O que é sucesso para você?
Como alcançá-lo sem se esgotar?
A que custo você busca a alta performance?
Essas foram algumas das perguntas que me foram feitas na aula inaugural da minha pós-graduação. Desde então, venho refletindo sobre elas. E, sobretudo, sobre o modo como podemos nos posicionar diante da vida.
E você — como responderia?
À primeira vista, parecem questões simples. Mas elas escondem um convite profundo: o de olhar para dentro.
Para mim, sucesso não é um prêmio entregue por alguém, nem um aplauso vindo de fora.
Sucesso é um estado interno. Um sentir-se pleno.
É quando você reconhece, com honestidade, que está vivendo uma nova e melhor versão de si mesmo — independentemente da aprovação alheia.
Mas como alcançar esse sucesso sem se esgotar?
A resposta, acredito, está no estado de presença.
Quando você se dedica com força, persistência e entrega, mas permanece verdadeiramente presente no processo — e não apenas focado no resultado — a jornada deixa de ser um fardo e se torna fonte de satisfação.
Você sente fruição. E esse sentimento traz alívio, mesmo quando o esforço é grande.
A alma agradece por estar vivendo… e não apenas correndo atrás de algo.
Agora, ao falarmos de alta performance, é essencial fazer uma pausa e perguntar:
A que custo você a busca?
Alta performance não deve ser uma corrida contra o tempo imposto por outros.
Ela precisa ser uma superação de si mesmo — e não uma comparação com os demais.
Superar-se com constância, no seu ritmo, com consciência do que te move:
é isso que transforma esforço em evolução.
Comparar-se apenas desgasta. Superar-se liberta.
Talvez o segredo esteja aqui:
Em vez de correr para vencer, caminhar para se encontrar.
Em vez de performar para os olhos do mundo, viver para sentir a alma em paz.

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