O erro é fruto da ignorância. Nós, ocidentais, temos um entendimento muito equivocado sobre o que significa, por exemplo, “o pecado”. Desde crianças, ouvimos nossos pais dizerem coisas como “é um pecado o que você fez” ou “você será punido pelo pecado que cometeu”. Hoje, percebo que sempre me ensinaram de forma equivocada: não há um Deus para me condenar ao castigo eterno. O que existe é um ciclo interminável que nos oportuniza evoluir e retornar à casa do Pai, isto é, ao mundo imaterial, ao mundo espiritual.
No entanto, quando buscamos compreender além da metáfora, ou seja, quando abandonamos a ignorância, tudo se ilumina. Como diz a canção dos anos 80, “tudo que era raro fica comum”. O pecado, na verdade, não existe. O que existe é o desvio do foco em relação à nossa missão na existência. E, para compreender essa missão, precisamos nos deter e olhar para dentro de nós.
Aqui, devemos refletir que o propósito da existência humana, com todas as suas nuances, é a evolução do espírito. Pense um pouco: desde o momento em que nascemos, participamos de um mundo de sensações, dores, alegrias, momentos positivos que nos fazem sentir bem e outros que nos geram descontentamento. Tanto em um quanto no outro, não há nada de extraordinário; são as faces da vida, como os dois lados de uma moeda. O que precisamos fazer é compreender o propósito de existir, não apenas do ponto de vista material, mas principalmente do imaterial, das coisas do espírito.
Entendo que, se buscarmos unicamente as coisas materiais, como bens e reconhecimento, estamos nos desviando, “pecando”, contra o nosso objetivo enquanto seres humanos.
Portanto, a busca pelo autoconhecimento é essencial para compreendermos nossa missão neste plano terrestre. Errar, ou o que muitos chamam de “pecar”, não é motivo para condenação, mas sim uma oportunidade de aprendizado e crescimento. Cada desvio, cada falha, é parte intrínseca do nosso caminho de evolução.
Por fim, não se trata de sermos punidos por nossos erros, mas de extrairmos lições deles, transformando nossas fraquezas em fortalezas. Assim, construímos continuamente uma versão melhor de nós mesmos, alinhando-nos cada vez mais ao propósito maior da existência: a evolução do espírito.

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