Vivemos cercados de ruídos.
Notícias, notificações, vozes, cobranças, estímulos… tudo parece nos puxar para fora, como se o mundo tivesse pavor de nos deixar a sós com o próprio ser.
Mas há uma sabedoria antiga que resiste: a de que o silêncio não é ausência — é presença.
Em silêncio, algo profundo começa a emergir.
Não é fácil. No começo, o silêncio parece desconfortável, como se estivéssemos diante de um estranho.
Mas esse “estranho” somos nós mesmos.
Na vida moderna, aprendemos a fugir do silêncio.
Mas na alma, ele é essencial.
Silenciar não é calar a boca.
É cessar a pressa interna. É parar de responder automaticamente. É suspender os julgamentos.
É dar espaço para ouvir uma voz mais sutil — a voz interior.
Quantas decisões tomamos sem escutar o que verdadeiramente sentimos?
Quantas vezes ignoramos sinais internos por medo, por conveniência, por ruído demais?
O silêncio revela.
E mais: o silêncio cura.
Porque nele voltamos ao centro.
Reconhecemos onde estamos.
Percebemos o que nos dói e o que nos chama.
Silenciar é um gesto de coragem na era do barulho.
É um ato de reconexão.
É abrir espaço para que a alma fale — e ela sempre fala.
Às vezes, não precisamos de mais informação.
Precisamos de menos distração.
O caminho para dentro começa com um simples gesto: parar. Respirar. E ouvir.
Siga nossa série de seis reflexões sobre “A Inquietude Humana e o Chamado da Alma” – Este é o post #6

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