Existe um momento em que algo nos chama — e não é um convite comum.
É um chamado silencioso, quase imperceptível, mas que carrega um peso imenso: o de transformar toda a nossa vida.

Esse chamado não vem de fora. Não está no que os outros esperam de nós.
Ele vem de dentro. É a alma que começa a se agitar.

Jung dizia que há momentos na vida em que o Self — o centro profundo da psique — nos convida a nos tornar quem realmente somos.
É o início da jornada de individuação.

Esse processo é antigo como os mitos.
Nas histórias que atravessam os séculos, sempre há um herói ou heroína que precisa deixar a segurança do mundo conhecido para adentrar o desconhecido.
É ali que encontra desafios, inimigos, aliados… e, por fim, a si mesmo.

Não é diferente com a gente.

A inquietude, o sofrimento, o vazio — tudo isso pode ser o prenúncio do chamado.
O início de uma travessia.

E aqui está o ponto: não respondemos ao chamado com teorias.
Respondemos com movimento. Com coragem. Com sinceridade diante da vida.

Talvez você esteja vivendo agora o início dessa jornada.
Talvez algo em você esteja dizendo: “chegou a hora.”

Mas atenção: o mundo vai tentar convencê-lo a ficar onde está.
Vai dizer que mudar é arriscado. Que olhar para dentro dói. Que é melhor se distrair.

Só que a alma é paciente. Ela espera.
Mas nunca desiste de chamar.

O mito do herói é, no fundo, o retrato de cada um de nós.
A jornada não é para fora, é para dentro.
E o maior tesouro que encontramos… somos nós mesmos.

Siga nossa série de seis reflexões sobre “A Inquietude Humana e o Chamado da Alma” – amanhã LEIA #6 – “Silenciar Para Ouvir a Si Mesmo”

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

Let’s connect