“O ponto de virada onde começa a verdadeira análise“
Durante muito tempo, tentei entender minhas dores observando-as de fora.
Via o trauma, o sintoma, a mágoa — mas ainda como algo separado de mim. Como se fossem inimigos a serem vencidos.
A análise me mostrou outra coisa.
Não se trata de vencer, mas de reconhecer.
Não é sobre apagar o que passou, mas acolher quem passou por tudo isso.
Comecei a mudar quando parei de fugir de mim.
Quando aceitei que minhas sombras também falam — e que ouvi-las era parte essencial da cura.
A verdadeira análise começa quando deixamos de correr dos nossos medos, erros e contradições.
E passamos a habitar o que sentimos, com presença e compaixão.
Ali começa o ponto de virada:
quando deixamos de querer consertar…
e começamos a querer compreender.
Porque toda cura real começa com um gesto silencioso:
ficar com você.
Ouvir você.
Ser você.

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