Reflexão sobre desejo, realização e o caminho único de cada alma
“A felicidade é um problema individual. Aqui, nenhum conselho é válido. Cada um deve procurar, por si, tornar-se feliz.”
— Sigmund Freud
Essa frase me acompanhou ontem. E hoje, ao despertar, a primeira coisa que me veio à mente foi um episódio da minha própria história: um tempo em que concentrei todas as minhas forças — emocionais, mentais, práticas — em dar um rumo concreto à minha vida.
Foi quando entendi, na prática, o que Freud queria dizer.
A felicidade não se ensina. Não se empresta. Não se dá.
Ela acontece quando o sujeito — com suas dúvidas, limites e sonhos — escolhe viver a própria jornada com verdade.
Lembro de quando mentalizei um propósito concreto, quase como um ritual. Não era sobre sentir-se feliz — era sobre dar sentido à existência. Coloquei uma data, uma meta, uma direção. E fui. Aos poucos, o que era caos virou foco. E o que era desejo virou construção.
Felicidade, percebo agora, não é a ausência de dor nem a presença constante de prazer.
É o estado interno de quem tem consciência de estar no caminho certo para si.
Freud não negava a felicidade. Ele só afirmava algo que esquecemos o tempo todo:
ninguém pode viver por você.
Ninguém pode entregar sentido à sua vida — porque o sentido só se revela a quem caminha.
Por isso, talvez a pergunta que mais importe hoje seja simples, mas profunda:
O que é felicidade para você?
E mais importante: você está caminhando na direção dela?

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