Você ama ou já amou alguém? Para você, o amor é apenas um sentimento ou algo mais profundo?
Hoje pela manhã, li um artigo de um autor que se autointitula “especialista” em relacionamentos. No texto, deparei-me com a seguinte frase: “quando o amor estremece na relação.” Parei para refletir: como assim, o amor estremece?
Antes que me julguem, deixo claro: as palavras têm muito poder. O modo como descrevemos algo molda a forma como o percebemos. Dizer que o amor “estremece” pode sugerir que ele é frágil, instável — mas será isso realmente verdade?
Nesta reflexão, convido você a pensar sobre o amor, especialmente no contexto de um relacionamento a dois. Já percebeu como o amor, hoje, é tratado de forma diferente de outras épocas? O termo “amor” está cada vez mais banalizado.
A verdade é que, atualmente, o amor parece ter sido reduzido a algo raso e passageiro, quase como se fosse um emoticon. Ele desceu do trono sagrado para se transformar em uma mera emoção momentânea.
É inegável que o amor perdeu parte de sua nobreza. Talvez devêssemos analisá-lo sob diferentes perspectivas: como um reflexo dos valores da sociedade, dos costumes modernos ou até mesmo como um sentimento elevado que ainda resiste. O que parece certo é que o amor, outrora celebrado em prosas, versos e canções que atravessaram séculos, dificilmente se apresenta na mesma essência.
Hoje, especialmente nas artes, o amor é frequentemente retratado como posse ou dependência. Além disso, tornou-se um produto do consumismo, algo a ser “adquirido” ou “negociado.” A superficialidade é a marca deste século, e o amor, assim como muitas outras coisas, não foi poupado. O que antes era sólido e duradouro parece estar se dissolvendo.
Zygmunt Bauman descreveu brilhantemente esse fenômeno como “modernidade líquida.” Tudo, inclusive o amor, perdeu sua solidez, tornando-se fluido, fugaz, quase irreconhecível em sua forma mais pura.
Ainda assim, acredito que o amor verdadeiro existe para algumas pessoas raras. Será que você está nesse grupo seleto?
Para saber, reflita sobre estas atitudes que definem o amor genuíno:
- A aceitação do outro como ele é: A pessoa que você ama não precisa ser perfeita ou corresponder a um ideal.
- O respeito pela individualidade: Amar não significa exigir que o outro abandone sua essência para te agradar.
- A ausência de mesquinhez: O amor não é troca nem favor; ele é generoso e incondicional.
- A resiliência diante de desafios: O amor verdadeiro não “estremece” facilmente; ele se fortalece nas adversidades.
Portanto, não acredito na ideia de que “o amor estremece.” Se ele é abalado a ponto de se desfazer, talvez nunca tenha sido amor.
Agora é sua vez: o amor que você vive — ou espera viver — resiste ao teste do tempo e da superficialidade?

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