Quem nunca se sentiu apaixonado por alguém?

Esse estado de encantamento nos arrebata. E, por um instante, acreditamos ter encontrado o amor verdadeiro.

Mas por que, quase sempre, a paixão não dura?

Quando estamos apaixonados, tudo ganha cor, brilho, intensidade. O mundo parece mais bonito. E o outro — aquele por quem nosso coração dispara — torna-se mágico. Especial. Quase divino.

Acontece que, segundo Carl Jung, isso não tem tanto a ver com o outro… mas conosco.

Para Jung, a paixão nasce de uma projeção: enxergamos no outro os fragmentos idealizados de nós mesmos. Partes inconscientes da nossa alma que ainda não reconhecemos em nossa própria história.

Projetamos o que falta. O que desejamos. O que sonhamos ser.

Por isso, a paixão é tão arrebatadora… e tão frágil.

Ela dura o tempo da ilusão.

À medida que a convivência revela o outro em sua humanidade real — com suas limitações, ritmos e sombras — as projeções se dissipam. E o encantamento dá lugar à verdade.

É quando a paixão se desfaz.

E a relação, se houver maturidade de ambos, pode enfim começar.

Por fim, talvez a paixão seja mesmo um espelho: aquilo que amamos no outro pode ser justamente o que ainda não conseguimos amar em nós.

E você? Consegue reconhecer no outro o reflexo de si mesmo?

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

Let’s connect