Quem nunca evitou enfrentar algo por medo da mudança?

Eu já fui essa pessoa.

Resistia até mesmo em imaginar a possibilidade de deixar de ser aquilo que os outros esperavam de mim. Durante muito tempo, atuei contra a minha alma. Neguei minha essência para caber em moldes que hoje reconheço como prisões silenciosas.

Foi só depois de me deparar com as minhas verdades interiores que comecei, de fato, a compreender o sentido da minha existência. E assim iniciei minha jornada de individuação.

Esse caminho é tudo, menos confortável. É solitário, exige coragem e, muitas vezes, nos mergulha em um desconhecido cheio de ruídos e medos. Mas encarar a mim mesmo e sair da zona psíquica de conforto foi a melhor escolha da minha vida. A partir disso, algo essencial mudou: passei a me perguntar com honestidade — “Por que sinto o que sinto?”

E fui aprendendo a aceitar o que sentia, mesmo que parecesse feio, errado ou contraditório. Porque fazia parte do que sou.

Muitas vezes resistimos à mudança porque ela exige que abandonemos velhos papéis. Sofremos. Repetimos padrões. Tentamos consertar o novo com fórmulas antigas. Mas a vida cobra o preço da estagnação — e o nome disso é sofrimento.

Jung nos alertou com lucidez:

“Pelo fato de o pai não assumir sua sombra, seus filhos foram levados a viver até o fim o lado sombrio que ele ignorara.”

A sombra não desaparece — ela migra.

Se não for olhada, alguém mais terá que carregá-la. Às vezes, são os filhos. Outras vezes, é o próprio corpo que adoece. Ou a vida, que se empobrece em silêncio.

Assumir a sombra não é fraqueza. É força.

É uma forma profunda de reconciliação com a vida e com tudo o que nos habita.

É o início de uma liberdade que não depende de aplauso externo — apenas de verdade interior.

Você está disposto a parar de esconder o que dói, para que seus filhos não precisem gritar o que você silenciou?

Se essa pergunta ecoa em você, talvez seja hora de olhar para dentro.

O caminho do autoconhecimento é difícil, mas transformador.

A psicanálise, a psicoterapia e os processos terapêuticos integrativos podem ser aliados preciosos nessa jornada.

Você não precisa fazer isso sozinho.
Há caminhos. Há escuta. Há cura.


Nota do autor

Se essa reflexão tocou em algo dentro de você, não ignore esse chamado.

Muitas vezes, o sofrimento que carregamos não vem do presente, mas de partes nossas que foram silenciadas, esquecidas ou reprimidas.

É possível mudar essa história.

O caminho do autoconhecimento não precisa ser solitário.
A psicanálise, a psicoterapia e abordagens integrativas podem abrir portas para curas profundas e transformações reais.

Você merece ser acolhido — com escuta, palavra e presença.

🖋️ Elizeu Nieser
Psicanalista Integrativo | Escritor | Idealizador do blog Inside

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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