A vida é construída, em grande parte, por nossas próprias escolhas. Algumas pessoas têm o hábito de culpar o mundo ou os outros por seus erros. Contudo, se você acredita que essas escolhas são sempre atos racionais, está muito enganado.

Já parou para pensar em quantas vezes se arrependeu logo após tomar uma decisão? Por exemplo, a compra de roupas, uma viagem ou algo do tipo. Por que isso acontece?

Para compreender o que ocorre na maioria das decisões do dia a dia, é necessário prestar mais atenção ao nosso estado emocional quando as tomamos. Se você estava muito triste, provavelmente fez uma escolha ruim apenas para tentar se sentir melhor. Se foi num momento de euforia, pode ter se deixado levar por uma ilusão de poder ou entusiasmo desmedido.

A grande questão é: como saber se uma escolha foi baseada na razão e no discernimento ou apenas em um impulso? Podemos observar isso claramente no consumo de produtos considerados supérfluos.

Essa reflexão surgiu após uma experiência que tive na véspera das festas natalinas. Estava em uma grande loja de departamento e percebi como as pessoas agem impulsivamente. Vi adultos se comportando como adolescentes, movidos por desejos imediatos e assumindo compromissos financeiros muito além de suas possibilidades.

Sempre que vejo notícias sobre o endividamento das famílias, fica claro que muitas aquisições são fruto de escolhas irracionais, feitas sem considerar as reais condições financeiras. Isso reforça a ideia de que nossas decisões, muitas vezes, são guiadas mais pela emoção do que pela razão.

Já faz muito tempo que li um artigo inspirador. Não lembro o nome do autor, mas sua mensagem sobre o bem viver me marcou profundamente. O mais curioso é que ele era uma pessoa de grandes posses. A mensagem dizia que devemos viver sempre um degrau abaixo das nossas possibilidades.

Isso me impactou, porque essa ideia explica algo muito comum: o indivíduo que, apesar do aumento de suas receitas, vê suas despesas crescerem proporcionalmente. O resultado é que, mesmo com uma renda maior, ele não consegue se libertar dos compromissos financeiros e sua vida segue exatamente como antes.

A boa notícia é que existem maneiras de evitar esse sentimento de imediatismo que fortalece o consumismo. Somos seres emocionais. Por isso, precisamos acender um alerta sobre essa questão. Então, o que fazer? Adotei uma postura muito diferente em relação ao passado: desacelero minha mente e faço uma breve retrospectiva.

Pergunto-me: o que mudaria em relação ao ano passado? Como me senti depois das festas? Submeto minhas escolhas à razão e reflito: será que valeu a pena? O que é realmente importante para mim? O que fiz proporcionou momentos felizes ou foram apenas expectativas vazias?

Esse processo ajuda a tomar decisões mais conscientes, evitando arrependimentos e fortalecendo a capacidade de discernir entre o que é essencial e o que é apenas uma resposta impulsiva às emoções do momento.

Minha jornada, como alguém que valoriza a experiência e o autoconhecimento, tem sido marcada pela prática constante de escutar a mim mesmo. Sei que, como ser emocional, preciso estar vigilante. Às vezes, procuro compreender a motivação por trás das minhas escolhas. Gosto de refletir sobre o que sinto e, principalmente, por que sinto o que sinto.

Esse compromisso com o autoconhecimento me permite navegar pelas minhas emoções com mais equilíbrio, entendendo que é possível agir de forma consciente e harmoniosa, equilibrando razão e emoção.

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Sou Elizeu

O que posso dizer sobre mim? Sou aquariano, nascido no Sul e criado na Amazônia Ocidental — com os olhos voltados para o céu e o coração profundamente enraizado na terra.

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