Você já se sentiu entediado(a)?
Já percebeu como, nesses momentos, até suas palavras parecem não combinar com quem você é?
Hoje, te convido a refletir sobre esse estado que muitas vezes ignoramos — mas que pode ser um chamado profundo da alma.
Freud dizia que o tédio surge quando há um conflito entre o que se deseja e o que se vive.
É quando nossa energia vital — a libido — não encontra onde se depositar com prazer e sentido.
1. O Tédio Não é Falta do que Fazer — É Falta de Sentido
Quantas vezes você já se sentiu entediada no meio de uma rotina cheia de compromissos?
Jung nos lembraria: o tédio é um sinal de que a alma perdeu o contato com o seu centro.
É como se algo dentro dissesse, em silêncio:
“Isso já não me alimenta mais.”
2. Quando o Tédio Vira Palavra Afiada
Nos relacionamentos, o tédio pode se disfarçar de impaciência.
E aí, sem perceber, dizemos coisas atravessadas.
Provocamos — não por maldade, mas por cansaço de não sentir mais nada.
É que o silêncio dentro de nós se torna insuportável.
E às vezes, qualquer conflito parece melhor do que continuar invisível — até para si mesma.
3. O Tédio Como Convite à Escuta Interna
Jung dizia que a psique tem seus ciclos.
O tédio pode ser apenas uma pausa — o intervalo entre a vida que não serve mais e aquela que ainda não nasceu.
Mas, para atravessar esse espaço, é preciso escutar o que ele está querendo dizer.
“Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta.” — Carl Jung
Talvez o tédio esteja te chamando para dentro.
Para reencontrar desejos que você esqueceu.
Para sair do automático.
Para lembrar de si… antes de se moldar ao mundo.
E se hoje, em vez de fugir do tédio, você o acolhesse?
Ele pode estar tentando te mostrar um caminho que você não ousou olhar.

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