuro.
Por isso, essa frase não é só um alerta.
Ela é um chamado.
Um convite para olhar para dentro. Para lembrar de quem você era antes de tentar agradar todo mundo. Para parar de copiar modelos e começar a se escutar de verdade.
Você nasceu original.
E sua alma merece viver como tal.
E você?
O quanto da sua vida hoje é fiel à sua essência — e o quanto é apenas adaptação para sobreviver?
Comenta aqui. Essa pergunta pode ser o começo da sua resposta interior

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