Como você se sentiria se fosse despertado num belo dia de domingo pelo som alto vindo da vizinhança? Foi o que aconteceu comigo recentemente, e a experiência me levou a refletir sobre harmonia, convivência e as vibrações que escolhemos emitir.
Somos, cada um de nós, um microcosmo. Um universo em si, vibrando em frequências únicas que refletem nossos valores, emoções e aspirações. Como amantes da paz, do silêncio e da harmonia, buscamos preservar esse equilíbrio interno em um mundo que, por vezes, nos testa com dissonâncias externas.
Naquela manhã, fui surpreendido por um som alto de um estilo musical que, para mim, vibra em uma frequência oposta à harmonia que valorizo. Não foi apenas o volume que me incomodou, mas a sensação de que as letras e o ritmo não agregavam, mas desagregavam.
Lembrei-me das palavras da professora Lúcia Helena: “Cuidado com a música que o governo dá às pessoas. Eu conheço um estado pela música que os governantes dão ao povo.” Essas palavras ressoaram profundamente. A música tem um poder incrível: ela nos conecta à sua vibração e pode influenciar nossas emoções e atitudes.
O que isso significa para nós, enquanto sociedade? Por que tantas pessoas se identificam com estilos que, por vezes, parecem celebrar a degradação ou a violência? Será que, ao permitirmos que essas frequências tomem conta do ambiente, estamos nos distanciando da busca por harmonia e ordem?
Ao refletir, pensei no universo. Embora ocasionalmente marcado por eventos caóticos como vulcões e terremotos, a maior parte do tempo o universo é harmonia. Registros de sons em grandes sistemas estelares mostram padrões que evocam equilíbrio e beleza. Esse contraste entre caos e harmonia no macrocosmo nos faz pensar: como podemos replicar a ordem do universo em nossos próprios microcosmos?
Para recuperar minha serenidade, escolhi buscar um espaço mais tranquilo. Peguei o carro e dirigi para longe, procurando vias calmas onde pudesse me reconectar com minha paz interior. Essa experiência me ensinou algo importante: não podemos controlar tudo ao nosso redor, mas podemos escolher como reagir às adversidades.
O incômodo reafirmou que vibro em uma frequência muito diferente, e isso é natural. Porém, também me fez refletir sobre a importância do respeito mútuo. Expressar cultura, protestar ou celebrar são direitos, mas nunca devem significar perturbar injustamente a tranquilidade dos outros.
Que possamos nos inspirar na harmonia do universo para cuidar das vibrações que emitimos. Nossas músicas, palavras e ações têm o poder de construir ou desagregar. Que possamos criar frequências que agreguem, inspirem e elevem – tanto para nós quanto para os que nos cercam.
Pergunta para Reflexão:
Que tipo de vibração você tem emitido ao mundo?

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