Não podemos fugir do passado.
Alguns de nós estamos fadados a repeti-lo — até que olhemos para ele de frente.
O único instante real é o agora.
É nele que tudo pode ser feito, mudado, transformado.
Mas é preciso estar presente.
Inteiro.
Sem se deixar arrastar pelo mar revolto das divagações e pensamentos ansiosos.
Se você está resignado com a vida, saiba:
cada novo dia trará um novo fardo.
E quanto mais você tenta controlar tudo à sua volta,
mais resistência você cria.
É essa resistência — sutil, silenciosa —
que bloqueia o fluxo da energia criativa que o universo te oferece.
A lógica e a razão são ferramentas.
Mas elas não têm todas as chaves.
Confiar somente nelas é um risco.
Não há garantia de sucesso nesse caminho.
Eu estive perto de perder a fé.
Muito perto.
Mas percebi que a fé é essencial.
Ela não é um luxo. É uma necessidade vital.
Uma alma sem fé… é uma casa vazia.
Um dia, alguém me disse:
“O elemento fundante da realidade — e dos seus sonhos — é a fé.”
E aquilo fez sentido.
Fé é a crença inabalável rumo ao desconhecido.
É confiar onde não há chão.
É seguir sem mapa, mas com propósito.
Para ter fé, é preciso aceitar algumas condições:
Abandonar a busca insaciável por segurança.
Deixar o controle cair das mãos.
Mergulhar no mistério com coragem.
Entendi que fé não nasce do esforço.
Ela nasce do espaço.
Do silêncio.
Da entrega.
Resignação.
Desapego.
Confiança na intuição.
São esses os elementos que forjam a fé.
E é a fé que forja o homem.
Exercício reflexivo:
Antes de dormir, respire fundo e pergunte a si mesmo:
“O que em mim ainda busca controle?”
Depois, pergunte:
“O que em mim está pronto para confiar?”
Escreva a resposta sem julgamentos.
Apenas escute.
A fé começa nesse pequeno ato de escuta interior.

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