Pense por um instante: quantas vezes você se sentiu travado na vida — não por falta de oportunidade, mas por uma ideia fixa que você mesmo alimentava?
Talvez tenha dito algo como:
“Eu não sirvo pra isso.”
“Isso nunca daria certo pra mim.”
“Esse tipo de pessoa não é confiável.”
Essas frases são apenas opiniões. Mas quando as abraçamos com convicção cega, elas se tornam grades. E a cela… é interna.
Jam Val Ellam nos provoca com uma afirmação desconfortável:
“O que mais limita o ser humano é a opinião que ele tem.”
É duro ouvir isso. Afinal, somos ensinados a ter opinião. A defendê-la com força. Como se opinião fosse identidade. Mas, e se não for?
E se for apenas uma lente suja com a qual você vê o mundo — e nem percebe?
Opinião, na maioria das vezes, é julgamento. E o julgamento não escuta, não pergunta, não sente. Ele apenas reage. É automático, não é livre.
É o eco de algo que você ouviu — e nem notou que gravou.
É o “certo e errado” de alguém que veio antes de você.
É o medo disfarçado de convicção.
Quando Jung nos ensinava sobre o ego, ele falava dessa parte de nós que precisa se agarrar em certezas. Mas a alma, essa sim, só floresce no campo do desconhecido, do que ainda não tem nome, do que está por vir.
E quando você conseguir soltar a necessidade de ter razão — e apenas observar — talvez descubra algo precioso: você não é sua opinião. Você é muito mais do que ela.
Perguntas para levar com você:
- Qual opinião você carrega há anos… que talvez já esteja vencida?
- Quais ideias você defende por hábito, e não por escolha?
- E se você deixasse sua alma falar, o que ela diria — sem pressa, sem julgamento?

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