Já mencionei algumas vezes aqui no InSide que insights funcionam como faróis na minha jornada. Eles surgem sem aviso, iluminando caminhos antes invisíveis. Hoje, mais uma vez, isso aconteceu.

Um Momento de Suspensão no Tempo

O dia estava nascendo. Dirigia minha Kombi-home para além da área urbana da cidade, como faço com frequência. Adoro o silêncio. O anonimato. O simples ato de estar só, longe do ruído do mundo.

Foi quando, de súbito, algo mudou.

Um sentimento de completude tomou conta de mim. Minha mente ficou limpa. Nenhuma preocupação com o futuro. Nenhuma lembrança do passado. O presente estava suspenso.

Então, aconteceu:

O ato de dirigir seguiu no automático. Minhas mãos firmes no volante. O motor da Kombi em quarta marcha. Mas, de repente, o ruído desapareceu. O trânsito sumiu da minha percepção. Era só eu e a estrada infinita.

E foi aí que veio o insight:

“A cura significa sarar a alma. Isso ocorre quando a mente se esvazia por completo e um acalento profundo se instala, trazendo uma paz de espírito indescritível.”

O Que Foi Isso?

Uma sensação maravilhosa. Talvez fosse esse o nirvana ao qual Buda se referia. Não sei. Só sei que aconteceu comigo, e foi transformador.

Os pensamentos que vieram depois eram incrivelmente lúcidos. E uma segurança inexplicável tomou conta de mim.

Seria isso um estado de consciência integral?

Não sei.

Mas naquele momento, percebi algo: daqui em diante, não há mais espaço para medo ou estresse.

Vou observar a realidade sob uma nova óticasem ansiedade, vaidade, arrogância ou desespero.

Apenas aceitando o fluxo da minha existência como parte de algo muito maior.

E sei que isso não me torna melhor ou pior que ninguém.

Apenas me sinto numa realidade que, por certo, poucos enxergam—pois estão ocupados demais com o nervosismo, a tristeza, o desânimo ou uma vida sem sentido.

O Caminho da Cura

Recobrando o senso de realidade física do meu dia a dia—pai, marido, cozinheiro, consultor político, psicanalista, empresário—comecei a refletir como cheguei a essa experiência.

O ponto de partida foi Freud, com sua visão sobre o inconsciente. Depois, Jung, com a jornada da individuação. Agora, estou me aprofundando na neurociência. Há muito a aprender sobre como nosso cérebro funciona.

E, por fim, tenho me dedicado a reflexões sobre espiritualidade, mas muito além do que as religiões pregam. Estou mais próximo do Deus de Spinoza.

Bebendo dessas fontes, percebo que estou conhecendo meu próprio caminho para a cura da alma.

E Agora?

Exceto por este texto, tudo o mais farei em silêncio.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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