Você já se perguntou sobre a verdadeira raiz das suas aflições?
Percebi, nos momentos de ansiedade intensa, que a maior causa do meu sofrimento é a tentativa inútil de controlar o incontrolável. Minhas maiores frustrações surgem justamente quando minhas expectativas não são realizadas.
E o que acontece nesses instantes? Eu simplesmente abandono o presente, esquecendo que o único momento que existe é o “agora”. A ansiedade então rouba minha capacidade de perceber a beleza, a tranquilidade e a harmonia ao meu redor. Ela me transporta para um futuro incerto, prendendo-me em algo que ainda nem aconteceu.
Por isso, criei uma técnica poderosa para reencontrar meu equilíbrio emocional. Quando percebo o caos se instalando em minha mente, eu literalmente me ordeno:
“Pare e pense!”
Em seguida, questiono-me:
“Quem realmente sou nesta existência?”
A resposta que me liberta sempre surge clara e potente:
“Sou apenas uma consciência habitando um mamífero, descendente daqueles seres primitivos das cavernas. Minha espécie superou eras, enfrentou desafios extremos e perigos inimagináveis para que eu estivesse aqui hoje. E agora estou aflito só porque meus desejos imediatos não foram realizados?”
Essa reflexão dissolve imediatamente a ansiedade. Reencontro o valor essencial da vida: estar vivo, alimentado, seguro e livre.
Tudo o mais—identidade, cultura, tecnologia—não passa de vaidade passageira sob o sol, como sabiamente observou o rei Salomão.
Quando nos reconhecemos simplesmente como seres biológicos dotados de consciência, voltamos à essência da existência e à beleza infinita que existe no aqui e agora.
Que tal experimentar essa libertação?
Permita-se estar plenamente no presente. Você pode descobrir que a felicidade sempre esteve mais perto do que imaginava.

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