Pertenço a uma geração em que o conhecimento era transmitido por ditados populares. Frases como “Se conselho fosse bom, não era de graça” ou “O nerd de hoje é o rico de amanhã” moldaram nossa visão do mundo.

Mas o tempo passou. E o mundo mudou.

Vivemos num século em que o altruísmo intelectual ganhou espaço. Nunca foi tão fácil aprender uma técnica, descobrir um atalho, acessar um conteúdo. Há uma verdadeira multidão disposta a ensinar.

Porém…
Junto com esse movimento, surgiu também a contrafação do saber: um exército de especialistas de palco, que nunca viveram o que dizem ensinar. No Brasil, a malandragem ganhou novas roupas, novas legendas, novos cenários — mas segue vendendo fórmulas de sucesso sem raiz na experiência real.

Vivemos a era do espetáculo.
E muita coisa que parece ser conhecimento, na verdade é só performance por cliques.

Mas essa não é uma crítica. É um chamado.

Porque, entre tanto ruído, há uma pergunta que nunca perde seu valor:
O que deveríamos aprender primeiro na vida?

Minha resposta não é romântica, mas vem da alma: conhecer a si mesmo.

E aqui falo, especialmente, com você — mulher que talvez tenha se dedicado por décadas a cuidar de tudo e de todos, mas que agora sente um chamado silencioso para voltar-se para dentro.

Talvez você esteja se perguntando:
“E se eu me redescobrisse?”
“E se eu pudesse me ouvir de novo?”
“E se ainda houver algo que só começa agora?”

Autoconhecimento não é um luxo.
É um recomeço possível, mesmo quando o mundo parece já estar definido.

É poder dizer sim para si mesma, depois de tantos nãos.
É resgatar partes esquecidas.
É fazer as pazes com a mulher que você foi — e abrir espaço para a mulher que ainda pode ser.

Vivemos numa sociedade superficial, volátil, líquida.
E subir os degraus do conhecimento exige uma base sólida — coisa rara num mundo onde tudo se dissolve em aparências.

Conhecer a si mesma é ter chão.
É distinguir o que é seu do que te impuseram.
É construir, dentro de si, um alicerce firme, onde o verdadeiro saber possa florescer.

Porque o conhecimento que transforma não é o que impressiona.
É o que cura.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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