Há um vazio que não tem forma. Ele aparece nos silêncios, nos domingos à tarde, nas noites em que tudo parece estar no lugar… menos você.
Esse vazio é um dos sentimentos mais universais da condição humana — e, paradoxalmente, um dos menos compreendidos.
Tentamos preenchê-lo com distrações, conquistas, relações. Mas ele retorna. Sempre retorna.
E se ele não for um erro?
E se o vazio for uma linguagem?
Uma forma da alma nos dizer que estamos longe dela?
Na psicologia analítica de Jung, o inconsciente não é apenas um depósito de traumas e memórias reprimidas. Ele é um campo fértil, cheio de símbolos, imagens e potências adormecidas.
É também nele que habita o Self — o centro da totalidade psíquica.
Quando nos afastamos do Self, surge o vazio.
Não por castigo, mas por necessidade.
É o sussurro da alma pedindo escuta.
É o inconsciente dizendo: “há algo importante que você está ignorando em si.”
E aqui está um paradoxo profundo: o vazio é a ausência que anuncia uma presença.
Não sentimos falta do que não conhecemos. Sentimos falta do que esquecemos.
Por isso, o vazio pode ser um início. Um portal.
É quando tudo parece perder o sentido que começamos a buscar um sentido mais real.
Olhar para o vazio com respeito é um gesto de coragem.
Não se trata de vencê-lo, mas de habitá-lo por um tempo, até que ele nos mostre o caminho de volta para dentro.
Siga nossa série de seis reflexões sobre “A Inquietude Humana e o Chamado da Alma” – amanhã LEIA #4 – “Sofrimento: Um Portal Para o Sentido”
O Vazio e o Inconsciente: Quando a Alma Sussurra
Há um vazio que não tem forma. Ele aparece nos silêncios, nos domingos à tarde, nas noites em que tudo parece estar no lugar… menos você.
Esse vazio é um dos sentimentos mais universais da condição humana — e, paradoxalmente, um dos menos compreendidos.
Tentamos preenchê-lo com distrações, conquistas, relações. Mas ele retorna. Sempre retorna.
E se ele não for um erro?
E se o vazio for uma linguagem?
Uma forma da alma nos dizer que estamos longe dela?
Na psicologia analítica de Jung, o inconsciente não é apenas um depósito de traumas e memórias reprimidas. Ele é um campo fértil, cheio de símbolos, imagens e potências adormecidas.
É também nele que habita o Self — o centro da totalidade psíquica.
Quando nos afastamos do Self, surge o vazio.
Não por castigo, mas por necessidade.
É o sussurro da alma pedindo escuta.
É o inconsciente dizendo: “há algo importante que você está ignorando em si.”
E aqui está um paradoxo profundo: o vazio é a ausência que anuncia uma presença.
Não sentimos falta do que não conhecemos. Sentimos falta do que esquecemos.
Por isso, o vazio pode ser um início. Um portal.
É quando tudo parece perder o sentido que começamos a buscar um sentido mais real.
Olhar para o vazio com respeito é um gesto de coragem.
Não se trata de vencê-lo, mas de habitá-lo por um tempo, até que ele nos mostre o caminho de volta para dentro.
Siga nossa série de seis reflexões sobre “A Inquietude Humana e o Chamado da Alma” – amanhã LEIA #4 – “Sofrimento: Um Portal Para o Sentido”

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