Você já se sentiu mal por dizer “não”?
Já sentiu culpa só por não ceder?
Talvez… essa culpa nem seja sua.
Talvez ela tenha sido herdada.
Plantada em você ainda pequena — por vozes que diziam que ser boa era ser silenciosa.
Era ceder. Era cuidar. Era não incomodar.
Desde então, cada vez que você tenta se posicionar, algo aperta.
Parece que está traindo alguém.
Como se desejar fosse errado.
Como se ocupar espaço fosse demais.
Mas ouça isso com carinho:
Culpa não é bússola.
Na maioria das vezes, ela é só o eco de um afeto condicionado.
É a lembrança de um amor que você teve que merecer.
E não simplesmente receber.
Você tem o direito de dizer “não”.
De provocar desconforto.
De escolher por você.
Se ninguém nunca escutou sua dor com gentileza, talvez o primeiro passo seja…
Você mesma escutá-la.
Com ternura. Com coragem.
A liberdade não grita.
Às vezes, ela começa com uma resposta sincera, em voz baixa.
Pense nisso.
E me diga:
Qual pequena atitude você evita só por medo de decepcionar alguém?

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